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domingo, 8 de janeiro de 2012

RESIDENT EVIL, OS FILMES

Resident Evil é uma série renomada de games. Disso ninguém discorda.
Você pode ser o fã mais ferrenho, que defende com unhas e dentes a série original e acha que os diretores da franquia mereciam queimar no inferno por ter levado Resident Evil nessa direção em que ele se encontra em sua atual conjuntura mas, mesmo não estando satisfeito, não há como negar a influência dessa série para o mundo dos games e para o... cinema?

Todo jogo de muito sucesso acaba virando filme. Foi assim com Mortal Kombat, Super Mario Bros., Tomb Raider, Silent Hill, Alone in the Dark e muitos outros.
Questionar a qualidade dessas produções seria chutar cachorro morto pois, excetuando Silent Hill (o melhor filme de game já feito até então, apesar daquela pataquada que fizeram com o protagonista e o enredo chupado de O Chamado), os filmes citados acima vão do insignificante à vergonha alheia total. Quer ter um gostinho do que estou falando? Assista aos vídeos do Nostagia Critic, onde um “cara de óculos” põe essas (e muitas outras) porcarias no seu devido lugar.
Pois bem, com Resident Evil não poderia ser diferente. Quatro filmes foram lançados, cada um com seu próprio nível de fanservice e qualidade duvidosa. Vamos às pérolas!


RESIDENT EVIL: O HÓSPEDE MALDITO

Por incrível que pareça, eu só me dei conta da tradução correta do nome desse jogo depois do lançamento do filme. Antes disso, eu sempre achava que Resident Evil significava Residência Maldita. Que tosco! Mas vamos ao que interessa.

Eu assisti a esse filme em VHS, dublado e com um áudio tão ruim que mal dava pra entender a história.
Então, uma das coisas que mais me perturbou nesse filme foi o fato de não saber direito o nome da protagonista. Ruiva, cabelos medianamente longos... seria Claire Redfield?
Vários minutos de filme depois, a revelação: Alice. A personagem principal do filme não se chama Jill, Claire, Ada (palíndromo) ou qualquer coisa, e sim Alice!
Muito bem, mas quem diabos é Alice no universo de Resident Evil? Seria uma alusão à Alice no País das Maravilhas? Acho pouco provável, mas tudo bem.

Passado o trauma inicial e prosseguindo no filme, ficamos sabendo da trama principal: Alice acorda em uma mansão (referência barata à mansão Spencer, do primeiro jogo. Isso deve ter sido o suficiente para milhares de fanboys deslumbrados molharem as calças de felicidade no cinema), totalmente amnésica (puta clichê) e é lá que ela conhece a equipe militar da Umbrella que, por algum motivo misterioso, precisa da ajuda de uma civil desmemoriada para resolver o problema de contaminação que assola a base subterrânea da Umbrella conhecida com The Hive. Vá aproveitando, pois essa foi uma das poucas coisas boas e originais que colocaram no filme que não havia nos jogos (o fato da instalação ter um nome e destaque próprios).

Já na Colméia, os nossos heróis (sempre quis dizer isso!) são apresentados à Red Queen, uma inteligência artificial “personificada” por uma garotinha que tem total controle de todo o complexo. Mais uma coisa legal que foi inserida no filme. Mas, continuando...
A garotinha vermelha explica que a base foi contaminada pelo T-Vírus, um agente biológico altamente contagioso que leva os seres humanos a um estado primitivo no qual eles só atendem a sua necessidade mais básica: se alimentar. Mais um ponto positivo para o roteirista. Pena que as novidades boas param por aí.

Ainda em sua aula sobre zumbis modernos, a Red Queen nos informa que um dano cerebral ou cervical muito extremos é a única maneira de matar os infectados.
Então, por que raios logo na primeira cena com zumbis, nós vemos um zumbi com metade da cabeça arrancada?  E outra: se os zumbis têm apenas a necessidade básica de se alimentar, por que não comem outros zumbis? Ou grama? Ou o reboco das paredes?
Achei essa tentativa de reformulação da origem dos mortos-vivos bem interessante. Pena que os roteiristas mandaram a lógica pras cucuias durante todo o filme.

Antes que eu me esqueça: Resident Evil era um jogo de suposto terror baseado em filmes lado B de zumbi da década de 60. Digo suposto pois, de terror genuíno, todos sabemos que RE não tinha nada. Jogos como Alone in the Dark ou Silent Hill sim vieram para nos mostrar o que é uma verdadeira atmosfera de terror.
O problema é que o filme chega ao extremo de não ligar para o público original do game, e coloca no chão qualquer chance que o enredo tivesse de seguir um pouco a linha do jogo. Continuando...

Esse filme não tem, sequer, uma direção de fotografia que faça jus a um pretenso filme de terror. Preste atenção nos cenários claros demais, na trilha sonora tecno-action e nas sequências de ação forçadas que permeiam essa jóia da sétima arte. Sair no tapa com zumbis? Que bela forma de lidar com um apocalipse morto-vivo.

Pra não dizer que tudo nesse filme cheira a m#%&@, gostaria de citar a minha cena preferida: o corredor-laser da morte.
Essa cena, involuntariamente, acaba sendo a que mais se aproxima de causar alguma ansiedade ou medo no telespectador. Só queria entender por que os personagens que portam armas de fogo não tentam atirar nos vidros e luzes que geram os lasers...



O medo dos zumbis dá lugar ao terror e a ansiedade causados pela apreensão da hostilidade tecnológica emanada pela Red Queen.
Essa cena é tão boa que os criadores do jogo acharam um desperdício usá-la em um filme tão medíocre, e acabaram aproveitando ela no Resident Evil 4. Veja as semelhanças e julgue por si mesmo.



No mais, Resident Evil é um filme medíocre, dirigido por um diretor medíocre chamado Paul Anderson, que adora abusar de cenas em câmera lenta achando que elas suprem a carência de um enredo de qualidade. Adoraria espinafrar esse primeiro filme um pouco mais, mas preciso guardar um pouco de espaço para os outros. Sem contar o fato de que eu não uso óculos.


RESIDENT EVIL: APOCALYPSE

Um é pouco, mas será que dois é realmente bom?
O segundo atentado filme da série tem início onde o primeiro termina, com o projeto Nemesis.

Aqui, ao menos para mim, começa a era do DVD, aquela saudosa época na qual ainda existiam locadoras de filmes e a pirataria não havia acabado com tudo.
Assisti ao Apocalypse em DVD, como já disse. Não que isso tenha feito muita diferença.
Dessa vez, o diretor do filme é um tal de Alexander Witt.  Sinceramente, eu só me dei conta desse fato porque fui fazer uma pesquisa rápida sobre o filme na Wikipédia e me deparei com essa informação. Claro, o “roteiro” ainda é de Paul Anderson, então as coisas não poderiam ser muito diferentes mesmo. O mesmo estilo de direção débil mental está presente na continuação, sem tirar nem pôr.
E antes que eu me esqueça, queria dar um recado ao infeliz do roteirista desses filmes: NINGUÉM MAIS SE IMPRESSONA COM CENAS DE AÇÃO EM CÂMERA LENTA. Isso tinha graça em Matrix e nos três ou quatro anos seguintes. Agora já encheu.

Acabei de descobrir um pequeno problema, enquanto escrevo esse texto sobre o segundo filme: seu roteiro é tão ruim que eu simplesmente não me lembro de nada a seu respeito. Algumas vagas lembranças sobre um Nemesis de controle remoto e uma Alice com poderes de Jean Grey, dos X-Men. O resto foi bloqueado pelo meu cérebro, para evitar maiores danos.
Uma cena em especial, que não sai da minha cabeça e representa bem a falta de lógica nos enredos de Paul Anderson, é a cena do cemitério.



Não notou nada de estranho nela? Nesse caso, eu interfiro para fazer o meu papel de carrasco de filmes ruins: DESDE QUANDO O T-VIRUS TEM A CAPACIDADE DE RESSUSCITAR OS MORTOS?
Na pressa de reproduzir uma das cenas mais clichês de filmes B de zumbi, o roteirista se esqueceu completamente do fato de que aquelas pessoas já estavam mortas e, portanto, de forma alguma poderiam ser afetadas pelo vírus zumbificador. E esse é só um de mil exemplos de quão sem lógica é essa série.
E uma outra coisa que eu me recordo a respeito do enredo de Apocalypse, é a bagunça que é a sua história. A começar pelos personagens.

(Nota: depois de o artigo estar pronto, me dei conta da besteira que tinha dito sobre o T-virus. De acordo com o "roteiro" do filme, a função do vírus é justamente essa: ressuscitar os mortos. Ao menos, eu tenho a capacidade de admitir quando dou uma hagada, diferente do roteirista da série. Se ele tivesse essa mesma humildade, Resident Evil não teria passado do primeiro filme, aposto.)

O filme, novamente, nos apresenta (a deslocada no tempo, espaço e cronologia da série) Alice como personagem principal. Ele também nos introduz Jill Valentine (que chegou um pouco atrasada para a festa, visto que ela faz a sua estréia no primeiro jogo, e não no segundo. Ao menos ela atualizou seu guarda-roupas) personagem da qual eu, simplesmente, não me lembro que destino toma ao final do filme. Não podemos nos esquecer de Carlos, outro personagem dos games que foi totalmente descaracterizado aqui, física e psicologicamente.

Para terminar de falar de Resident Evil Apocalypse, gostaria de dizer que só tem uma coisa boa nesse filme (além do fato de que ele acaba): o seu trailer.



Esse trailer representa muito bem a empresa de fachada que era a Umbrella, nos jogos. Ele é muito bem feito; é sutil e cínico; conta com efeitos especiais bem convincentes e passa aquela exata sensação de que “tem algo de muito errado nisso tudo, sendo bom demais pra ser verdade”.
Se essa droga realmente existisse, o que ia ter de gente querendo virar zumbi pra se livrar de algumas rugas e pés de galinha não estaria no gibi.


RESIDENT EVIL: EXTINCTION

Aqui, a coisa começa a degringolar de tal forma que fica difícil saber o que os criadores pretendem alcançar com o filme. Extinction também me faz questionar o porquê da série ainda seguir em frente. Pra quem esses filmes são feitos? Será que alguém, realmente, consegue gostar deles? Bem, continuando...

Extinction é outro disparate escrito por Paul Anderson. Será que alguém se esqueceu de avisar a esse cara o quanto ele é ruim roteirizando filmes? É nisso que dá só pedir a opinião da própria mãe e dos amigos para avaliar seus trabalhos. Eu, como mero fã da série de games, conseguiria escrever coisa anos-luz melhor que essa porcaria que Anderson jogou nos cinemas.
O diretor, dessa vez, é um tal de Russel Mulcahy, nome que deve significar “sou um grande fracassado” em árabe.
Mais uma vez, a presença de um novo diretor não significou nada de melhor para o filme. Então, toda a culpa da má qualidade do filme pode ser jogada sem dó nos ombros de Paul Anderson novamente. Mas não se preocupe, pois um cara que escreve uns roteiros desses deve ser um masoquista que adora sofrer.

Mais uma vez, Anderson faz a lição de casa ao contrário e nos apresenta mais uma heroína dos games que é totalmente ofuscada pelos super-poderes e jeitinho marrento de Alice: Claire Redfield.
O enredo diz o seguinte: a Umbrella (e todas as autoridades do mundo) simplesmente ignorou o fato de que seus medicamentos e cosméticos causavam alguns “efeitos colaterais” e dizimou quase toda a população mundial, acabando com uma enorme gama de potenciais compradores de suas tranqueiras. Isso é que é visão de mercado.

Confesso: assisti Extinction em uma cópia pirata (mais uma vez, deixo claro que este blog não apoia pirataria e sua prática. Apesar de que, filmes como Extinction quase justificam esse tipo de coisa), com legendas em português de Portugal o que, ao menos, rendeu boas risadas aqui em casa, façanha essa que esse filme já é bem competente em alcançar, sem ajuda de terceiros.
A única cena de que gostei nele foi uma com corvos no deserto. De resto, é só mais um daqueles filmes que você assiste quando não tem mais nada melhor pra fazer, e ainda termina com aquela sensação de que algo lhe foi tirado (nesse caso, exatos 95 minutos da sua vida).

Falando sério, você consegue se assustar com uma cena dessas?

DIGA AAAAAAAHHHHH...

O cara que classificou esse filme como terror merecia levar uma surra de chicote flamejante do Balrog, do Senhor dos Anéis.


RESIDENT EVIL: AFTERLIFE

DE TRÁS DE TI, IMBECIL...
Sinceramente, não quero gastar meu precioso inglês aprendido ao custo de horas e mais horas de Final Fantasies para decifrar o significado do subtítulo desse filme. Se a sua história não faz o menor sentido, por que o título faria?
No Brasil, Resident Evil Afterlife foi batizado de Recomeço, o que significa que algum infeliz de pouca sorte foi forçado a assistir ao filme até a cena final, do navio, para poder bolar esse subtítulo.

Essa pérola é de 2010, sendo o primeiro filme da franquia a ser exibido em 3-D. Como os produtores do filme conseguiram convencer os donos de salas de cinema a exibir essa bomba é um mistério maior do que a trama principal de Afterlife.
A atual festa do 3-D é a única coisa que explica a quantidade absurda de cenas em câmera lenta fora de contexto presentes nesse filme. Sério. Assista a essa cena da luta no banheiro e tente não rir com o excesso de slow motion e caretinhas poser dos atores.



Êpa! Um momento. Esse inimigo é do Resident Evil 5. O que ele faz aqui?
É isso mesmo que você está pensando. De volta à direção da série e não satisfeito em estragar a única chance de levar os games Resident Evil à telona com o mínimo de dignidade, Paul Anderson resolve fazer um mashup dos eventos ocorridos no mais recente jogo da série, o não-tão-bom-quanto-Resident-Evil-4-mas –ainda-assim-excelente Resident Evil 5.
E como Resident Evil 5 não é Resident Evil 5 sem o bombadão e supermodelo Chris Redfield, a produção do filme resolve “sabiamente” escalar Wentworth Miller para interpretar o galã da BSAA.

SEPARADOS NO NASCIMENTO?

 Deu pra sentir o drama? O motivo de 9 entre 10 moçoilas jogarem Resident Evil 5 é interpretado por Wentworth-Scofield-Miller, no filme. Redfield...Scofield...Agora sei de onde saiu essa ideia.

NEM PENSE EM FUGIR DE MIM, SABRINA...

 Ah, eu falei que Wesker também está no filme? Claro que está. Uma revisitação de RE 5 que se preze não poderia deixar o vilão mais descolado da série de lado.
Surpreendentemente, até que eu gosto desse personagem no filme. O ator escolhido tem uma pinta de galã que não combina muito com o vilão, mas Shawn Roberts consegue passar toda a arrogância tão característica do personagem.

MEU NOME É SYLAR, PORRA!

 Uma coisa que me deixou muito triste com esse filme, além do tempo que eu perdi pra assisti-lo, foi a tentativa patética de replicar alguns momentos do jogo Resident Evil 5.
A inserção de personagens como Chris Redfield (ainda mais atrasado pra festa que a Jill); The Executioner e dos zumbis africanos seria muito bem-vinda, SE o restante do filme valesse algo mais que uma moeda de dez centavos, claro.

É patético como esse filme nem consegue copiar cenas que já existem no jogo, como o embate entre Wesker, Sheva (minha deusa eterna) e Chris, aquela mesma em que o vilão arremessa seu par de óculos.
Os efeitos são tão medíocres, que eu só posso dizer uma coisa: prefiro a cena no jogo. Mil vezes.
E o que foi aquela tentativa de reproduzir ao pé da letra os diálogos de Wesker na cena citada acima? Foi para irritar os jogadores e fãs do jogo? Se a idéia era essa, deu certo.
Ah, antes que eu me esqueça: Jill também está nesse filme, com aquele carrapato vermelho no peito e comandando os remanescentes da Umbrella em uma caça aos mocinhos do filme. Faz muito sentido, heim? Pois essa é a história de Resident Evil Afterlife.







CONCLUSÃO

Esses quatro filmes serviram para deixar a seguinte dúvida na minha cabeça: COMO A CAPCOM PODE PERMITIR QUE A SUA PRINCIPAL FRANQUIA SEJA DESCARACTERIZADA, AVACALHADA E ARRUINADA DESSA FORMA?
Se ela não tem nenhum apreço por uma das séries que a fez ser a empresa que é hoje, poderia ao menos guardar os direitos da franquia para um estúdio que soubesse fazer um pouco de dinheiro baseada na qualidade que os jogos têm. E de dinheiro, todos sabemos que a Capcom gosta muito.
Então, fica difícil de entender porque esses filmes continuam sendo feitos.

Detesto extremismos (a menos que sirva a um propósito humorístico, claro), mas acho que alguém devia cortar as mãos e a língua de Paul Anderson, para que nunca mais ele segurasse uma câmera e gritasse a palavra Action!
A série de filmes Resident Evil não tem nada a ver com a série de survival horror Resident Evil, e fica difícil ter alguma sensação de terror quando a heroína dá super pulos nas paredes enquanto um rockinho dos mais chinfrins toca ao fundo.

Características dos filmes:

-total ausência de atmosfera de terror (mais ainda que nos jogos atuais);
-cronologia da série ralo abaixo;
-personagem principal (inexistente na série) que ofusca os verdadeiros heróis;
-exagero de câmera lenta e cenas de ação;
-trilha sonora de final de rave;
-total e completa falta de sentido no enredo.

Achou pouco quatro filmes? Quer mais? Que bom para você. Do jeito que as coisas andam na indústria cinematográfica, não duvido nada que haja um Resident Evil: My Life Is Shit, em 2012. Quem viver, verá.


Au Revoir!


7 comentários:

  1. Na qualidade duvidosa de alguém que nunca jogou mais de vinte minutos de Resident Evil 4, posso dizer que o primeiro filme é divertido. Mais pela Red Queen do que pelos zumbis. O segundo filme, porém, foi tão chato para mim que parei por aí e não assisti os demais.

    Quanto ao Russel Mucahy, diretor do terceiro filme, tenha pena do coitado. Ele foi o genial diretor do primeiro Highlader e dos melhores videoclipes dos anos 80. Infelizmente, depois de Highlander II ele desceu uma vertiginosa ladeira abaixo que, pelo visto, culminou com Resident Evil: Extinction...

    Quanto ao futuro dos filmes, lamento informar que Resident Evil: Retribution, o quinto filme, já está com produção adiantada e sairá ainda este ano. Com o filme anterior faturando em torno de 300 milhões de dólares em todo o mundo, só com exibição nos cinemas, sem contar o mercado de DVDs e Blu-Rays, eu diria que o público geral está respondendo bem à série.

    Para efeitos de comparação, Resident Evil 5, o mais bem-sucedido jogo da franquia até agora, vendeu menos de seis milhões de unidades, faturando (em um cálculo muito chutado) em torno de 500 milhões de dólares. Ou seja, os fãs dos jogos devem dar graças que, por enquanto, a série ainda não foi superada pelos filmes de Anderson. Quando isso acontecer, teremos o movimento inverso: elementos e personagens dos filmes é que aparecerão nos jogos. Alice, anyone?

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  2. Aquino, se os jogos forem superados pelos filmes, será um sinal de que alguma coisa melhorou na qualidade destes. resident evil nunca foi muito famoso por seus enredos, mas os filmes são muito ruins e conseguem superar a mediocridade dos jogos e ainda quebrar qualquer clima de terror ou suspense que a série poderia mostrar nos cinemas.
    re5 não tem uma história genial, masa a considero bem razoável, apesar dos clichês e buracos de enredo (aquela de injetar o vírus em Wesker e depois ele agir como se não tivesse acontecido nada tá doendo até agora).
    Um novo Resident Evil nas telonas? Isso sim é que é terror...

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  3. Também acho os filmes de RE totalmente avacalhados, mas acredita que gosto deles? rsrs (São um "guilty pleasure".)

    O filme de Silent Hill é a melhor adaptação mesmo. Foi construído de um jeito que preservou a essência da série pros fãs, mas com uma trama mais "amigável" pra quem nunca jogou. Gosto muito da solução que deram pro culto, pois se tivessem feito exatamente como nos games ia embaralhar a mente de quem não conhecia a série original, né? =)

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  4. Silent hill é bem fiel mesmo, mas ainda acho que não havia necessidade de mudar o sexo de Harry Mason e copiar a história de O Chamado.
    Silent Hill tem vida própria, não precisa se espelhar em nada para brilhar.
    Quanto a Resident Evil, acho um caso perdido. só assisto aos filmes por pura curiosidade. já sei que dali não vai sair nada à altura dos jogos.
    o que me surpreende é que os filmes gerem tanto lucro, de acordo com as afirmações do colega Aquino.

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  5. Isso eu concordo, preferia que o protagonista continuasse sendo o Harry. Mas eles acharam que, pro mercado ocidental, faria mais sentido uma mãe buscando a filha incansavelmente (admitiram isso numa entrevista). Uma pena o "amor de pai" ser relegado a segundo plano.

    E também me surpreendo com o tanto de grana que os filmes de RE geram. rsrs

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  6. Não suporto qualquer filme do Resident, tive o desprazer de assistir o 1 no cinema, e depois não sei o porque, assisti o 2, acredito que estava sob efeito de psicotrópicos e incrível, vi o 3, neste dia estava doente, dormi boa parte do filme e quando sai estava curado, o filme era tão ruim que me curei "deitado" na poltrona do cinema pois tudo que era de ruim ele levou, literalmente!

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    1. como eu disse, apenas curiosidade mórbida. mesmo detestando, não posso prometer que não vou assistir o mais novo que sai ainda em 2012. masoquismo é fogo...

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