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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

HORROR DE DECEPÇÃO

Amy é uma das apostas para 2012 por um simples motivo: ele é um jogo de horror de sobrevivência, gênero bastante raro nessa geração. Do gênero citado, só me recordo dos notáveis Dead Space e Alan Wake, que chegaram a causar certo barulho na indústria.
 Alguns outros jogos bem fraquinhos (como Fear ou Condemned) vieram, mas sem conseguir chamar muita atenção. Esse estilo de jogo, assim como corrida e RPG, vem sendo muito escanteado pelas produtoras, que não conseguem emplacar um grande título sequer (nem mesmo apelando para o clássico recurso dos zumbis). Mas 2012 parecia ser diferente.

Pelo que eu entendi assistindo ao seu trailer, Amy conta a história de uma garotinha adotada que sofre de problemas psicológicos e que vem passando por diversos traumas durante a sua conturbada infância. A garota, então, passa a ficar sob os cuidados de Lana, uma bela loira que parece se sentir no dever de cuidar da pequena. De fato, o trailer de Amy consegue nos fisgar e ter AQUELA sensação de que vem coisa boa por aí.



Tendo meu interesse despertado e me sentindo ansioso por saciar a minha carência de bons jogos de survival horror (desde Silent Hill 3 e Origins não jogo um bom “exemplar da espécie”), fui à casa de um amigo que possui um Xbox 360. Lá, baixamos a demo do jogo e pude constatar como um trailer pode enganar até mesmo um jogador com décadas de experiência como eu.
Já nas cutscenes, fica evidente que o trabalho realizado com Amy fica aquém do esperado. Falta de sincronia labial; dublagem macarrônica; movimentação artificial de personagens; tudo parece estar lá para nos apresentar um jogo totalmente diferentes do que a nossa expectativa e empolgação podem fantasiar quando abastecidos com um pouco de imaginação.

De posse do controle, fiquei me perguntando como um jogo de 2012 pode apresentar jogabilidade e mecânicas tão travadas e desengonçadas. A demo nos dá o privilégio de controlar Lana, depois que o trem em que elas estavam viajando descarrila. Lana é extremamente pesada, lenta e desajeitada, apenas para sustentar a ideia de que uma mulher (num game) nunca poderá se livrar de seu papel de eterna vítima e intensificar os elementos de suspense no jogo. Caminhar é um tormento, e quando Lana esboça uma corrida, não o faz como uma pessoa que está com sua vida ameaçada. Atacar então, nem se fala.
Na demo, as mecânicas de batalha e interação com os cenários são totalmente desinteressantes e parecem ter acordado de um coma que durou longas duas gerações. Desde Silent Hill 2 eu não controlava um personagem  que parece andar com bigornas amarradas às pernas.

É uma pena. É triste ver como esse jogo parece ser mal-acabado, e como o gênero de Survival Horror está relegado ao quase que total esquecimento. Amy é um daqueles jogos em que nos esforçamos para gostar. Talvez pela simples falta de mais jogos do estilo; talvez pela sua aparente beleza e atmosfera de terror.
Gostaria de estar enganado sobre essas primeiras impressões do jogo. Mas dificilmente me engano e, geralmente, a primeira impressão é a que fica mesmo. Adoraria começar um novo ano levando muitos sustos em frente à TV. E de certa forma, acho que já levei um dos grandes...

Au Revoir!                                                                                  

4 comentários:

  1. E eu cheguei a escrever que era uma das cinco apostas para 2012... o IGN chamou o jogo de "ICO com zumbis", durante a E3. Devem ter visto só trailers e screenshots. A nota final do IGN foi um humilhante 20/100!

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  2. Marcos A. S. Almeida18 de janeiro de 2012 00:40

    Só de ver essa imagem => http://www.gamespot.com/amy/images/1594122/ já dá pra perceber que alguma coisa saiu errado...

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  3. Fiquei com pena também, minhas expectativas por Amy estavam bem altas. =(

    Jura que você gosta do SH Origins? É um dos meus favoritos, mas acho que nunca vi alguém falando muito bem dele.

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    Respostas
    1. Rebeca, gostei do Silent Hill Origins, apesar dele ter a mesma mecânica dos Silent Hills antigos e não inovar muito. mesmo assim ele é um Silent Hill melhor que o Homecomming, pois tem aquele jeitão que o primeiro jogo da série tinha.

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