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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

GUIA PRÁTICO DE SOBREVIVÊNCIA GAMER EM TEMPOS DE CRISE


“Não se defina”, já dizia a célebre frase de uma famosa banda brasileira dos anos 80.

O problema de criar uma definição sobre um aspecto importante de você mesmo ou de algo, é justamente quando as pessoas passam a esperar um comportamento ou característica baseados naquela palavra-chave de definição.

Na psicologia isso é visto como um problema. Na vida pessoal também, visto que tal costume limita as reais possibilidades e variáveis de uma pessoa.
Na economia esse fenômeno é igualmente prejudicial: todo mundo fala em crise o tempo todo sem nem parar pra saber melhor do que se trata. E não são raras as pessoas que se deixam influenciar (em geral negativamente) pelas flutuações quando deviam estar mais preocupados é com a onda em si.

Para trocar em miúdos e remover a interrogação da cabeça do leitor, explico: diante de momentos de crise econômica como esses, muitas pessoas vestem a carapuça de algo que talvez nem venham a vivenciar de fato. Tal fenômeno foi facilmente observável no ano de 2008, 2009, quando o Brasil foi pouco impactado pela grave crise mundial que assolou a economia, mas lojas insistiam em fechar as portas ou reduzir o quadro de funcionários. Se o país sofreu menos os efeitos por causa de uma administração econômica irresponsável, isso já é história pra outro blog. Mas a ideia central é essa.

Antes que o leitor clique no X lá em cima, quero deixar bem claro que não estou negando a terrível situação econômica pelo qual nosso sofrido país passa. Muito pelo contrário. São momentos como estes que nos fazem parar pra pensar um pouco mais nas coisas e reavaliar nossas decisões futuras.

"Fallout 4, The Witcher 3, Need 4 Speed... Será que dá?"


Games são parte fundamental na vida de uma considerável parcela de brasileiros. Seja como meio de sustento ou como simples válvula de escape de um dia estressante, os jogos eletrônicos finalmente começaram a fazer parte da cultura do brasileiro. Um claro sinal disso é quando uma pessoa pode dizer abertamente que aprendeu inglês jogando Final Fantasy sem atrair para si olhares de estranheza.

Pensando nessa conjuntura funesta pela qual os brasileiros passam no momento (sem querer colocar mais lenha na fogueira, mas as estimativas são de mais de 8 milhões de desempregados em plena época de natal...), eu deixo o leitor agora com uma lista de alternativas para quem não quer deixar seu entretenimento favorito de lado, mas não dispõe de muitos recursos pecuniários no momento (esse linguajar todo polido foi apenas para evitar expressões batidas como “a grana tá curta”...).



VAPOR BARATO



Um console de games é um equipamento caro. Mesmo com as várias funcionalidades dos aparelhos modernos, em resumo é um objeto que “só serve para jogar videogame”. Nem todo mundo pode se dar ao luxo de investir R$2000,00 em um console e mais R$200,00 em jogos de lançamento.
Mas computador, acredito eu que a maioria da população economicamente ativa deve ter em casa (os que estão lendo isso com certeza têm, nem que seja um smartphone).
E uma boa alternativa para quem joga games no bom e velho PC é a Steam, um serviço de venda de jogos digitais da Valve que facilita a vida financeira de muitos jogadores Brasil afora.

A Steam costuma praticar preços prá lá de acessíveis, visto que ela não sofre de taxações absurdas como qualquer produto que faça sombra no país (não que este maravilhoso governo que aí está não tenha tentado acabar com isso também). Volta e meia o site lança promoções que vão te causar o maior sentimento de culpa pela quantidade de jogos não jogados na sua biblioteca. Ou seria Steamteca? Vaporteca? Whatever...

Aposto como Todd Howard é o de cabeça branca, que solta ácido.


Mesmo com empresas gananciosas como a Bethesda querendo cobrar R$200,00 por um download de arquivo (só resta saber de qual cabeça do Tiamat chamado Zenimax Media partiu essa ideia inescrupulosa...), ainda dá para um gamer menos abastado sobreviver com pouco dinheiro na conta, e jogando títulos de alta qualidade. Fallout New Vegas Ultimate Edition por R$16,00... um dia ainda consigo superar isso.



COMPARANDO PRA NÃO TER QUE PARAR

Usuários do site entenderão a imagem...


Se a sua praia é mídia física e acabou, prepare-se: além de ter que pagar quase o mesmo valor do produto em frete, o jogador de consoles e PCs que não larga a mão de seus disquinhos precisa de muita cabeça fria e paciência para garimpar preços que não o levem à falência no final do mês.

Para isso, temos ótimas ferramentas como o site Compare Games. No site, é possível digitar o nome de um jogo e ver uma lista de todas as lojas do país que oferecem aquele produto. Dá pra organizar por ordem de relevância (??? Fico me perguntando o critério utilizado para julgar a relevância...) ou por preço. Levando em consideração o fato de estarmos navegando em um site de compras e não um veículo de análises, sugiro urgentemente que os mantenedores da página mudem a pesquisa padrão para ordem por preço mesmo.

Ainda no site, é possível consultar as promoções disponíveis para cada plataforma de jogos, além de links para notícias e produtos recomendados ou análises dos próprios usuários sobre vários games.
Mas, como diria uma terrível música de uma banda de brega aqui da minha região, “ninguém é perfeito e a vida é assim”, e o Compare Games possui lá as suas falhas.
A que mais me irrita, além do já citado padrão da pesquisa, é quando o site teima em exibir resultados de produtos que ou não estão mais disponíveis ou se encontram esgotados. Nem sei se isso é culpa do site, mas me irrito e ponto final.


MÉLIUZ... UM NOME ESTRANHO PRA CARAMBA.

Se der errado, já sabe com quem reclamar...


Méliuz não é bem um site, e sim uma ferramenta que te permite receber descontos ou uma porcentagem de uma compra na internet de volta. Os valores geralmente variam entre zero vírgula alguma coisa e 1,5%. Eu consegui um desconto de 1,5% na compra do Fallout 4, o que pode parecer pouco, mas já deve ser o suficiente para me garantir uma aposentadoria tranquila, dados os preços absurdos a que os lançamentos chegaram neste ano.

Para utilizar o serviço é preciso se cadastrar gratuitamente no site e, quando for comprar algo, verificar se a loja é parceira do Méliuz. Depois você ativa o desconto, dentro do site da loja mesmo, e recebe um valor em crédito. Pra ser sincero eu ainda nem colhi nenhum fruto com o site, mas a simples ideia de receber algo ao invés de perder, em tempos como estes, já me parece apetitosa o suficiente. Receber de forma honesta, só pra deixar bem claro.

 P.S: pra não dizer que estou sendo irresponsável ao indicar algo que não conheço aos leitores, além de ser usuário, eu fiz uma pesquisa na internet sobre essa ferramenta. Há uma matéria da revista Exame que fala sobre o negócio, e no site Reclame Aqui o Méliuz tem uma reputação classificada como excelente. Com isso, apenas gostaria de salientar que tudo que envolve dinheiro também envolve certo risco, e pesquisar é sempre uma ótica medida de segurança para tudo.



FOCO



Você joga Fallout desde a sua estreia nos PCs. Ou então você conheceu a franquia no terceiro jogo, nos consoles, assim como eu. É uma das suas séries favoritas e você sabe que, assim como The Elder Scrolls, não sai um jogo novo dessa franquia com a frequência que maças desabam de árvores. Não tem jeito: você PRECISA jogar o Fallout 4 o quanto antes...

No texto acima, pode substituir o termo “Fallout” por qualquer outro jogo, como Assassin’s Creed, Halo, Final Fantasy, Metal Gear, Star Wars e etc. Todo jogador de videogames possui AQUELA franquia favorita, pela qual ele espera ansiosamente um novo episódio. Não jogar um lançamento desta franquia é algo fora de cogitação, inclusive valendo a tática de deixar de lado outras coisas mais “supérfluas” para que o seu mimo passe à frente na longa fila de objetos de desejo (desculpe, almofada de alfinetes com o tema da Tifa, vai ter que ficar pra depois...).

Então a dica que eu deixo é essa: defina as suas prioridades com antecedência. Prepare sua rotina de lazer, digo financeiramente mesmo, para constatar o que realmente faz diferença em suas escolhas. Vinte reais em um ingresso de cinema de um filme medíocre que você vai esquecer em dois dias, ou vinte reais naquele download de Chrono Trigger que vai te proporcionar horas de diversão segura na poltrona da sua casa? A resposta fica por sua conta...

Algumas estratégias, como estar por dentro das listas de lançamentos, reviews, e escolher um jogo mais importante no ano pra comprar podem te dar uma luz de como passar por essa maré de azar sem deixar de curtir aquela obra indispensável ao seu currículo gamer.



RECICLE: A NATUREZA AGRADECE

"Que tédio. Tô sem nada pra jogar..."


Essa dica pode parecer bastante óbvia, mas a facilidade de acesso e baixo custo citados no exemplo da Steam podem acabar fazendo alguns jogadores esquecerem disso: se você trabalha e tem dinheiro para comprar seus preciosos “joguinhos”, com certeza deve ter uma pilha (mesmo que virtual) de games que você: a) não jogou até o fim; b) não completou 100%; c) só jogou uma vez e deixou de lado, pra jogar coisas novas; e d) desprezou completamente devido ao tempo de vacas gordas.

Então o conselho é este: revisite a sua gameteca já adquirida. Com certeza você vai achar um ou outro jogo que você deixou de se dedicar mais a ele por causa do excesso de oferta de outros jogos mais novos.
Lembre-se que um clássico é um clássico. Um bom jogo pode envelhecer tecnicamente, mas na sua mente a diversão vai ser a mesma (isso se você não for um analista de blog chato que fica procurando defeito em tudo).

Concentre-se no que você JÁ tem, ao invés de só correr atrás do que ainda não conseguiu. A aquisição apenas pela aquisição pode acabar tirando o sentido de se ter algo, que é justamente desfrutar desse mesmo algo.



PLUS PRA MAIS



“Mas na PS Plus do PS4 só tem indie. Dois jogos ou três jogos por mês é muito pouco. Eu quero jogar Metal Gear Phantom Pain. Mimimi, mimimi...”
É claro que se nós pudéssemos jogar tudo que queríamos, o mundo seria perfeito e o país não se chamaria Brasil. Mas é sempre bom se ater à realidade que você se encontra. Caso contrário eu não estaria escrevendo um texto sobre conselhos de como sobreviver durante a crise.

Pra quem não conhece, a Playstation Plus é um programa da Sony (mais um que ela copiou da Microsoft na cara dura) que garante algumas vantagens ao assinante. Quem estiver disposto a desembolsar a quantia de R$99,00 por ano vai gozar de benefícios como: guardar seus arquivos de save em nuvem, como forma de backup; ganhar descontos na compra de jogos digitais; ter acesso exclusivo a betas e demos de jogos; e o melhor, ganhar de um a três jogos por mês TOTALMENTE GRÁTIS.

Claro que existem algumas ressalvas: os jogos que você ganha só ficam disponíveis naquele mês em especial. Passados os trinta dias, novos jogos estarão disponíveis e quem baixou, baixou, quem não baixou não baixa mais.

Uma vez baixado o game fica na sua biblioteca, podendo ser baixado novamente a qualquer momento, mesmo que o mês de oferta já tenha passado. Ou seja: baixe até Barbie no país do cogumelo encantado, em caso de dúvida. O futuro a deus pertence, não é mesmo?
Se a sua assinatura expirar e você não renovar, pode ir dando adeus ao Barbie no país do cogumelo encantado e a TODO E QUALQUER JOGO QUE VOCÊ ADQUIRIU PELA PLUS. Isso mesmo: a Sony bloqueia os jogos já baixados caso você deixe de ser um cliente Plus.

Já no PS4, temos o “privilégio” de contar com o recurso de multiplayer nos games, que não está mais disponível ao usuário comum como sempre foi no PS3. Quanto a isso, eu gostaria de encontrar pessoalmente o executivo engravatado responsável por essa decisão. E eu gostaria de estar de posse de uma calibre acima do numeral 12 nessa maravilhosa ocasião...

Mas como não adianta chorar pelo leite derramado, fica a dica: o PS3 conta com alguns excelentes jogos gratuitos na PS Plus, como Uncharted, Bioshock, a versão GOTY do Tomb Raider e etc. No PS4, por causa da frescura de não ter retrocompatibilidade, temos mais indies mesmo. Encare isso como uma ótima oportunidade de conhecer excelentes títulos, como Valiant Hearts, Guacamelee, Super Meat Boy e outros que não me recordo agora.
Basta você lembrar que dá pra recuperar o investimento da assinatura com uma média de três ou quatro jogos bons que você conseguir jogar. O que vier depois já é lucro...



POLITICAMENTE CORRETO

Quem dera ficasse só na piada...


A última dica é fundamental, muito embora que o site não seja sobre economia ou política: DEIXE DE SER ACOMODADO E APRENDA O BÁSICO SOBRE POLÍTICA. Existe uma frase, que a minha preguiça impede de descobrir a autoria, que afirma mais ou menos que “uma pessoa que não gosta de política terá a vida governada por aqueles que gostam.”

De forma alguma estou querendo dizer que você deva apoiar ou atacar um partido X ou Y, e sim que você deve ter a noção de que política tem a ver com pessoas, como essas pessoas vivem e o que afeta a vida delas. Se você não se interessa por isso, além de ser um misantropo de merda, você está alienado à realidade ao seu redor. E também não vai ter o direito de cobrar depois.

Eu, como muita gente, tenho aversão a política justamente por ver tanta coisa errada sendo feita em um país cuja corrupção parece ser um dos componentes culturais que constituem a sociedade. Mas eu acho ridículo pessoas que parecem se orgulhar de bradar aos quatro cantos que não suporta política, como se isso fosse uma qualidade ao invés do visível demérito que realmente é.

Duvido que ela vá arcar com as consequências. O povo é quem vai pagar essa conta.


Sabe o que é bastante fácil? Chamar todos os políticos de ladrão, enterrar a cabeça na areia e esperar pelo menos ruim. Sabe o que é difícil? Se acostumar a tolerar algo que não suporta, pesquisar e se informar sobre um assunto que tem muito impacto, não só sobre a sua vida como na das pessoas que você gosta. Eu prefiro não me acovardar e ficar com o caminho mais estreito, que leva a recompensas melhores e mais duradouras.

Se você não consegue enxergar onde conscientização política se encaixa em um post sobre crise econômica e altos preços dos jogos, só posso temer pelos próximos tempos (que com certeza serão ainda piores que este nefasto ano de 2015) e lamentar pelo nível de ignorância da sociedade.


E é isso folks. Espero que tenham gostado do post, e que pelo menos uma das dicas que eu dei tenha sido de serventia para o leitor. Obrigado a quem assistiu até o fim. Se gostou deixe seu joinha... ops! É a força do hábito. Obrigado a todos e até o próximo post.



Au Revoir!

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