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segunda-feira, 27 de abril de 2015

UMA TARDE NO MUSEU




Patriotismo é um dos sentimentos mais idiotas que um ser humano pode ter, já que estamos falando  de sentir  orgulho de uma coisa que você não criou (já existia bem antes de você nascer) e da qual você não escolheu fazer parte. E como é triste constatar que, além de passar longe de ser patriota, eu detesto o lugar onde moro, mais pelas pessoas que pelo lugar em si. Mas comecemos do começo...

No dia 11 de abril do ano vigente chegou a Recife o Museu Itinerante do Videogame, uma exposição que roda o Brasil todo mostrando uma interessante linha do tempo com os principais consoles de videogame. Além de vitrines com exemplares dos mais obscuros aos mais conhecidos consoles, a exposição conta com uma área para degustação de clássicos inesquecíveis de todas as plataformas, como Street Fighter 2 (SNES), The King of Fighters 94 (NEO GEO), As Tartarugas Ninja (NES) e outros mais recentes.


Esse é o dono da bola. (FOTO: MUSEU DO VIDEOGAME)

A “brincadeira” toda é comandada por Cleidson Lima, curador do museu e dono dos mais de 200 consoles exibidos no evento (acredito eu).
Em um primeiro momento, a sensação é de uma criança solta em uma loja de doces com o cartão de crédito do Bill Gates nas mãos: impossível não me flagrar com um persistente sorriso de satisfação no rosto ao ver o meu entretenimento preferido ser apreciado por uma enorme quantidade de pessoas que talvez, e muito talvez mesmo, possuam o mesmo apreço pela “brincadeira”  que eu. Infelizmente, em toda brincadeira existe o espírito esportivo e o espírito de porco, que parece conseguir se divertir apenas assistindo ao descontentamento dos outros.

Num cubículo desses tem muito videogame e cotovelada também.


Eu moro em Olinda, no estado de Pernambuco. Grandes eventos, como show de Red Hot Chilly Pepers ou Ivete Sangalo não são mais novidade para o povo da minha terra, que conta com uma estrutura mais que adequada para receber artistas desse calibre.
A menos de 10km da minha casa, por exemplo, existe um centro de convenções e o Chevrolet Hall, espaços gigantescos apropriados pra esse tipo de ocasião. Infelizmente, nenhum dos dois lugares foi o escolhido para acomodar um evento que certamente lotaria os corredores destes ambientes mais rápido do que um nerd consegue dizer “bazinga”.

O Museu Itinerante acabou ontem, dia 26 de abril, e foi justamente nesse último dia que eu resolvi visitar o evento. Apenas para chegar à óbvia conclusão de que a coisa está longe de ser feita do jeito que devia quando o assunto são videogames.

Claro que não podiam faltar os cospobres


Os problemas são visíveis logo no início da exposição: umas poucas vitrines com consoles que datam da década de 80 até os dias de hoje, com seus representantes máximos Xbox One e PS4. Vitrines que, ora são baixas demais para um adulto contemplar, ora são altas demais para os pimpolhos conhecerem aquele famoso console que possuía um teclado numérico em seu gabinete.
Pra piorar, os cartezes explicativos eram pequenos demais, tornando-se algo proibitivo e incômodo de acompanhar, tanto pelos mais novos quanto pelos mais velhos (e usuários de óculos).

Na área de degustação, a boa e velha “educação” típica do brasileiro se fez notar com bastante naturalidade: mesmo que algumas pessoas tivessem o bom senso de passar o controle a quem estava esperando, em uma aglomeração que alguns insistiam em chamar de “fila”, uma incômoda maioria estava decidida a monopolizar os controles, ignorando o fato de que não estavam em suas casas, no conforto de seus quartos. Ficou difícil aguardar para jogar uma reles partida de um fighting game sem dar “aquela” olhadinha para os lados, como quem pergunta “quem é que está colocando ordem nesse galinheiro”? “Ninguém” ainda parecia ser a resposta mais óbvia, apesar do carinha magricela vestido de encanador bigodudo.

"Daqui não saio, daqui ninguém me tira".


Isso sem falar no mau exemplo dado pelos pais de crianças pequenas que estavam presentes no evento, que não tinham o tato de retirar seus filhos de um console que estava ali para que TODOS pudessem participar da brincadeira. O resultado disso é que passei longe de experimentar qualquer jogo que levasse o nome Mario em seu título ou fosse publicado pela Nintendo. É, pelo jeito videogame ainda é “coisa de criança” mesmo...

O Museu Itinerante do Videogame é uma iniciativa gratuita do colecionador Cleidson Lima, que me faz pensar no “mal” que um ingresso de R$10,00 faria à organização de um evento desses. Um espaço mais aconchegante para receber o público e uma plateia menos casual, mais comprometida com o entretenimento (e mais educada, pra variar), talvez fossem os efeitos colaterais de um valor cobrado para ingressar no evento.  Se não, pelo menos a ausência de cotovelos empurrando as minhas cansadas costelas talvez valessem a tarifa.

"Foi namorar, perdeu o lugar"


Apesar de ter desbloqueado a conquista “Participou de um evento nerd em sua terra natal”, o saldo do Museu do Videogame deixa sérias dúvidas na minha cabeça: a quem o evento pretendia atingir? Quantas pessoas passaram por lá nos vinte dias e poucos dias que o evento foi realizado? Qual a faixa etária do pessoal que segurou joysticks nesse intervalo de tempo? Qual a impressão geral que o povo da minha região tem de algo assim? 
Perguntas que ficarão sem resposta, visto que a exposição não parece ter contado com nenhum registro de atividades e nem dispôs de nenhum mecanismo (como quantidade de ingressos vendidos) para aferir essas informações. Ao menos, não que eu saiba.

Um dia estressante de engarrafamentos (por causa de um show de Ivete Sangalo). Uma "virose" que transformava o simples ato de ficar em pé em um martírio. Muita espera. Uma fila quilométrica para comprar os ingressos de Os Vingadores: A Era de Ultron. A certeza de que os videogames, finalmente, estão começando a fazer parte da cultura do nosso país. E muita, mas muita demonstração de falta de educação e cordialidade entre aqueles que compartilham da mesma paixão: esse foi o saldo da minha visita ao Museu dos Videogames.


Au Revoir!

terça-feira, 17 de março de 2015

A GRATIFICANTE TAREFA DE MANTER UM BLOG: TAPA NO VISUAL



Desde que criei o blog, em 2011, nunca me preocupei muito com aparência, uma estrutura mais elaborada ou perfumarias vistas em outros blogs (do tipo, imagens de capa que mudam a cada acesso) . Tanto é que, ao longo desses quase quatro anos, só alterei o layout do blog uma vez, e foi mais uma reformulação nas cores e fonte utilizadas que outras mudanças mais radicais. E isso me gerou mais problemas que vantagens, visto que o blogger deu uma bagunçada legal no espaçamento do texto e posição das fotos de muitas postagens, me obrigando a CORRIGIR TUDO MANUALMENTEFelizmente, esse problema se deu quando o blog ainda não tinha uma quantidade tão grande de postagens, o que ajudou um pouco na resolução da questão.

Mais tarde, quando já tinha dado um jeito nos principais textos, os que eu mais tinha gostado de escrever pro blog, me deparei com um outro problema: MISTERIOSAMENTE, AS FOTOS QUE EU COLOCAVA NAS POSTAGENS FICAVAM GRANULADAS, MESMO EM ALTAS RESOLUÇÕES, CASO EU AUMENTASSE O TAMANHO DA JANELA NOS POSTS.
Esse entrave, claro, é bem mais prejudicial à qualidade dos posts, visto que fica meio difícil pra um leitor acreditar que um jogo é lindo de viver se o que ele está vendo no texto é uma imagem de péssima qualidade, toda feiosa e quadriculada. Ao visitar outros blogs, minha frustração apenas crescia ao ver postagens com fotos enormes e em HD, ocupando metade da tela do meu computador (me fazendo perguntar "como raios esse cara faz isso"?)

O antes...


Felizmente, com uma mãozinha de um velho conhecido, consegui descobrir que o problema era de fácil resolução. Passei, então, a partir do Review Supremo de Alien Isolation, a selecionar fotos imensas que consigam passar a ideia de beleza que eu tento descrever nos textos.

Toda essa questão com a qualidade visual do blog me fez relembrar que mantenho esta empreitada mais por satisfação pessoal do que por outra coisa, visto que o retorno das pessoas que frequentam a página vendo sendo quase zero nos últimos tempos (mesmo daqueles fiéis que sempre apareciam pra dizer se haviam gostado de um post ou se eu merecia levar uma tijolada por falar tanta besteira). O lado bom disso é que me sinto à vontade para ativar o ganho com o $ite (não que eu espere ficar rico com isso, claro que não), por exemplo, visto que se um leitor não se manifesta pra dizer onde ele acha que eu acertei ele não tem o direito de o fazer para demonstrar seu descontentamento com o que quer que seja.

... e o depois!


Então, como gostei muito da brincadeira de reeditar alguns posts para dar um tapa no visual (e corrigir eventuais erros de digitação ou de informação), resolvi levar adiante esse projeto e começar a reformular alguns dos textos que mais têm visualizações no blog. Claro que estou falando dos Reviews Supremos.
Comecei com o do Fallout, que ficou super ultra mega legal depois das melhorias que fiz. Ontem foi a vez da Crise nas Infinitas Terras atingir o lindo mundo de Spira e seu Review Supremo de Final Fantasy 10, um texto bastante elogiado pelos fãs do blog (assim como no Facebook) e que me deu bastante prazer em publicar.



Enquanto ainda estiver afastado do trabalho e com tempo de sobra (a vida que eu espero levar na próxima década de minha existência, se meus planejamentos financeiros derem certo) pretendo dar continuidade à brincadeira, que confesso servir mais ao meu ego de escritor do que aos leitores propriamente ditos (agora deixei a parte Shadow do meu nome transparecer um pouquinho a mais da conta. Mea culpa...).

O texto que será reformulado hoje, ou amanhã? Diga as palavras "Review Supremo" três vezes na frente de um espelho pra encontrar a resposta (ou clique no marcador homônimo e procure pelo seu texto favorito aqui no blog, pra ver se ele foi o contemplado) pois só o Shadow sabe...


Au Revoir...

segunda-feira, 3 de março de 2014

MIM COPIA, TU PROÍBE













Eu escrevo postagens para o Mais Um Blog de Games faz um bom tempo. O que poucos sabem é que eu adoro revisar meus textos. Quando estou sem muita coisa interessante pra ler no computador, ou simplesmente entediado, gosto de visitar meu blog para reler alguns textos que me deram prazer de escrever ou aqueles em que achei que consegui fazer um bom trabalho. E, durante uma dessas visitas a artigos antigos, percebi que TODAS as janelas de vídeo do post  (ATUALIZADO: nem todas) haviam sido substituídas por um quadrado em branco. Sim, eu sei. A notícia é velha, mas é que a ficha só caiu agora. Ou melhor, o bônus diário só foi descontado agora (para usar uma expressão mais atualizada).




Adorava esse ícone. Sinal de ótima qualidade na imagem dos vídeos.


Toda essa coisa de censura do Youtube deve ter começado, eu acho (e quero deixar bem claro que não estou dando nenhuma opinião baseada em fatos ou material pesquisado), por causa do sistema utilizado pelo Machinima. Pelo pouco que sei sobre isso (me corrija quem tiver tido a coragem de pesquisar mais afundo. Shame on me, eu sei...), o Machinima é um serviço do Youtube que remunera vlogers pelo seu trabalho de acordo com quantidade de likes e inscritos. Maiores detalhes são irrelevantes ao desenrolar do texto, pois não é sobre o sistema do Machinima que eu quero falar. A minha crítica será, como não podia deixar de ser, à indústria do entretenimento em si, com mais ênfase à indústria de games (tanto pelo meu conhecimento sobre esse ramo ser maior que nos outros quanto pela questão das cifras também. Ficará mais claro com o escrever de linhas...).


Essa é a forma como vejo a indústria de games atualmente


O fato: blogueiros, vlogueiros ou criadores de conteúdo de entretenimento não podem mais colocar links de vídeos de jogos, filmes ou quaisquer coisa protegida por direitos autorais em seus blogs e vídeos do Youtube. O que acontece na realidade é que muita gente consegue fazer dinheiro com seus vídeos de gameplay ou de reviews. Mas será que isso é algo tão ruim assim? Pare pra pensar em jogos mais lado B, como Mirror’s Edge por exemplo: será que houve uma propaganda digna e pesada em torno desse ótimo jogo? E será que é um mal tão grande que fãs e afins DIVULGUEM O TRABALHO DAS EMPRESAS DE FORMA GRATUITA, MUITAS VEZES GUIADOS APENAS PELO SEU AMOR PESSOAL A DETERMINADA OBRA?

Mas aí uma empresa pode argumentar que nem todos os vídeos são declarações de amor a uma obra. Existem pessoas, como no caso do Nostalgia Critics, que fazem fama (quiçá dinheiro também) criticando negativamente e detonando da melhor forma possível pérolas do cinema de qualidade mais do que questionável. Mas aí eu pergunto de novo: SERÁ QUE NÃO DEVERIA SER UMA MAIOR PREOCUPAÇÃO DAS EMPRESAS LANÇAREM PRODUTOS DE QUALIDADE AO INVÉS DE SE INCOMODAREM SE ALGUÉM FALA MAL DE SUAS CRIAÇÕES?

A Rockstar está preocupada com vídeos falando mal de seus jogos ou em trabalhar para garantir a qualidade deles? O que você acha?


Se eles estão descontentes com sistemas como o do Machinima deviam arrumar outra forma de resolver o problema. Eu sei que criadores têm o direito à propriedade intelectual. De forma alguma estou querendo defender a ideia de que um criador não pode ter controle sobre sua criação, mas proibir (e marginalizar) os fãs de seus produtos não é jeito mais cortês e eficiente de resolver uma questão delicada como essa.

Não se preocupem, nada de Meu Review Supremo Sobre a Filhadaputagem das Empresas de Games. Queria apenas oficializar a minha indignação com empresas que ficam agoniadas por saber que alguém mais além delas está tendo lucros exorbitantes com seus produtos. Acho esse tipo de atitude um verdadeiro retrocesso no boom criativo que o entretenimento sofreu com o advento da internet, no qual até um Zé Ninguém que mora nos confins da região-problema de seu país pode opinar e publicar seus textos para que o mundo todo possa ler (estou pensando grande neste momento em particular).
Isso me lembrou o caso de lojas como a Gamestop, famosa pela venda e aquecimento do mercado de games usados. Durante anos as criadoras de games fizeram de tudo (desde lobby em congresso a se utilizar de táticas como códigos de autorização) para desestimular e coibir o ganho de dinheiro indireto com seus produtos. Aí fica a pergunta: será que o faturamento com jogos é tão pequeno a ponto da venda de usados abalar as fundações dessa indústria? Ou seria mais um caso de ganância e egoísmo canibais?

Esqueci de checar o registro de patentes antes usar imagem das marcas "telefone" e "tubo de papel".


Do jeito que as coisas andam, daqui a pouco nem poderemos mais utilizar imagens de jogos na edição de postagens. Então a caça às bruxas se prontificará a punir os incautos que fizerem menções escritas a jogos, filmes e quaisquer produtos protegidos por direitos autorais. Eu sei que é exagero, mas esse tipo de vitória do lado negro da força me lembra muito algumas tentativas frustradas de censurar o conteúdo da rede mundial. Depois de não poder emprestar o seu jogo, vendê-lo ou comprá-lo de terceiros, precisar de conexão com internet pra jogar até mesmo campanhas off-line e não poder mais falar sobre o entretenimento que mais gosta, o que virá depois disso? Sinceramente, eu prefiro nem saber...


Au Revoir!

domingo, 18 de agosto de 2013

NO ESPAÇO NINGUÉM VAI OUVIR VOCÊ... SER OBLITERADO



















R.I.P, franquia Dead Space

ISAAC CLARKE: * 2008; † 2012
CAUSA MORTIS: Obsessão dos jogadores por Headshot

"Aqui jaz um homem que foi bem-sucedido em fugir das garras de muitos e horripilantes monstros, mas fracassou em sucumbir às garras da indústria".


Au Revoir...

sábado, 10 de agosto de 2013

MOTIVOS PELOS QUAIS EU ODEIO O COMBATE DE MASS EFFECT 2


Recentemente voltei a jogar Mass Effect 2. Como os leitores do blog devem saber, infelizmente não vou poder cumprir a minha promessa de Review Supremo, devido à perda do arquivo de texto no meu notebook.
Mas, como disse, voltei a jogar esse jogo. Em parte pela saudade. Em parte para me deslumbrar mais uma vez com o visual embasbacante e singular que só esse jogo consegue oferecer (algumas telas de ME2 me lembram aquelas antigas pinturas de ficção científica que eram publicadas em revistas como Heavy Metal).
 A parte mais masoquista do meu ser-gamer sentiu vontade de retornar às trapalhadas de Shepard e sua turma para completar a lista de troféus do game. E isso envolve uma parte bastante delicada desse processo (pios de coruja e trovoadas sinistras na madrugada, por favor...): FINALIZAR O GAME, DO INÍCIO AO FIM, NO NÍVEL DE DIFICULDADE INSANITY...

Mesmo estando longe de fazer jus ao seu nome (graças à Via Láctea e ao planetóide Aite), o modo Insanity deve ter sido responsável pelo aparecimento de vários fios de cabelo branco no cocuruto de milhares de gamers mundo afora.
Apesar de começar com todos os seus pontos de evolução e melhores armas (falarei disso com uma riqueza de detalhes de causar inveja no bispo Edir Macedo), Mass Effect 2 no nível Insanity só precisa de reles meio segundo pra mandar o seu escudo de proteção às favas e mais meio segundo pra mandar o próprio Shepard beijar a lona. E sem direito a gritinho de “Shepard? Sherpard! Sheeeeeeepard...”

Sério: o visual desse jogo é incrível. Não sei como a Bioware conseguiu













Bem, o fato é que eu adoro Mass Effect 2. Esse é um daqueles games do qual todos falam e nós ficamos sem entender o porquê, até que num belo dia resolvemos experimenta-lo e... não gostamos nem um pouco do que vemos diante de nós.
Aí esperamos passar alguns meses e damos uma nova chance a Shepard e seu sorriso zumbi-psicótico forçado para uma paixão à segunda jogada.
Mas, como sempre tem um “mas”, mesmo adorando cada momento de história e cenas deste game, eu não posso faltar com o meu compromisso com o leitor do blog e avisar que O COMBATE DE MASS EFFECT 2 É UMA DROGA. Para justificar o porquê de meu ranço com os certames de ME 2, aqui vão os meus motivos.


MOTIVO 1: SHEPARD SE MOVE COMO UM RETARDADO

Cara, teus pais sabem que tu se veste assim?













Lá está você, sem nenhum meio de fugir do fogo inimigo e com seu escudo de energia tirando umas férias no planeta Tatooine (deviam fazer essa homenagem no game). Eis que surge uma oportunidade de correr e, for god sake, por que raios Sherpard corre como um débil mental portador de Alzheimer? Quer dizer, o cara é um militar em plena forma física que acabou de ter o corpo revitalizado pelos melhores implantes e meios que a medicina daquela época é capaz de proporcionar. Mas mesmo assim ele ainda SE MOVE COMO UM NERD ASMÁTICO, BATE COMO UM DEFICIENTE FÍSICO E PERDE O FÔLEGO MAIS RÁPIDO QUE UM... melhor eu parar por aqui enquanto ainda não insultei todas as minorias portadoras de algum tipo de limitação.
Como se a coisa não pudesse ficar pior, os programadores tiveram a genial idéia de colocar o comando de correr no mesmo botão que faz o doentinho do Shepard se cobrir dos tiros (o botão xis, no PS3). Um doce pra quem adivinhar o que mais acontece quando estamos tentando fugir do fogo inimigo e chegamos perto de um dos objetos que servem de cobertura...

MOTIVO 2: ESCUDO DE URUBU É RODA!

Teu pior pesadelo tem um nome: Hammerhead!













Sim, eu sei que o nível Insanity foi feito pela Bioware para seres humanos inocentes perderem toda a sua razão e fé na humanidade. Mas eu não retiro minha queixa pelo simples fato de que eu já sentia doses cavalares de raiva mesmo jogando no nível anterior de dificuldade (sinceramente, não lembro se era normal ou hard).
Aí eu faço a pergunta que não quer calar: PRA QUÊ RAIOS SERVE AQUELE
ESCUDO AZUL NOS COMBATES DE ME 2?
Sério, pra quê colocar um elemento que não ajuda em quase nada num game? Isso é equivalente àquela coisa que tinha em jogos como Super Mario e Donkey Kong, nos quais os personagens contavam com uma e apenas uma chance de levar dano, apenas pra não dizer que ele morreria na hora em caso de acerto.

O escudo de Mass Effect 2 não serve de proteção, por mais contraditório que isso possa parecer. Isso deve acontecer para justificar o péssimo sistema de cobertura presente nesse game. Também fica difícil entender o motivo de podermos dar vários upgrades durante o game mas nenhum melhorar o escudo de forma significativa. E, falando no capeta...

MOTIVO 3: COBERTURA DE BOSTA COM GOTINHAS DE CHOCOLATE

Quem mandou se esconder num lugar tão óbvio...













Outra coisa que eu espero que, sinceramente, parem de copiar em jogos de ação em terceira pessoa: sistema de cobertura.

Tente se lembrar do último jogo que contava com esse recurso no qual ele realmente fazia diferença, ou funcionava a contento. Difícil, não é mesmo? Quer dizer, muitos falam do sistema de cobertura do primeiro Gears of War como sendo a nona maravilha do mundo. Infelizmente eu não joguei esse jogo o suficiente para poder tecer uma opinião concreta sobre o assunto. E, como o post fala de ME 2, só posso dar o veredito sobre o jogo em questão: O SISTEMA DE COBERTURA DESSE GAME É UMA PORCARIA, isso quando não se configura como uma verdadeira piada per si só, como na missão de recrutamento de Garrus, na qual o game nos dá a opção de nos escondermos do fogo inimigo de dois krogans enfurecidos (pasmem!) DE TRÁS DE UM SOFÁ DE COURO. Isso mesmo: anos de pesquisas militares para o desenvolvimento de armas laser que não conseguem transpassar o estofado de um sofá de couro...

Felizmente o sofá de couro dos belos cenários de ME 2 possuem outra utilidade que não a de escudo-refletor: a de âncora para o próximo tópico (acredite, tem tudo a ver).

MOTIVO 4: CADA UM NO SEU CM2

Adivinha de onde vão vir os inimigos...













Como você faz pra saber se vai chover? Assiste a previsão do tempo. Sabe como uma Salarian faz pra engravidar? Não faço ideia. Mas sabe como você sabe que vai enfrentar uma cambada de inimigos pentelhos recobertos por escudos, barreiras, campo astrais e outras coberturas mais? É SÓ OLHAR PRA PORRA DO MALDITO LAYOUT QUADRADO DOS CENÁRIOS DESSE GAME.

Sério, como raios Shepard e seu esquadrão viajam por dezenas e mais dezenas de planetas que diferem em centenas de anos da cultura da Terra mas sempre encontra o mesmo padrão de configuração de ambientes nos cenários?
A coisa fica tão óbvia que chega a perder a graça: você passa por uns poucos corredores fechados, abre uma ou duas portas tecnológicas e bingo: caixas e mais caixas espalhadas uniformemente pelo salão dão a certeza de que “a bala vai comer solta” no jogo.

Não acho que seria pedir demais não: já que o game nos obriga a usar um sistema de cobertura e flanqueamento, que ao menos demonstre um pouco de criatividade criando cenáemonstre um pouco de criatividade criando cenobertura e flanqueamento, que ao menos ultura da Terra mas sempre encontra o meas rios e na disposição dos elementos do ambiente.
A palavra “cambada” serviu para ativar na minha mente perturbada o tema do próximo tópico, então here we go!

MOTIVO 5: UM MILHÃO É POUCO, DOIS MILHÕES É BOM, TRÊS MILHÕES...

Pra começar, um aperitivo...













Não sei se isso se evidenciou mais com a jogatina do nível Insanity e confesso que essa é a menor das minhas reclamações com o combate horrível de um dos melhores games dessa geração, mas em um post de queixume não tem como deixar passar: POR QUE AS EMPRESAS ACHAM LEGAL ENVIAR UM VERDADEIRO BATALHÃO DE INIMIGOS DE UMA VEZ SÓ EM CIMA DO JOGADOR?
Nas primeiras décadas em que isso acontecia nos jogos havia uma bela explicação: games eram feitos por adultos para crianças desocupadas. E esses mesmos adultos desocupados tinham a agradável mania de colocar uma dificuldade abusiva nos jogos para criar a ilusão de alto fator replay de um jogo.

Em jogos como Mass Effect 2, fico imaginando outra razão que não o sadismo para um jogo que usa sistema de autosave obrigar o jogador a enfrentar toda uma horda de inimigos do zero, quando podia dar uma colher de chá e criar um simples checkpoint ou save entre uma onda de inimigo e outra. Isso sem falar no fato de que TODOS OS MALDITOS INIMIGOS DO CENÁRIO ESCOLHEM ATIRAR EM SHEPARD, COMO SE SOUBESSEM QUE ISSO RESULTARÁ EM UM BELO "GAME OVER" NA CARA DO JOGADOR (se não tivéssemos que aguentar um cenário em que já estamos sendo carregado novamente até que a derrota não seria tão frustrante).

E hordas sem sentido de inimigos me fazem lembrar do mais grave problema que eu encontro toda vez que jogo ME 2...

MOTIVO 6, FINAL (POIS QUERO JOGAR MAIS ME 2 AINDA HOJE, HEHE): POR QUE AS ARMAS DESSE JOGO SÃO TÃO FRACAS?

Uma das poucas armas que servem pra alguma coisa












Eu já falei isso no post sobre as minhas impressões do Mass Effect 2. Mas essa falha se acentua ainda mais quando não temos nada melhor pra fazer da vida e decidimos aceitar o desafio de completar um game em níveis tão absurdos de dificuldade.
Me perdi, mas retomemos o tópico: AS ARMAS DE ME 2 SÃO UM LIXO. Elas são fracas demais. É frustrante ter que disparar mais de trinta tiros no mesmo inimigo apenas pra poder desativar seu escudo (e isso levando em conta que você está com o tipo de arma certo), principalmente quando eles conseguem a mesma proeza gastando bem menos munição.

Sabe aqueles momentos de jogo em que um inimigo forte vem pra cima de você e se esgotaram todas as suas bombas de Super Metroid?



Você reza e apela pra achar um recurso que te livre da fria na qual se meteu mas não consegue encontrar nada que te salve? Bem, em jogos com combates divertidos que prezam pela boa ação acontece esse tipo de cena:



Pena que não seja o caso de ME 2.
Neste game eu fico sem saber o que usar no campo de batalha. Primeiro porque não adianta mesmo. Todas as armas do jogo são fracas e, mesmo com os upgrades certos, dificilmente elas matarão o inimigo de uma forma eficaz (principalmente se dependermos de fatores atrapalhantes como a velocidade de mira dos rifles sniper, por exemplo).
Segundo porque o jogo conta com um Codex detalhadíssimo que lista milhares de dados sobre planetas que ninguém vai ler, mas não se dá ao trabalho de informar coisas corriqueiras em jogos que se autointitulam RPGs, como o MALDITO DANO QUE A ARMA CAUSA e etc.
Mantis Sniper Rifle, Viper Sniper Rifle ou Widow Anti Matter Sniper Rifle: na dúvida, escolha o que tiver o nome mais fodão e, de preferência, termos como “very effective” em sua descrição que tudo se resolve. Eu adoraria estar brincando, mas é assim mesmo que funciona a tabela de estatística das armas de ME 2.

E por hoje é só, folks. Sei que minha dívida com o Review Supremo não foi paga mas se eu consegui desabafar algumas coisas que mais me incomodam na batalha deste game então o post já cumpriu o seu papel (o de extravasar as minhas frustrações nerd com os games, não a de saciar a sede de leitores por detalhes irrelevantes na experiência de um nerd e seus games).
Um bom fim de semana a todos e nos vemos no possível post “Motivos pelos quais eu não detesto o combate de Mass Effect 3”, assim que eu retomar as partidas neste jogo.

Acredite, essa mesma expressão da Miranda serve pra alegria, raiva, tristeza...



Au Revoir!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A ÁRDUA TAREFA DE MANTER UM BLOG: ERAM OS DEUSES UNS FDPs?

No blog Retina Desgastada, do camada Carlos Aquino, podemos ler a expressão "deuses da aleatoriedade"  com bastante frequência nos textos. Eu, particularmente (acho que isso é uma redundância) me sinto uma vítima da sorte propriamente dita e dos já citados deuses. Sabe aquela expressão "se eu concorrer comigo mesmo ainda tenho uma boa chance de sair perdendo"? Pois é exatamente o meu caso.
Me senti tão identificado com as criaturas fictícias criadas pelo camarada que me achei no direito de ser apadrinhado por tais seres e, de quebra, acrescentar o adjetivo "negros" às divindades.

Pois bem, o curto texto tem a função de pedir desculpas aos leitores do Mais Um Blog de Games, mais uma vez, por não poder cumprir algumas promessas que fiz com relação ao lançamento de alguns posts que estavam descansando em minha área de trabalho.
Sim, o verbo estar no tempo passado já dá uma pista do desastre que se abateu sobre meu PC: perdi todos os dados que estavam salvos no HD por causa:

1-do acaso de ter que formatar o meu pen drive para salvar alguns vídeos da autoescola (o caso é que o pen drive insistia em mostrar uma capacidade menor que a real e não consegui salvar coisa alguma. E, sim, deuses da aleatoriedade, eu estou tirando a minha habilitação: é hora de dar o troco...). NOTA: o backup dos posts estavam no pendrive, só pra tornar a coisa menos incompreensível;

2-da minha displicência em não manter cópias atualizadas em meu email ou qualquer outro "mail" semelhante;

3-do meu azar em contrair um vírus que transformou a partição de meu HD em uma completa desconhecida aos olhos do meu notebook;

4-da maldita aleatoriedade negra que sempre faz com que eu quebre a cara nos momentos mais inesperados.

Aqui quem fala não é o personagem (também fictício) Shadow Geisel, criado para dar vazão às minhas reclamações e sandices a respeito dos jogos eletrônicos. Quem fala é a sombra por trás do Sombra que comanda o Mais Um Blog de Games. E o que o Shadow Geisel pode revelar sobre a personalidade dessa outra sombra? Que ela é teimosa pra caramba e tem o péssimo hábito de cumprir as suas promessas a qualquer custo. O problema é que essa Crise nas Infinitas Terras no meu notebook acabou com as chances de cumprir as tais promessas de posts que fiz ao longo dos meses, entre elas:

-o Review Supremo do Batman Arkham Asylumm, jogo esse que foi vencedor da enquete (sobre o próximo Review Supremo a ser publicado) com 9 votos e que merecia (e merece) a declaração de amor que eu estava preparando para ele;

-o Review Supremo de Mass Effect 2, que havia ficado em segundo lugar na votação e já estava em estágio bem avançado;

-o Review Supremo de Farcry 3, que talvez ainda tenha alguma chance de ver a luz do dia graças a algumas toscas anotações feitas em um caderno, como esboço;

-o Review Supremo do Bioshock. Mea culpa, eu sei;

-alguns outros textos que prefiro esquecer que existiam para não ganhar mais alguns cabelos brancos de raiva.

O lado bom disso tudo é que o blog continuará com sua rotina normal (de tartaruga reumática arrastando de uma perna) depois de eu conseguir formatar o PC e passar pelo processo maçante de configurar tudo de novo do zero. A primeira (e provavelmente única) promoção do blog sairá no sábado (se não der mais nada de errado comigo ou com o pc ou com o nível de ozônio da atmosfera ou...) e a minha autoestima gamer segue firme e forte... a quem eu estou querendo enganar? Malditos deuses FDPs e suas aleatoriedades negras do inferno que vão pro raio que os partam seus desocupados filhos de uma...

Au Revoir :(

domingo, 13 de janeiro de 2013

MUNDINHO DO AVESSO

Jogar videogame significa se dedicar a um entretenimento que pode ser bastante imediatista, às vezes.
Para avaliar certos aspectos desse ramo de entretenimento eu costumo me ater ao fato observado em diversas ciências (como física, química ou biologia) de que o macro costuma se espelhar no micro e vice-versa. Só para evitar o surgimento de várias interrogações na cabeça dos (poucos) leitores do blog, um rápido exemplo: os planetas e seus satélites naturais; o núcleo do átomo e seus orbitais; uma célula e suas organelas...
Com mecânicas buscando uma diversão mais imediata, por vezes, esse ritmo de evolução acaba transparecendo de uma forma geral nos rumos que a indústria de games toma. Mais uma vez, inspiração advinda do site de notícias de entretenimento Omelete (apesar de que não vou transcrever o texto na íntegra).


FAR CRY 3 É CENSURADO NO JAPÃO

Já vi que, pra jogar Far Cry 3, terei que contornar uma velha fobia...











Essa notícia só pode ser considerada ou uma piada de mau gosto ou um claro sinal de que os papéis, definitivamente, estão se invertendo entre os dois hemisférios do mundo dos games. Japoneses se queixando de conteúdo violento em um game? Peço que o leitor faça uma breve pesquisa sobre jogos e animes mais violentos já feitos (pois eu estou com preguiça de fazer isso no momento). Claro, muita coisa (no caso de games) como Carmageddon e Mortal Kombat vai aparecer nas páginas do livro da vida que é o Google. Mas uma boa parte das referências apontará para obras da cultura japonesa, como Berserker, Ninja Gaiden entre outros.

E aí eu pergunto, em caixa alta? POR QUAL RAZÃO OS MANÍACOS POR VIOLÊNCIA E ANIMÊS SOBRE GAROTINHAS SENDO VIOLENTADAS POR TENTÁCULOS DE TODA ESPÉCIE (OBRIGADO AO AMER PELA INFORMAÇÃO) SE INCOMODARIAM POR CAUSA DE UM JOGO COM TIROS E “MERAS” MORTES AO ESTILO POLÍCIA-E-LADRÃO?

A razão da censura estaria em uma cena de sexo envolvendo um ferimento (???). Infelizmente, careço de imaginação sexual bizarra necessária para ter noção do tamanho do problema. De acordo com a notícia, algumas ações mais violentas foram retiradas e, pasmem, o jogador que matar três inimigos seguidamente sofrerá um tipo de penalidade... Aham... Qual é a idade da indústria de jogos mesmo? Trinta, ou três?
Também quero evitar spoilers em uma compra certa de um game que estou aguardando muito. Mas ainda fica a dúvida: será que só eu percebi que existe um enorme numeral 18 estampado na capa do game? E pra quê foram criados órgãos de classificação etária de jogos e filmes? 
De uma coisa eu tenho certeza: desculpem-me pelo clichê, mas essa notícia só serviu para apressar a aquisição do Far Cry 3 pela pessoa que vos escreve. Bela jogada de marketing, Ubisoft...


MARVEL HEROES ONLINE

Haja dinheiro pra comprar essa cambada toda...












Esta notícia não veio do site citado acima. Veio do canal de vídeos do Youtube Gamer Point, do já conhecido Guilherme Gamer. Antes que a curiosidade se estabeleça na mente dos leitores do blog, sim eu acompanho o Gamer Point apesar da quase que total falta de opinião do Guilherme quando o assunto são jogos. Depois que passou a inserir propagandas de patrocinadores em seus vídeos, nem se fala.
O motivo é que eu gosto da “notícia falada”, para dar uma folga aos meus cansados olhos de jogador de videogame.

Bem, o caso é que o jogo de MMO com os personagens da Marvel/Disney Comics é gratuito. Free 2 play. O problema é que, de acordo com a notícia do vídeo, para desfrutar de todo o conteúdo que o jogo tem a oferecer o jogador americano precisará desembolsar a quantia total de U$120,00. Isso mesmo que você pensou: quase o dobro do valor de um jogo de lançamento de consoles (PS3 e 360). Se comparado aos jogos de PC, a cifra fica ainda mais absurda. E olha que estou me reservando ao direito de não converter para o real...
A desenvolvedora do game, por sua vez, afirma que todo o conteúdo extra (sete pacotes de DLC, se não me falha a parca memória de jogador de videogame) pode ser desbravado com a versão gratuita do jogo, apenas exigindo mais tempo dos jogadores que optarem por essa alternativa. Uhum... Sei... Deixa eu dar uma olhadinha no meu R.G... Não senhora, eu não nasci ontem.

A primeira vez que ouvi ou li algo a respeito de um jogo online que, para jogar seria “gratuito”, exigindo dinheiro apenas dos jogadores mais “dedicados” que desejassem adquirir itens e regalias, soou um sininho silencioso e imaginário na minha cabecinha do tipo “isso vai dar em mer...”
A quem essas desenvolvedoras acham que vão enganar com este tipo de jogada de marketing infantil e descarada? Sinto informar que jogos, em sua grande maioria, não são mais feitos para crianças.

Quando paro pra pensar nos jogadores que não se incomodarão em se sujeitar a esse tipo de artimanha sinto muita pena por causa dos dois tipos de situação que a deci$ão da desenvolvedora possibilita:

1-os jogadores que baixarem o jogo “gratuito” e pagarem por todos os DLCs estarão, como eu disse anteriormente, se sujeitando a um golpe baixo da empresa, ao mesmo tempo que servem de cobaias para aferir o senso de julgamento (ou falta dele) dos jogadores em tomar decisões que envolvam seus objetos de desejo;

2-os pouco abastados que quiserem apenas desfrutar da parte gratuita do game terão que conviver com players “bugados” e super-poderosos, travestidos de toda sorte de itens e recursos colocados no game para beneficiar apenas aqueles que querem ou podem pagar. E tudo isso para atestar a aceitabilidade de um sistema desonesto e ganancioso que as desenvolvedoras vêm tentando empurrar goela abaixo dos jogadores ao longo dos anos, sem resultados muito concretos (felizmente).


Esse foi mais um desabafo em forma de notícia aqui no meu blog. É também uma forma de deixar claro que o blog não está entregue às moscas, mesmo com a baixa frequência de postagens.  Além do velho mimimi sobre falta de tempo, cito também a minha dedicação a posts quilométricos e as minhas crises de falta de paciência como principal causa do problema.
Agora dá licença que eu vou comprar uma armadura nova pro meu pangaré no The Elder Scrolls...


Esse Pé-de-Pano vai me levar à falência!


Au Revoir!!!

sábado, 8 de dezembro de 2012

A ÁRDUA TAREFA DE MANTER UM BLOG: SORTE NEGRA

Como todo nerd que se preze, em algum momento da minha vida eu joguei RPGs de mesa. RPGs "de verdade", como Vampiro: A Máscara ou Lobisomen: O Apocalipse, nos quais podemos interpretar um personagem ao invés de apertar botões para escolher entre attack, magic ou Limit Break.

Diferente da maioria das pessoas que vão ficando mais velhas, eu não tenho a mínima vergonha em admitir isso. Muito pelo contrário: Rpgs têm a incrível capacidade de exercitar a imaginação; estimulam a nossa capacidade de tomada de decisões rápidas e ensinam várias e várias lições de convívio em sociedade e companheirismo, mesmo que você seja um La Sombra traiçoeiro que não perde a oportunidade de cravar uma adaga de ossos nas costas de seu melhor amigo só pra sair bem na foto com o líder do seu clã.

Lendo o (ainda excelente) Vampiro: A Máscara, dois defeitos encontrados no final do livro me chamavam bastante atenção:

Meu clã preferido


















Azar Sobrenatural (4 pontos)

As coisas simplesmente não são do seu jeito. Sempre que uma oportunidade de brilhar surge para você, algo acontece para arruiná-la. Uma vez por ciclo, o Narrador pode aumentar a dificuldade de uma rolada de dados crítica em 2 e não te avisar com antecedência. Se você falhar naquela jogada, é culpa de algum elemento randômico de má sorte (seu joelho deu cãibra um milésimo antes de você puxar o gatilho, por exemplo...)”
(Vampiro, a Máscara; Guia do Jogador 3ª ed, pág. 28)

O outro era:

Futuro Negro (5 pontos)

“Você foi amaldiçoado com a Morte Final, ou pior, com o sofrimento de uma agonia eterna. Não importa o que você faça, não conseguirá livrar-se deste destino terrível. Em algum momento durante a crônica, seu Futuro Negro o atingirá. Ainda mais assustador é que você às vezes tem visões de sua sina, e o mal-estar que essas imagens lhe provocam exige que você gaste um ponto de Força de Vontade para apagá-las de sua mente, ou então você perderá um dado de todas as suas ações pelo resto da noite. É a Equipe de Avaliação quem determina a natureza exata da sua sina e os Narradores determinam quando ela ocorrerá. Este é um Defeito difícil de ser representado; ironicamente, embora pareça eliminar todo o livre arbítrio, o conhecimento do momento da morte pode ser libertador.”
(Vampiro, a Máscara; Livro Básico 3ª ed, pág 302)

Aonde quero chegar falando isso? Quero chegar ao fato de que, se eu fosse um personagem de Rpgs, com certeza os dois defeitos acima constariam da minha ficha de personagem, sem direito a borracha na ficha de criação de personagem ou subornar o Mestre da sessão para que fosse dado um jeitinho.


A QUEDA DO GIGANTE NEGRO

Se fosse um console da Microsoft...












Há exatamente uma semana o meu PS3 começou a apresentar um comportamento estranho. Algumas vezes, quando eu colocava um disco de jogo na unidade de leitura, o jogo não começava e aparecia a seguinte mensagem:

“Error occurred during the start operation (80010514)”

Jogos digitais (instalados no Hd) funcionam perfeitamente. DVDs de filme idem. Pesquisei no Google, e as alternativas não eram nada animadoras. Várias pessoas que haviam passado pelo mesmo problema afirmavam que a falha:

a- era um problema de arquivo corrompido no aparelho. Um arquivo de update (de jogo ou de firmware) impedia que o console iniciasse o boot do disco;

b- era um problema do canhão de leitura do console. Nesse caso, mesmo tendo a resolução mais cara, o defeito seria de mais fácil resolução.

Logicamente, pesquisei na internet as possíveis soluções para a alternativa "a" da questão.
Alguns sites diziam que uma restauração dos arquivos de sistema através do console de recuperação do aparelho resolveria o problema (aperta e segura o botão de power com o aparelho em standby. Ele irá ligar e desligar. Aperta e segura novamente até ouvir um bip. Mais dois bips soarão e é hora de soltar o botão. Para restaurar os arquivos, escolhe-se a opção 3).
Dê uma olhadinha no começo do texto, na parte sobre os defeitos de personagem, e tente adivinhar se o problema parou por aí ou continuou.

A terceira e última alternativa...













O segundo procedimento seria uma formatação completa do HD do console. Operação que apagaria TODOS os dados acumulados em três felizes anos de uso do aparelho.
Como eu já havia feito backup de todos os saves antes mesmo de tentar o primeiro procedimento (eterno desconfiado), não hesitei em realizar a operação.
Aqui faço uma nota para um ponto em especial:

POR QUE DIABOS A FORMATAÇÃO “COMPLETA” (as aspas se devem ao fato de vários arquivos e configurações permanecerem no aparelho depois de tal procedimento, como configurações de perfis e conta) DE UM PS3 SLIM COM 120GB DE HD LEVA MAIS DE 10 HORAS PARA TERMINAR?

Mesmo que você não entenda patavinas de computador, em algum momento de sua vida você deve ter formatado o HD de seu computador ou testemunhado alguém realizando tal tarefa.
Mesmo a mais demorada formatação, no maior HD, não deverá passar de uma hora e meia. E olhe que estou dando uma enorme folga no tempo, pois essa operação é bem rápida em computadores mais modernos.

A diferença entre a formatação rápida da completa é que na rápida os clusters do disco rígido apenas são marcados com o status “livre”, mas os dados não são apagados definitivamente. De fato, dá pra recuperar muita coisa que estava em um HD utilizando ferramentas que se utilizam desta artimanha. Ou seja: muito cuidado com as pornografias que você coloca no PC do seu trabalho, pois elas podem te render uma bela “justa causa” se o pc cair em mãos mais competentes.
Já a formatação completa apaga, um por um, os arquivos gravados nos clusters do HD. E essa tarefa é beeeeeeem mais demorada.

Mas isso não é desculpa, pois o PS3 é um aparelho que foi lançado em 2006. Mesmo não utilizando o sistema Windows ou sistemas básicos operacionais como os famosos BIOS, que já vêm integrados nos pcs, UMA MALDITA FORMATAÇÃO DE HD NUNCA, MAS NUNCA, DEVERIA LEVAR DE 10 A 12 HORAS PARA SE COMPLETAR!!!
Desabafo feito, continuando...

Você leu o livro O Código Da Vinci? Se leu, vai se lembrar de uma parte em que a personagem Sophie se espanta pelo fato dos enigmas deixados por seu tio sempre serem constituídos por “enigmas dentro de enigmas”.
Nunca é simples. Nunca é fácil. Sempre tem alguma coisa a mais para dificultar as coisas. Mais ou menos uma versão refinada da piada do Juquinha e a adivinhação do batom.
E é exatamente assim que as coisas funcionam comigo. Será que a formatação completa dos possíveis arquivos que estariam causando o problema resolveu a minha peleja? Mais uma vez, leia o começo do artigo, com ênfase no trecho em negrito do primeiro defeito. Continuando...


UM POR TODOS, VOCÊ POR SI PRÓPRIO E A SONY DO BRASIL POR NINGUÉM











Qual a ideia de usar um console totalmente original, com jogos originais e sem nenhum tipo de alteração? É andar na linha. Fazer as coisas do "jeito certo". Evitar os problemas que a pirataria causa e desfrutar dos benefícios de tal prática, certo?
Partindo dessa ideia, o próximo e mais lógico passo seria contatar a assistência técnica da fabricante do aparelho para que algo fosse feito, não é mesmo?

Bem, depois de pesquisar muito e constatar que NÃO HÁ UMA REPRESENTANTE OFICIAL DA SONY EM UMA DAS MAIORES CAPITAIS DO PAÍS, RECIFE, consegui um número de telefone que me guiaria à unidade de assistência mais próxima da minha região.
Como estou trabalhando durante o horário de atendimento (8:00 as 17:00), coube ao meu irmão a ingrata tarefa de tentar resolver qualquer coisa que seja pelo telefone neste MALDITO PAÍS DOS INFERNOS CUSPIDO POR SATÃ EM SEUS PIORES DIAS DE MAU HUMOR.

Depois de informar que se tratava de um aparelho importado e sem garantia (pois cometemos o sacrilégio de comprá-lo antes de a Sony decidir que os mortos de fome do maldito país dos infernos cuspido por Satã em seus piores dias de mau humor eram dignos do enorme privilégio de ter o console lançado oficialmente no país), a melhor solução que a telefonista pôde oferecer foi a de “procurarmos uma assistência técnica de nossa confiança para que o conserto fosse realizado”, que pode ser traduzido como: “foda-se. Não é problema nosso se você comprou um aparelho NOSSO por meio de importação quando não havia outra alternativa. SE VIRA. E obrigado por escolher um dos produtos da família Playstation! :)”.












Bem, mesmo que o aparelho fosse “nacional” não mudaria muita coisa.
De acordo com uma outra telefonista, o procedimento seria mandarmos o aparelho pelos Correios para que ele fosse encaminhado para uma obscura assistência técnica da Terra do Nunca, onde procedimentos insidiosos e invasivos seriam realizados sem nem mesmo nos darmos conta do que diabos estava acontecendo. Ou seja: se vira! O problema não é nosso.

Mas quer saber de uma? Se o problema foi causado por uma instalação de arquivo que veio a se corromper e comprometer as tarefas de boot de disco (suspeito que foi o lazarento do Dark Souls do meu irmão que começou essa porra toda),  O PROBLEMA É SEU SIM, SENHORA SONY.

ONDE DIABOS UMA EMPRESA ESTÁ COM A CABEÇA PARA PERMITIR QUE UM ARQUIVO DE INSTALAÇÃO DE UM PRODUTO ORIGINAL E LICENCIADO PELA FABRICANTE ACABE COM O HARDWARE DE UM CONSOLE, A PONTO DE DEIXÁ-LO INUTILIZADO PRA SEMPRE?
Sim, pois se foi uma falha no firmware do console, o defeito não tem solução e só outro aparelho mesmo. Essas foram as palavras do técnico da assistência da minha confiança a quem tive que recorrer.

PRA QUÊ DIABOS SERVE A PSN E TODOS OS SEUS MALDITOS UPDATES DE JOGOS E FIRMWARE (ALÉM DE ESTORVAR E ACORRENTAR O JOGADOR), SE ELES NÃO SÃO CAPAZES DE CORRIGIR UM PROBLEMA DE SOFTWARE DO QUAL A EMPRESA JÁ TEM CONHECIMENTO (É SÓ PROCURAR NA INTERNET PRA VER QUE O PROBLEMA NÃO É TÃO RARO QUANTO A SONY AFIRMA QUE É)?

Hoje pela manhã levei o console à já citada assistência técnica. Me senti bem menos frustrado, pois sei que deles não ouviria um belo SE VIRA mascarado em palavras pomposas e de falsa cordialidade.

O problema, surpreendentemente dessa vez, não ficou tímido diante do técnico da loja, como geralmente acontece comigo: há quinze dias comprei um celular novo, para substituir o que foi levado no assalto, e o fone de ouvido não funcionava direito. Apenas em um dos lados saía som. Depois testar em três fones de ouvido diferentes e de mexer em todas as configurações possíveis e imagináveis a respeito de fones e acessórios, levei o celular para trocar, convencido de que tinha comprado um aparelho com defeito. E QUAL NÃO FOI A MINHA COMPLETA CARA DE “NASCI COM O * VIRADO PRO INFERNO" QUANDO O APARELHO FUNCIONOU PERFEITAMENTE NA PRESENÇA DO VENDEDOR?. O fato é que o jogo colocado no leitor não iniciou e a famigerada mensagem apareceu novamente.

O diagnóstico será feito segunda-feira. De acordo com o técnico, há duas possibilidades:

a-      a mais cara e mais simples: o leitor do aparelho foi pro saco e terei que pagar R$350,00 pela troca da peça e limpeza do console no geral. Até aí tudo bem. Não sou rico mas, graças ao meu trabalho, posso afirmar que dinheiro não é o problema. Se eu quisesse poderia comprar um ou até mais de um aparelho novo na caixa. E a morte do leitor também não é lá nenhuma surpresa, visto que desde 2011 o aparelho já se recusava a identificar discos vez ou outra. E o fato do aparelho ter três anos de uso sem nenhuma limpeza ou manutenção deve ter contribuído para o surgimento de tal problema;

b-     a mais complicada e que não custaria nada, visto que seria o anúncio da morte do meu PS3: se o problema for no firmware do console não há como resolver e só outro novo mesmo. O estranho é que eu jurava que havia uma opção que restaurava as configurações de fábrica do aparelho nas opções de formatação. Isso, inclusive, restauraria a versão do firmware para a original, se não me engano 3.alguma coisa. Mas quando realizei a formatação completa não foi isso que aconteceu: além de ficarem muitos dados que não deviam estar lá (contas de usuário e configurações) o firmware continuou na versão 4.31, a mais recente.


CONCLUSÃO

O fato é que nem sempre dinheiro resolve tudo na vida.
Às vezes damos muito valor a bobagens que não têm valor. Mas às vezes nos damos conta de como uma coisa simples, boba e sem valor faz parte de nossas vidas e rotinas de uma forma tão arraigada que a perda de tal objeto chega a se equiparar à perda de um ente querido e não substituível por meio de R$800,00.
 O ritual que já durava três anos, de chegar do trabalho/academia, jantar e deitar na cama para jogar no Ps3, foi interrompido.

No exato momento estou de extremo mau humor. Me sinto completamente traído e abandonado pela empresa que afirma que “conhece o Brasil” mas se utiliza de artimanhas (como a de lançar “oficialmente” os consoles e jogos no país) para dar uma falsa sensação de segurança e suporte aos consumidores. Empresa essa que vira as costas ao menor sinal de problemas. Uma empresa que ainda espera apoio por parte dos consumidores nas gerações vindouras.

Enquanto o problema não se resolver (de uma forma ou de outra), o Mais Um Blog de Games vai ficar em standby, pelo simples fato de que a sua principal fonte geradora de conteúdo também está em standby.
Mais um golpe na minha  fragilizada autoestima gamer foi desferido, diminuindo ainda mais a distância antes enorme que havia entre o jogar e o abandono do hobby. 
Por enquanto me resta apenas a visão da minha vasta coleção de games (adquiridos nesses três anos por meio de muita ralação e suor) juntando poeira no canto do quarto.

Au Revoir...