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domingo, 13 de janeiro de 2013

MUNDINHO DO AVESSO

Jogar videogame significa se dedicar a um entretenimento que pode ser bastante imediatista, às vezes.
Para avaliar certos aspectos desse ramo de entretenimento eu costumo me ater ao fato observado em diversas ciências (como física, química ou biologia) de que o macro costuma se espelhar no micro e vice-versa. Só para evitar o surgimento de várias interrogações na cabeça dos (poucos) leitores do blog, um rápido exemplo: os planetas e seus satélites naturais; o núcleo do átomo e seus orbitais; uma célula e suas organelas...
Com mecânicas buscando uma diversão mais imediata, por vezes, esse ritmo de evolução acaba transparecendo de uma forma geral nos rumos que a indústria de games toma. Mais uma vez, inspiração advinda do site de notícias de entretenimento Omelete (apesar de que não vou transcrever o texto na íntegra).


FAR CRY 3 É CENSURADO NO JAPÃO

Já vi que, pra jogar Far Cry 3, terei que contornar uma velha fobia...











Essa notícia só pode ser considerada ou uma piada de mau gosto ou um claro sinal de que os papéis, definitivamente, estão se invertendo entre os dois hemisférios do mundo dos games. Japoneses se queixando de conteúdo violento em um game? Peço que o leitor faça uma breve pesquisa sobre jogos e animes mais violentos já feitos (pois eu estou com preguiça de fazer isso no momento). Claro, muita coisa (no caso de games) como Carmageddon e Mortal Kombat vai aparecer nas páginas do livro da vida que é o Google. Mas uma boa parte das referências apontará para obras da cultura japonesa, como Berserker, Ninja Gaiden entre outros.

E aí eu pergunto, em caixa alta? POR QUAL RAZÃO OS MANÍACOS POR VIOLÊNCIA E ANIMÊS SOBRE GAROTINHAS SENDO VIOLENTADAS POR TENTÁCULOS DE TODA ESPÉCIE (OBRIGADO AO AMER PELA INFORMAÇÃO) SE INCOMODARIAM POR CAUSA DE UM JOGO COM TIROS E “MERAS” MORTES AO ESTILO POLÍCIA-E-LADRÃO?

A razão da censura estaria em uma cena de sexo envolvendo um ferimento (???). Infelizmente, careço de imaginação sexual bizarra necessária para ter noção do tamanho do problema. De acordo com a notícia, algumas ações mais violentas foram retiradas e, pasmem, o jogador que matar três inimigos seguidamente sofrerá um tipo de penalidade... Aham... Qual é a idade da indústria de jogos mesmo? Trinta, ou três?
Também quero evitar spoilers em uma compra certa de um game que estou aguardando muito. Mas ainda fica a dúvida: será que só eu percebi que existe um enorme numeral 18 estampado na capa do game? E pra quê foram criados órgãos de classificação etária de jogos e filmes? 
De uma coisa eu tenho certeza: desculpem-me pelo clichê, mas essa notícia só serviu para apressar a aquisição do Far Cry 3 pela pessoa que vos escreve. Bela jogada de marketing, Ubisoft...


MARVEL HEROES ONLINE

Haja dinheiro pra comprar essa cambada toda...












Esta notícia não veio do site citado acima. Veio do canal de vídeos do Youtube Gamer Point, do já conhecido Guilherme Gamer. Antes que a curiosidade se estabeleça na mente dos leitores do blog, sim eu acompanho o Gamer Point apesar da quase que total falta de opinião do Guilherme quando o assunto são jogos. Depois que passou a inserir propagandas de patrocinadores em seus vídeos, nem se fala.
O motivo é que eu gosto da “notícia falada”, para dar uma folga aos meus cansados olhos de jogador de videogame.

Bem, o caso é que o jogo de MMO com os personagens da Marvel/Disney Comics é gratuito. Free 2 play. O problema é que, de acordo com a notícia do vídeo, para desfrutar de todo o conteúdo que o jogo tem a oferecer o jogador americano precisará desembolsar a quantia total de U$120,00. Isso mesmo que você pensou: quase o dobro do valor de um jogo de lançamento de consoles (PS3 e 360). Se comparado aos jogos de PC, a cifra fica ainda mais absurda. E olha que estou me reservando ao direito de não converter para o real...
A desenvolvedora do game, por sua vez, afirma que todo o conteúdo extra (sete pacotes de DLC, se não me falha a parca memória de jogador de videogame) pode ser desbravado com a versão gratuita do jogo, apenas exigindo mais tempo dos jogadores que optarem por essa alternativa. Uhum... Sei... Deixa eu dar uma olhadinha no meu R.G... Não senhora, eu não nasci ontem.

A primeira vez que ouvi ou li algo a respeito de um jogo online que, para jogar seria “gratuito”, exigindo dinheiro apenas dos jogadores mais “dedicados” que desejassem adquirir itens e regalias, soou um sininho silencioso e imaginário na minha cabecinha do tipo “isso vai dar em mer...”
A quem essas desenvolvedoras acham que vão enganar com este tipo de jogada de marketing infantil e descarada? Sinto informar que jogos, em sua grande maioria, não são mais feitos para crianças.

Quando paro pra pensar nos jogadores que não se incomodarão em se sujeitar a esse tipo de artimanha sinto muita pena por causa dos dois tipos de situação que a deci$ão da desenvolvedora possibilita:

1-os jogadores que baixarem o jogo “gratuito” e pagarem por todos os DLCs estarão, como eu disse anteriormente, se sujeitando a um golpe baixo da empresa, ao mesmo tempo que servem de cobaias para aferir o senso de julgamento (ou falta dele) dos jogadores em tomar decisões que envolvam seus objetos de desejo;

2-os pouco abastados que quiserem apenas desfrutar da parte gratuita do game terão que conviver com players “bugados” e super-poderosos, travestidos de toda sorte de itens e recursos colocados no game para beneficiar apenas aqueles que querem ou podem pagar. E tudo isso para atestar a aceitabilidade de um sistema desonesto e ganancioso que as desenvolvedoras vêm tentando empurrar goela abaixo dos jogadores ao longo dos anos, sem resultados muito concretos (felizmente).


Esse foi mais um desabafo em forma de notícia aqui no meu blog. É também uma forma de deixar claro que o blog não está entregue às moscas, mesmo com a baixa frequência de postagens.  Além do velho mimimi sobre falta de tempo, cito também a minha dedicação a posts quilométricos e as minhas crises de falta de paciência como principal causa do problema.
Agora dá licença que eu vou comprar uma armadura nova pro meu pangaré no The Elder Scrolls...


Esse Pé-de-Pano vai me levar à falência!


Au Revoir!!!

11 comentários:

  1. Cara, costumo concordar com 95% das tuas ideias e opiniões, curto afú (abreviação de "afudê", expressão gaúcha) teu prolixismo, gosto de ler coisas bem escritas, com bastante argumentos. Mas vou ter que discordar desse teu texto.
    A parte do Far Cry faz total sentido, nem vou comentar. Mas a parte do Marvel Super Heroes demonstra que tu pouco jogou jogos de MMO ou tem uma teimosia grande que te impede de abrir horizontes para novas (e algumas boas) ideias. Acredito que tu já conheça o trabalho da Riot com o LoL (League of Legends), onde o jogo é F2P, com itens para serem comprados por dinheiro vivo só pra quem estiver.
    Mas ok, LoL não é um MMO. Então te aconselho a conhecer o trabalho da Turbine. DDO (Dungeons & Dragons Online) e LotRO (Lord of the Rings Online) são dois jogos que usam com perfeição esta premissa de F2P com a loja, os famosos Turbine Points. Em ambos os jogos tu pode completar diversas quests para determinados NPC's e com isso conseguir "favors". Estes favors são trocados por alguns Turbine Points, com uma taxa de transferência, como trocar real por dólar. É muito demorado de conseguir, mas a qualidade do jogo te incentiva a jogar sempre mais e mais, fazendo com que o sistema funcione. Além disso, conforme os níveis vão avançando, tu te sente quase que obrigado (de uma maneira positiva) a comprar expansões do jogo, para alcançar fases mais difíceis de um jeito mais rápido. Afinal, a premissa do jogo é a cooperatividade (sim, cooperatividade, não competição) entre os jogadores, então fica chato ter que ficar 20 horas evoluindo sozinho com goblins pra alcançar o nível do teu amigo que já está matando gigantes das montanhas, quando tu poderia estar junto com ele matando gigantes por meros 5 dólares.
    Nunca gastei um centavo com DDO, LotRO ou LoL, não gosto tanto de me trancar em jogos que dependem desse nível de dedicação, mas, sempre que joguei a diversão foi garantida e consegui jogar junto com amigos mais dedicados que gastavam alguns trocados nestes jogos sem nenhum desnível relevante.

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  2. Bolívar, que bom que vc discorda dos meus argumentos. seria um trem prá lá de chato (pra entrar no clima gaúcho rsrsrs) se todos que comentassem nos posts só o fizessem para elogiar e concordar comigo.
    quanto aos textos prolixos, vc gosta de desenhos japoneses? então se prepara que eu tô preparando uma bomba que vai demorar horas pra ser lida aqui no blog. espere e verá...

    "...a parte do Marvel Super Heroes demonstra que tu pouco jogou jogos de MMO ou tem uma teimosia grande que te impede de abrir horizontes para novas (e algumas boas) ideias".

    cara, fico até meio desconcertado em confessar que vc não acertou em apenas uma das hipóteses, mas em ambas: eu tenho uma experiência quase zero com MMOs e tenho uma teimosia grande que me impede de experimentar um jogo desse gênero. jogos online em geral não me agradam muito. eu tenho net de banda larga há mais de um ano e jogo quase nada de partidas online, salvo bioshock 2 e street fighter 4. experimentei uma penca de outros jogos mas simplesmente não vejo graça. mas o que eu critico no texto sobre o Marvel Heroes não é a mecânica de venda de DLCs (desses eu entendo muito, pois comprei tudo do Bioshock 2, Lords of Shadow, Mass Effect 2, roupas de SF4 e uma outra penca de jogos digitais). o que ei critiquei foi a ironia de um jogo que devia ser grátis acabar custando quase o dobro que um jogador de console costuma pagar para que possa aproveitar o jogo plenamente.

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  3. Sim, mas o meu argumento é pra te demonstrar que esse preço não é injusto, uma vez que tu consegue te divertir sem precisar de todos os pacotes do jogo. Aliás, seria praticamente impossível conseguir usufruir de todos com total aproveitamento. Esse "dobro" nunca vai ser atingido de fato, pois são raríssimos os jogadores que irão comprar todos os pacotes, e os preços se justificam no modo diluído como as vendas são feitas, uma vez que são 5% dos jogadores que subsidiam os outros 95%. Acredito que não é uma estratégia de má índole das empresas, uma vez que só compra quem quer e tu tem a opção de poder gastar 20 vezes mais tempo para adquirir o mesmo conteúdo. Pode não ser a melhor maneira de se trabalhar, mas é mais um método e, do meu ponto de vista, totalmente válido.

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  4. essa coisa de "só compra quem quer" é Bolívar. é o caso do Lords of Shadow. vc não é obrigado a comprar nenhum DLC. na verdade, não é obrigado a comprar nem mesmo o jogo. mas, se quiser jogar com um vampiro de verdade; saber como o Gabriel virou o Drácula e como será a sua batalha contra o inimigo mais forte e dasafiador do jogo terá que desembolsar U$20,00 além dos U$50,00 que já pagou pelo disco. eu entendo seu ponto de vista mas acho que vc está vendo as coisas com muita ingenuidade e otimismo. pode não ser esse caso, mas se a moda pega vai ter muita empresa usando conteúdo exclusivo pra fazer o jogador de refém. pense na série de games que vc mais gosta e pense no quanto vc estaria disposto a pagar para ver o final dela, se não viesse no disco junto com o restante do jogo. claro, estou usando um extremismo, mas se a coisa se configurar como uma boa jogada de maeketing, pode acreditar que muita empresa gananciosa como a Capcom vai se valer desse tipo de covardia.

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  5. errata: essa coisa de "só compra quem quer" é muito relativo, Bolívar.

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  6. Sim, na verdade vejo com muito otimismo, pois REALMENTE espero que as empresas consigam seguir este modo de produção sem ser filhas da puta com os jogadores. Mas acredito que em jogos multiplayer essa lógica tenha muito mais potencial do que em jogos single. É óbvio que tu vai querer terminar o Lords of Shadow e ser "obrigado" a pagar. A Capcom fdp já faz isso, vendendo os DLC's que JÁ ESTÃO na mídia do jogo, mas estão ~escondidos~, tendo que pagar pra o conteúdo ser liberado. Mas em jogos multi, o jogo "não acaba", então as expansões não liberam novos finais ou conteúdos imprescindíveis para entender a história do jogo, uma vez que o foco do jogo está na jogabilidade em massa, não na história. Sendo assim, tu só vai comprar alguns pacotes pra evoluir teu personagem de uma maneira mais personalizada, só o que for do teu interesse.

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    1. realmente, Bolívar. essa preocupação só acontece com jogos mais voltados pra campanha offline, ou que possuam campanha offline. tem muitos jogos de MMO que nem isso devem ter. você pode me explicar e exemplificar melhor, visto que essa não é a minha praia. concordo com a sua linha de raciocínio. valeu por ajudar a derrubar uma barreira que havia na minha mente com relação a esse tipo de jogo e de prática.

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  7. Que armadura verde é essa? Nunca vi no Oblivion rsrs é mod?

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  8. Essa armadura foi lançada por DLC, e é exclusiva pro cavalo. Gerou a maior polêmica na época.

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  9. Gerou polêmica pq só fizeram armadura pro cavalo? Eu só consegui a elven armor pro meu cavalo.. esse dlc saiu pra pc?

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  10. A atitude da Bethesda foi muito criticada na época. Eu particularmente acho uma bobagem. Um DLC só é danoso ao jogador quando um conteúdo que já está no disco, ou no arquivo do download, é bloqueado pra ser vendido por fora. Se um conteúdo é cosmético, e o jogador não é obrigado a baixá-lo pra prosseguir no jogo, eu tô pouco me lixando pro que vai ser lançado. ninguém é obrigado a comprar.

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