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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

2015, UM ANO QUE VAI DEIXAR SAUDADE (DOS GAMES)
























Fim de ano é sempre a mesma coisa: um punhado de sites, blogs e canais do Youtube despejam as suas listas de melhores do ano em cima dos pobres jogadores de videogame, que ficam mais perdidos que cego em tiroteio sem saber quem está com a razão no final das contas.

E se tem uma coisa que a experiência em internet e redes sociais nos ensina é que listas e Tops 10 de melhores alguma coisa são o palco perfeito pra duas maravilhas da humanidade: discórdia e fanboys, muito embora que eu ache que acabei de aproximar dois sinônimos de uma mesma criatura nefasta.

Opinião é algo totalmente subjetivo e anedótico, pois está atrelada a sua experiência pessoal com algo, e com o seu modo particular de encarar as coisas. E isso é uma coisa que eu acho particularmente fantástico nos jogos: muito embora que a interação com a interface seja a mesma para todos, ninguém joga um jogo exatamente da mesma forma que outra pessoa, e se o faz, com certeza é que com impressões e conclusões que certamente vão variar bastante de um indivíduo para outro.

Pois bem, agora que a poeira já baixou e as pessoas estão ocupadas demais tentando não vomitar o próprio intestino por causa da bebedeira e das porcarias que comeram no fim de ano, eu entro em cena para apresentar a minha lista de games jogados em 2015.

Infelizmente, ficou pra depois...

E aqui cabem algumas observações:

1-a lista NÃO é dos melhores jogos de 2015, e sim de todos os jogos que EU joguei em 2015;

2-por “jogos que EU joguei em 2015” entenda-se: qualquer jogo de qualquer época de lançamento, desde que tenha sido jogado no já citado ano. E antes que eu me esqueça, está em ordem alfabética;

3-esse post não se trata de um Meu Review Supremo do Ano de 2015, então não espere uma lista super detalhada com os jogos abordados. Alguns jogos eu simplesmente não terminei de jogar, o que me impossibilita de oferecer uma opinião mais bem pavimentada sobre o assunto; d'outros eu já falei pelos cotovelos em outros posts, cabendo apenas um breve resumo do porquê eu estar indicando (ou não) o jogo;

4-essa lista é totalmente livre de spoilers, então o máximo que eu vou fazer é dizer se você deve dar uma atenção a determinado o jogo e explicar, brevemente, a razão para isso;

5-dá pra conferir os jogos que contam com texto aqui no blog clicando no título do jogo, em cinza. Então, se não leu, aproveite a oportunidade;

6-tenham pena de mim. Eu não sou um bot do Google criado pra escrever laudas quilométricas sobre jogos. Eu também tenho uma vida, governada por necessidades pessoais e pelo meu estado de espírito (que vai do “estou disposto a escrever um Review Supremo do Fallout 4 por dia” ao “dá um tempo que eu preciso descansar”).

Essa é uma das razões pelas quais eu tenho dado preferência a gravar vídeos ao invés de escrever. Mesmo que a qualidade de áudio das minhas produções (e da minha desajeitada narração) não seja das melhores, falar é mais fácil que escrever.

Tendo feito estes esclarecimentos, vamos agora à lista de jogos que eu joguei em 2015, que com certeza foi um lixo para a política e economia do país, mas foi uma maravilha para os jogos de videogame no geral.


























O jogo mais recente da franquia Alien foi lançado em 2014, mas por pura descrença (não me culpe. Culpe a Gearbox) eu só vim jogá-lo em 2015. Nem de longe esse jogo causou o estardalhaço que devia ter causado, sendo apoiado mais por quem é fã da série que qualquer outro tipo de jogador.

Talvez a culpa seja de jogos como Outlast ou Slender, que nos proporcionaram aquela "maravilhosa" avalanche de vídeos do Youtube com pessoas molhando as calças, ou tendo chiliquinhos ensaiados para ganhar visualizações para seu canal. Ah, Youtube... é incrível como você consegue despertar o melhor que há dentro das pessoas...

Bem, Alien Isolation pode acabar sendo confundido com estes joguinhos de causar susto em meninos criados em apartamento do Youtube, mas o fato é que ele foi o primeiro jogo de videogame a me causar um real medo de inserir o disco no aparelho e começar a jogar. Mesmo sabendo que “isso é apenas um jogo...”

Alien Isolation não só é um ótimo jogo de terror, como também é um dos melhores fan services que eu já vi sendo feito sobre qualquer obra. Além de utilizar muito bem a mitologia da franquia, ele cria seus próprios elementos para nos presentear com o melhor jogo da franquia Alien já feito. Isso sem falar na sua trilha sonora espetacularmente imersiva; seus efeitos de luz perfeitos; e o melhor design de fases que eu já vi em um jogo de videogame.

Então faça esse favor a si mesmo: aproveite que o jogo pode ser adquirido por valores bastante razoáveis, coloque seu melhor fone de ouvido e deixe-se perder pelos assustadores corredores da Sevastopol.


DRAGON AGE INQUISITION (E OS DOIS PRIMEIROS JOGOS)























Meu caso de amor com Dragon Age é deveras conturbado.
Comecei a jogar a sério pelo terceiro, voltei para o primeiro que eu já havia jogado em 2010, adquiri o segundo para “algum momento da minha vida em que terei tempo de jogá-lo, depois de fechar o primeiro”, e a misturada de títulos continua.

Dragon Age é um jogo com uma excelente construção de universo, que parece respirar por conta própria mesmo depois que você desliga o console e vai dormir.
Infelizmente, conta com mecânicas de jogo tão lentas e terrivelmente executadas, que muitos nem chegarão a ver o melhor que o seu rico lore tem a oferecer (a menos que estejam realmente desesperados para ver a pseudo-putaria presente no jogo).

Dragon Age 2 sofre uma Skyrinzação de seu sistema e apresenta um novo ritmo de combates, que dessa vez não nos lembra uma partida de tênis entre o Stephen Hawkins e o Flávio Silvino (god, já sei que vou direto pro inferno por causa desse tipo de piada, mas fazer o quê...).
Nem tem como eu falar muito dele aqui, visto que minha experiência com o game se resume a assistir alguns minutos de gameplay na casa de amigos, e da sequência inicial de Varric sendo interrogado pelo Império do Mal.

Já de Dragon Age Inquistion, eu posso falar com um pouco mais de propriedade, uma vez que somo algumas dezenas de horas de aventura no belo mundo assolado por portais espirituais e enormes dragões que voam pelos céus. Aliás, como raios um jogo se chama “Era do Dragão”, mas eu ainda não consegui matar (ou encontrar) nenhum deles em mais de 50 horas de jogo? I wonder...

Bem, as delícias de gravar vídeos com um áudio sofrível no PS4 acabaram procrastinando uma análise escrita desse jogo, nem que seja de Primeiras impressões.
E tendo a exata noção de que essa é uma falta que precisa ser corrigida no blog, posso encerrar o tópico com a promessa de que um dia eu farei um review deste ótimo jogo aqui no blog. Só não me perguntem quando. O que eu sei é que será ainda durante a Era dos Dragões, com a graça de Daenerys Targaryen, assim espero...

























Eu digo e repito: Dying Light é um dos melhores jogos de zumbi que eu já joguei na minha vidinha gamer. Ele traz uma excelente pegada de Parkour, que nos faz questionar como conseguimos jogar Dead Island (e similares) sem tal recurso, e por tanto tempo.

Apesar de pecar um pouco em seu enredo aguado, DL faz muito bem a lição de casa passada por Dead Island, evoluindo praticamente todos os aspectos de seu antecessor espiritual e acrescentando algumas regras novas à já divertida brincadeira começada pela Techland.

Até pelo fato de ter escrito um Review Supremo deste jogo é que eu não tenho muito mais coisa a falar sobre ele. Apenas queria deixar clara a minha indignação com a ausência de Dying Light nas premiações de game que aconteceram agora em dezembro. Mesmo não merecendo o prêmio de Jogo do Ano, DL merece ser indicado como uma compra certa para quem gosta de FPS com exploração de mundo aberto, ótimas trilhas sonoras e algumas mortes desnecessárias por causa de jogabilidade.

Fazer o quê, né? Ninguém é perfeito e a vida é assim.
























Maldita ordem alfabética que me faz voltar a falar de um jogo do qual eu não aguento mais falar sobre. E não se engane: nada desse enjoo tem a ver com a qualidade do game. O caso é que Fallout 4 ocupou um espaço tão grande na minha rotina gamer, que eu simplesmente não consegui pensar ou jogar outro jogo que não fosse este nos últimos dois meses.

Se você tem dúvidas do tempo que FO4 tomou de mim este ano, dê uma olhada no marcador de postagens com o título Fallout e tire suas próprias conclusões. E posso afirmar que o Review Supremo deste jogo foi um dos textos mais intensos e difíceis de escrever desde A Tela Perdida, publicado em 2013.

Apesar da postura acomodada da Bethesda, Fallout 4 é um excelente jogo, que vai te fazer penar por tê-lo completado de cabo-a-rabo, sem ter mais lugares novos para visitar no mapa (alô! DLCs com urgência, Bethesda!). E de certa forma eu fiquei até satisfeito pelo fato dele não ter ganhado o prêmio de jogo do ano, no The Game Awards de 2015. Primeiro porque The Witcher 3 é mais que merecedor do título. Segundo pela já citada postura de complacência da Bethesda, que se sentiria ainda mais cheia de si do que já se sente, caso fosse laureada com mais essa honra.

Fallout 4 é um jogo excelente, capaz de se apropriar da vida pessoal de jogadores menos preparados psicologicamente de uma forma esdrúxula. Mas o quarto episódio da série deixa claro que a Bethesda está cagando e andando para alguns elementos da série clássica, bem como de resolver problemas técnicos de seus jogos, ou sequer dar ouvido às reclamações daqueles que colocam o pão em sua mesa. O que é algo bastante triste, que nos faz temer pelos próximos títulos dessa série.

Para maiores detalhes sobre o fenômeno Fallout 4, clique no título do tópico e leia a minha análise na íntegra, se for homem/mulher o bastante...


FAR CRY 4























Eu amei de paixão o Far Cry 3. É um jogo que, muito embora você não vá jogar repetidas vezes, com certeza merece uma indicação como um dos melhores da geração passada. História interessante e bem desenvolvida. Gráficos a contento, puxando mais pro lado do “lindo de viver” que do “só mais um FPS que se passa numa ilha tropical”. Um vilão marcante, muito embora que mal-aproveitado. Um gameplay deliciosamente divertido, que te impele a destravar cada habilidade da árvore de skill e por aí vai.

E sabe o que me incomoda nisso tudo? É que Far Cry 4 dificilmente conseguirá causar o mesmo efeito em mim. Visivelmente um jogo de transição entre gerações, o quarto episódio da franquia parece não estar disposto a se distanciar muito da fórmula que consagrou seu irmão mais velho como um dos melhores jogos da geração passada.

Não estou dizendo que Far Cry 4 é ruim, ou não ter ânimo para finalizá-lo. Apenas não senti aquela mesma atração que o terceiro jogo conseguiu apresentar.
Bem, 2016 vem aí, com um novo Far Cry e com uma mais que bem-vinda atitude de mudança de ares por parte da Ubisoft. Sim, estou falando de Far Cry Primals, que leva o jogo de volta à pré-história e tenta renovar a saga.

ATUALIZADO: reza a lenda que Primals contará com cenas (não-explícitas) de sexo e genitálias masculinas e femininas pra quem quiser ver. Ou seja: preparem os ouvidos para uma enxurrada de mimimi no mês de fevereiro. E a Ubisoft segue contente, pela grana que poupará com marketing nesse jogo.

Se ele vai ser um jogo que se sustenta por si mesmo, ou será apenas um Far Cry 3 fantasiado de homem das cavernas, só o tempo dirá.


GUACAMELEE























A PS Plus só tem jogo indie, e mimimi, e blá blá blá, e lero lero. Fico feliz em afirmar que se todos os jogos indie da Plus tivessem a qualidade e a diversão vistas em Guacamelee, eu ficaria mais que satisfeito com os títulos gratuitos disponibilizados por esta rede.

Guacamelee conta a história de um lutador de lucha libre que é morto pelo senhor do mundo inferior, Carlos Cavalera, enquanto tentava salvar a filha do prefeito de ser sequestrada.
Com uma mecânica que mistura metroidvania com briga de rua, o jogo apresenta um humor delicioso, que aliado a uma jogabilidade precisa e um mapa enorme pra explorar, fazem deste um prato cheio para amantes de jogos side scrolling e pérolas dos anos 90, como Streets of Rage e Final Fight. Isso sem falar na sua trilha sonora, que é totalmente original e inspirada em temas típicos da cultura mexicana.

Guacamelee tem bastante personalidade, fazendo divertidas sátiras de jogos do gênero sem esquecer de desenvolver seus próprios elementos (os inimigos contam com cores especiais em suas auras, que representam a forma como você deve lidar com eles em combate).

Guacamelee é um daqueles jogos que você vê o seu amigo de PSN jogando e fica sem entender o porquê dele gastar tanto tempo com o game, até que você começa a jogar por si mesmo.
Infelizmente as vicissitudes da vida de adulto (e o aparecimento de outros jogos mais relevantes) me impediram de fazer uma homenagem mais apropriada a esse must play disponibilizado gratuitamente na PS Plus. Espero que estes breves parágrafos sirvam para corrigir um pouco dessa injustiça...

























Raios, como eu gosto desse jogo! eu costumo falar que Infamous Second Son é o jogo ideal para indicar a uma pessoa que acabou de adquirir um Playstation 4: mesmo não sendo perfeito, ele é um bom exemplo do poder gráfico do novo console; possui uma história interessante, com personagens inesquecíveis; é uma das melhores caixinhas de areia que eu tive o prazer de jogar nesse ano que se passou; e o melhor de tudo: é o único jogo na face da Terra que pode te dar o gostinho de experimentar um pouco da maravilhosa dominação de terra vista na série Avatar (se jogou até o fim, sabe a que me refiro).

Sim, mais uma vez, Infamous Second Son passa longe da perfeição. Mas é um jogo tão bem-acabado e divertido, que vai te fazer se perguntar o que raios a Sucker Punch está fazendo no momento que não desenvolver o próximo capítulo dessa franquia (se é que realmente não está).

Com uma das vilãs mais assustadoras desta geração, um gameplay puerilmente divertido, belos gráficos (o efeito de neon visto no jogo é uma das coisas mais impressionantes que eu já vi num game) e uma trilha sonora empolgante, Infamous é uma exclusividade mais que recomendada aos donos do sucesso de vendas da Sony.

E também fico meio fã putinha por este jogo nem ter sido citado nas premiações de final de ano. Shadow, seu esquizofrênico retardado que fala consigo mesmo: Infamous não apareceu nas premiações porque não foi lançado em 2015! Ah, tá... Obrigado a mim mesmo por essa relevante informação. De nada, Shadow. Amigo é pra essas coisas.


MAGICKA 2

























Sabe aquele tipo de jogo que te dá a certeza de que os R$99,00 da anuidade da Plus mais que valeram a pena? Magicka 2 é um desses.

No jogo controlamos um feiticeiro sem nome, que descobre (pelo hilário narrador do jogo) que é O Escolhido que vai salvar os magos de uma grande ameaça, que eu não me lembro qual é exatamente porque só joguei esse jogo enquanto esperava o lançamento do Fallout 4. Eu disse que Fallout 4 tem um enorme poder de acabar com sua vida social e gamer, não disse? Pois bem. Depois não vá dar uma de João-sem-braço e querer processar a Bethesda por causa da sua falta de comedimento com o jogo.

Magicka 2 possui uma mecânica deliciosa de controle de elementos, que mais uma vez nos remete a obras como Avatar, the last airbender (o anime, não aquele lixo cagado da bunda do Shaiamalan).
Nós temos feitiços representados pelos elementos fundamentais da natureza, e contamos com a possibilidade de fazer combinações entre esses mesmos elementos.
Por exemplo: misture água com trevas para gerar veneno; junte água com fogo para criar vapor; quer dar um toque especial àquela sua rajada de raios? Que tal adicionar o elemento fogo a ela, gerando um potente raio que cauteriza tudo a sua frente?

Além das possibilidades de mistura de elementos, contamos com comandos intuitivos do controle para gerar os mais diferentes efeitos. Por exemplo: o botão L2 (se não me engano) é responsável por efeitos de área. Então, carregue uma magia de água e aperte o L2, gerando uma torrente que envolve os arredores do seu personagem. Já o R2 diz respeito aos ataques da sua arma (que pode ser um clássico cajado de mago ou uma espada, ao melhor estilo Gandalf de ser). Carregue o elemento morte e pressione R2 para causar ataques que drenam a vida de seu inimigo com poucos acertos. E por aí vai.

Além de contar com um humor de alto nível, Magicka 2 agrada pela sua jogabilidade divertida e pelas possibilidades abertas com o uso dos elementos. Com certeza, uma ótima indicação àquelas pessoas que nutrem um preconceito irracional com qualquer título que esteja abaixo de um triple A da Eletronic Arts.


NEED FOR SPEED RIVALS























Se você é um dos três seres humanos (robôs e Klingons não entram na conta) que acompanha o canal do blog no Youtube, deve se lembrar que esse jogo foi um dos primeiros que eu abordei em forma de vídeo.

Como é bom saber que eu não levo mais três horas pra colocar uma legenda no Sony Vegas. Bem, digressões à parte, Rivals é um jogo bastante “néh...” da franquia The Need. Principalmente se você considerar como referência o Most Wanted 2012, um dos melhores e mais bem trabalhados (gráficos, som, jogabilidade) jogos de corrida que eu joguei.

Rivals tem aquela “saudável” pegada de retorno às origens, que é uma falsa promessa de ouvir as opiniões dos fãs que algumas empresas fazem quando não lhes resta mais nada, a não ser admitir o fedor das cagadas que vêm dando com uma série.

E o jogo em si, é ruim? Não.
Pra julgar um game eu uso vários critérios de avaliação. Um dos mais sérios que eu tenho é se eu aguento jogar o jogo até o fim. E nesse teste, Rivals passou com certa folga. A campanha principal do game é bem interessante, muito embora que a confusão nos objetivos e a má sinalização do mapa não ajudem muito.

Nas partes técnicas, Rivals continua com seu nível “néh...” de qualidade: seus gráficos passam a quilômetros de ser o que a atual geração tem de melhor a oferecer (o jogo mais novo da franquia está aí pra não me deixar mentir); sua trilha sonora, apesar de boa, também passa longe de superar seu antecessor, tanto em variedade quanto em qualidade das faixas; e seu sistema de polícia e ladrão nos passa a sensação de que a Ghost, responsável pelo game, não tentou com todas as suas forças, entregando um jogo aquém do esperado.

Então fica a dica: se você comprou um PS4 e não tem nenhum jogo de corrida, compre apenas se encontrar o título a um preço razoável. Não saia desesperado, com os pulsos sangrando de empolgação, pra jogar esse jogo só porque você gostou do Most Wanted.

As habilidades dos carros e a trilha sonora de qualidade fazem de Rivals um jogo que você pode jogar, se tiver a oportunidade, mas não necessariamente DEVE jogar, como se sua vida dependesse disso. Acredite: eu sou um dos loucos que mais entendem de ansiar por um jogo como se a minha vida dependesse disso. E Rivals não é um deles.


 RESIDENT EVIL HD REMAKE

























Resident Evil 1 é um dos melhores jogos de todos os tempos. É aquele tipo de jogo que ainda consegue ser o melhor de uma franquia, mesmo depois de lançamentos como o Code Veronica, Resident Evil 4 e Outbreak (um ótimo jogo estragado por uma péssima campanha de venda de HD de PS2 e partidas online).

É com relançamentos como este que eu fico com a certeza de que, já que a Capcom não lança bosta nenhuma mais que preste, ela DEVE sim se concentrar em lançar remakes e remasterizações de seus jogos. Ou vai me dizer que você não ficaria de calcinha molhada com um HD remaster de Breath of Fire 4? Bem, fingindo que existam mulheres que gostem de BOF4, provavelmente a resposta é sim.

REHDR é um tapa na cara daqueles idiotas que sustentam a ilusão de que Resident Evil não podia voltar a ser Survival Horror, pois não há público pra esse tipo de jogo hoje em dia. Isso pelo fato de que esse remake bateu diversos recordes de venda de jogo digital, na PStore, atestando de uma vez por todas que a Capcom é uma puta que não lança jogos no estilo clássico porque não se contenta em conquistar apenas um tipo mais restrito de jogadores.

O jogo tem gráficos lindos, que te fazem abortar um misto de arrependimento e tristeza pelo fato dos jogos em 2D terem sido extintos (ao menos no mainstream). O som, imersivo e delicioso como sempre, foi todo refeito para tirar aquele gosto de cocô que a dublagem original do jogo deixava em nossas bocas. E tem uma caralhada de coisas novas e diferentes pra se fazer, como resolver os enigmas de uma forma repaginada, ou explorar áreas que simplesmente não existiam antes.

O lado bom disso é que as vendas desse remake em HD impulsionaram o projeto que vai realizar um dos meus maiores sonhos caramelizados de todos os tempos: JOGAR RESIDENT EVIL 2 TOTALMENTE REFEITO!
Sério, vocês que leem este tosco blog não têm noção de quantas vezes eu derrubei Ada de um penhasco, ou explodi cabeças de crocodilos gigantes neste jogo.

E fica essa dica: se você é um fã da série clássica, que fica todo constipado quando alguém afirma que Resident Evil 4 é um ótimo jogo, esse remake foi feito pra você.
  


ROCKET LEAGUE























Eu confesso que não joguei mais que alguns minutos de Rocket League além daqueles que eu o fiz para publicar vídeos no Youtbe, comentando notícias. Mas não tem como negar que games como este (assim como Lego Star Wars e Kingdom Hearts) justificam aquela clássica frase de um analista da IGN, ao falar sobre um jogo que eu não me recordo agora, mas que parecia ser um projeto improvável: “Rocket League desafia a própria lógica das coisas ao existir e não ser uma porcaria”.

Todo mundo adora carrinhos de controle remoto. Uma das maiores frustrações na minha vida foi justamente ter sido uma criança nos anos 80 e nunca ganhar um carrinho de controle remoto. E Rocket League vem pra suprir essa carência, fazendo um total hater de futebol como eu soltar gritos de “toma esse 3X0 na cara, seu FDP” a cada partida jogada.

Rocket League se revelou uma grata surpresa na PS Plus do ano passado, me dando a total certeza de que uma provável continuação do jogo virá lotada com DLCs alegóricos e micro transações aos borbotões, para compensar o fato do primeiro jogo ter sido gratuito. E não. Eu NÃO vou comprar um DLC que acrescenta o uniforme do Messi a um dos meus carrinhos...


SUPER MEAT BOY
























Certo dia, Deus estava finalizando a criação do universo. Depois de criar o homem, ele achou que havia exagerado demais na distribuição de skills da ficha do personagem, e resolveu pedir conselho a um de seus preferidos, aquele que era o mais belo e que portava a luz do reino.

Deus queria uma forma de contra-balancear o overpower colocado naquele intrigante personagem chamado ser humano, e pediu ao seu filho mais belo que desse uma sugestão de algo que desafiasse o intelecto de seu mais novo invento, de forma que deixasse bem claro que as coisas não seriam nada fáceis para ele.

Foi então que os céus do paraíso se fecharam, toda a esperança foi abandonada e três palavras foram proferidas da radiante boca do ser mais gracioso da existência, até então: SUPER MEAT BOY...

E o resto da história você já sabe como aconteceu: guerras, peste, fome e horário político até não querer mais (e algumas partidas de Super Meat Boy nos intervalos disso tudo), para castigar a cria desobediente que ousa tentar ser maior que seu próprio criador. 

Super Meat Boy conta a história de um quadradinho feito de carne que teve sua namorada sequestrada pelo temível Dr Feto, que não gosta do herói do jogo simplesmente porque sim e ponto.

Ao longo da quase impossível aventura, você contará com a ajuda de ilustres figuras, como o Commander Video (meu favorito), o Brownie e Ogmo, que ajudarão nosso herói nessa tarefa incrivelmente original nunca antes mostrada em um jogo.

Aliás, impossível o caramba. Super Meat Boy é um dos jogos com uma curva de dificuldade mais respeitosa com o jogador que eu já vi. Cada desafio, além de passar longe do adjetivo 'impossível', ainda é colocado na aventura de forma a nunca deixar o jogador perdido, sem saber o que fazer ou com aquela vontade tão familiar de arremessar o controle na parede do quarto.”

Assim falou o ser mais belo e luminoso de toda a existência, desde os tempos imemoriais da criação, ao descrever a Deus seu maligno plano...


THE WALKING DEAD: SEASON 2























Eu sou um ansioso por natureza. Nasci de sete meses, interrompo as pessoas durante as conversas e não consigo esperar mais tempo que o cair de uma torrada no chão por qualquer coisa que seja.
E é por esse motivo que às vezes eu faço pré-julgamentos sobre um jogo, série ou filme ao qual eu assisti.

E foi exatamente isso que eu fiz com The Walking Dead, da Telltale Games.
Eu testei esse jogo em uma demo no PS3, e fiquei bastante decepcionado com a “novelinha interativa” que havia garfado vários prêmios de melhor enredo em diversos sites e revistas especializadas Gaia afora.

Bem, o fato é que eu sou um ansioso por natureza sim, mas isso não significa que eu não sei dar o braço a torcer quando é preciso, principalmente se isso me faz ficar bem na fita com os queridos leitores do meu blog XD.

A PS Plus, como você deve ter percebido ao longo do texto, foi uma ótima aquisição que me permitiu conhecer alguns dos melhores jogos que eu joguei em 2015. Sem contar o fator custo-benefício que a assinatura representa: levando em conta que um jogo digital, indie, sai na faixa de R$30,00 a R$40,00, se você jogar três jogos bons durante todo o ano na Plus, seu investimento já foi compensado, visto que a anuidade custa R$99,00.

Então, The Walking Dead: Season 2 foi um daqueles jogos que me fizeram mudar de opinião sobre as novelinhas interativas lançadas pela TT Games.
O jogo é simplesmente viciante. É impossível não se importar com os mais rasos personagens secundários da trama, que por sinal é tão bem desenvolvida que nos faz questionar o que diabos a TT está fazendo que ainda não foi escrever roteiros para o cinema.

Mesmo começando a ler o livro pela metade, a única coisa que me forçou a parar de jogar foi o fato de o calendário insistir em exibir a data 10 de novembro em sua página. E você deve saber o que isso significou pra mim neste ano, não é?

Infelizmente, a política de jogo por capítulos é algo que me impede de continuar a acompanhar a história de Clementine e sua turma, pois será preciso o inferno congelar antes de eu começar a apoiar esse tipo de comercialização de jogos. Simplesmente vai contra a minha natureza e contra tudo em que acredito.


THE WITCHER 3: WILD HUNT























Pra começar, tenho que avisar que faço parte daquelas dez pessoas no planeta Terra que não acharam The Witcher 3 tuuuuuuuuuudo aquilo que pintaram na internet. Segundo, quero dizer que isso não significa exatamente porra nenhuma para a qualidade geral deste game.

Eu ainda vou fazer um review completo do game aqui no blog. Se vai ser um Review Supremo ou não, só posso dizer após completar o jogo. mas já adianto logo que The Witcher 3 possui um dos melhores design de ambientes que eu já tive o prazer de testemunhar em um jogo de mundo aberto. A trilha sonora do game só não é melhor por falta de espaço físico nesta realidade em que nos encontramos. E o Gwent... Ah, o Gwent...

A atitude de empresas como a CD Projekt Red (mas que diabos de nome é esse, afinal?) deveria ser seguida por todos, e eu falo TODOS, dona Bethesda, que se prestam a lançar um jogo de videogame no mercado. Tanto em qualidade técnica propriamente dita quanto no respeito ao consumidor do seu produto.

E tenho dito.


























Eu sei que falei muito isso durante o post, mas este é outro jogo que teve análise aqui no blog, então não cabe ficar tecendo laudas sobre ele.

No mais, Valiant Hearts foi o jogo que me fez sentir valorizado ao assinar a PS Plus no mês de março, me dando a certeza que só por ele e por Guacamelee o investimento já havia retornado ao meu bolso.

É incrível como um jogo sobre guerra, no qual você não dispara um único tiro, pode ser tão imersivo (há o uso de canhões em determinadas partes, mas acho que deu pra entender...), emocionante e captar tão bem o contexto histórico que se propõe a representar na história. 

Se você é um daqueles fãs de cinema iraniano da década de 60 e que condena a violência dos games; que acha que as produções de Hollywood mataram o cinema; e que qualquer pessoa que gostou de O Senhor dos Anéis merece uma bufa na cara, você precisa limpar a areia de sua vagina e dar uma chance a jogos como Valiant Hearts o quanto antes. E fica a dica: se um cachorro treinado começar a te seguir, não seja canalha feito eu em ficar mandando o totó pra realizar as mais arriscadas missões. Lembre-se que uma lágrima percorre o rosto da Luiza Mel toda vez que um ácaro é morto pelo sistema respiratório de alguém, então seja bondoso com os animais.


No mais é isso, folks. Espero que tenham gostado das minhas experiências gamísticas no funesto ano de 2015, e que o ano que começa agora seja tão bom nos outros aspectos quanto o passado o foi para os games.


Au Revoir!

2 comentários:

  1. FAR CRY 4 foi sensacional, apesar da sensação de mais do mesmo.

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  2. Ainda vou me dedicar a ele. É que eu tô jogando tantos jogos ao mesmo tempo que falta tempo.

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