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domingo, 3 de junho de 2012

O SENHOR DAS PEÇAS











A pirataria tem um efeito indiscutivelmente venenoso à indústria de jogos. Mas um de seus prós (além da democratização do entretenimento e de pagar menos. Sejamos realistas, sem apologia, claro) era a possibilidade de conhecer jogos que, de outra maneira, nunca chegariam ao nosso conhecimento. Pelo fato de pagar apenas R$10,00 em um disco pirata de PS2, pude arriscar de levar pra casa uma variedade bem grande de títulos desconhecidos. Entre eles estava um tal de RPG Maker, um “jogo” que, supostamente, te permitia criar um RPG do zero com base na estrutura de clássicos como Final Fantasy ou Dragon Quest.
RPG Maker foi bem decepcionante. Eu imaginava que o jogo seria uma espécie de Sim City, em que usaríamos um cursor para criar vilas, casas, cidades e dungeons ao redor de um mapa pré-determinado. Ao invés disso, uma enxurrada de tabelas e menus incompreensíveis era mostrada na tela ao mesmo tempo, deixando o “jogador” à própria sorte com as delícias da “tentativa e erro”.
Além do baixo custo, a pirataria proporcionava uma outra opção bastante conveniente aos compradores de jogos falsificados: a troca de jogos (principalmente para os donos de gravadores de DVD. É como dizem: ladrão que rouba ladrão...).
Consegui trocar o terrível RPG Maker por um jogo que eu tinha muita curiosidade em conhecer, mas nunca tinha tido a coragem de comprar (mesmo ao custo de R$10,00): Lego Stars Wars, The Original Trilogy.

O visual dos personagens é humor involuntário













Lego Stars Wars foi uma grata surpresa, pois possuía gráficos acima da média para o gênero; ótima jogabilidade; grande variedade de personagens jogáveis; representação perfeita das passagens dos filmes; e o mais importante: HUMOR DA MELHOR QUALIDADE!
O humor de Lego Star Wars é impagável, apresentado através de (hilárias) cenas ao melhor estilo cinema mudo. Atenção especial ao momento em que Luke descobre a identidade de seu pai. É incrível como, nesse caso, comprovou-se o dito de que uma imagem vale mais que mil palavras.
A parte sonora desse jogo era muito boa, provando que trilha original do mestre John Williams nunca sai de moda e combina perfeitamente com os jogos da franquia Star Wars.
Um ponto fraco de Lego Star Wars: The Original Trilogy, era sua dificuldade. Como o game era indicado para crianças de 4 anos ou maiores, o maior desafio que um adulto poderia encontrar no jogo era coletar todos os coletáveis possíveis. Não era possível morrer; não havia game over ou perda de progresso. Apenas uma penalidade nos Studs acumulados (a moeda oficial da série. Raios! Você não teve infância, não? Aquelas pecinhas das quais os Legos são feitos.).

Bem, o que acontece é que o mundo está mudando. Eu posso sentir isso na água. Eu consigo sentir no ar. E, em 2012 (espero), os fãs de pecinhas serão agraciados com o mais esperado game da franquia: Lego The Lord of the Rings. Veja o trailer, caso ainda não o tenha feito. Mas antes, um recado para o Balrog: Man, you have to brush!



A principal diferença que pode ser notada nesse trailer é a inclusão de diálogos falados no jogo. Não sei se essa mudança é boa para a série, mas acredito que a Traveller’s Tales (adoro o logotipo dessa softhouse) fará um trabalho igualmente competente na arte de nos fazer rir como crianças (o próprio Um Anel, por si só, já é hilário, parecendo mais um pneu de carro de mão).

Aceito!

O anúncio deste jogo me deixou bastante animado, pois não joguei mais nenhum título Lego depois do Star Wars 2. O Indiana Jones quadradão não me despertou muito interesse. O Batman em estilo seriado dos anos 60 também não me chamou muita atenção (apesar do grande potencial). Piratas do Caribe, idem. Lego Harry Potter eu joguei a demo, e é bem bonito e convidativo. Pena que a ideia de jogar o jogo em 5X, com juros, não seja tão convidativa assim...
Mas o Senhor dos Anéis, apesar de todo o mimimi a respeito da série, é uma franquia de potencial quase ilimitado para o formato dos jogos Lego. Fica quase impossível não querer conferir o resultado final do que a TT e Eidos tem no forno.
O gráfico desse jogo, mais uma vez, é “desnecessariamente bonito”, seguindo o padrão dos jogos anteriores. O humor, como visto no trailer, continua em alto estilo. Apenas gostaria que um pouco de desafio fosse adicionado. Isso quebraria o clichê (insuportável) de que esse tipo de jogo tem que ser fácil, pois é “feito pra criança” (obrigado pela sua dificuldade e pelo serviço prestado, Kingdom Hearts).
De resto, fico aguardando mais esse lançamento, já sabendo que o game será (quase que uma certeza) divido em três partes, pois tudo é dividido em partes hoje em dia. Mas isso é assunto para outro post...

Legolas de Lego é Legal



Au Revoir!

4 comentários:

  1. O contraste da narração séria da Galadriel com a cena do Frodo pegando um Um Anel pneuzão é muito engraçado! rsrs

    Esse negócio de ser moleza por ser pra crianças realmente é um clichê, né? Até porque uma criança de 7 anos (a classificação provisória do jogo, acabei de ver no site da Lego) consegue jogar algo um pouco mais complexo. Eu me lembro de jogar games bem desafiadores na minha infância e, mesmo que aos trancos e barrancos, conseguir terminá-los e ainda ficar satisfeita por ter vencido algo difícil.

    Enfim, de qualquer forma fiquei curiosa pra testar esse jogo. Tomara que saia uma demo logo. =)

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    1. eu estou bem ansioso por esse jogo. gostei muito do star wars mas não me senti inclinado a jogar os outros que citei no post. os jogos dessa série têm um humor muito agradável; gosto dos elementos de exploração (tipo só passa se tiver a força do lado negro, ou porta que se abre apenas com bounty hunter). senhor dos aneis é um prato cheio. só queria que o público adulto fosse levado em consideração dessa vez, até pq nunca vi uma criança que tenha lido a obra de Tolkien rsrsrs

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  2. Eu tinha uma curiosidade muito grande para jogar os jogos das série Lego. Mas quando peguei os Star Wars, me decepcionei. O jogo é bonito, fácil de jogar, muito engraçado, mas é meio cansativo. As fases são repetitivas e longas demais. Misturar controle 3D e progressão linear nunca deu muito certo. Espero que os novos jogos da série tenham alguma evolução no gameplay. Acho que iria aproveitar mais se os jogos fossem todos side-scrollers. Ou então em 3D de fases abertas, tipo Mario 64.

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    1. qual star wars vocÊ jogou? a trilogia original é o mais indicado, pois tem mais opções de personagens e customização. dos problemas que vc citou, não acho que nenhum tenha estragado a experiência com o jogo. só queria mais desafio e elementos de Metroid nos cenários (tipo só passa daqui se tiver a magia de gandalf etc.)

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