Como todo nerd que se preze, em algum momento da minha vida
eu joguei RPGs de mesa. RPGs "de verdade", como Vampiro: A Máscara ou Lobisomen:
O Apocalipse, nos quais podemos interpretar um personagem ao invés de apertar
botões para escolher entre attack, magic ou Limit Break.
Diferente da maioria das pessoas que vão ficando mais
velhas, eu não tenho a mínima vergonha em admitir isso. Muito pelo contrário:
Rpgs têm a incrível capacidade de exercitar a imaginação; estimulam a nossa
capacidade de tomada de decisões rápidas e ensinam várias e várias lições de
convívio em sociedade e companheirismo, mesmo que você seja um La Sombra traiçoeiro que não
perde a oportunidade de cravar uma adaga de ossos nas costas de seu melhor
amigo só pra sair bem na foto com o líder do seu clã.
Lendo o (ainda excelente) Vampiro: A Máscara, dois defeitos
encontrados no final do livro me chamavam bastante atenção:
Meu clã preferido
Azar Sobrenatural
(4 pontos)
“As coisas
simplesmente não são do seu jeito. Sempre que uma oportunidade de brilhar
surge para você, algo acontece para arruiná-la. Uma vez por ciclo, o Narrador
pode aumentar a dificuldade de uma rolada de dados crítica em 2 e não te
avisar com antecedência. Se você falhar naquela jogada, é culpa de algum
elemento randômico de má sorte (seu joelho deu cãibra um milésimo antes de você
puxar o gatilho, por exemplo...)”
(Vampiro, a Máscara; Guia do Jogador 3ª ed, pág. 28)
O outro era:
Futuro Negro (5
pontos)
“Você foi amaldiçoado com a Morte Final, ou pior, com o
sofrimento de uma agonia eterna. Não importa o que você faça, não conseguirá
livrar-se deste destino terrível. Em algum momento durante a crônica, seu
Futuro Negro o atingirá. Ainda mais assustador é que você às vezes tem visões
de sua sina, e o mal-estar que essas imagens lhe provocam exige que você gaste
um ponto de Força de Vontade para apagá-las de sua mente, ou então você perderá
um dado de todas as suas ações pelo resto da noite. É a Equipe de Avaliação
quem determina a natureza exata da sua sina e os Narradores determinam quando ela
ocorrerá. Este é um Defeito difícil de ser representado; ironicamente, embora
pareça eliminar todo o livre arbítrio, o conhecimento do momento da morte pode
ser libertador.”
(Vampiro, a Máscara; Livro Básico 3ª ed, pág 302)
Aonde quero chegar falando isso? Quero chegar ao fato de
que, se eu fosse um personagem de Rpgs, com certeza os dois defeitos acima
constariam da minha ficha de personagem, sem direito a borracha na ficha de criação de personagem ou subornar o Mestre da
sessão para que fosse dado um jeitinho.
A QUEDA DO GIGANTE
NEGRO
Se fosse um console da Microsoft...
Há exatamente uma semana o meu PS3 começou a
apresentar um comportamento estranho. Algumas vezes, quando eu colocava um
disco de jogo na unidade de leitura, o jogo não começava e aparecia a seguinte
mensagem:
“Error occurred
during the start operation (80010514)”
Jogos digitais (instalados no Hd) funcionam perfeitamente.
DVDs de filme idem. Pesquisei no Google, e as alternativas não eram nada
animadoras. Várias pessoas que haviam passado pelo mesmo problema
afirmavam que a falha:
a- era um problema de arquivo corrompido no aparelho. Um
arquivo de update (de jogo ou de firmware) impedia que o console iniciasse o
boot do disco;
b- era um problema do canhão de leitura do console. Nesse
caso, mesmo tendo a resolução mais cara, o defeito seria de mais fácil
resolução.
Logicamente, pesquisei na internet as possíveis soluções
para a alternativa "a" da questão.
Alguns sites diziam que uma restauração dos arquivos de sistema
através do console de recuperação do aparelho resolveria o problema (aperta e segura o botão de power
com o aparelho em
standby. Ele irá ligar e desligar. Aperta e segura novamente
até ouvir um bip. Mais dois bips soarão e é hora de soltar o botão. Para
restaurar os arquivos, escolhe-se a opção 3).
Dê uma olhadinha no começo do texto, na parte sobre os
defeitos de personagem, e tente adivinhar se o problema parou por aí ou
continuou.
A terceira e última alternativa...
O segundo procedimento seria uma formatação completa do HD
do console. Operação que apagaria TODOS os dados acumulados em três felizes
anos de uso do aparelho.
Como eu já havia feito backup de todos os saves antes mesmo
de tentar o primeiro procedimento (eterno desconfiado), não hesitei em realizar
a operação.
Aqui faço uma nota para um ponto em especial:
POR QUE DIABOS A
FORMATAÇÃO “COMPLETA” (as aspas se devem ao fato de vários arquivos e
configurações permanecerem no aparelho depois de tal procedimento, como
configurações de perfis e conta) DE UM PS3 SLIM COM 120GB DE HD LEVA MAIS DE
10 HORAS PARA TERMINAR?
Mesmo que você não entenda patavinas de computador, em algum
momento de sua vida você deve ter formatado o HD de seu computador ou
testemunhado alguém realizando tal tarefa.
Mesmo a mais demorada formatação, no maior HD, não deverá
passar de uma hora e meia. E olhe que estou dando uma enorme folga no tempo, pois
essa operação é bem rápida em computadores mais modernos.
A diferença entre a formatação rápida da completa é que na
rápida os clusters do disco rígido apenas são marcados com o status “livre”,
mas os dados não são apagados definitivamente. De fato, dá pra recuperar muita
coisa que estava em um HD
utilizando ferramentas que se utilizam desta artimanha. Ou seja: muito cuidado
com as pornografias que você coloca no PC do seu trabalho, pois elas podem te
render uma bela “justa causa” se o pc cair em mãos mais competentes.
Já a formatação completa apaga, um por um, os arquivos
gravados nos clusters do HD. E essa tarefa é beeeeeeem mais demorada.
Mas isso não é desculpa, pois o PS3 é um aparelho que foi
lançado em 2006. Mesmo não utilizando o sistema Windows ou sistemas
básicos operacionais como os famosos BIOS, que já vêm integrados nos pcs, UMA MALDITA FORMATAÇÃO DE HD NUNCA, MAS
NUNCA, DEVERIA LEVAR DE 10 A
12 HORAS PARA SE COMPLETAR!!!
Desabafo feito, continuando...
Você leu o livro O Código Da Vinci? Se leu, vai se lembrar
de uma parte em que a personagem Sophie se espanta pelo fato dos enigmas
deixados por seu tio sempre serem constituídos por “enigmas dentro de enigmas”.
Nunca é simples. Nunca é fácil. Sempre tem alguma coisa a
mais para dificultar as coisas. Mais ou menos uma versão refinada da piada do
Juquinha e a adivinhação do batom.
E é exatamente assim que as coisas funcionam comigo. Será
que a formatação completa dos possíveis arquivos que estariam causando o
problema resolveu a minha peleja? Mais uma vez, leia o começo do artigo, com
ênfase no trecho em negrito do primeiro defeito. Continuando...
UM POR TODOS, VOCÊ
POR SI PRÓPRIO E A SONY DO BRASIL POR NINGUÉM
Qual a ideia de usar um console totalmente original, com
jogos originais e sem nenhum tipo de alteração? É andar na linha. Fazer as
coisas do "jeito certo". Evitar os problemas que a pirataria causa e desfrutar
dos benefícios de tal prática, certo?
Partindo dessa ideia, o próximo e mais lógico passo seria
contatar a assistência técnica da fabricante do aparelho para que algo fosse
feito, não é mesmo?
Bem, depois de pesquisar muito e constatar que NÃO HÁ UMA REPRESENTANTE OFICIAL DA SONY EM UMA DAS MAIORES CAPITAIS DO
PAÍS, RECIFE, consegui um número de telefone que me guiaria à unidade de
assistência mais próxima da minha região.
Como estou trabalhando durante o horário de atendimento (8:00 as 17:00), coube ao meu irmão a ingrata tarefa de tentar
resolver qualquer coisa que seja pelo telefone neste MALDITO PAÍS DOS INFERNOS CUSPIDO POR SATÃ EM SEUS PIORES DIAS
DE MAU HUMOR.
Depois de informar que se tratava de um aparelho importado e
sem garantia (pois cometemos o sacrilégio de comprá-lo antes de a Sony decidir
que os mortos de fome do maldito país dos infernos cuspido por Satã em seus
piores dias de mau humor eram dignos do enorme privilégio de ter o console
lançado oficialmente no país), a melhor solução que a telefonista pôde oferecer
foi a de “procurarmos uma assistência técnica de nossa confiança para que o
conserto fosse realizado”, que pode ser traduzido como: “foda-se. Não é
problema nosso se você comprou um aparelho NOSSO por meio de importação quando não havia outra alternativa. SE VIRA. E obrigado por escolher um dos produtos da família Playstation! :)”.
Bem, mesmo que o aparelho fosse “nacional” não mudaria muita
coisa.
De acordo com uma outra telefonista, o procedimento seria
mandarmos o aparelho pelos Correios para que ele fosse encaminhado para uma
obscura assistência técnica da Terra do Nunca, onde procedimentos insidiosos e invasivos
seriam realizados sem nem mesmo nos darmos conta do que diabos estava
acontecendo. Ou seja: se vira! O problema não é nosso.
Mas quer saber de uma? Se o problema foi causado por uma
instalação de arquivo que veio a se corromper e comprometer as tarefas de boot
de disco (suspeito que foi o lazarento do Dark Souls do meu irmão que começou
essa porra toda), O PROBLEMA É SEU SIM,
SENHORA SONY.
ONDE DIABOS UMA
EMPRESA ESTÁ COM A CABEÇA PARA PERMITIR QUE UM ARQUIVO DE INSTALAÇÃO DE UM
PRODUTO ORIGINAL E LICENCIADO PELA FABRICANTE ACABE COM O HARDWARE DE UM
CONSOLE, A PONTO DE DEIXÁ-LO INUTILIZADO PRA SEMPRE?
Sim, pois se foi uma falha no firmware do console, o defeito
não tem solução e só outro aparelho mesmo. Essas foram as palavras do técnico
da assistência da minha confiança a quem tive que recorrer.
PRA QUÊ DIABOS SERVE
A PSN E TODOS OS SEUS MALDITOS UPDATES DE JOGOS E FIRMWARE (ALÉM DE ESTORVAR E
ACORRENTAR O JOGADOR), SE ELES NÃO SÃO CAPAZES DE CORRIGIR UM PROBLEMA DE
SOFTWARE DO QUAL A EMPRESA JÁ TEM CONHECIMENTO (É SÓ PROCURAR NA INTERNET PRA
VER QUE O PROBLEMA NÃO É TÃO RARO QUANTO A SONY AFIRMA QUE É)?
Hoje pela manhã levei o console à já citada assistência
técnica. Me senti bem menos frustrado, pois sei que deles não ouviria um belo
SE VIRA mascarado em palavras pomposas e de falsa cordialidade.
O problema, surpreendentemente dessa vez, não ficou tímido
diante do técnico da loja, como geralmente acontece comigo: há quinze dias
comprei um celular novo, para substituir o que foi levado no assalto, e o fone
de ouvido não funcionava direito. Apenas em um dos lados saía som. Depois testar em três fones de ouvido diferentes e de
mexer em todas as configurações possíveis e imagináveis a respeito de fones e
acessórios, levei o celular para trocar, convencido de que tinha comprado um
aparelho com defeito. E QUAL NÃO FOI A
MINHA COMPLETA CARA DE “NASCI COM O * VIRADO PRO INFERNO" QUANDO O APARELHO
FUNCIONOU PERFEITAMENTE NA PRESENÇA DO VENDEDOR?. O fato é que o jogo colocado no
leitor não iniciou e a famigerada mensagem apareceu novamente.
O diagnóstico será feito segunda-feira. De acordo com o técnico,
há duas possibilidades:
a-a
mais cara e mais simples: o leitor do aparelho foi pro saco e terei que pagar
R$350,00 pela troca da peça e limpeza do console no geral. Até aí tudo bem. Não
sou rico mas, graças ao meu trabalho, posso afirmar que dinheiro não é o
problema. Se eu quisesse poderia comprar um ou até mais de um aparelho novo na
caixa. E a morte do leitor também não é lá nenhuma surpresa, visto que desde 2011 o aparelho já se recusava a identificar discos vez ou outra. E o fato do
aparelho ter três anos de uso sem nenhuma limpeza ou manutenção deve ter
contribuído para o surgimento de tal problema;
b-a
mais complicada e que não custaria nada, visto que seria o anúncio da morte do meu
PS3: se o problema for no firmware do console não há como resolver e só outro
novo mesmo. O estranho é que eu jurava que havia uma opção que restaurava as
configurações de fábrica do aparelho nas opções de formatação. Isso, inclusive,
restauraria a versão do firmware para a original, se não me engano 3.alguma
coisa. Mas quando realizei a formatação completa não foi isso que aconteceu:
além de ficarem muitos dados que não deviam estar lá (contas de usuário e
configurações) o firmware continuou na versão 4.31, a mais recente.
CONCLUSÃO
O fato é que nem sempre dinheiro resolve tudo na vida.
Às vezes damos muito valor a bobagens que não têm valor. Mas
às vezes nos damos conta de como uma coisa simples, boba e sem valor faz parte
de nossas vidas e rotinas de uma forma tão arraigada que a perda de tal objeto
chega a se equiparar à perda de um ente querido e não substituível por meio de
R$800,00.
O ritual que já durava três anos, de chegar do trabalho/academia, jantar e deitar na cama para jogar no Ps3, foi interrompido.
No exato momento estou de extremo mau humor. Me
sinto completamente traído e abandonado pela empresa que afirma que “conhece o Brasil” mas
se utiliza de artimanhas (como a de lançar “oficialmente” os consoles e jogos
no país) para dar uma falsa sensação de segurança e suporte aos consumidores.
Empresa essa que vira as costas ao menor sinal de problemas. Uma empresa que
ainda espera apoio por parte dos consumidores nas gerações vindouras.
Enquanto o problema não se resolver (de uma forma ou de
outra), o Mais Um Blog de Games vai ficar em standby, pelo simples fato de que
a sua principal fonte geradora de conteúdo também está em standby.
Mais um golpe na minha
fragilizada autoestima gamer foi desferido, diminuindo ainda mais a
distância antes enorme que havia entre o jogar e o abandono do hobby.
Por enquanto me resta apenas a visão da minha vasta coleção de games (adquiridos nesses três anos por meio de muita ralação e suor) juntando poeira no canto do quarto.
Me desculpem Elizabeth, Booker e Columbia. Que a notícia
abaixo fale por si mesma, pois não consigo pôr em palavras a minha frustração.
“O diretor de BioShock: Infinite, Ken
Levine comentou sobre um novo atraso do jogo, em evento para a
imprensa.
De acordo com o designer, sua equipe
o informou que "mais três ou quatro semanas para polimento e
retirada de bugs seriam realmente importantes para o título". "Eu sei
que isso pode ser mal visto aos olhos da imprensa, mas no final das contas,
queremos deixar o game melhor, e é isso que vamos fazer",
completou. Uma nova data de lançamento foi marcada para o dia 26 de março.”
P.S.: como sempre, a notícia acima foi copiada e colada do
site Omelete.com.br. E, Bioshock Infinite Forever, até 2014.
Sempre fui um total desastre nos esportes. Sei que é um
baita clichê nerd, mas se trata da mais pura verdade. Talvez, por esse fato,
nunca gostei dos esportes também quando o assunto é videogame. Mas, com jogos
de corrida, a história é outra.
Chora com essa alta definição!
O primeiro jogo de carro que joguei na vida foi um do Atari,
cujo nome eu não sei. Isso porque eu tinha uns seis anos; assistia aos meus
irmãos jogarem na casa de um primo meu e raramente conseguia colocar as mãos no
esquisito joystick do console. Mas havia duas coisas muito marcantes a respeito
daquele jogo: ele era barulhento pra caramba e tinha um mito de que seu
cartucho danificava o console. Ah, saudosa década de 80, a idade das trevas dos
games... Tudo era motivo de boatos e especulações que só contribuíam para a
imagem negativa que os jogos eletrônicos carregavam. Mas isso é assunto para
blogs de retrô games. Continuando...
Multiplayer obrigatório já no SNES. E esse merece tela cheia.
Já na era 16 bits, tive a chance de conhecer um dos melhores
jogos de carro já feitos em toda a (curta) história dos jogos. Seu nome: Top Gear,
produzido pela Kemco, desenvolvido por
uma tal de Gremlin Graphics e lançado em 1992, praticamente no ano de estreia
do SNES.
Top Gear, conhecido no Japão por Top Racer, foi o jogo de
corrida mais conhecido da época, sendo extremamente popular até hoje. Ele tinha
uma jogabilidade bastante simples, até mesmo porque era completamente em 2D.
Dava pra selecionar três carros (desculpem fãs xiitas, mas o
carro roxo/rosa é indigno de menção. Ops!): o Carro Branco (que todo mundo
pegava. Tinha velocidade mediana e gastava pouca gasolina); o Carro Preto (um
pouco mais rápido que o branco, ao custo de beber um pouco mais de gasosa) e o
fatídico Carro Vermelho (uma porcaria total. Era o mais veloz, mas só servia
nas corridas de poucas voltas, nas quais não fossem necessárias muitas paradas
no pitstop. Só a CPU selecionava esse carro, e eu me divertia horrores vendo a
máquina perder a corrida por causa de sua escolha equivocada).
Rolava uma baita música de casamento no pódio!
Falando em CPU, Top Gear tinha uma curiosa característica
para um jogo de corrida: ele era, essencialmente, em tela dividida. Geralmente,
nesse tipo de jogo, você enfrenta a CPU na mesma tela de jogo em que você joga.
Mas no Top Gear, mesmo no modo para um jogador, a tela era dividida.
O modo “campanha" do Top Gear era outra característica
marcante desse jogo: era longo pra caramba (a ponto de ficar a marca do botão
de acelerar impressa no dedo), além do fato de poder ser desfrutado por dois
players. Era possível passar mais de três horas para completar todas as
corridas. Para os padrões de hoje parece pouco mas naquela época era uma
eternidade.
A trilha sonora do game também chamava muita atenção: mesmo
tendo jogado o game há vários anos ainda me recordo de várias músicas
presentes no game, desde as principais até as de eventos menos importantes,
como subida ao pódio ou tela de início.
Tem até uma banda brasileira chamada Megadriver que faz
versões de Rock de grandes temas dos jogos de Megadrive/Gênesis (she seems to
have an invisible touch...) como Sonic, Streets of Rage e Topgear. Quer dizer,
esse último era original de SNES mas deu pra entender.
O fato é que Top Gear foi um dos jogos de corrida que mais
joguei na vida.
Adivinha quem vai vencer?
NOTA: anos após
ter me desfeito do meu SNES, descobri um glitch no Top Gear: se você batesse nos
ferros que sustentavam a palavra Finish (da largada) na última volta, você
terminava a corrida em 1º e 2º lugares ao mesmo tempo, ganhando os pontos das
duas colocações simultaneamente. Aaaaaaaaaargh! Que raiva! Nunca me perdoei por
não saber desse bug enquanto ainda podia jogar o game.
Passados os 16 bits, nada de interessante aconteceu no
gênero. Nunca me impressionei com os jogos da série The Need for Speed, apesar
de suas qualidades inegáveis. Gran Turismo nem se fala: extremamente
burocrático e técnico demais para permitir qualquer coisa parecida com
diversão.
Com o advento do Playstation 2, o gênero de corrida voltou
aos holofotes, dadas as novas e atraentes possibilidades de customização e a
enxurrada rapper que dominou a época. Foi assim que fui apresentado ao segundo
jogo de corrida de que mais gostei até hoje: The Need for Speed Underground.
Carro poser tirando selfie é dose!
O Underground (apelido carinhoso) possuía elementos que me
cativam em um jogo de carro: belos gráficos; sensação palpável de velocidade;
corridas noturnas; desafios de Drift (uma das dez provas cabais da existência
de Deus, junto com os portais de teleporte do Diablo, da batata frita e da
invenção da máquina de lavar roupas) e o mais importante de tudo: jogabilidade
fácil e prazerosa, junto com uma curva de dificuldade que incentiva o jogador a
se aperfeiçoar na fina arte de realizar curvas a 375 Km/h.
Sério, nunca vi muita graça nessa parada de tunagem
Com o sucesso do primeiro Underground, uma sequência era
algo mais que esperado. Pena que o The Need for Speed Underground 2 (você nem
mesmo merece ser chamado pelo apelido carinhoso) não me agradou nem um pouco.
Ele não tinha os mesmos gráficos estilosos de seu irmão mais
velho, e as corridas se passavam em uma espécie de cidade aberta que nunca me
convenceu. Se joguei mais de duas horas desse jogo, acho que já foi muito. O
Underground ainda figurava como o único jogo de corrida que conseguiu me fisgar
tanto quanto o Top Gear (Mario Kart não conta. É hors concours. Se você não
gosta desse jogo, o original de SNES, faça o favor de iniciar uma combustão
espontânea de si mesmo e desaparecer da minha frente).
Um dos melhores jogos de carro, sem dúvida...
Depois da decepção com o segundo TNFSU, achei que nunca mais
veria um jogo de corrida tão interessante e que fizesse tão bem a mistura de
corridas em trilhos (é uma expressão pessoal que eu uso para designar aqueles
jogos de corrida em que você só pode correr em uma pista fechada, nada de
cidade aberta ou escolha de rotas alternativas) com drift e disputas noturnas.
Até
cheguei a experimentar o Midnight Club 3, jogo que mais se aproxima do
Underground e que é idolatrado como o melhor jogo de corrida de todos os
tempos pelos meus dois irmãos mais velhos.
Como esse blog é administrado por mim e não por eles, o
Underground continua com sua coroa de melhor jogo de Playstation 2. Ou pelo
menos continuava, até a chegada de um ilustre novato chamado The Need for Speed
Most Wanted.
Se eu der ré, de fininho, talvez não me percebam...
A pirataria é um lixo. Por um lado. Acaba com ramos de entretenimento;
prejudica autores; fomenta mercados “alternativos” que em nada contribuem com a
roda do capitalismo (tá bem, admito que essa parte não é tão negativa assim);
tira a oportunidade de empresas menores e menos afortunadas apresentarem seu
trabalho e blá blá blá.
Se você acompanha o blog, está careca de saber a minha postura com relação a essa prática.
Mas, que a pirataria tem um certo fator de democratização do entretenimento,
nem o mais ferrenho inquisidor dessa prática pode negar. E foi justamente
devido a esse fator que eu pude jogar O jogo de corrida de todos os tempos.
Experimentei o Most Wanted na casa de um amigo, que também
tinha um PS2, em uma época em que comprar um jogo de videogame era tão simples
(falando em dinheiro, mesmo) quanto comprar um quilo de carne no açougue. E
logo de cara, pude reconhecer vários elementos que haviam me conquistado no Underground:
fácil jogabilidade e sensação de velocidade nas alturas (bem típicas da série
Need for Speed).
O mote do Most Wanted não me agradava muito: perseguições
policiais em uma cidade aberta. Mas, com poucas horas de jogo, alguns
preconceitos que me impediam de aproveitar jogos parecidos acabaram sendo
derrubados, e pude aproveitar o que esse incrível jogo tinha de melhor para
oferecer.
LISTA NEGRA
Ficou no bolso da outra calça! Eu juroooooo!!!
Most Wanted, em seu modo campanha, te desafiava a se tornar
o mais renomado corredor das ruas. Para alcançar tal façanha, era necessário enfrentar
os quinze pilotos da lista de mais procurados pela polícia da cidade. O
incrível nessa parte é como esse jogo possuía uma curva de dificuldade sutil e
enriquecedora para o jogador.
A cada oponente derrotado, novas opções de
customização, equipamentos e áreas novas da cidade iam sendo desbloqueados. A
cada novo upgrade ou tunagem do veículo, a diferença na jogabilidade (e,
consequentemente, na dificuldade do jogo) era quase palpável. Uns dias sem
jogar já me deixavam meio enferrujado nas pistas.
O que eu mais gostava no sistema desse jogo era a enorme
variedade de corridas. Abaixo um breve resumo dos tipos de desafios encontrados
no game. E, antes que eu me esqueça, as corridas de Drift (aquelas em que você
fica patinando com o carro de um lado para o outro para somar pontos) ficaram
de fora da brincadeira. Não sei se isso foi proposital devido ao estilo do game
ou se os desenvolvedores simplesmente comeram cocô na hora de decidir sobre
quais modos de corrida estariam presentes. Só sei que ele faz muita falta nesse
jogo.
-CIRCUIT: a
clássica corrida em pista fechada com uma quantidade de voltas até o final.
Aqui o objetivo é simplesmente chegar em primeiro, com direito a linha de
largada e chegada;
-SPRINT: quase a
mesma coisa que o circuito. A diferença aqui é que a duração da corrida é
contada por uma percentagem de trajeto. Quem estiver em primeiro quando o
percurso acabar ganha.
De longe um dos modos mais frustrantes, visto que um único
erro pode mandar uma corrida de mais de cinco minutos pro espaço;
-DRAG: uma gota
de suor cai da minha testa toda vez que um desses eventos vem de forma
obrigatória nesse jogo.
O objetivo dos Drags é passar marcha no tempo adequado em
uma corrida em que o controle do veículo é meio que “dificultado” pela CPU. Não
entendeu as aspas? Quem jogou sabe a que me refiro. Alto índice de frustração
também;
-LAP KNOCKOUT: o
meu tipo predileto.
Parece uma corrida normal, como o Circuit. O diabo aqui está
em um pequeno detalhe: QUEM PASSAR PELA
LINHA DE CHEGADA POR ÚLTIMO É APAGADO DA REALIDADE E EXPULSO DA CORRIDA.
Por exemplo: em uma corrida de quatro corredores, se você
for o terceiro colocado, o último carinha vai ser catapultado e não mais
correrá a próxima volta. Isso se repete até que um carro (o campeão) sobre na
pista.
O bom desse modo é que você tem várias chances de se superar
na direção e ter o gostinho de ver aquele FDP que ficava batendo na sua
traseira ser extirpado da corrida como o tumor bolorento que é.
O lado ruim é que geralmente o primeiro cara corre muito
bem, bastando um erro seu para que a Crise nas Infinitas Terras alcance o seu
veículo.
NOTA: não há
nenhum tipo de efeito para quando um dos oponentes é eliminado. Tudo que eu
descrevi se passa apenas na minha cabecinha maligna de imaginação fértil mesmo;
-SPEED TRAP: a
criatividade dos criadores do jogo é digna de um prêmio. Quer dizer, não sei se
eles criaram, de fato, esse estilo de corrida. Mas eu adoro esse aqui também.
Speed Trap consiste em uma corrida de uma volta em que a
velocidade de todos os carros será aferida por câmeras de controle de tráfego
(aquelas que fotografam a placa e velocidade dos carros infratores). A cada
checkpoint os pontos da sua velocidade vão sendo somados. Quem passar voando em
maior velocidade durante estes momentos ganha a competição. Chegar em primeiro
lugar ajuda na pontuação, mas não é fator determinante. De fato: já aconteceu
de eu passar em segundo lugar mas conseguir vencer por ter excedido mais os
limites de velocidade que o primeiro colocado.
Desnecessário dizer que o uso do nitro nos momentos corretos
é peça fundamental para a vitória nesse modo;
-TOLLBOOTH: é uma
corrida em que você trafega sozinho na pista (sozinho entre aspas, pois o
tráfego de carro ainda está lá para atrapalhar a sua vida). O objetivo é
alcançar os checkpoints dentro do tempo limite. Por exemplo: se você tiver
quinze segundos para chegar no ponto e conseguir atingir o checkpoint faltando
cinco segundos, esse tempo será adicionado ao seu próximo checkpoint. Se você
deixar o tempo se esgotar, perdeu playboy...
-PERSEGUIÇOES EM
GERAL: o título Most Wanted não está lá pra meramente enfeitar a capa do
jogo.
Durante todo o game será preciso lidar com a presença da
polícia. E esses são os grandes momentos do jogo.
DESTRUIÇÃO SOBRE
QUATRO RODAS
O prato do dia? Tocar o terror nas ruas, claro!
Alguns desafios serão obrigatórios (exigência de grande
parte dos participantes da Black List). Mas, mesmo durante outros modos de
corrida, acontecerá de você esbarrar com um dos vários carros de polícia e dar
início a ferrenhas perseguições por toda a cidade.
Essas perseguições podem durar alguns minutos ou até mais de
meia hora, como já aconteceu comigo mais de uma vez. E eu dou um conselho sobre
isso: com o avançar do game as chances de escapar da polícia vão ficando cada
vez menores. Muita perícia de jogo será necessária para não ser preso por causa
daquela batida em um dos meio-fios das ruas da cidade.
Como era moda na geração passada (por causa de GTA), vários
níveis de procura eram adicionados à ficha criminal do seu piloto (me divertia
muito ouvindo as descrições feitas pela rádio da polícia, que parecia sempre
estar antenado com as mais recentes mudanças de customização do meu carro).
No início apenas carros basicões de polícia vão correr atrás
de você. Com o avançar no jogo e o descer na lista, vários tipos de upgrades
serão feitos nos carros dos homens da lei para dificultar as suas escapadas sob
quatro rodas: Sedans pretos (carro da MIB, como eu costumo chama-los); Pickups
4X4 (com o objetivo não de te perseguir, e sim te arrancar da pista com
trombadas violentas) e até helicópteros (que tornam a tarefa de se esconder
quase impossível e ainda adicionam um efeito legal de vento). Isso sem falar
nos fantásticos (e deliciosos de quebrar) bloqueios de estrada, com direito a
espetos na pista pra furar os pneus do seu carro e casca de banana pra te fazer
derrapar. Ta certo, esse último eu inventei. Não resisti de fazer uma
referência a Mario Kart.
Lindo, mesmo nos dias de hoje
Vale ressaltar que os gráficos desse jogo são espetaculares.
Isso fica ainda mais inquestionável durante as batidas nos carros de polícia nos bloqueios, que resulta em um estupendo efeito de câmera lenta que me
fazia pular de emoção quando derrubava vários carros de polícia ao mesmo tempo
na estrada (eu gritava: CHUUUUPAAA!!! quando eles saíam voando e eu cantando
pneu)
Claro, vale ressaltar que toda essa festa acabava quando
você era preso (encurralado pelos carros-patrulha ou quando tinha os pneus
furados). Se isso acontecesse, você tinha a opção de pagar uma bela propina
para os tiras te deixarem ir ou outros tipos de castigo, como perder dinheiro
ou até carros inteiros. E haja ponto na carteira pra aguentar tudo isso.
Consegue ver as linhas de velocidade? Eu sim.
Como eu disse agora há pouco, os gráficos desse
jogo eram fantásticos. O efeito de nitro, por exemplo, é um dos mais belos que
já vi em um jogo do gênero (a tela ficava toda borrada e cheia de um efeito que
os criadores do game chamam de Speedlines, que infelizmente não apareceu mais
em nenhum outro jogo da série), e eu adorava aplicar a cor vermelha na
carroceria do meu carro pra que ele se misturasse à luz dos faróis traseiros
quando eu ativasse o turbo. O apelido do meu carro era “Demônio Vermelho”. Ah,
bons tempos de falta do que fazer...
Havia (estraga-prazeres) quem torcesse o nariz para o fato
de todo o jogo se passar em um tipo de distorção temporal na qual sempre é “tardinha”.
Sabe aquele momento do dia que ainda não ficou totalmente escuro
(tipo,crepúsculo, sem nada a ver com vampiros fake)?
Bem, o fato é que esse jogo teve um acabamento gráfico de um
esmero inarrável.
Os visuais presentes no jogo são tão bonitos que jogamos com
aquela pergunta na cabeça: “pra quê tudo isso em um jogo no qual passaremos
correndo a 370 KM/H
pelos cenários”?
E detalhes é o que não faltam nas ruas de Rockport.
Olha o Demônio Vermelho aí gente!!!
O cuidado com pormenores nesse jogo beira o doentio. Há
tanta coisa nas ruas que às vezes chega a tirar a nossa concentração durante as
corridas mais velozes (cadeiras; pixações nos muros; abrigos de ponto de ônibus
e um sem número de coisas que me fogem à memória no momento). Todo um mundo a
ser ignorado pelo melhor que a adrenalina da alta velocidade pode proporcionar.
Uma queixa que tenho com relação aos visuais do jogo (que
não posso deixar passar em branco sob pena de me afogar nas águas negras da
parcialidade) é a respeito da variedade no visual dos carros: eles são muito
parecidos, e as melhores customizações acabam nos levando ao mesmo estilo de
veículo. Coisa que outros jogos, como Midnight Club, davam um banho nesse aqui.
RONCO DO MOTOR
Tava só ouvindo o rádio, policial!
Em geral, em jogos de corrida, eu abaixo o volume do motor
do carro pra não atrapalhar no resto dos sons do game. E nesse jogo havia um
motivo a mais para fazê-lo: A TRILHA
SONORA DE NEED FOR SPEED MOST WANTED É A MELHOR JÁ FEITA PARA UM JOGO DE
CORRIDA.
Não vou me prolongar nesse tópico. Só quero reafirmar que A TRILHA SONORA DE NEED FOR SPEED MOST
WANTED É A MELHOR JÁ FEITA PARA UM JOGO DE CORRIDA.
Sim, a trilha desse jogo é tão boa, mas tão boa que é
preciso fazer eco para que ninguém passe batido por esse detalhe.
Não conhece? Vá no Google e baixe a trilha completa, caso
não possa jogar o jogo. É uma daquelas coisas que justificam a pirataria de se
apoderar de algo alheio. Aliás, a trilha desse jogo devia vir junto com o disco
do jogo para fazer jus ao trabalho dos desenvolvedores.
O MAIS CONVERTIDO...
Não sei como cabe tanto carro aí dentro...
Most Wanted não foi lá um sucesso de crítica na geração dos
128 bits. Mesmo assim esse jogo foi portado para praticamente todos os consoles
vigentes (até para o Gamecube da Nintendo, por incrível que pareça).
É sério. Esse jogo saiu para: PS2; Gameboy Advance; PC;
Nintendo DS; Xbox; Celulares; PSP; Xbox 360 e PS3.
Muita atenção nesses dois últimos.
No 360 ele foi lançado no começo da vida do console. Um port
descarado apenas atualizado para a alta definição.
No PS3 nem isso fizeram: lançaram a versão original de PS2
sem upgrade HD. O pior é que o jogo é simplesmente emulado no console, de uma
forma que eu simplesmente não consigo compreender: além da ausência dos
gráficos HD (que já existem no Xbox, portanto sendo obrigatórios neste console)
não há sistema de troféus ou uma resolução maior de tela. Somos obrigados a
“desfrutar” dos (outrora) deslumbrantes gráficos do jogo em uma telinha
ridícula de 4:9, a resolução de TVs quadradas.
E outra coisa que eu não entendo: por que diabos o jogo DESLIGA O CONSOLE toda vez que
iniciamos o programa? Mistérios da incompetência...
Mas uma coisa sobre esse jogo eu preciso confessar: apesar
de todo meu apreço pela obra-prima da EA Black box, eu nunca cheguei a terminar
o modo careira do jogo (acho que o mais longe que cheguei foi o quarto corredor da Black List).
Em parte por causa de sua extensão. Em parte por causa do
crescente nível de dificuldade que o jogo apresenta. E isso não é uma falha.
Muito pelo contrário: a curva de dificuldade de Most Wanted é muito respeitosa
e equilibrada. Mas chega uma hora que o jogo fica tão difícil que não é exagero
dizer que uma simples derrapada é capaz de arruinar uma corrida de mais de sete
minutos de duração. E, às vezes, um jogador simplesmente não está com paciência
para esse tipo de desafio.
Mas esse é um erro que pretendo corrigir futuramente.
Enquanto isso a minha versão digital do jogo descansa no apertado HD do meu
PS3, esquentando os motores do Demônio Vermelho e aguardando a oportunidade de
cantar pneus nas turbulentas ruas de Portrock.
O RETORNO DO MAIS
QUERIDO
Oi, bonitão. Quer dar uma voltinha?
Essa geração de games vem sendo bastante morna quando o
assunto são jogos de corrida.
A Rockstar, antes uma grande representante de ótimos games
desse gênero simplesmente não entendeu que jogos de carro com temática rapper
saíram de moda há uma geração e lançou o irrelevante Midnight Club Los Angeles
e seus clones tunados. Triste, vindo de uma empresa que competia de igual pra
igual com a gigante dos jogos de esporte.
Já a (ex) gigante dos jogos de esporte descaracterizou a série
The Need for Speed de tal forma (atirando pra todos os lados com jogos como
Shift e The Run) que foi necessário apelar para a panacéia tão comum nesta
geração, chamada “retorno às origens”, e relançar um game da franquia Need no
exato molde do primeiro aclamado pelos fãs.
A quem gostava do jogo original só restava sonhar com um
projeto que dificilmente se tornaria realidade...
PROMESSAS DE E3?
Tá danado! Mal lançou já ganhou prêmio?!
Na E3 deste ano, vários jogos foram anunciados. Mas um que
causou taquicardia em meu coraçãozinho nerd foi o anúncio de que uma
continuação do meu jogo preferido ever de corrida seria lançada ainda este ano.
E, no mesmo anúncio, um pequeno detalhe causou bradicardia neste mesmo
coraçãozinho nerd: o game seria desenvolvido pela Criterion!
Aqui você pode conferir o
impacto que essa notícia causou em mim na época.
Qual o meu problema com a Criterion? Tirando o fato de que
ela costuma fazer jogos de corrida para menino amarelo em que temos que ficar
dando trombadas em outros carros, dando uma bela banana para Sir Isaac Newton e
sua chatas leis da física? Nenhum.
De fato, até cheguei a jogar umas boas horas do Burnout
Dominator, para PS2. E eu, como menino amarelo que sou, consegui até me
divertir bastante nos desafios em que precisávamos planejar a batida de nosso
carro para causar um efeito dominó de destruição sem precedentes. E o gráfico
desse jogo era bonito pra cacilds! Assim como Black e Valkyrie Profile
Silmeria, parecia que um intruso next gen havia possuído o meu surrado PS2.
Gráficos de PS2, pode acreditar!
O problema disso tudo se configurava em uma empresa
“estranha” metendo o bedelho em um jogo que, teoricamente, só poderia fazer jus
ao seu antecessor se fosse desenvolvido pela mesma equipe do original.
Para minha total surpresa, a demo do novo Most Wanted foi
lançada e, assim como no Street Fighter 4, tenho o grande prazer de anunciar
que às vezes é delicioso estar redondamente enganado com um game.
THE REST IS UP TO YOU
"Tocaremos esta cidade como uma harpa do inferno..."
A coisa mais notória na demo desse jogo é o capricho nos
detalhes.
Charme é um artigo em falta no desenvolvimento de games da
atual geração: personagens com animação terrível e de fazer vergonha a
protagonistas do PSone (como gosto de dar nome aos bois, lá vai: Resident Evil
6); cutscenes sem o menor impacto ou grandiosidade (Final Fantasy 13); ausência
de animações básicas e fundamentais para uma boa relação gamer-game (como a
falta de indicação de dano sofrido por Shepard no Mass Effect 2); telas de game
over que simplesmente pipocam em um fundo preto, com as típicas opções de quit
ou load (ME 2 de novo).
Todos esses detalhes me causam embrulho no estômago e chegam
até a me afastar de um jogo menos estimado por mim, dependendo de fatores como
o pé com o qual levantei de manhã cedo e meu estado de espírito ao ser apresentado ao mundo
que o jogo se propõe retratar. E o mais legal de tudo isso é que o novo
Wanted não sofre de nenhum desses problemas.
You leave me breathless...
Já no começo da demo dá pra ver que estamos com um game pra
lá de especial em mãos.
A apresentação do game é muito bonita e charmosa:
Mais uma vez a EA ataca com uma trilha exclusiva criada
especialmente para o jogo.
Como se não bastasse, belos gráficos abrem as quatro portas
da estonteante cidade de Fairhaven para nos iniciar no mundo das corridas
fora-da-lei. E tudo isso em tempo real.
Falarei mais desse aspecto do jogo no tópico GRÁFICOS.
GRÁFICOS
Fala sério: é impressionante ou não é?
Nossa! Essa foi rápida! E sabe por que a pressa pra falar de
um quesito de jogo que pode ser totalmente irrelevante, dependendo da
experiência que o jogo se propõe a entregar? É que os gráficos de Most Wanted
não são nem um pouco irrelevantes para a diversão do jogo como um todo.
Como tratar deste tópico sem cair no exagero dos elogios não
velados?
Nesse caso fica difícil, mas vou tentar organizar as idéias
para não ser totalmente antiprofissional: ESSE
JOGO É BONITO PRA KR@JO! ETA JOGO BONITO DOS INFERNOS!
Bem, isso não foi lá uma boa forma de pôr ordem às idéias.
Mas me desculpem. Não consigo utilizar de muitos termos técnicos para falar de
uma coisa que, literalmente, salta aos olhos nesse jogo.
Como eu tinha dito, os Burnouts da Criterion eram bonitos
pra caramba. Tão bonitos que pareciam ter vindo do futuro, de uma geração à frente. Mas
com o novo Most Wanted essa empresa se superou.
Acredite: é ainda mais bonito em movimento!
O nível de detalhamento do jogo está fantástico. Impecável.
Soberbo. E todos os outros adjetivos que o falecido deputado Clodovil Hernandes
usaria para descrever aquela bolsa Louis Vuitton fabulosa que estava em
liquidação na 25 de março.
Gracejos à parte, o gráfico desse game é incrível, mais uma
vez.
Os carros são lindamente detalhados; o brilho do chassis é
tão bonito quanto o brilho de um carro de verdade pode ser; a cidade é
magnífica, com uma variedade absurda e com cenários tão pitorescos que
conseguem tirar a sua concentração durante as andanças pelas ruas de Fairhaven.
É sério: fica quase impossível continuar com um mesmo objetivo de jogo, de
tantas localidades exóticas (como um cemitério de aviões ou uma construção
vítrea de fazer Niemeyr ficar babando. Bem, acho que ele JÁ deve estar babando,
devido a sua avançada idade. Ta vendo como os cenários desse jogo são
incríveis?).
O esmero da equipe com este jogo não foi pouco, de forma que
até os carros não selecionáveis são muito bem detalhados e animados.
Carro voador é uma novidade na série
O visual durante as batidas (bastante freqüentes, já vou
logo adiantando) é soberbo: estilhaços; pedaços de vidro; peças de Lego... ops!
Me empolguei um pouco! Mas acho que deu pra captar o que estou querendo dizer.
Os detalhes do cenário são absurdos. Eu sei, estou me
repetindo, mas não consigo evitar: o reflexo das poças de água no asfalto
molhado; o pôr-do-sol; as folhas voando ao vento; a poeira levantada pelos
pneus; a pintura dos carros; os raios de sol; as partículas de sujeira que
grudam no carro; pneus cantando; nossa! É tanta coisa pra descrever que fica
difícil. Posso apenas dar o conselho: NÃO
ASSISTA A VÍDEOS SOBRE ESSE JOGO. ELES NÃO FAZEM JUS À BELEZA GRÁFICA QUE ESTE
MOST WANTED NOS APRESENTA. É UMA DESFEITA COM OS PROGRAMADORES DO GAME. JOGUE.
PREPARE O BABADOR E JOGUE EXPLORANDO CADA DETALHE QUE EU COMENTEI NESTA PARTE.
Pronto. Mais justiça nerd sendo feita.
Tá vendo a areia no capô?
Pra resumir, Most Wanted carrega o muito bem-vindo legado
dos jogos da Criterion quando se fala em gráficos propriamente ditos. O
expertise dessa empresa é impressionante. Já dava pra perceber isso desde o
Black (para PS2 E Xbox). Nos Burnouts nem falo. Aqui a proeza técnica alcançada
pela empresa se repete. Graças aos céus, Fairhaven é uma das localidades mais
belas a qual tive o prazer de visitar em um jogo de videogame. E você sabe:
quando eu uso o termo ‘videogame” em vez de “jogo” ou “game” é porque o bagulho é sério mesmo.
E eu poderia passar linhas e mais linhas tentando expressar
com o jogo é bonito. Não conseguiria, é certo. Então vou parar por aqui.
TRILHA SONORA
Aqui dentro o Vruuuuuuuuum é com Ékiu...
Nessa parte MW não me surpreendeu nem um pouco. O fato nem
chega a ser “culpa” dele. É que a trilha do primeiro jogo era tão boa e
insuperável que eu nem criei muita expectativa.
Não que isso signifique que a trilha do novo seja ruim.
Longe disso. Ela é muito boa e bem variada. Tem até uma faixa eletrônica que
não desgruda da minha cabeça (ATUALIZADO: a faixa é I Love It, do grupo Icona Pop). Mas é como eu disse: a trilha do primeiro é
insuperável. E, se eu não disse isso antes, o faço agora: CORRER NAS RUAS DE UMA CIDADE ABERTA A 300km/h AO SOM DE BLOOD AND THUNDER É UMA EXPERIÊNCIA QUE NÃO DÁ PRA
DESCREVER COM PALAVRAS. Infelizmente não achei um vídeo de jogabilidade,
pois teria que procurar em milhares de vídeos até encontrar. Jogue o jogo ou
ouça a música e use a imaginação.
Não posso falar de som sem ressaltar a qualidade dos efeitos
sonoros também.
Do típico ronco de motor até batidas e derrapadas, tudo
ficou muito bom e bonito de se ouvir.
Para aqueles que costumam abaixar o som do jogo e tacar um
par de fone de ouvidos na cabeça tocando rock pauleira, só posso dizer uma outra coisa em caixa alta: O SOM DE UM LAMBORGHINI CORRENDO A 180KM/H
DENTRO DE UM TÚNEL ABAFADO É COISA DE DEIXAR DESDE O MAIS LEIGO ATÉ O MAIOR
APAIXONADO POR CARROS BABANDO DE DESLUMBRAMENTO DIANTE DA TV.
ATUALIZADO: A trilha de NFSMW fica em pé de igualdade com o jogo original, de PS2. Para conhecer as melhores faixas do game, em minha opinião, clique aqui para o post com a OST.
JOGABILIDADE,
ELEMENTOS DE JOGO E ASPECTOS GERAIS
Se não tem ele no jogo devia ter...
Nada do que foi descrito acima valeria de nada se a
Criterion decidisse pelos jogadores que ninguém mais quer jogar um jogo com uma
fórmula de sete anos atrás.
E, cara, eu podia dar um beijo na boca de todos os
funcionários dessa empresa (principalmente a da narradora do tutorial) pelo
trabalho de Control C + Control V mais competente que eu já vi em um game
inspirado em outro game.
CARS! LOTS OF CARS!
É carro pra tudo quanto é lugar
O sistema básico do jogo ficou inalterado: você é o décimo
primeiro em uma lista dos dez mais procurados pela polícia, e deve galgar
posições até virar o CJ das corridas de rua. Até aí, tudo bem, já que esse jogo
deriva do original e não poderia ser diferente.
Mas, cara, a quantidade de carros existente neste jogo é
absurda.
Logo no início, quando a bela voz da narradora te ensina o básico
do game, ela fala a proverbial frase "Lots of Cars" (caralhada de carros, do
inglês para o português. Não precisa agradecer pela precisão na tradução. Estou
aqui para proteger e servir). E pode acreditar no titio Shadow mais uma vez:
essa pequena frase não dá nem sombra da dimensão do “problema” que você vai ter
pela frente com esse jogo.
Esses modelos eu ainda não tenho...
A quantidade de carros é tão grande que fica difícil correr
mais que um quilômetro sem topar com uma "raça" nova de carro pra capturar com a
sua Pokebola. Ta bom, me empolguei de novo. Mas se a Capcom pode brincar de
misturar gêneros por que eu não posso também?
Os carros são agrupados por marcas. Quando você acha um dos
safadinhos parados (esperando para serem encontrados) é só apertar o botão
triângulo para trocar de carro. Uma breve vinheta (belíssima) vai passar e você
só precisa esperar um curto load para sair tocando o terror com seu novo
brinquedinho.
Uma vez adquirido, o novo carro entra pra sua lista de
carros (acessível pelo Easy Drive. Falarei dele daqui a pouco) e pode ser
controlado a qualquer momento que você desejar.
Aliás, esse era um aspecto que gerava muita preocupação em
minha parte fã do Most Wanted: de fato, esse novo jogo corrige um dos poucos
defeitos graves que o jogo original possuía, que era a baixa variedade de
veículos (quando você ia customizando os carros acabavam ficando todos com a
mesma cara, coisa que não acontecia no Midnight Club Dub Edition, por exemplo).
Mas essa variedade de veículos do mais novo, se mal planejada, poderia sair
mais como um tiro pela culatra que um fator de enriquecimento e diversão do
jogo.
Fico feliz em avisar que, mais uma vez, o bom senso imperou
e a Criterion tomou todas as decisões corretas para garantir que a experiência
fosse a mais fluída e natural possível para o jogador.
O MOTORISTA FÁCIL
Essa barrinha opera milagres.
Tosca só a minha tradução mesmo, pois o conceito do Easy
Drive faz jus ao nome que carrega.
No primeiro Most Wanted dava pra acessar todas as
funcionalidades do jogo através do direcional digital: corridas; emails; mapa e
etc.
Mas aqui os criadores se superaram: até uma pedra consegue
navegar pelos comandos do Easy Drive, pelo simples fato de que você só vai
precisar dar toques para a direita no direcional para ativar corridas; opções
de tunagem (caso você não queira aplicá-las automaticamente); troca de carros;
fast travel e todo tipo de conteúdo presente no jogo.
Eu bato palmas para essa idéia. A EQUIPE DO GAME ESTÁ DE PARABÉNS PELA FORMA COMO TUDO FICOU INTUITIVO
E SIMPLES NOS MENUS DESSE JOGO.
Quem me conhece sabe o ódio mortal pelo fator “comando new game acima do comando load” que eu sinto com relação a esse tipo de detalhe em um
jogo. Eu sei. Pura neurastenia. Mas fazer o quê? Amor ou ódio por algo acaba
gerando esse tipo de transtorno mesmo.
O fato é que os menus do jogo estão deliciosamente simples e
fáceis de usar.
VARIEDADE DE CORRIDAS
Epa! Avião não vale.
Devido ao fator descrito acima (o de não conseguir dirigir
mais que um quilômetro sem topar com um novo carro) ainda não consegui explorar
a variedade de corridas que o jogo dispõe. Mas eu sei que tem corridas de
Drift, e isso é um ótimo sinal.
COISAS PRA SE FAZER
Tem o que fazer não pra tá subindo no telhado dos outros?
Além da prazerosa tarefa pokemoniana de pegar todos os
carros, existe o desafio de encontrar e destruir placas e outdoors com as
logomarcas das empresas filiadas da EA.
Elas estão espalhadas em todos os cantos possíveis e
imagináveis dos cenários e, quando você as destrói, uma placa de “Fulano de Tal
Procurado” fica em seu lugar.
Além de ser divertido de se fazer, eu confesso que sinto um
prazer sádico ao topar com placas como a da Visceral Games. Acaba rolando um
momento de vingança pessoal pelo que a empresa vem fazendo, por exemplo, com
séries como Dead Space. Sim, eu já disse que sou doido. Qual a surpresa pra
quem chegou até aqui no texto?
Quebrar o outdoor da própria Criterion é morder a mão que te alimenta!
Além das placas, existem grades de proteção e câmeras de
velocidade a serem destroçadas em prol da fina arte de correr como louco sem
ser pego pela (chata e cafona e estraga-prazeres e cara de penico) polícia de
Fairhaven.
Todas essas atividades geram, além de diversão, pontos que
ajudarão em sua escalada pra baixo na lista dos mais procurados pela polícia.
JOGABILIDADE DAS
CORRIDAS
Nada de simulação: enterre o dedo no R2 e seja feliz!
As corridas têm início quando você chega ao destino
programado para o evento e pressiona os botões L2 e R2 para cantar pneus e
levantar poeira. Uma queixa sobre esse detalhe é que ele é bem legal mas a
animação poderia demorar um pouquinho mais, para dar aquela adrenalina de “sai
da frente que eu tô com tudo”.
A jogabilidade dos carros varia muito de acordo com o tipo
do carro. Carroceria e peso determinam alguns fatores, como velocidade e
facilidade para bater ou ser afetado por batidas de carros comuns ou dos
oponentes (tem um tal de Protection Shield, se não me engano, que deve aumentar
a sua resistência contra impactos). E pode apostar que esses últimos farão de
tudo pra trombar em você e te fazer perder a direção (herança da Criterion e
seu Burnout).
Quando você bate, estando apenas passeando ou dentro das
corridas, uma animação de acidente acontece e a palavra “CRASHED” surge no topo da tela.
Não era bem esse Crash a que me referia...
Você ficará incapacitado de correr enquanto ela durar e eu
acho isso muito legal, servindo como um fator de equilíbrio dentro de um jogo
que deve exigir o mínimo de perícia e cautela do jogador.
No primeiro Most Wanted você podia bater em caminhão
carregado de toras de madeira que nada acontecia, além da perda de velocidade.
Neste aqui, dependendo do modelo do carro, é bom você ter muito cuidado com
aquela van da NBC que vem na contramão justo na reta final da corrida. Experimente
dar umas voltinhas com o carro de corrida da marca Ariel e saberá do que estou
falando.
Essa animação é bem bonita e impactante, mas fica chata
depois da décima batida. Um óbvio e justo fator de punição que o jogo institui.
Muito justo sim, pois só depende da sua perícia no jogo seguir a 1000Km/h ou se
estatelar bonitamente em uma parede de tijolos.
A sorte é que, para todas as avarias presentes no jogo
existe um tipo de Pay ‘n’ Spray (postos de gasolina) que reparam tudo, desde
simples arranhões até pneus estourados, além de mudar a pintura do carro.
A dificuldade do jogo, para meu maior contentamento, é bem
alta.
Não se deixe enganar pela palavra “Easy” na descrição de
alguns eventos: você pode até querer apenas passear e coletar carros mundo
afora mas, se decidir correr pra valer, é bom se preparar para o que está por
vir.
Como em todos os jogos de carro que eu já joguei, os
oponentes desse aqui não cometem erros. Claro, vez ou outra eles acabam sendo
vítimas de elementos do cenário, como obstáculos ou carros comuns. Mas não se
engane e nem se acanhe: se você der uma batida federal ou errar o caminho
(apesar dos checkpoints deixarem o trajeto bem claro), aperte Start e escolha o
comando Retry. Até porque a sua posição ao final da corrida determinará o tipo
de gostosura que você receberá no final (nitro; pneus off-road; mais
dinheiro...).
Foi só um arranhão, seu puliça!
O último aspecto da jogabilidade que eu gostaria de analisar
é nas corridas de escapada da polícia.
No primeiro jogo você era perseguindo e o nível de procura
ia aumentando. Mas bastava você dar cabo dos perseguidores ou encontrar um
“hide point” para que o evento chegasse ao fim.
Neste novo Most Wanted o nível de procura tem subfases que
vão diminuindo conforme as suas tentativas de evasiva. Ou seja: nada de se
entocar em um túnel e ficar esperando que todos os carros de polícia
desapareçam por mágica das ruas.
Outra mudança legal foi a perda da onisciência que os carros de polícia tinham com relação a você.
No primeiro jogo se uma viatura da polícia passasse por você a perseguição tinha início.
Aqui é necessária alguma ação que denuncie o seu comportamento de rachador (sim, eu também assisto ao Pica-pau), como exceder o limite de velocidade ou bater em um dos carros dos homens-da-lei.
CONCLUSÃO SOBRE O NOVO MOST WANTED DA CRITERION
Queria começar com um pedido de desculpas à Criterion. Do
alto da minha arrogância nerd acabei fazendo um julgamento preconceituoso
baseado no fato de que EU ODEIO OS
MALDITOS CARROS ACHATADOS QUE ESSA EMPRESA COLOCA NOS JOGOS. Ops! Acho que
me descontrolei um pouco. Mas é mais ou menos isso: desculpe, Sra. Criterion, por ter sido preconceituoso e atirar pedras antes mesmo de saber quais eram os
seus pecados. Você fez um jogo bastante fiel ao original e merece o crédito por
isso.
Falando sério agora: é muito bom ver como a empresa fez a
lição de casa direitinho, pois tudo que fazia o Most Wanted ser o melhor da
série está aqui, e com um pouquinho a mais pra minha felicidade.
VALEU A COMPRA?SIM. Está valendo e ainda vai valer por um bom tempo.
The Need
for Speed Most Wanted: a Criterion Game, é um jogo muito bem-acabado.
Ele é bonito em todos os sentidos. A variedade de carros é
absurda ao ponto de me fazer repetir a frase “a variedade de carros é absurda”!
durante todos os momentos de jogo.
A trilha sonora não consegue superar a do primeiro jogo, mas
chega bem perto de sua qualidade, o que já é algo muito significativo levando em
consideração a qualidade daquela.
Esse era um efeito que eu esperava partir de franquias como
Resident Evil e Final Fantasy. Esperava ver essas duas empresas admitindo a
cagada que fizeram e trazendo todos os elementos que encheram os bolsos delas de
dinheiro de volta.
E espero que esse fenômeno seja o padrão daqui pra frente.