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sexta-feira, 21 de abril de 2017

DANDO ADEUS A: MINECRAFT PS3 EDITION






















Um dos marcadores mais indigestos que tive que criar nesses quase 6 anos de blog foi o “Dando adeus a”. Pro leitor ter uma ideia, o primeiro texto que usaria essa etiqueta estava parado na minha área de trabalho há quase dois anos, quando resolvi experimentar um jogo de PS3 do qual todo mundo falava muito bem, mas que eu descobri se tratar de uma bela porcaria (dica: esse jogo teve uma sequência lançada em março deste ano e leva “auto” no nome...).

Depois de muita procrastinação e relutância em clicar no botão “publicar” do Blogger, finalmente o primeiro texto de despedida do Mais Um blog de Games foi lançado: Jericho, uma bomba infecciosa que não deve ter seu nome pronunciado em voz alta (a fim de não convidar forças malignas a caminhar livremente em nosso mundo) teve a (des) honra de dar o pontapé inicial ao “novo” marcador do blog (tenho plena ciência de que esse formato de post já existe em outros blogs).

Relutância, adiamento, dúvida... por que é tão difícil pra este que vos escreve estrear uma série de posts com o único propósito de anunciar que a toalha teve que ser arremessada e batidinhas de desistência precisaram ser dadas no tatame? A resposta é simples: desistir, ao menos quando se trata de games, é um vocábulo que não costuma dar as caras no meu dicionário pessoal de jogador.

Entretanto, e dado o escasso tempo que eu tenho pra me dedicar a tarefas de lazer, às vezes se faz necessário largar o osso e aceitar que determinadas experiências de jogo não são lá exatamente a sua praia. Não que seja bem o caso do alvo deste post. Muito pelo contrário...


Vaca de funeral? O que é aquele balão quadrado voando no céu? 
ESSA PEDRA VERMELHA É de comer?

Minha primeira tentativa de ingressar no fenômeno da Mojang se deu por uma demonstração de PS4, quando adquiri o console, em fevereiro de 2015. O resultado? Não consegui passar nem do tutorial, que cobrava a simples tarefa de criar uma mesa de trabalho e acender uma tocha. “Simples” pra quem já sabe o que fazer, como dizia um antigo professor...

Não, esse texto não vai conter nenhuma tentativa de avaliar visuais ou gráficos. Acredite em mim: minha treta com Minecraft é bem mais madura que o reles ad hominem do “que jogo feio da porra. Parece gráfico de Playstation 1”. Mas, dado o teor de análise que todos os meus posts carregam, não vou deixar passar a oportunidade de atestar que o tutorial do jogo é meio confuso e complica algo que, com a prática, você vai perceber que é bastante simples (mineração e fabricação de itens).

Como gráficos realistas passam longe do reino de Minecraft, só posso me focar no que realmente interessa aos fãs do game: física e exploração. A física do jogo foi uma grata surpresa pra mim (luz, sombras). Mesmo com espaço pra algumas licenças poéticas (você “minera” a base de um tronco de árvore e ela continua de pé...), fiquei feliz ao perceber que Minecraft, um jogo de “zoação”, consegue entregar uma física bem mais convincente (como dano por queda, só pra dar um exemplo), com interações semirrealistas, que muito triple A que eu já vi por aí (coff, No Man’s Lie, coff coff). Chega a ser irônico que um jogo tão “feio” e casual possa abrir mais possibilidades que muito arrasa-quarteirões de mundo aberto que temos visto na atuação geração de jogos.

Não joguei o bastante pra ver essa cena linda.
Sobre as minhas experiências durante o curto tempo que passei jogando: cheguei à conclusão de que Minecraft é um jogo essencialmente de sobrevivência. E isso me deixou bastante feliz! Ainda sem saber configurar os modos e dificuldades que mais satisfizessem minha sanha de explorador crônico, eu já tinha alcançado a façanha de confeccionar uma camisa e uma calça de couro (muitas vacas e porcos foram maltratados durante o gameplay desse jogo...), tendo juntado vários materiais novos.

Mas, certa tarde, fui me aventurar em uma ilha desconhecida, justo à noite (sabe de nada, inocente...). E, enquanto me divertia horrores castigando dois zumbis com minha invejável Espada de Pedra, um Creeper apareceu pelas costas e levou consigo meus itens e a minha esperança de um futuro melhor nas colinas arenosas da versão tutorial do game...

O nascer-do-quadrado em Minecraft é póetico...
Além do sentimento de reaprender a caminhar, uma das melhores coisas em Minecraft nem é o jogo em si, e sim a reação de outros jogadores ao seu redor enquanto você se perde naquela imensidão de caixas e texturas em bitmap (que fazem muito sentido pra quem segura o controle, mas devem parecer uma sopa homogênea pra quem apenas observa).

Enquanto jogava, tinha que parar pra responder questionamentos da mais pura reflexão filosófica por parte do meu irmão mais velho. Perguntas do tipo: “o que é aquele balão quadrado voando no céu?” (resposta pela ótica de quem conhece o jogo: a lua). “Quem são aqueles quatro carinhas carregando um caixão? Onde vai ser o funeral?” (resposta da FAQ: os carinhas são as pernas de uma vaca. O “caixão” é o corpo da dita cuja...). Agora abro uma pausa por leitor terminar de gargalhar...


ENTRE AS PAREDES (QUADRADAS) DE ERYX...

Infelizmente, a matança de vacas inocentes pra obtenção de couro teve que ser adiada.
Minha empolgação pueril com o game recebeu um Pacífico de água fria na cabeça ao me deparar com uma parede invisível (enquanto tentava navegar), exclusiva da versão do PS3 e 360, só pra sanar a minha dúvida de “até onde será que eu consigo ir? ”

Mais uma vez, quero deixar claro que minha experiência diz respeito à versão de PS3 do jogo, então os PC lovers já podem recolher as quatro pedras virtuais da mão de volta pro bolso. Dizem as más línguas que o PS4 conta com um mapa 36x maior o mapa do PS3, o que, mesmo sendo 36x menos decepcionante do que o terreno com o qual me deparei, ainda é apenas um trinta e seis avos do interminável que eu esperava trilhar em minhas andanças.

Minecraft, como foi concebido nos consoles, passa longe do sonho de mundo aberto altamente customizável e amplamente alardeado indústria dos games afora. Nem sequer chega a ser um jogo de mundo aberto, sendo no máximo um arquipélago com ilusões de grandeza que serviu apenas pra adiar meu sonho de espalhar as pernas em uma caixinha de areia cósmica. Sonho esse que só deve existir nos recônditos imaginários das minhas irreais expectativas.

A “desculpa” da Mojang são as limitações técnicas dos videogames de mesa, e o motivo das aspas é autoexplicativo, visto que a empresa não tem obrigação nenhuma de moldar sua experiência de jogo aos gostos e desgostos dos jogadores de console (o mesmo raciocínio serve pra franquia GTA, só que no sentido inverso).

Minha jornada no Nether durou exatos 5 minutos. Eu sei, sou um cagão...
E você aí, hater de consoles, pode ir desfazendo o risinho de “PC wins” da cara. A justificativa da empresa, ao menos pra mim, soa mais como um mimimi de programador preguiçoso de PCs que está acostumado a empurrar a responsabilidade pra cima de especificações de placas de vídeo, só pra não ter que meter a mão na massa e fazer um bom trabalho.

Não entra na minha cabeça como um aparelho que entrega mundos empacotados em duplas camadas de Blu-ray (da magnitude de Skyrim, The Witcher 3 ou No Man’s Sky) pode ter problemas pra suportar uma ilha quadriculada com quase lugar nenhum pra visitar. Desculpe se minha visão das coisas não bate com a do leitor, afinal, é a MINHA visão das coisas...

Pra concluir o triste texto de despedida (ao menos por enquanto), deixo o leitor com a minha mais sincera dúvida: o que é preciso, em questões de hardware, pra testemunhar Minecraft em toda sua glória enquanto mundo interativo infinito? Um PS4? Acho que não. Um PC gamer rodando com tudo no talo? Quem sabe. Um computador Hall 9000 com um planeta de bytes como armazenamento de memória? Pode ser um bom começo...


Au Revoir...

4 comentários:

  1. Rsrs como eu joguei no pc acho q a minha experiência foi diferente, eu juro q passei horas andando de barco em uma única direção e o jogo parecia infinito! Eu pensei q dava pra dar a volta ao mundo :P mas até hoje não consegui. O meu notebook é pior do q um ps3... esse cara tava com preguiça de fzr o trabalho dele.

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    1. Também acho. Não tem nada que justifique o jogo ser tão curto nos consoles. Perdi a vontade de jogar.

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  2. Opa cara beleza? Gostaria de fazer parceria com meu canal no youtube ai eu divulgo seu blog e voce divulga meu canal beleza

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    1. Não estou fazendo parcerias no momento, mas obrigado pelo contato.

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