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sábado, 29 de agosto de 2015

RADIAÇÃO ATERRADORA























AVISO IMPORTANTE: mesmo que você não seja nenhum pouco fã de Fallout, se gosta de filmes e histórias de terror não pode deixar de ler ao menos a quinta posição da lista. Mas é melhor ir logo marcando a sua visita ao terapeuta depois dessa história...

Fallout nunca foi uma série de terror. Muito embora que existam situações de muito humor negro, ou que causem certa aflição nos jogadores, os games dessa franquia passam longe da pretensão de assustar quem está jogando.
Mas, como eu já havia comentado no Review Supremo do Fallout 3 (não vou colocar o link. Cansei de fazer isso. Clique no marcador Fallout ou procure pelo texto nas barras de pesquisa do blog.), vários momentos daquele jogo me fizeram pular da cama ou ficar com o * na mão de tanta tensão e ansiedade.

Felizmente, não sou só eu que acha o Wasteland um lugar assustador (às vezes). Bundando pelo Olho Que Tudo Vê da nova era chamado Youtube, eu me deparei com um vídeo bem legal do canal Curse Entertainment, que lista os dez lugares mais assustadores do jogo Fallout 3.
Infelizmente para quem não entende inglês, o vídeo não conta com legendas. Eu poderia prestar um serviço de utilidade pública e legendá-lo no Sony Vegas, mas isso daria um trabalho dos infernos. Como eu gosto mais de escrever, trago ao público do blog (e fãs de Fallout, claro. Quem não for fã vai ter que se desplugar do Mais Um Blog de Games pelos próximos seis meses...) a lista traduzida com meus comentários.

Metrô fantasma? Provavelmente...


O texto não será muito grande, mas comentarei todas as dez posições (sabe como é: eu ADORO listas sobre games), mesmo as que não são muito interessantes (como a primeira).
Mas aviso logo que o bagulho mostrado a seguir será pra lá de sinistro. Tem uma posição da lista, que envolve um cachorro, que conseguiu gelar a minha espinha de cima a baixo enquanto eu assistia ao vídeo.

Dando continuidade à série de postagens homenageando a franquia Fallout, deixo vocês agora com os comentários sobre o vídeo, deixando bem claro que não é uma tradução direta. Colocarei, no fim de cada tópico, o pedaço do vídeo original para quem quiser conferir apenas a parte que lhe interessar. Ah, e fica também o aviso de que a última posição da lista contém spoilers da Main Quest. Esteja avisado então.



1-SUPER DUPER MART



Fallout é um jogo quase que 100% livre. Uma vez que você deixe o seu Vault 101, é possível se dirigir para praticamente qualquer ponta da Rosa dos Ventos. Mas uma coisa que eu gosto no começo desse jogo (o Fallout 3) é que, se você seguir a ordem das quests da primeira cidade, Megaton, o jogo vai te apresentando os elementos de uma forma respeitosa e gradativa, de acordo com a curva de aprendizado do jogador (e com as maluquices que você vai encontrar em toda a série).

Em sua chegada à Megaton, Moira Brown (sempre ela...) te pede pra checar o local em busca de possíveis remédios e suplementos que tenham ficado pra trás. Engraçado é o detalhe na frase de Moira: “existe UM Super Duper Mart perto daqui”. Isso indica que esse mercado faz parte de uma rede, muito embora que só encontremos um durante todo o jogo.

Qual o motivo do terror desse lugar? Super Duper Mart, nem de longe, é um dos locais que vão te deixar aflito enquanto joga. Pra ser sincero, tem uma escola próxima a ele que tem muito mais clima de tensão e medo que o próprio. Mas como a lista não é minha, tenho que comentar cada parte que aparece no vídeo.
Bem, o lugar tem uma atmosfera de abandono e desolação típica de todas as ambientações deste terceiro game, e é por isso que eu não ache que Super Duper Mart seja lá um exemplo tão notório assim de localidade assustadora. Se você forçar um pouco a sua vontade de sentir medo com esse lugar, então pode reparar nos ganchos de açougue pendurados no teto (alguns com pedaços de gente presos neles).
Aqui é onde você vai encontrar os Raiders pela primeira vez no jogo, e provavelmente vai morrer pela primeira vez também. Enjoy your stay...






2-ANDALE



Você vive em um mundo sem lei onde cobras comem cobras e ninguém é de ninguém. Aí você chega a uma cidadezinha chamada Andale, onde os moradores são mais educados e bem-intencionados do que o de costume. Eles te dão as boas-vindas, te oferecem um lugar para descansar da viagem e, vejam só, até comida para aplacar a sua fome de andarilho.
Muito embora que você até ache a comida um pouco “estranha”, você aceita tudo de bom grado e levanta as mãos pros céus (cinzentos) em agradecimento por ainda existirem pessoas assim. Tudo é perfeito em Andale. Perfeito até demais...

“Ele está lá, no porão, esperando...”

O que poderia haver de errado com a cidade vencedora do concurso de Melhor Cidade dos Estados Unidos? Ao se mostrar curioso sobre o porquê dos moradores se recusarem a te mostrar o que guardam em seus porões, a resposta logo virá...

"Se não fossem essas crianças bisbilhoteiras meu plano teria dado certo..."


Andale é uma cidade tão “filme de terror” que tem até o ancião louco que te avisa pra ir embora enquanto é tempo, apenas para ser interrompido por um dos chefes da cidade que faz questão de deixar bem claro que o velho é louco e o quanto os moradores da cidade “adoram pessoas”.
É lógico que você não dará ouvidos ao velho, e tentará de todas as formas invadir um dos porões pra matar a sua curiosidade mórbida. E é lá que a verdade vem à tona.

Os moradores de Andale adoram pessoas no sentido mais gastronômico da palavra, visto que eles atraem viajantes incautos para matar-lhes e comer as suas carnes. Isso mesmo que você leu: Andale é uma cidade de canibais de boas maneiras.
Algo que me surpreendeu nessa cidade foi que, mesmo depois de eu ter descoberto a verdade, os moradores não tentaram me agredir ou me impedir de sair da cidade.
E eu gostaria de saber se o perk que nos permite devorar cadáveres destrava alguma opção de diálogo secreta nesta parte do jogo. Se não o faz, deveria.





3-DEATHCLAW SANCTUARY



Eu já tinha comentado antes o quanto eu acho os Deathclaws os inimigos mais complicados de se enfrentar na série. Muito embora que a arma fabricada com as partes dele não faça jus a essa dificuldade (ela nem de longe é a melhor do jogo), os Deathclaws são o inimigo definitivo a se temer em qualquer Fallout.

Mais uma vez, durante o Review Supremo do terceiro jogo eu comentei que boa parte dos sustos que eu levei tiveram a ver com um bichão desses, e confesso que eu senti um frio na espinha ao adquirir o perk Explorer e ver no mapa um lugar chamado “Santuário dos Deathclaws”.

Bem, o fato é que o lugar não tem nada de tão mais assustador que já não vejamos em outros ambientes do jogo. Isso, claro, se você não levar em conta o fator: estar preso em uma caverna lotada de Deathclaws em um espaço escuro e apertado, que mais parece um labirinto.
Confesso que minha Alien Blaster nunca trabalhou com tanto afinco antes de eu conhecer essa localidade...

Satanás, é você Satanás?


No mais, eu fiquei bastante decepcionado com esse lugar. Pelo nome, eu esperava um lugar aterrorizante digno da cena do filme Aliens O Resgate, quando Ripley tem o prazer de conhecer a Alien Rainha em seu esplendor. Uma mamãe Deathclaw enorme e cinzenta, como a que encontramos em Quarry Junction no New Vegas, casaria perfeitamente com a situação descrita aqui.
Se o lugar em si não te atrai muito, acredito que a existência de um Bobblehead perdido em um dos corredores da caverna deva fazê-lo.





4-THE ARLINGTON HOUSE

Pai Lincoln que estás no céu...


Confesso que este aqui foi o lugar mais sem graça que eu achei no vídeo. Arlington House é uma residência que fica próxima de um cemitério, em um terreno alto do mapa. Ao entrar, nosso personagem encontra um altar de adoração ao décimo sexto presidente dos EUA, Abraham Lincoln.

Na casa encontramos um texto que nos dá uma pista do possível dono do lugar: Junders Plunkett, um maluco conhecido por seus crimes na cidade de Cantebury Commons e por sua notória habilidade com lâminas de pequeno porte.

O máximo de susto que você tomará ao visitar essa casa (além de um manequim assustador à meia-luz, no porão da casa. Manequins SEMPRE são assustadores...) é com a aparição surpresa de Junders, bem nas suas costas, tentando te matar com uma faca de passar manteiga. Como eu disse, bastante sem graça. Próximo da fila!





5-McCLELLAN FAMILY TOWNHOUSE

Preste atenção à data dessa placa...


Eu sei, eu disse que não iria transcrever os diálogos do vídeo. Mas é que essa quinta posição é a melhor de todas, e a única que conseguiu me causar um verdadeiro frio na espinha enquanto eu assistia. Quebrando a minha regra de deixar o melhor por último (pra respeitar a ordem da lista original), aqui vai o texto do vídeo na íntegra. Se quiser aferir as minhas aptidões como tradutor freelancer, compare meu texto com o vídeo no final do tópico.

A casa da família McClellan é uma localidade não encontrada no mapa, situada em Washington D.C. A casa abandonada serviu de antiga moradia para a família McClellan, composta por um casal, seu bebê, uma outra criança, um cachorro chamado Muffy e, é claro, o Mister Handy da família, que se encontrava desativado na ocasião.

Apenas o destino destes três últimos é conhecido. O garoto morreu em sua cama. O cachorro morreu no quintal da casa e o robô se encontra em suspensão, com todas as suas funcionalidades intactas.

Se for ativado, Mister Handy pode ser comandado para ler uma historinha de dormir para a criança, nesse caso flutuando sobre a cama e recitando ‘Chuvas brandas cairão’ para o esqueleto da criança.

Se ordenado para passear com o cachorro, Mister Handy vai se aproximar do cadáver de Muffy e tentará levar o cachorro pra passear... Algo muito triste e terrivelmente perturbador.

Olha a cara do pobre do cachorro. Quase dá pra sentir a dor do bicho.


O poema que Mister Handy recita, Chuvas brandas cairão, de Sara Teasdale, é de fato um poema pós-apocalíptico dos anos 1920, que também inspirou a HQ homônima de Ray Bradbury.
Na curta história de Bradbury, o computador central de um sistema doméstico lê o mesmo poema, sem se dar conta de que as mesmas pessoas que deveriam estar ouvindo o poema estão mortas há muito tempo. Apenas uma criatura viva faz uma aparição na história de Bradbury, um cão de rua, que era o cão da família em uma versão anterior, que está morrendo vagarosamente por envenenamento radioativo. Ele retorna à casa da família apenas para morrer...
Seu corpo é removido aos poucos pelo sistema automático de robôs de limpeza.

O cadáver do cão da família, Muffy, pode ser encontrado nas redondezas da casa, assim como uma curiosa goteira radioativa no teto da cozinha...”

Pessoal, agora eu preciso fazer uma pausa no andamento normal do texto. E por que isso? Simples: enquanto assistia ao vídeo pra poder traduzir esses diálogos, eu fui inventar de ir ao Youtube pra ver se achava a animação que aparece nesse trecho. Bem, eu achei. E mal, eu só recomendo que você assista ao vídeo abaixo se estiver em dia com a conta de seu psicólogo. Vídeo abaixo, que depois eu explico o porquê.



A animação acima é baseada em uma história em quadrinhos de 1953, da EC Comics, escrita por Ray Bradbury. Ela conta a história de um cão “doente” que volta ao seu lar, em seus últimos momentos de vida. A HQ é baseada no poema de Sara Teasdale (como afirma na tradução).

Histórias de desastre envolvendo radiação sempre chamaram muito a minha atenção. E sabe o motivo? É que, diferente de contos de fantasmas ou zumbis, o mundo ser devastado por bombas atômicas é algo não só possível como, de fato, já aconteceu uma vez na história da humanidade (se não sabe do que eu estou falando, se mate pelo bem da raça humana).

Nuka Face é o nome original dessa história


Um dos meus primeiros contatos com histórias de perigo radioativo foi com o célebre Allan Moore, na revista Superamigos. Uma das histórias de O monstro do pântano falava sobre um mendigo que se contaminava por radiação e encontrava uma mulher extremamente bondosa, que se preocupava muito em ajudar as pessoas. Pra não dar spoiler, só posso recomendar que você, fã de terror, vá atrás de toda a saga do Monstro do Pântano de Moore. Faça isso já. O quanto antes. É daí que vem meu fascínio e minha paixão por contos de terror.

Cara, eu tenho medo dessa porra até hoje!


Uma outra história, também do guru Moore, é uma em que o Superman precisa reunir seus familiares e conhecidos na Fortaleza da Solidão para resguardá-los da ameaça de seus inimigos, que  de uma hora pra outra piraram na batatinha e resolveram descontar nos amigos do kriptoniano.
O detalhe da história fica por conta da cena na qual Kripto, o cão, se encontra com o homem Kriptonita. Mais uma vez, essa é uma daquelas histórias fabulosas que você DEVE ler, no matter what.



Pra terminar, deixo o trecho do vídeo da quinta posição. Ainda em tempo, tanto a HQ quanto a animação citadas no vídeo são bastante perturbadoras. É aquele tipo de terror psicológico invisível, que fica rondando as periferias da sua sanidade até que seu cérebro finalmente se dê conta de que você está lidando com algo que sua mente não está preparada para aceitar. São quilos e mais quilos de precipitação radioativa e desesperança na humanidade sendo atiradas contra sua frágil sanidade, sem o menor pudor ou cerimônia. Se duvida do que eu digo, lembre do detalhe do pássaro batendo na janela, no final da história...






6-THE GOLD RIBBON GROCERIES



Como o próprio autor do vídeo admite, esse local nem de longe é algo pra você se assustar. É apenas um local curioso. Se trata de um tipo de mercado no qual os objetos estão arrumados para formarem uma reação em cadeia, mais ou menos como isso aqui:



Na loja de conveniências Fita Dourada há um botão que, quando ativado, dá início a um efeito dominó altamente destrutivo. Para maiores detalhes, veja o vídeo com o trecho respectivo. Mas aconselho a deixar ativada a opção de salvamento automático ao entrar em portas...






7-RADIO TOWER FREQUENCIES



Em algumas áreas abertas do mapa você vai encontrar torres de rádio que aparentemente não servem pra nada. Em suas bases, há um painel com uma alavanca de ativação. Ativando todas, uma série de transmissões bizarras e assustadoras passará a ser transmitidas de seu Pipboy 3000.

O conteúdo das transmissões pode variar bastante, indo desde coordenadas para a localização de suprimentos até o pedido de socorro de uma família distante. Se você resolver ajudar essa família, bem... digamos que seja um pouco tarde demais para isso.
Outras transmitem apenas ruídos ou grunhidos animalescos sem muito sentido.

Mas sabe o que é mais assustador nessa lenda de terror do Fallout 3? É que ela existe de verdade, exceto pelas vozes de ghouls no meio do deserto.
Não vou dar muitos detalhes para não estragar a surpresa, mas recomendo que você assista ao ótimo vídeo do vlogueiro Izzy Nobre, em seu canal O que diabo é isso. Depois você descreve nos comentários abaixo quantos arrepios perpassaram por sua coluna vertebral enquanto o assistia...



 E aqui vai o vídeo dessa posição, na íntegra:






8-VAULT 108



Você sabe: Fallout se passa em um mundo devastado pela radiação, onde algumas pessoas sobrevivem se abrigando em Vaults, enormes instalações construídas em rocha sólida (uma das poucas coisas que conseguem deter o avanço da radiação) ou subterrâneo.
Cada Vault que você visitar terá uma história pra contar, de como aconteceu algum desastre que matou todos os seus habitantes. De fato, não me recordo de ter encontrado algum deles que contasse com pessoas ainda vivas (Ghouls não entram nessa conta). Isso até eu visitar o Vault 108...

Ok, vou parando por aqui. O autor do vídeo lista esse Vault como um dos dez lugares mais assustadores que você encontrará no game. Mas quando eu fui a esse lugar, alguns sentimentos invadiram minha mente (chateação e vontade de rir), e nenhum deles chegou perto do terror.
O Vault 108 está abandonado e desprovido de vida, exceto por um batalhão de pessoas exatamente iguais que atendem (ou não) pelo nome de Gary.

Gary?


São clones da mesma pessoa, que como um Pokémon ficam repetindo o próprio nome sem parar enquanto partem pra cima de você com as piores intenções.

Como eu já falei, não há nada de terror nesse lugar que não seja visto em outros ambientes do jogo. E sobre os Garies, eu fico me perguntando: serão eles uma mea culpa por parte da Bethesda por ter se dado conta de como seus NPCs são repetitivos e reciclados durante todo o jogo? Acho que a resposta dessa pergunta é algo que nunca ficaremos sabendo, pois a única pessoa que a detém é o Garyyyyyy...







9-DC METRO SYSTEM



Aqui eu concordo plenamente com a opinião do autor do vídeo: as estações de metrô de Fallout 3 são assustadoras pra caramba.
Eu prezo por atmosfera acima de tudo em um game de exploração, e foi em uma estação de trem que eu tive a certeza que estava diante de um dos melhores jogos nesse quesito, na maravilhosa época de descobrimento do que a série tinha a oferecer.

De fato, as estações de metrô são tão extensas que é possível passar dias de jogo sem ver a luz do dia (chupa, Metro Last Light!). Esses cenários são palco para as mais bizarras criaturas, como ratmoles, ghouls, raiders, mirelurks e etc. Um dos meus preferidos são os Securitrons inativos encontrados nos escritórios. Quando ligados, eles te atacarão sem computar duas vezes caso você não esteja portando um crachá de identificação.

Uma das experiências mais perturbadoras no Fallout 3 é estar andando por um dos túneis escuros das estações de metrô e ouvir o lamento raivoso de um feral ghoul vindo de uma câmara distante...”

Faço minhas essas palavras do autor do vídeo para encerrar a nona posição do post.







10-THE DUNWICH BUILDING



O vídeo tenta finalizar a lista com chave de ouro. E quase consegue.
Dunwich Building é um prédio com uns cinco andares lotados de super mutantes. Acho que já citei essa localidade mais de uma vez em meus posts sobre Fallout.
Parte disso se dá pela minha frustração de explorar vários níveis de um prédio (com suas saídas bloqueadas) para encontrar “apenas” um Bobblehead e... UMA PORRA DE UMA COLUNA DE CONCRETO! Sim, eu sei que o vídeo cita alguns eventos paranormais que ocorrem no prédio, mas eu sinceramente não me lembro de ter visto nada parecido, então...

Minha opinião mudou um pouco sobre esse lugar depois de uma quest na expansão Point Lookout, ou Pântano dos Caipiras pros íntimos.
No prédio nós encontramos áudio logs de uma pessoa que vai perdendo a sanidade conforme desce os andares. Isso te lembra alguma coisa? Não? Fique tranqüilo que daqui a pouco a referência vai ficar óbvia o bastante a ponto de você desejar esmurrar a própria testa.

Ao descer ao subsolo, encontramos um obelisco negro que parece ser a fonte de toda a corrupção, maldade e propagandas do PT no mundo radioativo de Fallout. Se você chegar perto dele dá até pra ouvir sussurros de uma voz misteriosa, falando em uma linguagem inaudita cuja maldade inata deveria ser mais que motivo para manter almas mais puras afastadas de toda sua malícia e terror (nossa, como estou Lovecraftiano hoje... Droga! Estraguei a surpresa da referência.)

Na mente de Lovecraft Vênus é aterrorizante


Na quest The Dark Heart of the Blackhall nós ganhamos um livro negro de um ocultista, que deve ou ser destruído (usando o obelisco) ou entregue de volta a ele. Agora você entende onde o prédio de Dunwich se encaixa no lore de Fallout, não é mesmo?

Como eterno curioso que sou, testei as duas alternativas. A da destruição é a melhor (pelos efeitos pirotécnicos). Se entregar o livro, não acontece nada. Pelo menos não de imediato, ou que o jogo queira nos mostrar. O velho ocultista vai para seu altar, adorar a Cthulhu, e pede que você se retire do aposento.

Sério: depois de citar H.P Lovecraft e Cthulhu você ainda precisa que eu diga que essa quest é uma referência ao livro Necronomicon, das histórias de um dos maiores escritores de terror que já caminharam sobre a esfera azul? O livro, na quest, se chama Krivbeknih, que lido ao contrário significa Hinkebvirk, que por sua vez não quer dizer porra nenhuma. Provavelmente o filho de algum funcionário da Bethesda ficou brincando com o teclado em um momento de distração de seus pais.

Claro que, como estamos falando de terror, eu não poderia perdoar meu eu futuro se eu esquecesse de citar Entre as paredes de Eryx, a minha história preferida deste escritor e uma das melhores histórias de terror/ficção científica já feitas.






11-TRANQUILITY LANE



Não, esse local não está no vídeo que serviu de base para este post. E, pra fazer um pouco de justiça nerd, não posso encerrar o texto sem falar um pouco sobre isso.

Durante a quest principal, aquela sobre as águas e achar seu pai, você vai acabar indo parar em um tipo de Vault com simuladores de realidade virtual. O programa que você vai adentrar simula um lugar chamado Traquility Lane, uma espécie de simulação da vida típica dos anos vinte ou trinta. É nessa espécie de sonho, todo em preto-e-branco, que você vai encontrar algumas respostas sobre o paradeiro do seu pai.

Pelo que minha parca memória permite me lembrar, o lugar é governado por um dos criadores do programa, que surtou e não deixa ninguém sair de lá, a menos que participem de seus jogos mortais pessoal. O programador aparece na forma de uma horrenda garotinha de aproximadamente oito anos de idade, que acompanhada de seu cachorro fica ditando o que você deve fazer para ganhar um ticket de saída do lugar.

Satanás, você de novo?


Entre as (divertidas) tarefas dadas pela garota estão: fazer uma criança chorar de desespero; causar a ruína do casamento de um casal feliz; provocar a morte “acidental” de alguns moradores da vila e se disfarçar de um famoso assassino serial chamado Pint Sized Slasher pra dar cabo de tudo que se mexa ao seu redor. E tudo isso embalado por uma das mais cretinas e repetitivas músicas já feitas para um jogo de videogame.
Desnecessário citar o fato de que seu karma negativo vai às alturas nessa quest...

Um dos momentos mais divertidos da série!


Eu coloquei Tranquility Lane forçadamente nessa lista pelos seus requintes de crueldade, sadismo, misantropia e outras sensações implícitas mais que eu senti enquanto jogava.
E há quem diga, entre os moradores, que existe um jeito de sair do lugar sem atender aos caprichos da pequena psicótica. Fato ou não, eu fiquei verdadeiramente aterrorizado ao passar horas tentando sem encontrar nada...




E é isso, povo da Shadowlândia. Desculpem mais uma vez pela mentira de início de texto (de que o mesmo seria curto) e espero que os fãs do blog e da série Fallout tenham gostado do post. Se uma das minhas recomendações de obras for seguida por alguém que curta este tipo de conteúdo, já posso sentir que minha missão foi cumprida.

Se o tempo e os ânimos me permitirem, semana que vem eu volto com mais uma postagem sobre algo relacionado à franquia. Deixo vocês aí, contando os minutos para o lançamento do Fallout 4, e até a próxima.


Au Revoir!

2 comentários:

  1. Muito legal, não deixe de postar não!

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  2. Obrigado, Aline. Essa postagem deu muito trabalho por causa da tradução que tive que fazer (meu inglês "de ouvido" não é dos melhores) e pra cortar os trechos do vídeo separadamente, mas ficou muito legal mesmo. Não se preocupe que não pretendo parar com as postagens do Fallout. Só tô meio sem tempo por causa da faculdade mas pretendo legendar os vídeos do S.P.E.C.I.A.L e colocar aqui pra quem não manja muito de inglês poder entender. Abraços.

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