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sábado, 15 de agosto de 2015

COFRE DE POLEGARES

























Eu sempre gostei de jogos de videogame mais elaborados, que saíssem um pouco do feijão-com-arroz do “andar pra esquerda pulando na cabeça dos inimigos enquanto coleta moedas”. Não tem jeito...
Por esse motivo, desde a minha saudosa época de Super Nintendo eu procurava me agarrar com unhas e dentes a jogos como Alien 3, que me proporcionava muitas idas e vindas para completar diversas missões, que iam desde o “simples” extermínio de uma Alien Rainha até a “emocionante” solda de canos desviando energia do reator principal. Ou será que eu inverti a ordem dos adjetivos?

Spoiler dos brabos: digite OVERGAME no password pra ver essa cena crássica!


Bem, na era (também saudosa) do Playstation One, nada mais natural que jogos de leva-e-traz com alguns quebra-cabeças (como Resident Evil e Silent Hill) também capturassem a minha atenção. Não que faltassem gêneros mais complexos, como os RPGs, mas é que terminar um jogo enorme pagando por hora jogada não era lá uma opção muito válida pra um reles estudante de 15 anos de idade.
Por causa desse pequeno entrave pecuniário (e por não possuir o tão sonhado console em casa), o maior contato que eu tinha com RPGs era por meio de revistas especializadas em games, através de detonados ou artigos.

Eu sempre lia e ouvia falarem muito de jogos como Final Fantasy e Diablo, exemplos bastante reconhecíveis desse gênero, e ficava imaginando como seria um jogo desses. Pelas descrições que eu lia em detonados e seções de carta, as histórias vividas nesses jogos (pelo menos na minha imaginação) pareciam ser ricas em variedade e interação entre o game e o jogador, que literalmente interpretava um personagem enquanto jogava.

Hack' and slash descarado com toques de RPG


Com a aquisição de um PC e, futuramente, um PSone, pude finalmente tirar a minha própria conclusão sobre como eram esses jogos: por melhores, grandiosos, bem-acabados e de vanguarda que fossem, eles passavam longe das expectativas idealizadas por mim com relação a liberdade do jogador e interação entre o mesmo e a história.
De fato, jogos como Final Fantasy, Breath of Fire ou Star Ocean pareciam mais como uma novela interativa do que com um jogo que me permitiria fazer o que eu quisesse, na hora que eu quisesse, sendo bom, mal, ou neutro e arcando com as conseqüências disso.
Por mais fantástico que Final Fantasy 10 fosse (e ainda o é. Se tem dúvida sobre minha opinião ter mudado, leia o Review Supremo que eu escrevi a respeito desse jogo e veja por si mesmo), não havia ninguém nem remotamente parecido comigo no comando da situação. Apenas o Tidus e sua voz irritante colhendo os louros pelas horas de XP que EU tinha proporcionado ganhar.

Sério que você considera esse capítulo como algo canônico na série?


Com a chegada do PS3, eu me senti praticamente um órfão de jogos desse gênero. Uma verdadeira sentença de morte para mim, que sempre fui aficionado por complicação, enigmas e jeitos morosos e menos diretos de se alcançar um objetivo em um game.
Final Fantasy já dava pistas de que não era a mesma desde seu décimo segundo capítulo, com o décimo terceiro surgindo apenas para confirmar as minhas suspeitas. Breath of Fire e Persona haviam ficado estacionados na geração passada, e a melhor opção que eu encontrei era um hack’n slash travestido de RPG chamado Demon’s Souls. A situação não parecia nada promissora para um jogador de RPGs incorrigível...

Mais um hack'n slash descarado se fazendo de RPG...


Com a nova geração veio também o novo hábito: nada de piratas, apenas jogos originais. E, diante do panorama de ter que desembolsar três dígitos para adquirir um novo jogo, pagar caro por algo que eu não gostei era carta fora do baralho. O resultado foi um dos melhores negócios que eu já realizei em minha carreira gamer: troquei o decepcionante Demon’s Souls por um tal de “RPG de mundo pós-apocalíptico” chamado Fallout. Eu sei, já contei essa história em pelo menos outros três momentos aqui no blog. Mas é confiando na pouca memória dos também poucos que acompanham meu site que venho contar ela de novo, tamanha a satisfação com o resultado obtido na transação.

"Tirando as fadas, magias e outras frescuras". Sério, nunca vou cansar dessa piada.


A despeito de tudo que você ouvir sobre o game em questão, seja por ranço de jogadores mais experientes na série, seja pela falta de visão de jogadores que não compreendem a escala com a qual estão lidando, uma coisa é impossível de negar: FALLOUT 3 É UM JOGO EXCELENTE.
Claro, seria uma baita hipocrisia da minha parte (e desonestidade com meus leitores, recurso do qual só me utilizo para gerar efeito cômico) não reconhecer algumas falhas que esse excelente título indiscutivelmente possui (falta de impacto nas suas escolhas; sistema simplificado; jogabilidade mais voltada à ação; dificuldade reduzida). Mas a qualidade deste terceiro jogo da série (que agora é embalada pelos braços da Bethesda Softworks, não mais pela Interplay) é algo que nem mesmo os mais desgostosos fãs da série clássica podem se recusar a aceitar.

Como a atual geração de jogos (se eu disser consoles vão me acusar de ser “consolista”, pois estaria excluindo a plataforma-berço na qual a série surgiu) e a E3 2015 não me deixam esquecer, a surpresa mais bombástica do evento foi o anúncio do quarto jogo da série, Fallout 4.



Com um visual fantástico (apesar do mimimi dos idiotas sobre a bunda do protagonista do game não ser detalhada da forma com a qual eles sonharam –sarcasmo OFF), uma história que nos dará um relance de como aconteceu a hecatombe nuclear e algumas opções de customização simplesmente estuprantes, Fallout 4 nem foi lançado e já é um forte candidato a melhor jogo de 2015. E olha que num ano onde tivemos jogos como Dying Light, The Witcher 3, Alien Isolation, Infamous Second Son e Dragon Age Inquisition... para tudo, Shadow Geisel da Casa do Cervo Sombrio das Terras do Norte: você colocou nesse bolo jogos que foram lançados em 2013 e 2014. Tá ficando maluco? Bem, eu disse que a lista era de melhores jogos de 2015. Só esqueci de mencionar que o “2015” se refere aos jogos que EU joguei em 2015, não que foram lançados neste ano. Eu sei, eu sou um saco às vezes. Mas a sua obrigação é sempre lembrar a máxima vigente na Carta Magna da Shadowlândia: MEU BLOG, MINHAS REGRAS.

Digressões à parte, Fallout 4 não foi o único jogo “interessante” que foi anunciado na conferência da Bethesda esse ano. O outro pequeno notável foi um tal de Fallout Shelter, do qual falarei um pouco no texto que se segue.




HISTÓRIA E RAZÃO DE SER

Meu Vault é o 138. Sacou? 13 de agosto...


Imagine que você é um dos felizardos jornalistas a ocupar um assento do opulento salão de eventos no qual aconteceu a conferência da Bethesda. Depois do anúncio de jogos como Doom, Dishonored 2 e o próprio Fallout 4, o apresentador Todd Howard revela um projeto inédito da empresa: Fallout Shelter, um jogo para celulares que surgiu da vontade dos desenvolvedores poderem jogar um Fallout na telinha de seus portáteis. E ainda tem mais: o jogo é gratuito e estará disponível ainda na noite da conferência.
Não sei você, mas como fã da série eu poria uma dúzia de ovos de ouro na cadeira de tanta felicidade.

Bem, da motivação eu já falei (se você é meio lento pra pegar as coisas no ar, a motivação foi a sanha dos criadores de jogar Fallout no celular). Mas do que se trata a história de Fallout Shelter?
Fica difícil falar do plot por trás do jogo sem revisar alguns pontos básicos da série principal: o game se passa em um futuro pós-apocalíptico no qual o mundo é um imenso deserto radioativo lotado de criaturas bizarras e mortais a sua espera. Pra sua sorte, foram construídos Vaults (cofres) em regiões montanhosas que protegem alguns cidadãos mais aba$tado$ da civilização dos perigos desse novo mundo. Confinar pessoas a alguns metros da superfície, em total clausura, não parece ser uma das tarefas mais fáceis de se administrar. É aí que entra o Overseer, uma espécie de diretor do abrigo ,responsável por todos os aspectos que vão proporcionar uma vida saudável e próspera aos habitantes do local.

Ei você aí: nem pense que vai entrar no meu Vault usando um mullet ridículo desses!


Sobre o enredo não tenho muito o que dizer, visto que ele não possui personagens principais ou protagonistas. É apenas uma justificativa para o gameplay do jogo em si. Mas posso adiantar que, em minha opinião, a Bethesda “desperdiçou” uma excelente premissa para um possível Fallout 5, ou talvez até o próprio 4 mesmo, se levarmos em conta as possibilidades de construção e customização vistas no trailer. Construir e tocar adiante seu próprio Vault é uma ideia que, fácil fácil, sustentaria um jogo da vertente principal da franquia.



SISTEMA E JOGABILIDADE

Não adianta planejar. Sua primeira jogada com certeza contará com escolhas desastrosas...


Confesso que fiquei abismado com a pontualidade quase britânica da Bethesda com relação ao lançamento do game para Android (visto que ele tinha sido lançado em junho apenas para IOS): no dia 13 de agosto de 2015 o game estava lá, bonitinho e mais de graça que aquele seu colega impertinente com baixa intolerância a álcool.

Passados esses comentários imprescindíveis para o continuar do texto, como funciona o jogo? Se você jogou games como Farmville, XCOM ou The Sims não vai correr o risco de bater a própria moleira na parede em uma inesperada reação de espanto. Fallout Shelter é um jogo de administração de recursos. Você é capaz de construir cômodos em seu abrigo, sendo que cômodos adjacentes te garantem uma bonificação nos materiais e recursos gerados.

No tocante aos moradores, é possível posicioná-los em qualquer um dos cômodos criados para executarem uma das três funções necessárias à sobrevivência do seu Shelter (energia elétrica, água e comida). As perícias desses moradores são determinadas pela palavra S.P.E.C.I.A.L, que assim como na série principal é uma sigla que deriva dos atributos Strenght (força), Perception (percepção), Endurance (resistência), Charisma (sério que precisa traduzir isso?), Intelligence (idem), Agility (...) e Luck (sorte, uma mistura de todas as características juntas). Esse sistema é a base de todos os jogos da série, desde o primeiro.

Tirem as crianças da sala que a putaria tá rolando solta


Além de mandar os coitados arregaçarem as mangas por você, também é de sua responsabilidade mantê-los felizes, satisfeitos com seu trabalho e ainda juntá-los no mesmo cômodo para fins de aumento do contingente do seu abrigo, se é que você me entende.

A interação não para por aí: é possível equipar armas (mal posso esperar pela Alien Blaster...), roupas e escalar qualquer membro do seu Vault para explorações no deserto radioativo ou escalar patrulheiros para proteger a entrada do lugar da invasão de raiders, Deathclaws e toda a sorte de criatura bizarra que com certeza faz parte do mundo de Fallout. Ferimentos e envenenamento por radiação inevitavelmente irão acontecer (não seria um post sobre Fallout se não tivesse esse tipo de coisa), mas nada que não possa ser remediado com o uso de um Steampack ou Radaway. Até um inédito recurso de ressuscitar um morador morto em combate foi colocado no sistema do jogo. Ao custo de mais de 100 tampinhas de garrafa, é claro...

Como o Vault da vida real é sem graça...


Falando em custo, é claro que num jogo gratuito para celulares o esperado era aquele velho truque das microtransações: o jogo em si é de graça, mas certos privilégios custariam dinheiro de um mundo que ainda não foi devastado por explosões nucleares, certo? É aí que a Bethesda joga um balde de água irradiada fria em cima dos mais pessimistas: tudo que você faz no jogo depende das barrinhas de progressão de tempo e das suas escolhas estratégicas. É possível até usar um comando que acelera a produção de um recurso, com uma porcentagem de desastre a ser considerada. Mas tudo que você consegue no jogo tem que ser adquirido no decorrer natural das coisas. Claro, é possível comprar lancheiras com dinheiro de verdade para ganhar cartas. Cada carta te dá um prêmio aleatório (com o diferencial de que pagando, ao menos um dos itens será de boa qualidade).

Será que tem a Moira Brown?


O resto é aquilo que você já viu em milhares de outros jogos de gerenciamento de recursos: novas instalações vão sendo desbloqueadas com o passar do tempo. Novas metas alcançadas (nada de deixar as metas em aberto, viu?) abrem novos itens. Mais ou menos moradores virão ao seu abrigo, de acordo com suas escolhas, e a vidinha tediosa e distópica segue em frente.

Pra finalizar, como o tópico é sobre jogabilidade, não poderia deixar de salientar que achei um pouco ruim a precisão dos comandos de toque do jogo (apenas na parte de arrastar os moradores para os cômodos). Não sei se é o reflexo da capacidade de processamento mediana do meu aparelho (um Moto G), mas nos primeiros minutos de jogo isso me incomodou bastante. Com a prática as coisas ficam melhores e você nem sente, e dificilmente vai se pegar xingando o jogo por você ter feito uma coisa e ter acontecido outra.




GRÁFICOS

A guerra pode até não mudar, mas o ângulo da câmera muda


Visualmente falando, Fallout Shelter é bastante competente nesse quesito. Claro que ele passa longe de ser um exemplo de “como jogos de celular estão ficando mais próximos de jogos de console e PC”, mas não há nada com o que se preocupar aqui.

Navegar pelo Fallout Shelter é como jogar uma versão animada dos Perks encontrados nos jogos principais. As animações são muito bem feitas e variadas. Os personagens executam diversos movimentos e interagem com vários objetos, dependendo do local onde ele se encontra. Dá até pra clicar em um morador e acompanhar seus passos nos diversos cômodos do Vault. A variedade de expressões é boa, e as situações são enriquecidas com diálogos acima das cabeças dos personagens. De fato, é hilário colocar dois Vault Dwellers pra acasalar e ler diálogos do tipo “sinto borboletas no estômago quando estou perto de você” ao mesmo tempo em que o morador exibe a maior cara de infelicidade do mundo por causa da sua falta de tato em administrar recursos.

Melhor que muitas escolas do mundo não devastado...


Durante as tarefas que executamos, pode acontecer um leve delay na animação (o jogo tem visão lateral, mas é feito com polígonos, contando com uma leve inclinação do ângulo de câmera dependendo da área que você selecionou). Mais uma vez, não sei se essa é uma característica do jogo ou falta de potência do meu celular, então não posso bater o martelo e apontar isso como sendo uma falha.

Não sei se isso se encaixa no tópico, mas ao compartilharmos uma foto no Facebook o jogo simplesmente fecha e começa a carregar de novo. Isso sim, eu posso apontar como uma óbvia falha, que bem podia ser corrigida em um futuro update por parte dos desenvolvedores.
Antes que eu me esqueça também, há uma falha conceitual (eu acho) no visual do game: até agora não vi nenhum morador do Vault usando um Pipboy-3000. Não sei como isso funcionará no decorrer do jogo, mas se realmente esqueceram de colocar isso no visual dos personagens...



SOM

Galaxy News bombando (e atraindo raiders) no deserto nuclear


Tanto os sons de ações quanto a trilha sonora do game são bastante fiéis ao que já conhecemos dos três primeiros Fallouts. É bem legal iniciar o aplicativo e ver aqueles slides do GOAT subindo na nossa telinha, com aquele som característico que tanto nos assombra nos momentos de load do terceiro jogo.

Vale lembrar que cada ambiente do Vault possui seu som próprio, que só será ouvido caso você dê um zoom com dois cliques na tela.
De resto, não tenho críticas negativas a fazer sobre esse aspecto do game.



CONCLUSÃO

Trabalho duro é trabalho feliz? Mas que porra de conclusão é essa?


Não dá pra tirar uma conclusão sobre um jogo que eu comecei a jogar há dois dias atrás. A minha opinião como fã da série é bastante óbvia: se você puder, baixe Fallout Shelter o quanto antes. Mesmo que você, assim como eu e muitos outros na internet, ache o começo devagar e moroso, o máximo que você vai perder são alguns megas de armazenamento do seu aparelho. O que você puder tirar de bom dessa experiência já terá valido a pena, dado seu custo-benefício.

Como eu já tinha adiantado, alguns veículos especializados deram notas que variaram do mediano ao ruim. A IGN deu nota 8,5 ao jogo, mas como o que a IGN diz não se escreve, eu prefiro fazer a clássica pergunta: FALLOUT SHELTER VALEU A ESPERA (PARA OS USUÁRIOS DE ANDROID)?

A resposta é um sonoro SIM.

Acredito que o game em questão esteja na mesma vibe que projetos como Final Fantasy 15, Final Fantasy 7 Remake e Resident Evil 2 Remake. Apostar em projetos que visam claramente agradar aos jogadores, depois de tantas mancadas que algumas dessas empresas vêm dando, é algo no mínimo esperado pelo fãs. E nesse aspecto, a Bethesda vem dando uma bola dentro atrás da outra quando o assunto é fazer um jogo do jeito que ela sabe que os fãs esperam que o jogo seja feito. E de graça, tudo isso soa melhor ainda para a reputação da empresa.

E é isso pessoal. Espero que tenham gostado do texto. Podem ter certeza que esses três angustiantes meses de espera pelo Fallout 4 serão recheados de textos e vídeos abordando essa série fantástica que tem realizado aquele meu velho sonho de poder interpretar eu mesmo em um jogo de RPG de verdade.


Au Revoir!

sábado, 15 de novembro de 2014

SOBRE DOCES, FALHA CRÍTICA E CRIAÇÃO DE GALINHAS


Minha carreira gamer está em mudança. Quando eu ouço o agradável bip de início do meu estimado PS3 apenas duas vezes em um período de mais de 30 dias, definitivamente é um sinal de que a minha carreira gamer só poder estar em transformação. Ou talvez apenas passando por uma acomodação menos apegada a mídias físicas e controladores da década de 70 sem funções de toque ou uso de acelerômetro.

Sim, venho por meio deste (post) dar a tão temida notícia ao meu querido console já obsoleto (som aberto na pronúncia do E. Aposto que essa você morreria sem saber. Duvida? Consulte o dicionário!): OS JOGOS DE CELULAR VIERAM PRA FICAR. E a criação do novo marcador do blog foi totalmente justificada, acabando com a dúvida que ficou ao final do primeiro post sobre jogos móbile.

Não há como resistir: os jogos de smartphone são gratuitos (na maioria das vezes); estão a uma “distância” de um toque na tela do seu aparelho; muitos deles passam longe do estereótipo de “jogo casual”; e maioria conta com um acabamento gráfico e sonoro de causar uma pontinha de inveja nas maiores produções da grande indústria de games da atualidade (consoles e PCs). Ou seja: só um louco deixaria um potencial como este passar despercebido.

Nos 2GB de memória do meu celular isso não cabe nem a pau


E, dando continuidade a minha lista de ótimos games para celular recém-descobertos, gostaria de trazer mais três pérolas deste mundinho móvel e imediatista, mas de forma alguma insignificante. Mas de antemão fica o aviso: um deles tem potencial pra te transformar em um castor obsessivo; um outro tem uma grande chance de causar ondas de saudosismo em seu sistema límbico e o terceiro vai despertar a criança latente em seu interior. Mas não necessariamente nessa mesma ordem. Cabe ao leitor acompanhar o post por completo e descobrir qual título se encaixa em qual descrição (jogos... adoro fazer jogos...).


CUT THE ROPE

Agora nãããããoo! Deixa pra cortar depois!


Esse é de graça, mas vai te surpreender pela quantidade de conteúdo disponível (é bem provável que você enjoe dele antes de completar todos os “mundos” disponíveis). Cut the Rope se enquadra na categoria puzzle, e foi uma indicação do camarada Aquino do Retina Desgastada.

Pra falar deste jogo, decidi que não explicaria muita coisa sobre o sistema de game em si. Em parte porque Cut the Rope é tão simples de jogar que dispensa apresentações. Em parte, pra instigar a curiosidade do leitor. E, em outra parte, porque esse é um jogo que DEVE ser jogado por aqueles que possuem um aparelho compatível. Mesmo que você não goste do estilo do game, tem um simples detalhe em Cut the Rope que vai valer o download do arquivo (e vai te fazer sorrir como uma criança novamente, caso você não seja um velho rabugento que detesta animais e considera o Dr. House o seu ídolo supremo).

DESENHOS

Além do jogo, o download nos presenteia com curtas de animação de mais ou menos um minuto e meio cada. São filminhos em alta definição que contam a história de Om nom, um pequeno alienígena com um nome que parece um typo (No começo eu pensava que ele era um sapo, mas a música tema do pequeno me dá a quase certeza de que se trata de um visitante desejado de outro planeta). Om nom tem uma obsessão em comer doces, sendo que a mania do pequenino verde é mais engraçada que doentia, diferente de mascotes como Scrat, da Era do Gelo.



A personalidade de Om nom é muito engraçada, principalmente em suas expressões e “diálogos” in game. Mas você não vai conseguir aproveitar tudo que o pequeno astro tem a oferecer se apenas jogar o jogo e ignorar o botão Desenhos, presente no menu principal.
Depois de assistir os três primeiros episódios fica impossível não se apaixonar pele meiguice do mascote (que deixa grandes criações, como o Sackboy da Media Molecule, desejando uma visita ao psicólogo pra saber onde foi que erraram). Os vídeos presentes no game são de uma delicadeza, puerilidade e encanto que vão te fazer desejar ter 7 anos de idade novamente, só pra poder rir da forma como os desenhos merecem que você ria com eles. Bem, eu tenho 32 anos de idade e não vejo nenhum problema em rir como uma criança quando um objeto é merecedor desse efeito.

Contatos imediatos do terceiro grau


Mesmo que você seja completamente louco de não querer jogar (ou um velho rabugento que detesta animais e...), assista aos desenhos. A Zepto Lab merece os créditos pelo seu magnífico trabalho (e por conseguir fazer um marmanjo de 32 anos de idade rir feito um pimpolho de 7...). Deixo o vídeo para o episódio do banho pra você ter um gostinho das doces aventuras de Om nom pelo espaço e, por que não, tempo também. Mas aviso logo que, caso você não se encaixe na descrição de sexagenário acima, você assistirá aos três primeiros episódios dos curtas já se lamentando pela sua curta duração e pela pouca quantidade.




MÚSICA E GRÁFICOS



Como esse post não deixa de ser uma análise, queria falar um pouco sobre os gráficos e música.
Os gráficos do game são lindos, lembrando (como não poderia deixar de ser) um colorido desenho animado. A física do game é impecável, e muitas vezes você vai descobrir que isso é mais um empecilho para você que do que uma qualidade em si (não que seja um defeito, só pra deixar claro).

A música de Cut the Rope é, com certeza, o seu maior trunfo. O tema principal, do menu, vai te fazer procrastinar o início das partidas. Já nas partidas, você vai completar um desafio após o outro com a certeza absoluta de que poderia passar por mais 300 fases do game sem enjoar da maravilhosa música de fundo. Mesmo com poucas faixas, Cut the Rope possui uma trilha que merecia muitos prêmios, te dando aquela sensação de “cara, é impossível enjoar dessa música...”


CORTANDO A CORDA MAS NÃO DEIXANDO O DOCE CAIR

Tem o 2, Viagem no Tempo, Experimentos... é doce que não acaba mais.


Cut the Rope é um daqueles achados que te fazem temer pela possibilidade de nunca tê-lo conhecido. É de uma leveza incrível, sendo o tipo de jogo que te faz sorrir mesmo quando você perde (a cara de Om nom quando o doce cai é hilária, assim como o som que ele faz quando o doce está perto da sua boca).
A mensagem do game pode até não ser uma das mais educativas no quesito nutricional, mas se você tem filhos com certeza vai querer mostrar esse jogo pra eles.
Não sei se as minhas desajeitadas palavras fazem jus ao sentimento que tenho por este game, mas fica a indicação de um lindo jogo gratuito que vai te fazer ver a vida (e os doces) com um pouquinho mais de leveza. Acho que estamos precisando mais disso nos dias de hoje.


KNIGHTS OF PEN AND PAPER +1 EDITION

Confessa: é empolgante ou não é?


Sim, eu sou um nerd. Nunca neguei isso. E como todo bom nerd que se preze, já participei de sessões de RPG de mesa, aqueles que são contados por um Mestre de sessão e que se baseiam em livros como Advanced Dungeons and Dragons ou Vampiro a Máscara.
Se você nunca participou de uma sessão de RPG de livro e se acha o RPG master só porque fechou todos os Final Fantasies já feitos, sinto te avisar que você não passa de um nerd pela metade. Ou um nerd incompleto. Ou um nerd fajuto. Ou um nerd...

Digressões a parte, o jogo a seguir é o Cavaleiros de Caneta e Papel. Infelizmente, Knights (pra encurtar) não é gratuito. Ele custa pouco mais de R$11,40 e rola uma confusão no preço que, no final do cálculo, vai privar a sua carteira de salgados (pro padrão de jogo mobile) R$35,00. Não sei como isso funciona mas a loja mostra o preço em reais e depois te cobra considerando a conversão do dólar e outras taxas mais.

Queria eu que as minhas sessões de RPG contassem com paisagens como essa


A boa notícia é que Knights realmente vale os trinta e cinco reais investidos, caso contrário não seria alvo do meu post. E, diferente de Cut the Rope, Knights of Pen and Paper não dispensa apresentações. Dificilmente você vai querer baixar o jogo se não se encaixar na descrição de nerd que eu dei no começo do tópico, então faz-se necessária uma explicação sobre o sistema e os atrativos que fazem do game um download digno de algumas araras e uns peixes.


SISTEMA

Nem tente chegar a Mordor. Deve custar uns R$300,00...


Knights of Pen and Paper é um jogo de RPG por turnos que simula uma partida de RPG de mesa. Logo de cara você vai perceber que não controla um protagonista, e sim (de dois até) cinco jogadores sentados em uma mesa recebendo instruções de um mestre de sessão troll (que pode ser um rato, uma pessoa normal e até um sábio humano-raposa) que gosta de tirar sarro com a sua cara.
Você pode escolher as missões que realizará, e a cada mudança de cenário seus personagens são transportados para o ambiente em questão (me lembra a Sala de Perigo, dos X-Men), mesmo que nunca tenham a chance de descolar suas bundas da cadeira.

Olha o meu E.T mago aí. Não falei?


Muitas de suas ações são determinadas pela rolagem de dados, que podem fazer você chegar ao seu destino em segurança (um acerto normal) ou te surpreender com seu bando sendo atacado por uma gangue de piratas no meio do caminho (a tão temida falha crítica). Há dados estatísticos para habilidades, compra de itens (e coleta de monstros), evolução de personagens por meio de XP e, mais uma vez, muita tiração de sarro por parte do seu mestre de sessão troll (You shall not pass!).

Além do excelente humor no game, que faz paródias que vão desde Super Mario à Tartarugas Ninja e a um certo “cara de um olho só presente na cultura brasileira”, Knights conta com uma alta quantidade de customização de itens e objetos da sua mesa de RPG, bem como do próprio Mestre de sessão.
Os personagens jogáveis são figuras ilustres que não poderiam faltar em uma boa sessão de Vampiro a Máscara: um E.T versado em artes mágicas; Sr. John, o homem-lobo; o Carinha que entrega pizza; um nerd e alguns outros mais que me fogem à memória no momento.

Sei que é spoiler, mas essa foto é tão legal que eu não resisti


Pra finalizar a parte de sistema, o jogo conta com uma alta dificuldade, muito embora que esteja longe de ser proibitiva ou desencorajadora: apenas respeite o nível mostrado nos locais pra não ser massacrado por monstros mais fortes e seja feliz em suas andanças pelo mundo pixelado de Pen and Paper.


GRÁFICOS E MÚSICA

Acho que subestimei o visual de Knights. Tibia perdia feio...


A música do game não é nada de incrível, ficando bem atrás de jogos como Cut the Rope ou os outros excelentes jogos citados no outro post. Mas este aqui não faz feio. As trilhas de Knight fazem jus ao clima de RPG clássico, e mesmo que perca no quesito qualidade, ele dá um banho quando o assunto é variedade de temas.

A parte visual é a que pode gerar mais barreiras aos jogadores mais xiitas acostumados a gráficos embasbacantes em full HD. Knights of Pen and Paper tem um visual tosco que lembra muito um grande sucesso das lan houses na década passada. Sim eu estou falando do amado por uns e odiado por outros, Tíbia. E não, eu nunca joguei, mas tirava muito sarro da cara dos meus amigos que o faziam. Quem disse que eu não tenho manchas negras no meu currículo gamer?

"Pare de TENTAR  me acertar e ME ACERTE, Neo".


Se você dá valor mais a gráficos que a experiência de jogo, só posso sentir pena da sua superficialidade. Até porque eu fico impressionado como games deste tipo conseguem satisfazer o jogador como nenhum Final Fantasy em hyper definição vem conseguindo.


TESTE DE CARISMA + INTELIGÊNCIA, DIFICULDADE 9...

Esse jogo tira um sarro pesado com o estilo de vida nerd


Como eu paguei por esse jogo, acho que se enquadra a clássica frase que finaliza os meus reviews: KNIGHTs OF PEN AND PAPER ESTÁ VALENDO A COMPRA? A resposta é direta: SIM.

O jogo em questão é muito bom, contando com um excelente humor, dificuldade na medida e uma experiência final que vai te fazer dar gargalhadas (espero que você não faça isso na fila do banco) quando alguém mencionar o fato de como games de celular podem ser “casuais”.

A ideia de Pen and Paper é ótima, e não consigo evitar de me perguntar o que aconteceria com séries como Final Fantasy, Persona ou Dragon Quest se este excelente conceito de jogo fosse abraçado por empresas mais famosas e de grande porte como... Square-Enix, Atlus ou Level 5. Eu sei, soou totalmente contraditório esse comentário mas não consegui outra forma de me expressar.


FARMVILLE 2: COUNTRY ESCAPE

Vem cheirar estrume você também! Tá esperando o quê?


Outro jogo que vai te fazer dar risadas da falsa impressão que as pessoas têm de que um jogo casual não pode conter uma experiência mais profunda.
Farmville é um simulador de fazenda muito parecido com Harvest Moon. Você é um fazendeiro que precisa cultivar e prosperar, num estilo de jogabilidade que lembra Sim City. Mas, antes de continuar a falar mais desse jogo, preciso dar um aviso:

MUITO CUIDADO COM ESSE GAME. Farmvillle é um daqueles jogos que podem desenvolver uma obsessão em você. O gerenciamento de tarefas no game podem te fazer perder a noção de tempo, necessidades fisiológicas e prioridades sociais (como estudar pra uma prova de histologia ou fazer coisas mais variadas em seu final de semana).

Não se engane com esses rostinhos inocentes: esses dois meliantes planejam detonar com sua vida social


Esse jogo é viciante. Eu mal tinha noção do mal que estava lançando sobre a minha morada quando, inocentemente, baixei e instalei o arquivo no meu celular.
Alguns jogos podem causar esse efeito no jogador. Na minha adolescência, fui vítima de games como Resident Evil e a sua obsessão em fazer o trajeto mais curto levando a maior quantidade de itens possível no menor tempo. O resultado é que essa obsessão por eficiência acabou invadindo a minha vida particular e real. Se eu não fosse um adulto com plena consciência das minhas responsabilidades, neste exato momento estaria fisgado pelas tarefas intermináveis (e bucolicamente prazerosas) impostas pelo jogos e seus fazendeiros amigáveis de olhos esbugalhados.

Não entendi o sistema a tempo e acabei perdendo uma exclusiva gata preta. Eu sei, mea culpa


Pra completar a desgraceira, alguns objetos de coleção (fitas, animais raros, selos e troféus) alimentam o problema daqueles com menor força de vontade.
Diante desse cenário monstruoso e destruidor de tempo livre, fica o aviso: se você não sabe se impor limites ou tem pouco tempo sobrando, nem comece a jogar Farmville 2. Acredite, é o tipo de novidade que você não precisa em sua rotina.


MÚSICA E GRÁFICOS

Acredite: você dará pulos de alegria quando vir essa tela


Sem muito o que falar aqui: os gráficos de Farmville 2 são lindos, cartunescos e coloridos na medida certa.
A parte sonora é outra história, pelo fato de que Farmville só possui duas músicas: uma que parece ser uma paródia da velha conhecida O velho McDonnald tinha uma fazenda, ya ya ô; e uma outra que não tem como descrever mas que vai grudar na sua mente mesmo depois que o celular estiver desligado.

Mal vejo a hora de desbloquear essa área


A boa notícia é que estas duas faixas são ótimas, passam uma sensação de tranqüilidade que só poderia ser conseguida com o ambiente campestre de fazenda e, mesmo enjoando um pouco, as faixas (e os efeitos sonoros) são boas o suficiente pra te fazer desistir de desativa-las na opção de configuração.


SISTEMA

Qual demora mais pra ficar pronto: batata frita, lã ou calça jeans? Você ficaria surpreso com a resposta...


Explicar o sistema de um jogo como este é algo trabalhoso e desnecessário. Mas em resumo: você precisa plantar e realizar tarefas. Algumas tarefas levam segundos, outras literalmente horas para serem concluídas. A sorte é que o tempo de jogo é real e continua mesmo quando você não está jogando, o que ajuda se você conseguir coordenar as tarefas mais demoradas com os períodos que você ficará afastado do game (trabalho, faculdade, dormindo).
Uma falha que eu achei nesse sistema é que o ciclo de tempo é imutável: sempre é dia em Farmville, detalhe que nos priva de uma curiosa cena de animais dormindo ou raposas matreiras fazendo uma visita indesejada a nossas galinhas na calada da noite (apenas especulação, óbvio. Não há violência ou agrotóxicos no mundinho perfeito de Farmville).

Pato-cabra, eu escolho você!


Falando em tarefas, por mais que você se orgulhe do seu curso superior de zootecnia, uma hora você vai ficar sem ter o que fazer no game. Isso se dá pela demora em algumas atividades e pela forma como você as sincroniza, bem como pela curva de evolução do game, que está pouco se lixando pela sua ansiedade em alcançar o nível 20 e poder plantar aquele desejado pé de uvas verdes com o qual você sempre sonhou. Então, senti muita falta de minigames descompromissados que suprissem essa carência. Seria muito legal participar de corrida de saco ou ordenha de vacas nas horas vagas.

Seis mil chaves? Quem eu preciso matar pra conseguir isso?


Pra encerrar a parte de sistema, preciso dizer que este game é gratuito mas tem lá as suas estratégias pra te convencer a torrar dinheiro real em sua brincadeira virtual. Então, fica mais esse conselho: JAMAIS GASTE UMA CHAVE DE MANEIRA BANAL.
As atividades levam tempo para se completarem, como eu já tinha dito. Para preparar refeições e construções, será preciso dispor dos ingredientes corretos. O jogo, matreiramente, te dá a possibilidade de acelerar o processo de criação de itens ou (magicamente) conseguir ingredientes faltosos na produção dos mesmos, e tudo isto consome chaves, o item mais difícil de conseguir (de graça) no jogo. E elas custam dinheiro, caso você ainda não tenha entendido aonde eu quero chegar. Então, não gaste chaves. Nunca. Mas nunca mesmo...


MANDANDO A VACA IR PRO BREJO (TEMPO ESTIMADO PARA A CONCLUSÃO DA TAREFA: 2H 48M E 29 S...)


Você confiaria abraçar um pinto cinza de bigode? Eu não...


Farmville 2 é um jogo excelente. Um jogo que deve ser jogado com parcimônia, pois é viciante e pode tomar mais do seu tempo do que você está disposto a entregar. A experiência com este game deve ser cautelosa e pouco apressada, visto que algumas recompensas levam certo tempo para ser obtidas.
Se você é uma pessoa desorganizada, este jogo pode de te dar uma noção de que como organizar ideias, priorizar eventos ou se frustrar terrivelmente pelo fato de uma maçã demorar menos pra crescer que a fabricação de um par de meias.

Mas lembre-se: depois de jogar Farmville 2, dificilmente seu cérebro vai interpretar um som de sineta da forma como fazia antes.



CONCLUSÃO

Mais três excelentes jogos e uma maior sensação de dever cumprido. Aqui eu encerro este segundo post sobre games portáteis/móbile, satisfeito com o resultado do post mas preocupado com essa nova tendência de relegar a elaboração de posts mais tradicionais em prol das facilidades (e gratuidade, why not?) de escrever sobre jogos para celular.

Quanto a isso, posso adiantar que os leitores não precisam se preocupar: mesmo jogando pouca coisa nessa entressafra de games pós nova geração, posso adiantar que tenho a intenção de publicar os textos sobre Kingdom Hearts, South Park The Stick of Truth, Resident Evil (falarei da série toda depois que jogar o remake, ano que vem) e Alien Isolation (dadas as notas que este recebeu, estou em dúvida se espero pra jogar no PS4 ou compro pro PS3 mesmo).
Quando dispuser de mais tempo e de um console de nova geração, darei continuidade a marcadores como Jogando, Tentando Gostar de... e etc.

PS3 ou 4? Dúvida cruel...


Au Revoir.


sábado, 25 de outubro de 2014

SOBRE PRAGAS, TUBARÕES, COMPUTADORES PORTÁTEIS E ZUMBIS

Eu nunca fui um cara obcecado por tecnologia, daquele tipo de gente que troca de celular com maior frequência do que troca de escova de dente. Mas a tecnologia está em todo lugar e ao nosso redor. Não há como escapar. Se você não está habituado a termos como Facebook, Google ou Youtube, prepare-se para receber olhares de desaprovação e estranheza dos que estão por perto.

E, infelizmente, trabalho e faculdade geram novas necessidades de interação social que exigem um pouco mais do nosso bolso e da nossa paciência também. E, depois de dar de cara com uma sala de aula vazia por duas vezes e dar uma baita de uma viagem perdida, decidi que trocaria de celular e compraria um aparelho que me permitisse utilizar o tão famoso e popular What’s Up, um aplicativo que serve, basicamente, pra compartilhar fotos de putaria com seus amigos na internet.

Já vi uma pessoa fazendo isso.. EM CIMA DE UMA MOTO! Sério.


Bem, o fato é que, ao menos pra mim, ele vai servir como uma forma de ficar sabendo quando e por que não vai haver aula na faculdade (os professores e 99% das outras pessoas no Brasil têm o hábito de dar recados e aviso de toda sorte por meio desse aplicativo, poupando pessoas como eu de dar viagens perdidas depois de um longo e cansativo dia de trabalho).

Preciso avisar ao Shadow que a aula foi cancelada


E, sempre que eu troco de aparelho, seja console ou celular, eu gosto que a troca seja acompanhada por certa evolução tecnológica. Isso me garantiu boas experiências com alguns jogos de celular. Se você não acompanhava o blog em seu ano de estreia, 2011, deixo um link para o post de Doom RPG, um excelente jogo de portátil que eu recomendo aos leitores de olhos fechados. 


SUPERMÁQUINA DE JOGAR DE BOLSO (E DE QUEBRA AINDA FAZ LIGAÇÕES E ENVIA TORPEDO...)

Meu mais novo xodó. Tomara que "o dono" não leve...


Nos últimos anos as experiências que tive com celulares não podem ser classificadas como muito positivas por minha pessoa: tive um celular LG, de teclado, que foi levado durante um assalto, fato que me obrigou a substituir o aparelho antigo (do qual eu gostava muito, pela ótima qualidade de som e configurações em geral) por um Nokia Asha 305, um aparelho de toque com tela resistiva que não durou muito em minhas mãos (levou uma queda de uma altura de 30 cm e partiu ao meio - a tela, claro – como se fosse uma casca de ovo. Vai entender...) mas cumpriu o seu papel (ouvi muita música com ele e consegui terminar o Doom RPG II, além do meu companheiro antes de dormir, o excelente Brain Challenge).

Tá cada dia mais difícil começar uma conversa com um desconhecido por causa deles...


Cansado da falta de sensibilidade desse tipo de pseudo-smartphone, decidi que retrocederia aos velhos celulares de teclado e comprei um outro LG, que simplesmente não sei o modelo. Ele é o mais parecido possível com o antigo LG, e ficará servindo como estação de músicas (dada a sua alta duração de bateria e resistência a água e quedas, coisa que os smartphones atuais pecam miseravelmente).

Para dar o salto que eu queria, escolhi o Motorola Moto E. Mas, antes de continuar a explicar as razões de ter escolhido este aparelho, gostaria de deixar bem claro que esse texto não se trata de um review do aparelho ou tem qualquer pretensão de fazer propaganda da marca X ou Y. De fato, já recebi várias propostas de colocar propaganda no blog mas recusei todas, visto que não tenho interesse de capitalizar em cima do blog. Faço o que faço pela diversão de escrever sobre algo que eu gosto e por amor aos games, meu meio de entretenimento favorito.

Você acertou: mais uma imagem com uma crítica social/comportamental disfarçada


Pra ser mais exato, eu usei dois meios pra me decidir sobre qual aparelho comprar. Aliás, três meios, visto que contei com a opinião de um colega de trabalho que possui um aparelho igual. Acredite, essa ainda é a melhor forma de escolher alguma coisa. Comigo sempre funciona. Mas os meios utilizados foram: assistir vídeos no Youtube e pesquisar em um site chamado Versus. Esse site é bem interessante. Ele conta com dois campos de pesquisa pra você inserir o nome de dois aparelhos os quais você deseja fazer uma comparação. Então ele dá uma pontuação de cada quesito dos dois aparelhos e faz uma comparação direta. Aconselho. O vídeo do Youtube a que eu assisti foi do canal Eu Testei. Colocarei aqui o exato link do vídeo que me ajudou a escolher o Moto E, já recomendando o excelente trabalho da mina dos vídeos (que tem uma linda voz mas eu não sei o nome).



Bem, o fato é que o vídeo deixa bem claro os porquês de eu ter comprado esse aparelho, e repeti-los aqui seria enfadonho. Mas entre eles posso citar o baixo preço (pros recursos que tem), a duração de bateria (aproximadamente 28 horas. Acredite, essa é uma média muito boa quando o assunto são smartphones), poder de processamento satisfatório e tamanho de tela. Todos esses requisitos me permitiriam, além de utilizar o What’s Up, passar para o próximo nível nos jogos de celular e experimentar algumas das maravilhas que as telas de toque (de verdade, as capacitivas) podem proporcionar aos gamers.

E aqui começo a minha nova geração de games pra celular, falando sobre três games que eu joguei pouco mas gostei muito, e que gostaria de indicar aos leitores. Vale lembrar que todos são gratuitos. As configurações necessárias pra rodá-los sem engasgo eu simplesmente não sei, então procure pesquisar um aparelho que seja compatível.


DEAD TRIGGER 2



Sim, já estou até o pescoço com qualquer coisa que tenha a ver com zumbis. Pra esta encarnação acho que já deu. Mas, como sempre gosto de dar uma segunda chance às coisas desconhecidas, decidi baixar Dead Trigger 2 e ver do que ele é feito.

O game fala do velho apocalipse zumbi sem razões aparentes que assola o mundo. É um shooter em primeira pessoa com alguns elementos de estratégia, na customização de itens e do seu QG.
Uma coisa que sempre me preocupou em celulares de toque é a jogabilidade dos games. O Doom RPG II mesmo me causou muito desconforto durante a jornada, visto que os toques eram imprecisos (mesmo calibrando a tela milhares de vezes) e a navegação pelos cenários uma verdadeira tortura. Mas Dead Trigger é completamente diferente, no bom sentido.

Não é XCOM mas é preciso planejar antes de estourar cabeças


Uma coisa que enche o saco de um jogador experiente como eu são os tutoriais. Depois de mais de vinte anos jogando videogames fica difícil aturar um jogo retardado te tratando como um... retardado que não sabe que uma escada serve ou pra descer ou pra subir um andar. DT 2 não faz isso, nem de longe.

Logo de cara o jogo nos ensina o básico da sobrevivência em uma curva de aprendizado bastante sutil e agradável, considerando a possibilidade de que você possa estar jogando um game desse gênero pela primeira vez mas sem te tratar como um incapacitado mental.
Uma coisa que me deixa muito frustrado é quando um jogo se preza a aparecer em uma mídia específica (toque, microfone, sensor de movimento) mas não utiliza todos os recursos que a tecnologia oferece (heim, Nintendo, e sua infeliz dica de jogar com o 3D desligado?). E fico feliz de dizer que isso não acontece com o game em questão.

Você não leu errado: é Galinha Terrorista mesmo. Jogue e entenderá


Os comandos são simples e todos baseados em toque, como não poderia deixar de ser. Na parte superior esquerda da tela você controla o movimento do personagem. Na parte superior direita, a visão. Pra atirar, basta mirar nos zumbis que o tiro sai automaticamente. Num primeiro momento achei isso uma baita bundamolice, mas com o passar da jogatina toda a ação flui de forma tão espontânea que você simplesmente se esquece que outros jogos mais “tirânicos” exigem que você use um botão pra atirar.

Os gráficos são ótimos, te fazendo se perguntar o porquê da necessidade de comprar um portátil como um PSP ou Vita. A trilha sonora dele também empolga, tendo temas de rock sem encher o saco com faixas clichês e sem personalidade.

Nem cansa os dedos nem esquenta na mão. Pode confiar


No sistema do jogo é possível adquirir novas armas, criar itens e esse tipo de frescura que nos dá impressão de profundidade. Vale lembrar que todos os três jogos sobre os quais falarei no post possuem sistema de Conquistas e possibilidade de publicar seus feitos em redes sociais como Facebook e Google Plus, além de contarem com expansões de conteúdo e itens pagos, claro.

Sobre o Dead Trigger é isto: é melhor do que o esperado; o jogo básico não custa nada, saindo na faixa; tem um visual muito bonito e ação interessante que vai te fazer sentir pena de predecessores mais ambiciosos (como Resident Evl 6) que não conseguem ter metade da graça que este aqui tem.



PLAGUE INC.

Ataca primatas sem distinção de filo...


Esse jogo não é totalmente desconhecido, sendo que até fez um sucesso bem considerável.
Plague Inc. vem pra saciar o meu lado biólogo de gamer, sendo que tomei conhecimento deste aqui pelo canal do Zangado, no Youtube.

Plague Inc. é um tipo de simulador ao estilo War, no qual você visualiza apenas o mapa-múndi e tem a tarefa de criar uma doença que deve se espalhar pelo mundo e contaminar (e, de preferência, matar) o máximo de pessoas possível.
Eu sei, a ideia parece ser bem monótona. De fato, nos primeiros minutos de jogo eu fiquei me perguntando sobre como seria possível me divertir com um mapa do mundo pintado de pontinhos vermelhos. Mas a graça de Plague Inc. está nos detalhes.

Que cientista maluco não ficaria orgulhoso diante de uma criação destas?


Você começa escolhendo o nome da bactéria que pretende evoluir. Com um pouco de criatividade você já pode utilizar um recurso que, no mínimo, vai garantir umas boas risadas entre os seus amigos que não conhecem o game. Depois, com o disseminar da doença, podemos evoluir algumas características que farão com que a praga se espalhe com maior velocidade, seja acompanhada de sintomas mais letais ou mais difícil de ser combatida. Claro, a OMS não ficará de braços cruzados diante de tal risco biológico, e escolhas como um sintoma muito agressivo e letal podem acabar servindo de estopim para a pesquisa mais rápida de uma cura ou campanhas mais efetivas de saneamento e higienização. Sacou agora onde está a graça do gerenciamento de Plague Inc.?

Febre, dor de cabeça, náuseas, órgãos internos derretendo... Será que a velha canja da sua avó resolve o problema?


Um detalhe em especial são as notícias, todas em português, sobre o andamento da doença e a reação que os países estão tendo com o avançar da sua criação. Bizarro no mínimo.
Dos três jogos, Plague Inc. foi o que eu mais joguei e o único que já acabei. Apesar de que eu estaria sendo mais honesto se dissesse que foi Plague Inc. que acabou comigo, visto que a minha praga foi erradicada em dois anos, depois de infectar toda a população do planeta e ser exterminada sem dó nem piedade por uma maldita cura desenvolvida pelos europeus. 
E nessa hora não tem recombinação genética que dê jeito: é game over, retorno ao poço de genes (leitores de Dawkins entenderão...) e começar do zero, partindo de uma reles e humilde cadeia polipeptídica...


HUNGRY SHARK

Só tem um elemento nessa foto que não se encaixa na definição de "fim de semana perfeito". Te desafio a descobrir qual é.


Eu detesto tubarões. Quando eu era criança, na década de oitenta, o filme (baseado em um livro. Aposto que você não sabia disso) fazia muito sucesso. Esse filme causou um desserviço enorme à espécie, principalmente aos tubarões brancos que passaram a ser perseguidos e exterminados por causa de um maldito “saiam da água!”.

Prefiro esse tipo de imagem. E posso comê-las na praia sem ter pesadelos.


Mas o fato é que eu não apenas detesto tubarões, da mesma forma que dondocas têm medo de barata ou cães e gatos não vão com a cara um do outro. Eu tenho fobia de tubarão, especialmente o branco (a criatura mais feia, monstruosa e demoníaca que a mente doentia lovecraftiana conseguiu transformar em realidade). E não, eu não vou colocar nenhuma foto desse bicho maldito aqui no post. Apenas fotos do jogo, cuja simples pesquisa já me causou a ingrata tarefa de ter que olhar pra esse bicho fdp por causa do maldito Google, que insiste em associar fotos do jogo Hungry Shark a tubarões famintos com suas bocas escancaradas e cheias de dedos. Quero dizer, dentes...

Fobias, vai entender... Tem gente que tem medo de gato, e o nome disso é ailurofobia.


Bem, assim como no post do Farcry, gostaria de deixar mais essa dica: quando for levar seu filho à praia, não fique feito um fdp desocupado e zé graça dizendo que tem um tubarão na água que vai pegá-lo. Isso é feio. E queria deixar claro, também, que fobia não é simplesmente ter um medinho de alguma coisa. Eu tenho medo de ser atropelado. Tenho medo de filmes de terror. Tenho medo de ser assaltado. Mas uma pessoa que tem fobia tem uma grave aversão a algum objeto. Não faz sentido, não tem como controlar e deixa a pessoa em pânico. Então, não seja um filho da puta zé graça que fica jogando aranhas em cima daquela sua namorada que diz ter fobia de aranha. O caso é sério e não deve ser tratado com leviandade.
Mas o fato é que a minha fobia com esse animal já foi muito pior. Na infância, o simples fato de ouvir a sonora e impactante palavra t-u-b-a-r-ã-o já fazia meu coração acelerar e os arredores em volta de mim parecerem menores do que realmente eram. Quem sofre de algum tipo de fobia sabe do que estou falando.

Acrofobia pelo menos preserva seu corpo inteiro.


Mas como eu dizia, enquanto crescia fui conseguindo controlar minha condição ao ponto de conseguir assistir filmes como Do fundo do mar (Deep blue, no original) e o próprio clássico da década de oitenta (eu ia pesquisar a data do filme, mas já sabe o que o Google ia mostrar depois que eu digitasse as letras tub...). O fato é que eu não odeio tubarões de verdade. Nunca cheguei nem perto de um na vida real (e nem pretendo). Eu até nutro certa admiração por eles, visto que são criaturas perfeitamente adaptadas, quase sem predadores naturais. Tanto é que o tubarão, assim como o crocodilo, é um daqueles bichos conhecidos como “fósseis vivos”, visto que mudaram tão pouco ao longo do tempo que são praticamente a mesma espécie desde o tempo dos dinossauros (Megalodon, I love you!).

Pra quê simplesmente passar pelos obstáculos, quando se pode passar por eles em grande estilo?


Nos games, consegui jogar o Jaws Unleashed, um game de PS2 que se baseava no filme, só que pela perspectiva de uma enorme boca com várias camadas de dentes, se é que você me entende.
No Farcry 3 o jogador se depara com várias criaturas, e no mar ele não podia faltar. Levei um dos piores sustos da minha vida enquanto jogava esse jogo e o resto é história.

No meu mais novo aparelho de celular, a estrela da vez é o Hungry Shark, um jogo do tipo endless run (pois o tuba não para de nadar, como os de verdade, e você precisa guiá-lo com o sensor de inclinação do aparelho) que te coloca no papel de um faminto (e simpático) tubarãozinho que precisa comer sem parar para evoluir e ganhar nível. O jogo incentiva a exploração, com vários itens para coletar, criaturas que só podem ser devoradas com a aquisição de tubarões maiores e conta com elementos metroidvania, como barris tóxicos bloqueando uma área ou águas profundas demais para um reles galha-branca.

Assim como no Jaws Unleashed, é possível customizar atributos do seu bichão, como força da mordida, velocidade de nado e resistência. A quantidade de customização parece ser boa. E eu digo parece porque ainda não joguei o bastante pra conseguir customizar meu galha-branca de nível 10. É que, procurando por imagens do jogo, eu descobri que é possível fazer as personalizações mais esdrúxulas no seu peixe, como chapéu de mexicano e tatuagens nas nadadeiras (só agora me dei conta de que estes devem ser itens pagos...).

Dança do siri não vai livrar o teu da reta, grandão.


E sobre o Hungry Shark é isto: ele é bem divertido, com a melhor trilha sonora dos três jogos citados no post (um páreo duro, com Plague Inc. levando um merecido segundo lugar e Dead Trigger 2 ocupando uma terceira posição que quase poderia ser uma segunda). Os gráficos são meio cartunescos, e só posso agradecer por essa falta de realismo, mas são muito bonitos e detalhados, deixando manchas vermelhas de vergonha nos mais belos jogos de PSP ou Nintendo 3DS.


COLOCANDO PRA RECARREGAR...

O hardware só tá um "pouquinho" ultrapassado, mas o design continua arrojado


O mercado de games pra celular evoluiu muito desde o meu primeiro celular, um surrado Siemens A70. A qualidade média dos “joguinhos” de celular atingiu um patamar tão absurdo que, constantemente, me faz questionar a razão de ser de portáteis como o PS Vita ou 3DS. Seria no mínimo loucura uma produtora de games fechar os olhos para o potencial e para as perfumarias (exibir meus resultados no Face enquanto jogo? I love it!) que esses softwares apresentam.

Um dos melhores RPGs na ponta dos seus dedos. Pena que o preço não é nada pequeno...


Claro, não só desconhecidos compõem a lista de jogos para celular. Algumas célebres franquias do naipe de Final Fantasy, Crono Trigger e Metal Slug também dão as caras nas lojas virtuais. Mas fico com a certeza que alguém não sabe em qual terreno está pisando quando cobra R$41,00 por um jogo velho e reaproveitado como Final Fantasy 4 diante de um mar de jogos gratuitos tão bons quanto esse. E sobre esse assunto, gostaria de mandar um recado a uma empresa que já foi o “rei dos mares” e agora não passa de uma piaba de 50g: 

Se manca, Square-Enix. Você não está com essa bola toda. Pare de viver do saudosismo dos fãs, desça do seu pedestal imaginário e passe a cobrar preços mais justos pelos seus clássicos. Por mais que você queira subsistir de saudosismo, visto que não consegue mais emplacar um novo sucesso, um clássico não deixa de ser um jogo velho. Você devia cobrar um preço mais acessível para que os fãs conheçam o motivo de você ter sido tão famosa num passado pouco distante.

Pronto. Recado dado e mais um pouco de justiça nerd feita, encerro aqui as minhas considerações sobre essa experiência com jogos de celular, pois tenho uma boca faminta pra alimentar, umas cabeças de zumbi pra estourar e um bacilo pra encaminhar à vida adulta. 

P.S: Quem conhecer bons jogos (de preferência gratuitos) e quiser me indicar eu fico mais que agradecido. Espero que os bons títulos de celular não parem de aparecer e justifiquem a criação do novo marcador do blog.


Au Revoir!