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domingo, 14 de abril de 2013

PRIMEIRAS IMPRESSÕES + JOGANDO BIOSHOCK INFINITE
























Essa semana que se encerra foi uma das mais corridas que já tive em minha vida. Para não entrar em detalhes irrelevantes ao blog só preciso dizer que estava saindo de casa às 6:00h e desabando na cama às 23:00h. Nada muito diferente da rotina do pessoal do sul e sudeste que sofre com engarrafamentos diabólicos planejados pelo Raito Yagami, Bruce Wayne e Ozymandias juntos, mas ainda assim algo bem cansativo pra quem não está acostumado.

ATUALIZADO: o fato é que os deuses (sombrios) da aleatoriedade resolveram sorrir para mim mais uma vez, resultando na minha impossibilidade de atualizar o blog devido a um problema no Blogger que me impedia de postar algo de novo ou fazer alterações nas postagens existentes.
Não satisfeitos, os mesmos deuses resolvem mostrar suas mandíbulas novamente sob a forma de um caminhão que PASSOU PELA MINHA RUA E PARTIU O CABO DE INTERNET DA MINHA CASA. Todos esses eventos (e minha falta de paciência) contribuíram para a inércia do Mais Um Blog de Games nestes últimos dias.
Mas, deixando os queixumes sobre divindades desocupadas de lado, o lado bom de tudo isso é que eu tive mais tempo para conhecer o game analisado a seguir e criar um texto um pouco mais rico aos leitores. A lista dos Vigors e a relação de Booker e Elizabeth são duas coisas que não estavam nos planos originais do texto, só pra dar um exemplo.
Então, vamos ao que interessa.

Bem, o fato é que o Mais Um Blog de Games não está morto. Não só está vivo como nessa semana pude colocar as mãos em um dos jogos mais esperados por mim neste ano: BIOSHOCK INFINITE (como já deu pra perceber pelo título do post. Acho que eu preciso planejar melhor estas tentativas de causar surpresas no texto...).
Sem mais delongas, vamos às impressões iniciais que tive com as primeiras cinco horas de gameplay.


GRÁFICOS























Essa geração de consoles foi muito mascarada por trailers falsos que mostravam gráficos bem distantes do produto final que seriam os jogos. O melhor exemplo disso é o desgracento do Alien Colonial Marines. E sim, eu acho que a Sega (detentora dos direitos para games) merecia levar uma surra de sabre de luz por permitir que certos lixos usem a palavra “Alien” em seus títulos.

Mas continuando, Bioshock Infinite chamou muita atenção com seus gráficos. Ele inclusive foi vencedor de vários prêmios (antes mesmo de ser lançado) em feiras e eventos ao redor do mundo. E o que eu achei dos visuais de BI? Duas coisas.
A primeira é que eles nem chegam nem perto de todo o hype que foi criado em torno de seus visuais, o que nos ensina a lição de não dar importância a trailers de jogo, sejam fake ou verdadeiros. Os gráficos sempre parecem melhores em vídeos que em tempo real, na sua TV.


Booker foi ao culto orar. rsrsrsrs


A segunda coisa é que os gráficos de BI são bonitos pra caramba. Não que nos outros jogos isso não acontecesse. É que aqui ficou a impressão de que a criadora do game finalmente conseguiu se entender com o hardware dos consoles da atual geração (principalmente com o do problemático PS3) e conseguiu entregar um produto com menos falhas, mais refinado.
O problema das texturas aparecendo depois do load, visto nos outros dois games da série, até agora não deu as caras em Infinite. Defeitos de clipping também são muito raros de serem vistos.

Os visuais de BI não chegarão a arrancar lágrimas nerd dos seus olhos, mas é impossível não ficar impressionado com a beleza e o colorido encontrados na cidade de Columbia.
Logo no começo da jornada, por exemplo, nos deparamos com uma belíssima igreja inundada e vários efeitos de luz que beiram a perfeição digital. Também fiquei hipnotizado por um belo cavalo mecânico encontrado mais à frente na cidade de Columbia. Nem tanto pelos gráficos, e sim pela minha fascinação por robôs e esse tipo de coisa steampunk. Voltando ao assunto do post...


Lusco-fusco.


Gráficos não pesam tanto em um jogo quando se julga a diversão proporcionada por este. Eu gostei muito dos visuais de Bioshock Infinite. É impossível não se embasbacar com a beleza e grandiosidade de Columbia enquanto Booker passeia de cadeirinha no começo do jogo. Falarei mais sobre isso em um tópico especial sobre o início deste game, mas o que eu posso adiantar sobre os gráficos do game é que não houve nenhum tipo de maquiagem ou tentativa de enganação por parte dos criadores: Infinite é tudo aquilo que prometeu em trailers, contando com um dos efeitos de luz mais bonitos que eu já vi nessa geração.


MÚSICAS E EFEITOS SONOROS























Uma parte muito importante e significativa para mim em um jogo. E neste quesito BI não decepciona nem um pouco.
Ainda na parte da igreja somos agraciados com um belo hino de igreja. Lembra daquela linda música que Elizabeth cantava em um dos trocentos trailers que saíram do Infinite? Se não se lembra eu coloco ele aqui para refrescar a sua memória:





Pois bem, essa música se revelou um hino cantado pelos habitantes da cidade nessa parte da igreja. Aliás, tente não cair na risada com as opiniões de Booker a respeito dos costumes dos moradores.

As músicas do restante do game seguem o mesmo estilo dos outros Bioshocks, com temas sombrios de violinos e muitas músicas tocadas por rádios ou gramofones da época em que a sua avó ainda... flertava com pretendentes do sexo oposto, para não cair em termos chulos.
O que sempre me chamou muita atenção neste jogo, desde a época dos trailers, foram os efeitos sonoros de ações corriqueiras, como coleta de itens e etc. Esses sons são muito legais e demonstram o cuidado com os detalhes por parte da criadora do game (adoro o som do Bucking Bronco quando o selecionamos).

De resto ainda não joguei o suficiente para discernir o padrão geral da qualidade sonora do jogo, mas o que eu ouvi até agora me agradou bastante, principalmente a voz do personagem Booker: a voz de Booker é muito agradável de se ouvir, e ele tece muitos comentários  a respeito de várias situações durante suas andanças pelos cenários.
Aliás, eu gostei tanto da voz deste personagem que é até injusto não tentar me expressar de uma melhor forma: se eu fosse mulher, definiria a voz de Booker como “máscula e sensual”. Mas como eu, Shadow Geisel, sou um personagem fictício criado por outrem posso me desvencilhar desses sexismos impostos pela nossa sociedade patriarcal e preconceituosa e definir a voz de Booker Dewitt como “máscula e sensual”. Pronto! Quaisquer comentários de ordem homofóbica ou que ponham em cheque a minha opção sexual por causa disso podem ser enviados diretamente para o e-mail (que eu nunca abro, por isso sempre indico aqui) Maisumblogdegames@bol.com.br.

A voz de Elizabeth também é muito bonita. Se você assistiu ao trailer que eu indiquei acima deve sentir o mesmo aperto no coração costumeiro de quando ouvimos uma música ou voz que remetem à divindade. Não entendeu lhufas, não é mesmo? Bem simples: a voz rouca de Elizabeth é coisa linda de se ouvir. A música cantada pela bela pequena durante o game é uma coisa muito marcante na experiência de Infinite e grudou na minha cabeça como um vírus mental. Mas o erro que eu cometi com Yuna do FF10 eu não vou cometer com Elizabeth do Infinite: o de procurar saber quem é a dona da magnífica voz da personagem da ficção. Acredite: tem certas coisas que é melhor não sabermos...


HISTÓRIA























Elizabeth:
-Você tem medo de Deus, Booker?

Booker Dewitt:
-Não, mas eu tenho medo de você...

Como via de regra eu não corri atrás de muitos detalhes sobre esse jogo antes de comprar. Apenas dei uma conferida nas notas que ele tinha levado para me certificar de que valia o investimento de jogo original.
Então, pelo que eu pude entender da história do jogo é o seguinte: você controla o personagem Booker Dewitt, um carinha que precisa pagar uma dívida (não faço ideia ainda de que dívida é essa) com pessoas que têm uma voz distorcida. Essas figuras nunca aparecem e ficam cobrando a sua parte na barganha: encontrar e resgatar com vida uma mulher chamada Elizabeth. Essa personagem é conhecida como “O Cordeiro”.

Por essas e outras já dá pra ter uma ideia de que Infinite aborda temas considerados bem pesados como racismo (os negros são espizinhados até a morte pelos cidadãos de Columbia), fanatismo religioso e eugenia (negros são retratados como demônios. Chineses são retratados como vampiros e mexicanos como porcos, me fazendo lembrar da história em quadrinhos Maus).


Manda bala nesse nigrou FDP.

Aliás, apesar de toda a pagação de pau com a voz de Booker, não é exagero dizer que se você quiser ter uma pista do enredo do game nos primeiros minutos, basta prestar atenção à forma como ele se comporta e reage a certos acontecimentos. Por exemplo: Booker não é o protagonista que entra mudo e sai calado dos típicos FPSs (como o próprio Bioshock). Ao se deparar com a frase “e os teus pecados, eu os lavarei”, Booker responde com o comentário “Boa sorte, camarada”.
Quando lê a inscrição que cita a “semente do profeta” ele responde com um lacônico “humph”, o que me passa a impressão quase palpável de que Booker é agnóstico ou até mesmo ateu.
A trama nos revela que ele possui as letras “AD” na mão direita, que no distrito de Columbia (eu não ia perder essa referência por nada) lhe garante o apelido carinhoso de “Falso Pastor”.

Uma frase logo no começo do game pode ser um sinal do que realmente está acontecendo durante toda a aventura: “A mente de um sujeito vai lutar desesperadamente para criar memórias que nunca existiram...”
Quando levamos game over (abordarei isso no tópico sobre sistema e gameplay) Booker sai de uma sala misteriosa e abre uma porta iluminada para o além. Tudo muito misterioso e confuso para o aviadores de primeira viagem em Columbia...
Outra frase que me chamou atenção ao que os roteiristas pretendem com o game foi “O que é Columbia senão a arca para um outro tempo”?
De resto, aconselho os jogadores a prestarem bastante atenção aos detalhes e gravações em vinil do game. Eles, assim como no Bioshock 1 e 2, revelam peculiaridades sobre personagens e locais encontrados no game.


SUBTÓPICO: A BELA E A FERA

"Toca aqui, companheiro Booker."























Meus problemas com o blogger, citados no início do texto, adiaram o post mas serviram para acrescentar um pouco mais de detalhes ao texto como um todo.
Com o passar das horas de Bio Infinite pude constatar que a relação de interatividade entre Booker e Elizabeth é uma das mais incríveis e naturais que eu já presenciei em um jogo de videogame. Os esforços da Irrational para deixar claro que Elizabeth tem chances zero de ser mais uma Ashley da vida são palpáveis em todas as coisas que a bela pequena pode realizar. Elizabeth pode, por exemplo, procurar dinheiro e entregar a Booker; salvar o herói da morte certa com itens de cura e recuperação de MP; entregar munição; destrancar travas e cadeados. Isso sem falar nos itens e objetos que ela materializa no campo da batalha para auxiliar seu protetor.

Também fica clara a importância de Elizabeth nos mínimos detalhes das conversas entre a dupla. Ela não é um peso morto que será seqüestrado e resgatado dez vezes durante o jogo: uma vez que você se encontre com Elizabeth ela será uma presença constante em 90% da aventura, com raras pausas para podermos “desenjoar” de suas andanças (o som dos saltos dela me dá nos nervos, às vezes) e observações mais que pitorescas sobre cada pôster e obra de arte encontrados em Columbia.
 Só para encerrar o tópico: é muita bem construída a relação entre esses dois personagens. Preste atenção em cada diálogo, reação a certos eventos e forma de interagir dos dois e você perceberá que nada está construído entre Elizabeth e Booker. O sentimento entre eles (seja lá qual for) vai se transformando e evoluindo conforme o jogador avança no enredo e nos elementos de jogabilidade. Um ponto a mais para os criadores do game por este quesito.


O COMEÇO DE BIOSHOCK INFINITE
























Precisei criar um tópico inédito no meu formato de review de primeiras impressões. Tudo isso por causa do efeito que o começo do primeiro Bioshock causou sobre mim.
Esses detalhes constarão, provavelmente, no Review Supremo de Bioshock que pretendo lançar algum dia. Mas como não faço ideia de quando esse “um dia” vai ser é melhor falar um pouco sobre isso agora.

O começo do Bioshock é um dos mais charmosos e interessantes que eu já vi em um jogo.
O desastre de avião. A carcaça do veículo afundando em meio às chamas. O farol pouco iluminado. O reflexo da lua na água. A apresentação de Rapture enquanto Jack descende lentamente em meio às ameaças de Andrew Ryan... tudo isso causou uma primeira impressão que ficou gravada em minha memória para o resto da minha vidinha gamer.
E Infinite se parece muito, mas muito mesmo, com o primeiro Bioshock neste aspecto.

Infinite começa com Booker e dois completos desconhecidos em um pequeno bote rumo a um tipo de farol, na costa da pequena e pacífica cidade de Maine no ano de 1912.
Ao sentar em uma cadeira em uma estranha construção que lembra uma gaiola de pássaro, Booker chega à cidade de Columbia no melhor estilo “brinquedo de parque de diversões” que já foi visto. Se a chegada de Jack à Rapture é melancólica e misteriosa, a de Booker é o completo oposto: regada a muita adrenalina e certeza de perigo constante.

A panorâmica na cidade nos apresenta a utopia apresentada nos trailers que inundavam a internet. E o que eu posso dizer a esse respeito é que os criadores do game cumpriram com cada palavra que prometeram durante a produção do jogo: o design de Columbia é uma das coisas mais impressionantes que eu já presenciei em um jogo de videogame.
Tudo se encontra suspenso por enormes balões sustentados por turbinas de alto poder de combustão (não é bem assim que a coisa funciona, mas não posso falar mais sem dar spoilers de enredo).
A beleza da cidade é tamanha que me faz lembrar as clássicas utopias encontradas em ficções de H.G. Wells e Julio Verne. Tudo isso regado a steampunk dos brabos, do jeitinho que eu gosto.


Tudo em Infinite é um show de design.

A cidade criada pela equipe da Irrational tem vida própria. É uma utopia paradisíaca bem da forma como foi descrita por Levine e seus colaboradores, com pessoas felizes em uma cidade pacata (acrofobia aqui? Claro que não!) em seus intermináveis dias ensolarados de piqueniques na grama (não foi à toa a menção à cidadezinha de Maine no início).
Mas as paradas de 6 de julho (uma referência bem interessante) enfeitadas por fogos de artifício não conseguem esconder por muito tempo que há algo de podre no reino de Columbia. Os corvos, sempre eles, estão por todos os lugares para denunciar que o preconceito, a violência e a corrupção estão impregnados por toda a cidade.
Desde o início a cidade parece perfeita demais pra ser de verdade...

Mesmo com toda essa névoa de maldade humana pairando no ar, quero dar um importante conselho: NÃO PASSE CORRENDO PELOS MINUTOS INICIAIS DE BIOSHOCK INFINITE, pois há muita coisa para ser notada. Desde os cartazes ricamente ilustrados (um dos pontos altíssimos não só deste game como de todos os outros que Levine dirige) até alguns pequenos e quase irrelevantes detalhes. Aliás, falando neles, a parte em que Booker chega a uma feira é uma das melhores do jogo até agora. Nela é possível reconhecer vários elementos familiares da franquia (os Vigors, mais conhecidos como Plasmids; as máquinas de venda e etc.).


Respeitável público!

Tudo isso serve para confirmar que não estamos diante de um jogo alienígena que se aproveita do nome da franquia (como o caso de Resident Evil 6), e sim de um autêntico exemplar que consegue nos passar a certeza da familiaridade de retornar a um querido lugar bastante familiar.

Dependendo do tipo de jogador que você é, as primeiras duas horas de Infinite podem ser tanto uma tortura quanto um intrigante passeio em um dos melhores designers de fases que já foram feitos em uma cidade fictícia dentro de um game. É tudo uma questão de ambientação e atmosfera. Jogue e verá.


GAMEPLAY, SISTEMA, ASPECTOS GERAIS E OUTROS DETALHES QUE NÃO CONSEGUI ENCAIXAR NOS TÓPICOS ANTERIORES

Cena Hitchcockeana.

A primeira coisa que eu reparei neste jogo foi o seu sistema de save. No Infinite, diferente dos anteriores, não é possível escolher o momento em que vamos salvar. Isso mesmo que você pensou: uma palavrinha maldita chamada “AUTOSAVE” que pode significar a morte da liberdade de ir e vir em um jogo.
No Bioshock original tínhamos a opção não só de salvar quando quiséssemos como retornar a quase qualquer lugar dos cenários anteriores do jogo. No Bioshock 2 essa liberdade já foi meio que tolhida: podíamos salvar a qualquer momento mas as áreas eram fechadas: uma vez finalizada o game nos avisa que seria impossível retornar futuramente aquele local (fazendo surgir na minha cabeça a pergunta “pra quê que um blu-ray comporta 50GB de dados mesmo”?). No Infinite tudo ficou ainda mais superficial, linear e descartável. Ou foi o que eu pensei...

A cidade de Columbia tem tantas opções de caminhos que causam calafrios em pessoas desequilibradas como eu que adoram vasculhar cada cantinho em busca daquela dispensável munição de pistola escondida no cenário. Mesmo com uma seta que indica o objetivo principal fica quase impossível não perder um ou outro lugar ou item escondido. E, para meu total desespero, o game ainda nos ataca com as terríveis palavras “Side Quests” e “Pode ser vantajoso retornar a lugares anteriormente visitados”... TOC em alta concentrações na cidade “ao ar livre” de Columbia.
E o problema está justamente aí: o fato de não poder escolher o momento de salvar o jogo, além de te fazer perder a hora de dormir pra trabalhar, dificultará e muito a exploração no jogo, assim como o destravamento de certos troféus e itens no game.

Passados os momentos de andança descompromissada e contemplação diante da beleza de Columbia o game nos apresenta aos já conhecidos elementos da série: “tiros” de plasmids; balas voando a torto e a direito; "hackeamento" de turrets; inimigos espertinhos saltando para os lados e para frente em cima de você; atiradores de elite te acertando a distâncias absurdas... tudo que nos faz amar e odiar Bioshock ao mesmo tempo. Claro que não poderia esquecer das máquinas de venda que lembram a famosa Zoltar, do filme “Quero Ser Grande” do Tom Hanks. 

"Fill your cravings at the Circus of Values"


















Com essa descrição dá pra ter uma ideia da dificuldade do jogo: eu comecei no nível hard e já consegui morrer três vezes nos primeiros confrontos contra a polícia de Columbia. E olhe que eu nem citei o Magnetic Repulsive Shield, um escudo que serve como segunda barra de vida e protege Booker contra projéteis e ataques à distância.

Sim, caro leitor, você vai ter muita raiva com esse jogo e vai descobrir que ele não leva o nome Bioshock em seu título à toa. Lembra daquele papo de irritar o jogador, de Levine? Pois é...
Já os itens do game são bem abundantes mas recarregam pouca energia e MP do protagonista. Não chegam a ser um transtorno como no Bioshock 2 mas são bem fáceis de se encontrar. A diferença aqui é que não podemos mais acumular seringas de MP ou health kits: acabou sua barra de escudo e a de energia é game over, ou mais ou menos isso. Também só é possível levar duas armas por vez com seu personagem, algo que pode causar um susto inicial nos jogadores mais habituados em colecionar vários tipos de arma.

Ah, quase ia me esquecendo de dizer que se você morrer perde uma parte do dinheiro acumulado, no melhor estilo Diablo e tantos outros jogos sádicos que adoram torturar os jogadores. Sem falar no risco de reaparecer a dezenas de metros do local de sua morte...

Uma coisa terrível que acabou se confirmando a respeito deste jogo foi a AUSÊNCIA DE MULTIPLAYER. É isso mesmo: nada de headshots de Skyhook nos inimigos no Bioshock Infinite. Só espero que, se for implementado um modo multijogador, que não tenhamos que pagar mais U$10,00 por algo que já devia ter vindo no disco original. Falando em disco original, é bom atentar para o fato de que o primeiro Bioshock vem incluso no Infinite. Não precisa de nenhum truque ou avançar no jogo para conhecer um dos maiores clássicos desta geração: é só selecioná-lo no menu de jogos do seu PS3/360 pra começar a mandar bala no seu Big Daddy preferido.


PLASIMDS VIGORS 

Água que corvo não bebe.



























Se você jogou um jogo chamado System Shock ou os outros dois Bioshocks não ficará nem um pouco surpreso com os Vigors. Eles são as versões dos plamids do Bio 1 e 2. o que eu mais gostei deles neste game é a forma como os criadores deram uma variada na função e na originalidade destes poderes que, para mim, são a parte mais divertida dos games desta série. Abaixo uma lista com os oito Vigors (obrigado seu caminhoneiro, por partir meu cabo de internet e me dar mais tempo para poder conferir os oito Vigors do game...) encontrados no Infinite. Vale ressaltar que a maioria dos poderes encontrados no game não estão presentes neste aqui. Vale lembrar também que eu não seguirei a ordem dos poderes dos quais mais gosto (como via de regra dos meus textos) e sim a ordem de aparição no jogo.


POSSESSION-esses dois SS iniciais são pronunciados como Z. Sinto desapontá-lo mas é assim que as regras de pronúncia em inglês funcionam, mesmo que não sigam o menor padrão ou façam o menor sentido.
A função do Possession, como o nome diz, é controlar máquinas e seres humanos. É o equivalente ao Enrage dos outros jogos.
DICA: apesar de não parecer, este Vigor é uma das habilidades mais úteis do game. Serve pra ganhar dinheiro também, se é que você me entende.

DEVIL’S KISS- É o poder de fogo que não poderia faltar em um Bioshock. Não gosto nem um pouco desse aí. Ele solta uma esfera flamejante que explode no inimigo, sendo uma versão piorada do Incinerate. Nenhum motivo pra usar este poder por muito tempo.





MURDER OF CROWS- se eu fosse seguir a ordem de preferência que sempre sigo, Murder of Crows seria o último colocado fácil fácil.
Meu Vigor preferido. Ele lança uma nuvem de corvus infernae no inimigo. Os corvos causam dano e incapacitam o alvo por uns segundos. A armadilha desse vigor é uma das minhas preferidas também, pois Booker deixa um ninho de corvos cheio de ovos no chão. Muito legal.
Esse Vigor é o equivalente ao plamid Insect Swarm, sendo este um dos meus preferidos de todos os tempos também. Vale lembrar que Murder of Crows transforma os cadáveres inimigos em armadilhas de corvo, assim como Insect Swarm fazia com as abelhas.

BUCKING BRONCO- amo de paixão a pronúncia desse nome. Eu adoro também o som de relinchar de cavalo que toca quando selecionamos esse Vigor.
Ele levita o inimigo no ar. Bem simples.
Não é muito útil, sendo o equivalente ao Telekinesis. Se tirar as palavras “Baby Moses” da cabeça é difícil, imagina ‘Bucking Bronco, Bucking Bronco...”



SHOCK JOKEY- esse Vigor bate todos os recordes em demora de aquisição de toda a série. Sabe quando o jogo insere um plasmid no enredo, te obrigando a obtê-lo para prosseguir na história? É o caso de Shock Jokey.
Ele é o plasmid de choque (o clássico Electrobolt dos outros Bios). Nada de diferente aqui. O que eu gostei muito nele é a sua armadilha: quando carregado, Shock Jokey cria uns cristais azuis bonitos pra caramba que fazem um barulhinho legal do tipo “não chegue perto: risco de choque elétrico”.

CHARGE- o plasmid mais sem graça da história de Bioshock. Ele faz o jogador avançar e dar uma pancada no inimigo. Equivale ao (mil vezes melhor e mais charmoso) Aero Dash do multiplayer do Bio 2. Não gosto desse aí e ainda não encontrei uma razão de ser para ele.



UNDERTOW- eu gosto deste aqui, mesmo que ele seja quase que totalmente inútil. Undertow cria uma tromba d’água que empurra ou puxa o inimigo distante. O mais parecido que eu já vi na série é o Geiser Trap, também do multiplayer. De resto, fica difícil encontrar uma utilidade maior que não seja a de desbloquear um troféu que pede que derrubemos 20 inimigos de Columbia. O visual do braço de Booker com este Vigor é bem legal, mas é um dos poderes mais sem razão de ser (só não ganha para o Charge).

RETURN TO SENDER- uma palma aos criadores pela coragem em nomear uma habilidade com um nome bem diferente e mais uma palma pela sua utilidade: Return to Sender te transforma no Neo do Matrix. Este Vigor cria um escudo que para projéteis atirados em sua direção. Se carregado ele manda as balas de volta ao inimigo. Preciso salientar a utilidade de uma habilidade dessas no jogo? Se você duvida, espere até se encontrar com um dos bosses mais sacais da história dos games, a SIREN.



A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Não dê ouvidos ao falso pastor...

























Bioshock Infinite está valendo a compra? Sim, está valendo todos os muitos centavos de real por mim investidos nele.
Infinite é um daqueles jogos não devem ser julgados apenas pelos seus primeiros minutos e tem um começo que pode ser considerado moroso por alguns jogadores, então eu recomendo que passe longe se não estiver com muita paciência para vasculhar e observar cada detalhe dos cenários. Se esse for o seu caso o recurso do Locator, do Deadspace, é mais que bem-vindo e deve ser usado sem parcimônia.
Ele pode até não ser o jogo que vai revolucionar o gênero mas exala mais personalidade em sua primeira hora que a maioria dos FPSs que eu vi durante toda essa geração, e se eu tivesse que definir com palavras a experiência que tive com o jogo até então seria com a frase “Bioshock Infinite é um belo passeio em um grande parque de diversões a 10.000 metros de altura”.

De fato, alguns detalhes poderiam ter sido corrigidos e herdados de outros games do gênero, como a coleta de simultânea de vários itens (catar moeda por moeda com o cursor é um pé no saco que já devia ter sido excluído desse tipo de jogo).
Mas, se você é fã de jogos de tiro com enredos misteriosos e personagens pitorescos aos montes, comece a jogar Infinite o quanto antes. Esse é o meu conselho.

E por hoje é só pessoal. Termino o texto pedindo desculpas aos leitores pela escassez de posts e me despeço de vocês com a imagem de um dos personagens que estou mais ansioso para enfrentar no game.




Au Revoir!

9 comentários:

  1. Simplesmente fantastico, parabéns por mais um post incrível.

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  2. obrigado pelos elogios Anônimo. se você tem um Ps3 fica de olho que nesses dias eu farei uma promoção aqui no blog. e, se for participar, espero que vc não comente como Anônimo rsrsrs.

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  3. Eba! Finalmente o Blogger resolveu colaborar. Estava ansiosa por esse post, Shadow. =D

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    1. pois é, Rebeca, este mês está sendo o que os americanos costumam chamar de "one hell of a month" rsrsrs. você tava bem sumida, heim? cadê você nos comentários do post A Tela Perdida? achei que você ia participar mais... :(
      sobre o Infinite, ainda esta semana vou fazer uma promoção que tem a ver com ele. espero que você participe, mesmo que não seja com a intenção de ganhar o prêmio. abraços.

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  4. Gostei bastante do seu Blog, Seus textos são bem engraçados e explicativos, ainda vou conseguir escrever assim, mesmo o enorme texto do bioshock consegui ler até o final sem parar para olhar o facebook, rs.
    Tambem tenho meu blog são apenas 5 posts até agora talvez gostaria de dar uma olhadinha http://gamepira.blogspot.com.br/
    um abraço e boa sorte

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    1. obrigado pelos elogios, Lixero. fiquei com uma dúvida: você diz que espera um dia escrever assim (eu, particularmente, espero que você vá além e não se contente com tão pouco rsrsrs) mas pelo que pude perceber em seu blog quase todo (ou todo) o material vem de outras fontes. se a ideia for essa mesmo, não vejo nenhum problema. mas se vc deseja aprimorar seu estilo de escrita e narrativa te aconselho a começar ousando mais com seus próprios textos e colocando a sua marca no que escreve. de qualquer forma, boa sorte. se precisar de dicas ou precisar de ajuda os comentários estão aí pra isso. abraços.

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  5. Droga, Shadow; mais um jogo para a lista de desejos, rs.

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  6. BTW, ótimo texto. Apesar de que não entendi o porque de a descrição dos poderes serem consideradas spoilers mas tudo bem.

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  7. bem, gledson, sobre a lista de desejos fico feliz que pude influenciar positivamente em sua decisão de comprar o jogo. mas acredite: ele é muito bom e vale a pena. se você tem um PS3 pode participar da promoção que eu lançarei no sábado e concorrer a uma cópia do jogo.

    sobre a sua dúvida, spoiler pode ser qualquer coisa que estrague as suas surpresas e diversão com um jogo, mesmo que não diga respeito ao enredo. eu mesmo ficaria possesso se alguém me revelasse a lista de habilidades antes de eu jogar. por isso dei o aviso de spoiler.

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