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sábado, 10 de novembro de 2012

UM LUGAR CHAMADO SILENT HILL

















O texto a seguir me fez sentir a necessidade de criar um novo marcador para o blog. Com isso, estreio um novo formato de texto: as Compilações. Como todos sabem, adoro pesquisar palavras no dicionário, pelo simples fato de que a vida pode ser uma bagunça, às vezes, e a ideia de ter um livro que explica tudo que uma pessoa esteja interessada em saber é deveras reconfortante. Então, lá vai:

com.pi.la.ção
(lat compilatione) sf 1 ação de compilar. 2 reunião de textos sobre o mesmo assunto. 3 coleção ordenada de leis.

E o significado que mais me interessa, no exato momento, é o número dois (sem piadinhas): reunião de textos sobre o mesmo assunto.

Escrever sobre jogos acaba sendo uma tarefa bem complicada, pois nem todo jogo rende um bom texto, ou nem todo texto rende boas páginas de Word. Por isso adotarei, a partir de agora, esse formato de texto: quando estiver jogando um jogo de uma série com muitos capítulos, como Assassin’s Creed, farei um resumo dos outros jogos e da experiência que tive com eles. Coisa rápida, prometo, só pra encher linguiça mesmo (já deu pra perceber que não consigo falar pouco sobre algo de que gosto) e para servir de introdução ao texto principal. Também para suprir um pouco da carência causada pela baixa quantidade de postagens ao longo do mês.  Sendo assim, espero que o novo formato agrade a todos e vamos lá (apesar de eu ter quase certeza de que esse formato não é tão novo assim. Inclusive, eu mesmo já devo ter feito algum texto dessa forma e não me lembro. Mas tudo bem.)


SILENT HILL

O jogo das mil capas



















Esse primeiro jogo da série foi lançado em 1999, já com o pezinho no novo século (e não novo milênio, como muitos devem ter pensado) e com a luz da aurora do Playstation 2 cegando 99,9% dos jogadores de console da época.

Nessa época eu jogava em uma locadora de hora, e sofria para prosseguir no jogo sem revistas ou qualquer tipo de ajuda que a internet ainda não era capaz de oferecer.
Acho que é meio desnecessário afirmar que o primeiro Silent Hill é o melhor jogo da série, mesmo porque os diretores e criadores dos jogos seguintes não tiveram o menor pudor em xerocar descaradamente os elementos deste primeiro título: não fazer ideia do que está acontecendo; a velha louca dos gatos (Dahlia Gillespie não mostra, mas eu tenho certeza de que ela é dona de um orfanato de gatos no jogo); as loucuras e abominações que rondam a cidade serem fruto da “imaginação” de um dos personagens; os finais U.F.O; os múltiplos finais e etc..

Bem, o que mais posso revelar sobre esse jogo? Eu adoro esse primeiro Silent Hill. Gastei horrores para fazer todos os finais e joguei esse jogo em todos os consoles e computadores que passaram aqui pela minha casa (causando rompantes de indignação por parte dos meus irmãos, do tipo: “joga outra coisa”).
Uma coisa muito marcante nesse jogo foi um ocorrido envolvendo a mim e um colega da locadora: como todos já devem saber, eu não tenho senso algum de localização. Se você vendar os meus olhos e me rodar várias vezes, como na brincadeira de quebrar a pichorra, o que vai acontecer provavelmente é eu acabar parando na China e acertando uma paulada na cabeça de algum chinesinho desavisado. Então. O caso é que, no cenário do hospital, há a terrível possibilidade de NÃO PEGAR O MAPA DO PRÉDIO. E foi isso que eu fiz. Passei despercebido pelo item e fiquei mais perdido que uma barata tonta, entrando e saindo sem saber pra onde ir.
O meu colega, sensibilizado pelo meu total desespero, simplesmente DECOROU CADA PORTA E ESCADA E ENTRADA E PORTA TRANCADA E PORTA ABERTA DOS TRÊS ANDARES DO LOCAL!. Esse foi um ato tão heroico quanto Frodo queimando o anel na Montanha da Perdição (nota: essa é a segunda vez que uso essa piadinha infame, e não a primeira. A primeira será no post A Tela Perdida, que só sairá, provavelmente, no começo de 2013).
E, toda vez que eu chego àquela parte do jogo me recordo dessa sandice sem precedentes. Ah, bons tempos aqueles...

MOMENTOS INESQUECÍVEIS DE SILENT HILL: a possessão de Cybil; o final U.F.O, que demonstra a total obsessão de Harry em encontrar a pequena Cheryl (perguntar pra um E.T. se ele viu uma garotinha de sete anos, cabelos pretos e curtos? Tenha paciência!); olááááá, enfermeira se derretendo em uma poça de sangue; quase não conseguir fazer o chefe lagartão abrir a boca (sem culminar na minha morte) no nível mais difícil de dificuldade; eu na biblioteca, com um verdadeiro tomo de inglês na mão traduzindo os textos dos enigmas pra poder continuar a jogar...


SILENT HILL 2

Diga que não é a cara da cidade do primeiro jogo!














Sinto decepcionar os leitores, mas a verdade é que eu joguei quase nada desse que é considerado um dos melhores enredos da franquia.
Não sei ao certo o motivo: quando compramos o PS2 aqui em casa, simplesmente fui jogar o terceiro jogo ao invés do segundo. E pronto.

Já me despedindo da geração dos 128 bits, fiz uma nova tentativa de jogar esse game. A Minha impressão do jogo não havia mudado muito, e confesso que não passei nem da primeira hora de jogatina. Em parte pelo visual datado, se comparado com o terceiro (o mais bonito até hoje, sem dúvida). Mas também pela terrível jogabilidade tão costumeira da série.
Mas a impressão (errada, eu sei) que mais ficou sobre esse jogo foi a de ele ser um remake do primeiro Silent Hill. Não falo em enredo, mesmo porque não conheço muito dele (algo sobre a esposa de James e um cachorro manipulador por trás de tudo rsrsrs). Falo mais na parte visual mesmo.
De fato, as primeiras imagens de Silent Hill 2 me fizeram ter a impressão que estava diante de uma “refilmagem” das aventuras de Harry em busca da sua filhinha de sete anos de idade. JAMES É MUITO PARECIDO COM HARRY. Muito parecido mesmo.

Mas eu sei que isso não é parâmetro de julgamento de um jogo (só de quadros), e prometo que vou corrigir essa injustiça quando adquirir uma cópia da Silent Hill HD Collection, para PS3.

MOMENTOS INESQUECÍVEIS DE SILENT HILL 2: os primeiros trinta minutos do jogo e sua jogabilidade dura pra caramba; a névoa da cidade era muito bonita no PS2; momento massacre da serra elétrica de James.


SILENT HILL 3

Mãos ao alto, cachorro-zebra!














Esse aqui eu joguei bem mais que o segundo.
Silent Hill 3 conta a história de uma adolescente chata presa em um shopping Center. Depois, mais longe na trama, descobrimos que essa adolescente é ninguém mais ninguém menos que Cheryl, a filha adotiva de Harry do primeiro jogo. Sim, isso faz de Silent Hill 3 uma continuação direta da história do primeiro jogo.

ATENÇÃO: SPOILER AHEAD!

Blá blá blá. Um dois três quatro. Adoro café com leite e músicas de violino. A imagem de capa do blog sempre dará uma pista do próximo post a ser publicado. Harry Mason é morto de uma forma ridícula que não condiz com seus feitos no primeiro jogo. Alien é o melhor filme de terror de todos os tempos. Big Bang Theory é muito divertida.

FINAL DO SPOILER

Continuando, a coisa que mais chama a atenção nesse jogo são os gráficos. Esse é, sem sombra de dúvidas, um dos jogos mais bonitos de todos os tempos, sendo um game que justifica essa sanha em lançar remasterizações em HD de jogos velhos.
A animação de Silent Hill é linda. Os personagens têm peso. Repare nos momentos em que Cheryl finaliza um monstro com um chute. Dá pra sentir a carne dos bichos sendo pisoteada através da imagem na TV. Eu não consigo explicar isso. É meio que sinestésico. Mas está lá. E graças aos belos gráficos do jogo, que me fizeram criar a teoria de que algum membro da equipe de desenvolvimento foi obrigado a vender a alma a Metatron para que fosse alcançada uma proeza técnica impossível de ser alcançada no PS2. Sério. Esse jogo é muito bonito até hoje. Jogue e tenha a coragem de discordar.

Apesar de todo o impacto que Silent Hill 3 causou em minha pessoa, confesso que também não terminei esse aqui. Vou corrigir essa falha por meio da HD Collection também. O motivo eu lembro como se fosse hoje: parei em um enigma estúpido em que temos que combinar TRÊS itens ao mesmo tempo, sendo que em nenhum momento o jogo deixa claro que tal procedimento é possível. Essa “desonestidade” do jogo me irritou a ponto de eu perder a vontade de jogar. E assim, tudo que vi do jogo depois disso veio por parte de meu irmão mais velho, que quando começa a jogar um jogo o faz por meses seguidos e só fala do mesmo jogo, anulando quaisquer futuras possibilidades de eu retornar aos pesadelos pré-adolescentes de Cheryl Mason. Aliás, por que o nome da protagonista é Heather? Se alguém souber me dizer, fico grato.

MOMENTOS INESQUECÍVEIS DE SILENT HILL 3: o começo, no parque de diversões; coelhinhos ensanguentados; cachorros-zebra feitos de “carne de verdade”; gráficos e feitos de sombra insanamente bem feitos; light saber.


SILENT HILL 4: THE ROOM

É isso que eu chamo de "entrar pelo cano". eh eh eh ...














Esse jogo eu também joguei pouco. E isso se dá pelo eu problema de territorialismo exagerado com games. Explico: quando eu gosto de um jogo, se alguém jogar ao mesmo tempo ou ficar dando pitacos e spoilers sobre ele, eu perco a vontade de jogar na mesma hora. O fator-surpresa é fundamental para o meu divertimento com jogos e filmes.
Ninguém deu spoiler sobre The Room, mas um amigo meu jogou tanto dele na minha frente que minou a minha vontade de me dedicar ao jogo. Do meu irmão nem falo...
De resto, Silent Hill: The Room tem uma das melhores premissas que um jogo de terror pode ter.
Você joga com um personagem chamado Henry (ótima escolha dos nomes dos protagonistas, até agora). Esse carinha que é a cara do Tom Cruise (não adianta negar) se vê trancado em seu apartamento. Ele não consegue se comunicar com ninguém e é atormentado por recorrentes pesadelos.
O único contato com o “mundo exterior” se dá através de buracos nas paredes do apartamento e de barulhos, vozes e sons vindos do corredor de seu prédio. Um detalhe bem legal é a forma como a porta de entrada do AP de Henry se encontra “bloqueada”.

Silent Hill The Room insere algumas novidades na série, como um inventário limitado; níveis diferentes de ataque; inimigos que não morrem e uma mulherzinha chata e sensível que só serve para se machucar e atacar com uma BOLSA! Pasmem! A mulher ataca com uma bolsa! Tem coisa mais machista e idiota que isso? Acho que não.

No mais, conheço muito pouco sobre esse jogo. Acho que não cheguei a concluir nem duas dungeons, pois eu me divertia muito procurando detalhes e pistas dentro do próprio apartamento do protagonista. Tinha um negócio de fantasmas invadirem o AP de Henry. Para manter o ambiente limpo ele tinha que acender umas velas de exorcismo nos cômodos. Fico só imaginando como esse elemento era usado na jogabilidade do jogo.

MOMENTOS INESQUECÍVEIS DE SILENT HILL 4: THE ROOM: os momentos iniciais do game, quando Henry se vê preso em seu apartamento; o movimento no mundo lá fora, que parecia ignorar a condição do personagem principal; alterações no apartamento.



SILENT HILL HOMECOMING

Momento "mas que porra é essa!"













Assim como Bioshock, Silent Hill Homecoming (ou 5) foi um dos primeiros jogos de PS3 que eu pude experimentar.
Esse jogo não foi muito bem aceito pela crítica, o que pode ser considerado um bom sinal. Pena que esse fato, por si só, não seja um bom sinal, nesse caso.

Silent Hill 5 começa em um manicômio, com o protagonista preso a uma maca e tendo que se libertar para procurar pelo irmão Josh. Eu admito: não lembro o nome do personagem principal. E isso já dá uma noção do quanto eu joguei desse jogo.
Uma coisa triste nesse Silent Hill é a sua falta de personalidade própria. Homecoming se parece com uma colcha de retalhos dos outros Silent Hills, apresentando elementos presentes em outros jogos (como o Pyramid Head ou as enfermeiras, que eram manifestadas pelo subconsciente de Alessa pelo seu tempo internada em um hospital, portanto não tendo nenhuma razão de estar em qualquer outro jogo).
Algo muito bom nesse jogo era o sistema de combate, que tentava inovar pela primeira vez na série. E, convenhamos, se você já jogou algum game desses sabe como é ruim e estagnado o combate (e a movimentação em geral) dos protagonistas dos jogos.

Em face de algum monstro, Protagonista tinha a opção de enfrentar seu oponente em uma visão mais aproximada e com a câmera fixa no alvo. Os ataques com armas brancas, por exemplo, ficavam visíveis no corpo dos inimigos, extravagância visual que eu achei que seria padrão nesta geração. 
Também tinha um recurso de esquiva, tornando o combate de Homecoming bastante estratégico e mais longe do trivial “mandar bala no inimigo o mais rápido possível antes que ele me alcance de alguma forma.”
Pena que o jogo não fez muito sucesso, o que demonstra que os elementos da série estavam começando a se desgastar e serem usados sem nenhuma parcimônia por parte dos criadores. Triste.

MOMENTOS INESQUECÍVEIS DE HOMECOMING: o enigma “wanna be Flauros”; o combate; gráficos "sujos" que combinavam com a história.



SILENT HILL ORIGINS

Dobra-te perante minha beleza, ó realidade!














Esse jogo eu joguei até o fim. Abri muitas roupas e cumpri vários objetivos. Claro que alguns, como o de completar o jogo abrindo o mapa menos que trezentas mil vezes para mim são impossíveis (não preciso explicar o motivo, não é?). Mas, de uma forma geral, Origins é um jogo muito bom e bem divertido.

Origins é um prequel, uma história que se passa antes de todos os Silent Hills que já tinham sido lançados. Ele mostra os horrores que aconteceram à Alessa e que culminaram nos eventos do primeiro jogo.
O que eu gosto desse jogo é que, apesar de tentar inovar em algumas coisas (como os objetos banais que podem ser usados como arma, herança de Resident Evil Outbreak), ele é old school o bastante para cair nas graças de quem é mais fã dos três primeiros jogos que dos atuais.

O protagonista é Travis, mas eu não consigo evitar de chamar ele de Travis Touchdown, um nome estúpido mas que ficou gravado na minha cabeça. Ele é um caminhoneiro que acaba parando em Silent Hill enquanto procura matar a sua sede por prostitutas. Ok... É mentira. Isso não é GTA e, apesar de ser um caminhoneiro, Travis simplesmente fica preso na cidade e encontra Alessa pegando fogo dentro de uma casa. O resto é o maior caso de curiosidade mórbida já documentado pela medicina.

Origins inova em algumas outras coisas, como o fato de Travis possuir estamina e se cansar muito quando corre por muito tempo seguido (ele deve ser hipertenso, já que não aguenta correr nem vinte metros sem botar os bofes pra fora).
Mas a melhor coisa desse jogo, sem sombra de dúvidas, é a forma como Travis vai parar na Twilight Zone chamada Silent Hill: quando toca em um espelho, Travis é transportado para uma dimensão paralela. Nem preciso dizer que isso é usado de todas as maneiras possíveis pelo game durante os enigmas e percalços que o protagonista enfrenta.
Sim, quase ia me esquecendo de citar que Origins era um jogo original de PSP, sendo portado depois para PS2. o gráfico desse jogo é muito bom, deixando uma óbvia pista do caminho que devia seguir o lançamento de títulos para portáteis, seja pelo formato de jogo quanto pelo seu ritmo propriamente dito, que combina muito com consoles de mão.

MOMENTOS INESQUECÍVEIS DE ORIGINS: muitos, quase sempre envolvendo alguma coisa com espelhos, mas não fica nenhuma dúvida quanto ao melhor enigma do jogo: O QUEBRA-CABEÇA DOS BONECOS VICIADOS VESTIDOS DE MENINA. Cara, eu tenho pesadelos com aqueles bonecos até hoje. Sai pra lá Satanás!

  
SILENT HILL SHATTERED MEMORIES

Achou que eu ia ficar de fora do post?















Esse jogo é um pedaço de lixo sem criatividade que deveria se sentir agradecido pelo fato de estar sendo citado em meu blog. Não conhece e ficou curioso? Azar o seu.

MOMENTOS INESQUECÍVEIS DE MEMORIES: quando eu não parava de rir dos risíveis elementos e gráficos do jogo e meu irmão teve que retirar o disco às pressas para que eu não tivesse uma síncope.



RAZÃO DE SER DO POST: SILENT HILL DOWNPOUR (SEM SPOILER, CLARO, POIS AINDA NEM TERMINEI DE JOGAR)

Vou ou não vou?













Pra começar, preciso dizer isso se já não disse antes: a pronúncia é PÓR, e não PUR. Dá 1 Pór. Mais ou menos assim.
Começando.

GRÁFICOS

Esse homem é meu!!! Vai procurar o seu!













Os visuais desse jogo podem ser qualificados pela palavra MEDIANO. Nem mais, nem menos. Não vou me prolongar aqui, pois estou passando por uma fase mais subjetiva e menos materialista com relação aos visuais dos jogos. Mas como falhas são falhas, e isso aqui não deixa de ser um review, preciso apontar algumas deste jogo.

Nem de longe Downpour pode ser usado como exemplo de “orgulho pelo que meu console pode fazer”, ou “testador de placas de vídeo”. Os gráficos deste jogo ficam muito aquém do esperado da série. E, se fosse só pela parte do visual, não teria problema algum. Alguns dos melhores jogos que eu já joguei eram mais feios que o Seu Madruga de samba-canção. O problema é na parte técnica mesmo.

Downpour sofre de clipping; carregamento de texturas mesmo depois de demorados loadings; desaparecimento de texturas; quedas brutais no framerate, ao ponto da ação no jogo parar por alguns décimos de segundo (o suficiente para me fazer proferir a emblemática frase “lag em jogo offline é PH#d@”) e puro desleixo e mal-acabamento gráfico mesmo.
E o pior é que todos esses defeitos vêm embalados em uma tela de loading quase interminável, caso você cometa o erro de perecer perante os vários desafios que a cidade-fantasma vai te impor.
Se você joga um jogo apenas pelo visual, digo que não vai valer a pena experimentar este Silent Hill (também digo que sinto muita pena pela pobreza do conteúdo da sua coleção de jogos).

Um tópico para música seria desnecessário, já que essa parte do jogo é quase que imperceptível. Sim, isso é uma falha, tendo em vista ótimas trilhas como a de Silent Hill 2 e Origins, mas não tem sido algo que vem atrapalhando a minha experiência.


JOGABILIDADE, ELEMENTOS DE JOGO E OUTRAS COUSAS MAIS

A chave você encontra depois do puzzle das caixas!!!













Pra começar, preciso falar sobre a movimentação do protagonista.
Murphy é tão lento que dá agonia. Isso fica mais que evidente em determinados momentos dos enigmas em que precisamos de mais agilidade para resolução dos mesmos (empurrar caixas; ir do ponto A ao ponto B).
Ele bate como uma menina e corre tão rápido quanto uma colegial drogada. A péssima movimentação em geral do jogo fica evidente logo na primeira parte do tutorial, na risível e ridícula cena em que somos obrigados a espancar um gordinho de toalha em uma banheiro. Para o deleite das moçoilas gamers e como uma contribuição para um pouco mais de maturidade nos games, a Vatra Games podia ter dado o “privilégio” de vermos Murphy trajando uma toalha de banho também, mas não foi o que aconteceu. Bem, Silent Hill Downpour é um jogo para adultos, e posso me dar ao luxo de tecer este tipo de comentário: o tutorial do início do game soa tão natural quanto o ato de fazer sexo vestido com terno e gravata. Sei que isso não dará uma ideia de quão desajeitado e sem graça é o combate do jogo, mas fica a tentativa. Continuando...
Quando bate, Murphy demonstra a velha letargia típica dos protagonistas de Silent Hill. Quando corre, apenas consegue irritar o jogador com uma movimentação de fazer vergonha ao próprio Harry Mason, lá atrás em 1999.

Murphy levando um combo de 10x hits













Agora o combate: o que posso afirmar sobre o combate de Downpour? Simples: ele é ruim, e simplesmente não deveria estar no jogo. Sim, eu detesto ouvir desenvolvedores se “gabando” de que tal jogo “não terá ação”, como se ação em um jogo fosse um problema. Isso sempre dispara um alarme de “gente preguiçosa que prefere amputar uma mão a cortar e manter limpas as próprias unhas” na minha cabeça, se é que deu pra entender a comparação.
O problema aqui é que eu acho que SILENT HILL DOWNPOUR NÃO APENAS NÃO NECESSITA DE COMBATES, COMO ELE SERIA BEM MELHOR SE OS TAIS NÃO EXISTISSEM.
Acha exagero? E se eu te disser que Murphy é perseguido por carros-patrulha fantasmas que dropam um cacho de inimigos pentelhos que avistam o personagem a mil metros de distância? Ainda não se convenceu? Então vou te apresentar ao elemento de horror mais bem inserido em toda a história da série: TODOS OS MONSTROS DE SILENT HILL DOWNPOUR TÊM A CAPACIDADE DE SE DEFENDER DOS SEUS ATAQUES!!!
É isso mesmo que você leu. Os monstros defendem ataques, o que nos leva ao segundo problema principal do jogo.

Olha o Katrina em ação














Downpour pede emprestado o sistema de Origins, no qual podemos catar objetos banais (facas; chaves de cano; cadeiras; extintores de incêndio; pedaços de pau; canos de ferro; um sem número de coisas...) e usar no combate. O problema é que esses objetos se desgastam em um ritmo irreal, e dificilmente você vai passar mais de 15 minutos com o mesmo objeto na mão, a não ser que evite todas as batalhas.
Alías, tem tanta coisa nos cenários desse jogo que fica quase impossível discernir o lixo de itens úteis, como medkits ou itens-chave. Tem um recurso de destaque de itens, mas que acaba tirando mais a sua concentração do que ajudando. E olha que eu nem falei na falta de lógica disso. Para isso, preciso me valer de uma preciosa lembrança da minha infância, quando comecei a ler quadrinhos de super-heróis.

Em uma revista da DC Comics chamada Liga da Justiça Internacional havia as histórias do Flash, aquele carinha vermelho ultrarrápido que todo mundo conhece.
Uma de suas histórias nos apresentava a um personagem negro e gordão que tinha a habilidade de teleportar e fazer sumir qualquer coisa que ele apontasse. Acho que o nome dele era Chomp, uma ridícula onomatopeia para o som de seu poder sendo ativado. Os objetos que Chomp dava fim iam parar em um tipo de lixão supradimensional. E eu acho que essa dimensão se chamava Silent Hill, caso você ainda não tenha percebido aonde eu quero chegar.

Tem tanto lixo e objetos espalhados nos cenários da cidade que eu tenho a impressão que o furacão Katrina fez uma visita à cidade antes de chegar ao mundo real, atingindo todos os armazéns de construção do lugar.
Sério: é tanto lixo e itens catáveis que fica difícil prestar atenção em outros elementos do jogo. E tudo isso para sustentar a mecânica de uma jogabilidade que é preferível ser evitada no jogo: os combates. 
Isso é tão evidente que as próprias telas de loading dão o sábio conselho de que, às vezes, é melhor fugir que lutar.
Eu detesto o fato de não poder colecionar itens em um jogo. Herança dos rpgs, eu sei, mas isso é fato. E talvez esse detalhe só sirva para aumentar o meu descontentamento com o sistema de luta de Downpour.

O ponto crítico do sistema (de combate) do jogo, como eu já falei, está no pequeno detalhe dos monstros poderem defender, assim como o próprio Murphy, qualquer golpe de melee desferido pelo esquisitão. E nem pense que o tipo de objeto (cortante; rombudo; perfuro cortante) vai fazer alguma diferença. Tanto golpes de pau quanto estocadas com machados de incêndio são defendidos com a mesma firmeza pelos meliantes de Silent Hill. E, quanto mais jogo esse game, mais fico convencido de que ele seria melhor se copiasse um daqueles indies (como Amnésia) que dispensam quaisquer tipo de lutas ou entraves diretos contra antagonistas.
Ah, quase ia me esquecendo de dizer que, além de defender, os monstros também têm a agradável mania de SE ESQUIVAR depois de várias investidas contra o nosso personagem, habilidade essa que nem o dono da bola possui.
Bem, acho que fui técnico demais e não expressei toda a frustração com esse detalhe do jogo. Permitam-me tentar corrigir isso: MONSTROS QUE DEFENDEM GOLPES DE FACAS E PICARETAS COM OS BRAÇOS, E SE ESQUIVAM COMO SE FOSSEM O NEO DO MATRIX? POR QUE DIABOS OS DESENVOLVEDORES ACHARAM QUE, EM ALGUMA MOMENTO, ISSO SERIA LEGAL OU ACRESCENTARIA ALGO AO SEM GRAÇA SISTEMA DE BATALHAS DE SILENT HILL? Se esse tipo de novidade é tudo que o novo representante da franquia tem a oferecer aos fãs, fica a clara impressão de que Silent Hill está condenado a apresentar uma jogabilidade engessada e paralisada no tempo.

Que lugarzinho legal de explorar...













Já exploração é um dos melhores pontos de Downpour. A começar pelo fato de que esse é o primeiro jogo da série em que tenho a sensação de que estou jogando em uma cidade aberta de verdade. Desde o primeiro jogo ficava claro o dedinho dos designers maquinando para que você só pudesse ir aonde a história determinasse. Aqui não.
Essa versão da já conhecida Silent Hill é tão aberta e imprevisível que às vezes fica quase impossível distinguir se estamos completando uma side quest ou seguindo o roteiro principal. E esse tipo de exploração é muito incentivada pelo jogo, através de itens como a estreante lanterna de luz ultravioleta e do isqueiro em primeira pessoa (ou quase isso). O problema reside em uma errônea decisão puramente técnica: NO JOGO NÃO PODEMOS ESCOLHER O MOMENTO EM QUE VAMOS SALVAR.
É isso mesmo que você entendeu: nada de selo de Metatron nas paredes. Downpour usa um ilógico sistema de autosave que já me fez passar da hora de dormir para ir trabalhar no dia seguinte, tudo por causa de sua imprevisibilidade.

Vejamos o exemplo de autosave de um clássico contemporâneo, Resident Evil 5. Fica fácil planejar o seu tempo de jogo, visto que o jogo sempre salva depois que você entra em uma porta que exige loading por parte do aparelho. E elas são bem abundantes, fazendo com que o sistema seja um aliado do jogador, não um motivo de estresse e frustração diante da necessidade de parar o jogo.
Outro exemplo, não de um clássico mas de um jogo que estou jogando neste exato momento: Darksiders II. Neste game, do qual falarei no próximo sábado sem falta, há o manjado sistema de autosave. MAS você tembém a sua disposição o comanado SAVE no menu principal. Pronto. Morreu alguém por causa disso? Aumentou a fome na África ao dar mais opção aos jogadores? Espero que não...

Para finalizar, algumas observações gerais acerca da minha estada nesse lugarzinho chamado Silent Hill.

E agora. O que eu digo?

Downpour começa de uma forma bastante estranha, já dizendo a que veio com um sistema de combate que dificilmente agradará a jogadores mais acostumados a jogabilidades mais refinadas.
E no tocante ao enredo não é muito diferente: o jogo cospe alguns clichês de terror que não parecem se destacar dos outros “atrativos” que a cidade oferece. Fenômenos como cadeiras de balanço que se movem sozinhas; rádios que sintonizam estações demoníacas (não tenho muita certeza, mas acho que não há neste jogo a onipresença do famoso ruído do radinho de pilha, que acrescentava bastante ao elemento de suspense nos ambientes. Um erro, de fato); pessoas que aparecem em janelas obscuras e depois desaparecem; pessoas que em um momento estão e, no outro, não estão mais. Esse tipo de coisa manjada...

Murphy, a vítima da vez, faz interessantes (ou sarcásticas) observações a cada item adquirido ou caminho bloqueado, como que acometido pelo cansaço de um experiente jogador que já se viu diante de clássicos clichês de jogos de terror/suspense (do tipo: "Ok. Mais uma porta trancada...").
E, nesse aspecto, Silent Hill Downpour consegue ser tão old school (com seus itens colecionáveis, portas trancadas e energia não regenerativa) que esse fato só pode representar algo de bom ao já enfraquecido (pelos elementos de ação desenfreada) gênero do survival horror.

Murphy não possui barra de saúde. Os ferimentos (que serão frequentes, ao menos que você tenha paciência para decifrar o tétrico ritmo de combate do jogo) ficam aparentes em seu corpo, através de manchas de sangue em suas roupas e rosto, como em um clássico jogo de tiro em primeira pessoa muito conhecido.
Mas as evidências não ficam apenas nos trajes e corpo do protagonista. O olhar distante do presidiário denuncia a sua parcela de culpa nos eventos macabros que permeiam a cidadezinha de Silent Hill.
Mesmo tendo jogado todos os Silent Hills mas só finalizado, de fato, o primeiro e o Origins, as similaridades do enredo apontam que Murphy é, de certa forma, culpado pelo miserê que se abateu sobre a cidade.

Impressão minha ou tá rolando um "namoro ou amizade" entre esses dois?

As vicissitudes do município macabro de Silent Hill nos dão o direito de escolha. Em alguns momentos somos inclinados a salvar mulheres indefesas ou “arremessá-las” penhasco abaixo. Podemos nos valer de palavras de conforto ou encorajar pessoas a realizarem “saltos de fé” que os redimirão de seus pecados.
Infelizmente, não posso afirmar até onde essas decisões morais afetam o desenrolar da trama, pelo simples fato de que ainda estou longe de comprar a minha passagem de ida para bem longe da cidade. Mas, mais óbvio que a falta de um comando de acesso instantâneo ao mapa é a falta de esmero e capricho que a Konami vem tratando uma de suas principais franquias, além da clara postura de abandono por parte da detentora dos direitos da série.

E a pergunta que não quer calar: SILENT HILL DOWNPOUR ESTÁ VALENDO A COMPRA? A resposta é SIM. Mesmo com todos os defeitos descritos nos texto acima, o jogo está conseguindo me divertir muito, ao ponto de me fazer deixar de lado outros jogos mais competentes nestes quesitos para poder dar um pouco de atenção à cidade que nunca dorme.

Tenho sérias desconfianças de que estou gostando de Silent Hill Downpour pelos motivos errados. Errada também pode estar a conjuntura na qual o jogo se revela. Acho que dificilmente eu me encantaria tanto com um jogo de proporções medianas se o panorama atual dos jogos não fosse tão preocupante. Enquanto tento descobrir as verdadeiras virtudes deste título, continuarei a me perder, por livre e espontânea vontade, nos becos escuros da cidade assombrada.

Só mais 10 anos, 9 meses e 29dias de pena...
  
Au Revoir!

14 comentários:

  1. Marcos A. S. Almeida10 de novembro de 2012 22:26

    Concordo com você no que diz respeito ao melhor Silent Hill.A ambientação dele ,apesar das limitações gráficas é algo que gosto até hoje.É simplesmente um dos melhores jogos que joguei.Silent Hill 2 eu também fechei, mas não vi nada de extraordinário nele, sensação talvez agravada pelo fato de sempre compará-lo com o primeiro, mas é um bom jogo.O 3 não joguei.O quarto é muito bom, apesar de alguns monstros não morrerem é possível espancá-los até eles caírem e permanecerem assim por algum tempo.Não é como Amnesia que têm que fugir o tempo todo (aliás Shattered Memories é assim).Uma dica que eu posso dar á quem jogar o The Room:não deixem os monstros baterem na moça que acompanha o Henry.Já o Origins, sinceramente é um jogo que joguei com um preconceito enorme pois sabia que ele vinha do PSP e sempre o vi como um "port" limitado , tanto no gráfico (desculpe Shadow, mas não é bom) quanto nos controles (trouxe para o PS2 a limitação de não ter o segundo analógico).Para o bem ou para o mal o conceito de survival horror mudou muito desde o primeiro ( mudou ou acabou?) e já não tenho tanto entusiasmo quando se fala num novo Silent Hill, tanto que ainda não tive a mínima curiosidade de jogar o Downpour.Muito bom o post Shadow.

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    1. Marcos, obrigado. que bom que vc gostou. tava de férias dos comentários, foi?
      quanto aos gráficos do Origins, eu achei muito bonitos pra um portátil (o efeito de mudança pelo espelho era ótimo). joguei a versão do PS2 também e gostei. mas gosto é gosto. eu não achei ele limitado não. tem a duração média de um Silent Hill e alguns desafios pra completar.
      quanto ao gênero Survival Horror, não acho que tenha acabado. apenas virou gênero de nicho, assim como jrpgs e etc.
      você jogou o RE6, Marcos? aquilo sim foi uma grande decepção pra mim. me decepcionei tanto com a campanha de Chris que tô até sem ânimo para jogar o resto e fazer uma análise definitiva. o pior é que eu acho que Dead Space tá indo pelo mesmo (mal) caminho...

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    2. Shadow vou confessar duas coisas:a primeira é que eu visitava diáriamente seu blog.Ficava decepcionado, óbvio, quando ficavam dias sem atualização, mas ainda assim conferia.A segunda é que parei de visitar depois de você informar ,não sei exatamente quando, que a frequência de posts iria diminuir ainda mais.Então desanimei e parei de visitar.Felizmente nosso amigo Aquino têm "tuítado" uma postagem ou outra então eu venho conferir todas as vêzes, mesmo que sem comentar.
      Não joguei o RE6 não, até por conta das críticas ruins.Pelo que li a melhor campanha- e a que têm uma vaga lembrança de survival - é a do Leon.Qualquer hora eu confiro.Por hora estou dedicado aos multiplayer e MMO.Aliás, conhece o free-to-play Fallen Earth?

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    3. Chaccall, agradeço pela preferência rsrsrs. infelizmente, temos outras ocupações fora do mundo virtual e não é possível atualizar o blog com a frequência desejada. para tanto, eu teria que deixar de trabalhar para ter mais tempo. sem trabalho, teria que arrumar uma forma de ganhar dinheiro. logo, o blog seria o mais indicado para essa finalidade. para ganhar dinheiro com o blog eu precisaria de anunciantes. anunciantes têm as suas exigências quando se fala em patrocínio e envio de jogos para análises, brindes e coisas do tipo. isso faria com que os textos perdessem a pessoalidade e personalidade, o que prejudicaria a qualidade do blog. ou seja: você prefere menos com mais qualidade ou mais da mesma coisa que já tem por aí?
      se você prestar atenção, verá que raramente meus textos são curtos. e textos longos demoram para serem feitos (esse mesmo do Silent Hill eu levei umas seis horas, desde a organização dos tópicos que já haviam sido anotados em meu caderno até a digitação do texto em si e a colagem das fotos, fora a revisão). eu trabalho de segunda a sexta (8:00 as 17:00) e sábado (7:00 ao meio-dia). então, isso deve dar uma noção ao leitor dos sacrifícios que um blogueiro precisa fazer para publicar posts com o mínimo de qualidade e planejamento. infelizmente a frequência de postagens será esta mesmo, a menos que alguém dê um jeito de fazer um dia ter mais que 24 horas.
      tentei colocar feed na página, para que os cadastrados sejam avisados quando tiver um novo post, mas não sei se está funcionando.

      sobre o Fallen Earth, não conheço nada. tenho um pezinho atrás com MMOs, e a baixa potência do meu note para jogos não ajuda em nada...

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  2. Quando vi a imagem do James lá no topo, no ato pensei...

    "Oba! Shadow vai falar de SH no próximo post!"

    hahahah

    Eu fiquei empolgada e vim comentar antes mesmo de ler! Mas já dei uma olhada por cima e vi que você não jogou meus favoritos: SH2 e The Room. Justo os que eu estava louca pra comentar contigo, mas vou ter que me conter pra não te dar spoilers. rsrs Me avisa quando você pegar a HD Collection e jogar SH2, hein? E também se algum dia jogar o The Room. Sério, quero muito saber sua opinião sobre eles.

    Bom, deixa eu ler o post todo agora. =)

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  3. Você perguntou sobre a Heather...
    [SPOILER] No final do primeiro SH, Harry pega a "reencarnação" da Alessa/Cheryl e vai embora, né? Ele teme que os membros do culto a persigam, então, quando recomeçam a vida em outra cidade, faz com ela mude o nome pra Heather e pinte o cabelo de loiro como disfarce. O que se prova inútil, já que a Claudia consegue achá-la do mesmo jeito. Quanto à morte dele, penso diferente. Pra mim teve um propósito/impacto narrativo muito importante. Eliminar Harry daquela forma tão cruel, e realmente ridícula para o homem que ele foi, seria a única maneira de atingir Heather e atiçar sua ira. E o "deus" do culto só conseguiria "florescer" em seu ventre se ela estivesse com o coração cheio de ódio, então Claudia fica na espreita até conseguir matar Harry na surdina. Acho um dos pontos mais emblemáticos de SH3, pra ser sincera. Mostra que absolutamente ninguém é invulnerável perante os poderes bizarros do além, nem mesmo a pessoa mais preparada. Gosto dessa sensação de impotência. [FIM DO SPOILER]

    Pra não ficar um comentário absurdamente gigante, vou compartilhar contigo o que acho de cada jogo de forma bem resumida:

    Silent Hill - Maravilhoso, um dos melhores jogos de horror de todos os tempos.

    SH2 - Meu favorito na série. Também meu jogo de horror favorito dentre todos que já joguei do gênero. Narrativa extremamente refinada e um dos enredos mais maduros dos games.

    SH3 - Uma continuação à altura do primeiro, adoro.

    SH4 The Room - Amo esse jogo, acho genial. Pena que é muito incompreendido/subestimado.

    SH Homecoming - Acho que tem umas ideias excelentes, que foram mal exploradas. Apesar de gostar dele, considero fraquinho.

    SH Origins - Gosto MUITO desse jogo. Pra mim, o verdadeiro brilho ali é na história do Travis, não sentiria falta se tivessem descartado todas as partes sobre a Alessa e o culto. Também adoro as transições através dos espelhos.

    SH Shattered Memories - Ideias ótimas e um final incrível. Mas tem muitas coisas que eu mudaria nele.

    Sobre Downpour, eu gostei muito. Mas com algumas ressalvas, principalmente sobre o tipo de experiência que o jogo quer proporcionar. Acho que ele fica indeciso entre enfiar o pé na jaca e ser totalmente old school, ou olhar pro futuro. Quando você terminar me explico melhor, pra não correr o risco de spoiler. Mas adianto que o Murphy não estar usando toalha (naquele tutorial) não é um lapso de puritanismo da Vatra! Você vai entender essa parte quando chegar no final, fique tranquilo. rsrs

    =D

    PS: Ri muito com "Dá 1 Pór.". hahahah

    PS2: Shadow, quero te mostrar uma coisa! Lembra da Borley Haunted Mansion de SH3? Eu AMO essa parte, daí fiz uma brincadeira de dublagem imitando o narrador, só que com uma voz psicótica infantil. rsrs Olha só: http://on.fb.me/XtLQHL

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    1. Rebeca, bom o comentário. sobre o vídeo que você enviou eu não vi todo, pois ainda quero jogar esse jogo até o final, mas ficou muito engraçado. me lembrou a voz de uma antiga colega de trabalho rsrsrs.
      eu li a sua explicação sobre o nome Heather, mas não foi spoiler não pois eu já sabia alguns desses fatos.
      sobre a morte de Harry, eu concordo com seu ponto de vista. é que Harry morava no meu coração gamer como um exemplo a ser seguido de um pai disposto a qualquer coisa por um filho. autossacrifício é um dos atos mais nobres no ser humano. mesmo entendendo, não conseguimos aceitar que o paizão herói do primeiro jogo tenha um final tão injusto.

      Silent Hill: concordo com cada vírgula;

      Silent Hill 2: como disse no texto, pretendo me redimir dessa falta e jogá-lo do começo ao fim;

      Silent Hill 3: também concordo sobre ele estar à altura do primeiro, mesmo que não chegue a superá-lo. é como chrono cross e chrono trigger (o primeiro não é melhor que o segundo mas cumpre o seu papel de excelente continuação)

      Silent Hill 4 The Room: infelizmente, as chances de jogá-lo são bem baixas, visto que não saiu em HD ainda. não lembro se tem o do PS2 na PStore, mas os gráficos datados influenciariam negativamente em meu julgamento, então prefiro esperar para poder jogar de forma mais apropriada

      silent hill origins: também acho que usaram muito pouco da história original naquele jogo. com seu término fica parecendo um filme da sessão da tarde, em que o carinha passa por muitas confusões para recuperar seu caminhão desaparecido

      Silent Hill homecoming: um amigo meu tem ele pra Ps3. vou ver se pego emprestado pra terminar

      Silent Hill Dá 1 Pór: apesar das falhas, ele mantém o estilo da série. com tantas franquias se vendendo, como FF e RE, isso é sim uma qualidade. só falta uma produção de primeira linha e menos abandono por parte da konami.

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    2. Rebeca, esqueci de comentar: a coisa que vc fala da toalha tem a ver com a "relação" de Murphy com aquele carcereiro que chama ele pra tem uma conversa? a foto em que eu brinquei com o negócio de "namoro ou amizade" tem uma razão de ser: quando revi o começo do game fiquei com uma leve impressão de que Murphy era molestado sexualmente pelo guarda do presídio. a impressão foi por causa da frase que o policial diz, quando afirma que ele vai sentir muito a falta do prisioneiro e Murphy abaixa a cabeça. se for isso, pode dizer. se não for, eta imaginação fértil a minha...

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    3. Não tem a ver com isso, mas eu cheguei a cogitar essa possibilidade também. No fim do jogo a gente entende o porquê e como foi facilitado pro Murphy entrar nos chuveiros (de macacão e tudo, rs) e espancar o cara. Ele não sofre abuso sexual, mas há um segredo entre ele o guarda, sim, que é o ponto-chave do enredo de Downpour. =)

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  4. mto bom seus comentarios..
    Silent é mesmo emocionante.
    tem pra todos os gostos.
    mas pra mim The Room continua
    sendo os dos melhores.
    Abraços
    Mih

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  5. Sejamos realista, dou início a meu comentário parabenizando a sua pessoa, pelo uso rico das palavras, mas devo ressaltar que, para que seja um dos do seu blog, acredito que seja necessário primeiramente um maior entendimento dos jogos a serem desbulhados, mas a falta de informações como foi no seu caso, deixou apenas a desejar, jogos como Silent Hill 2... Considerado por mim e por muitos o melhor, vc ao menos foi condescendente e aliviou por não ter uma idéia do jogo e tornou em uma piada, mas caso queira posso mandar lhe a verdade por trás de cada Silent Hill, outra coisa... Shattered memories é acima de tudo uma obra de arte... E para você foi apenas motivo de discórdia entre irmãos... Bom tbm devo elogiar uma de suas seguidoras, a Rebecca foi excepcional, resumidamente deu uma visão extraordinária de cada um.

    Para que não fique pensando, quem maldição sou eu, quando terminar o downpour, talvez eu pense em terminar tbm kkkk, mas seu resident evil já finalizei, acho que agora ficou fácil xD Abraços meu amigo.

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  6. Olá Anônimo não tão Anônimo assim.
    Fico feliz que tenha apreciado a minha pessoa. Quanto ao seu comentário:

    -a respeito do meu arcabouço sobre os jogos que não joguei, gostaria de ressaltar a frase de um sábio desconhecido chamado Shadow Geisel:

    “...farei um resumo dos outros jogos e da experiência que tive com eles.”
    Isso mesmo que você leu, e com muita ênfase no trecho “que tive”.

    -a verdadeira verdade sobre Silent Hill só o sombra sabe;

    -deixe a discórdia entre meus irmãos fora disso, pois tais eventos podem acabar gerando a versão mais terrível de uma Silent Hill que jamais foi vista até hoje;

    -deixe a Rebeca fora disso também, pois não gosto de ninguém mexendo com o que é meu rsrsrs; quer lindas garotas fãs de games na sua cola? Cria um blog e vai à luta também. Aproveita pra deixar de ser tão preguiçoso e se inscreve nos seguidores do blog;

    P.S.: Resident Evil 6 é tão ruim que estou pensando seriamente se devo aceitá-lo de volta. Não tem um joguinho melhor pra trocar por ele não?
    Abraços e até o próximo post.

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    1. Olá! Obrigado pela velocidade em sua resposta, vejo que permanece firme e forte em seu blog, dando vida para todos aqueles que aqui frequenta, peço perdão se me ressaltei de forma errônea, mas sobre a verdade em SH poucos sabem, se quiser posso postar aqui, apenas para você e seus fãs, outra coisa, não conheço a rebeca, não preciso de fãs, mas o fato de gostar de jogos, acaba gerando um sentimento por ela rsrs, e sobre seus irmãos, meu amigo, tenho certeza que esse SH venderia muito mais que os da nova franquia, e não! Não tenho jogos para trocar! Mas se quiser fico com o resident de graça, porque digratis é mais gostoso!

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    2. caro amigo anônimo (que não é o Troll Achievement, só pra deixar claro). humor negro e ironias são prerrequisitos mais que necessários para sobreviver às agruras da cidade de Silent Hill, então não me leve a mal.
      não tem nenhum jogo de Ps3 pra trocar? deixa de mentira! e se de grátis é mais gostoso, por que vc não pula na frente de um caminhão, que é de grátis? kkkkkkkkk

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