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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A VARA DA VERDADE















Começar o ano falando sobre um dos melhores jogos que eu joguei em 2014 é, com certeza, um belo jeito de começar 2015. Pra ser sincero, eu nem sei por que motivo não escrevi antes sobre South Park: The Stick of Truth. Bem, pode ter sido por causa daquele fenômeno que me acomete quando eu me dedico demais (e intensamente) a um jogo em particular: eu jogo tanto que pego um tipo de super enjôo do jogo e preciso dar um tempo na relação pra desenjoar. Sem mais delongas, vamos ao review.


HISTORINHA CHATA SOBRE UMA VARA QUE FALAVA A VERDADE...

É spoiler se eu disser que é catchup?


Eu sei que este não é um Review Supremo. O motivo eu explicarei depois (mesmo que pro leitor a diferença esteja apenas no título, visto que o texto será tão grande quanto um Review Supremo). Mas, pra indicar esse jogo, é necessário contar um pouco da história da série South Park, assim como dar alguns avisos aos desavisados.

Caso você não saiba, South Park é um desenho animado que fala sobre uns garotos de 7 anos que vivem em uma cidade do interior, de mesmo nome. E a necessidade de dar o primeiro aviso, que vale tanto pro desenho quanto pro jogo, aparece agora: SOUTH PARK NÃO É PRA CRIANÇAS. Não se engane pelo visual dessa série: South Park é um dos desenhos mais agressivos; imorais; descabidos; bizarros; nojentos e tantos outros adjetivos negativos que puderem aparecer na sua mente. E sim, é um dos melhores desenhos animados já feitos também.

Tire as crianças da sala...


Algo que me deixa bastante curioso a respeito dessa série é o seguinte: durante vários episódios, algumas figuras famosas (como Bárbara Streissand, Morgan Freeman, Robert Smith e outros) dão as caras na série. O problema é que nem sempre eles são retratados como mocinhos ou heróis, se é que você me entende. De fato, a perseguição que os autores desse desenho têm com alguns nomes famosos beira o bulling, e eu sempre assisti me fazendo a seguinte pergunta: COMO RAIOS OS ATORES, CANTORES E FIGURAS FAMOSAS DOS EUA NÃO PROCESSAM OS CRIADORES DESSA SÉRIE ATÉ LHES ARRANCAR O ÚLTIMO CENTAVO DE SEUS BOLSOS?

Em alguns episódios, a tiração de sarro não passa disso mesmo, tiração de sarro. Mas em outros, algumas figuras famosas são atacadas de uma forma que só pode ser enquadrada como injúria, calúnia e difamação...
Bem, esse é um problema que eu deixo a cargo dos advogados dos autores, e sinceramente espero que eles possam contar com algo melhor que a Defesa Chewbacca para defender seus clientes (se você soltou um risinho de identificação nesse momento é um sinal de que está no post certo...).

Acho que nem Jesus na causa pra dar jeito nesse jogo


O segundo aviso (são só três, eu prometo) é o seguinte: SOUTH PARK TEM UM HUMOR TOTALMENTE ÁCIDO, IRRESPONSÁVEL, DESCOMPROMISSADO, ESCATOLÓGICO E INFANTIL. Então assista ao desenho ou jogue o jogo sabendo que o conteúdo visto aqui NÃO É PRA TODO TIPO DE PESSOA. Se você é recalcado; se ofende com besteira; tem estômago fraco ou não entende esse tipo de humor, PASSE BEM LONGE DO JOGO E DA SÉRIE. Os criadores desse desenho não brincam em serviço, não têm papas na língua e não respeitam nada. Eu repito: NÃO RESPEITAM ABSOLUTAMENTE NADA! Então, não diga que não foi avisado...

O terceiro aviso é o mais importante, pois ignorá-lo pode tirar qualquer sentido de jogar o game: NÃO JOGUE SOUTH PARK: THE STICK OF TRUTH SEM TER ASSISTIDO, PELO MENOS, A PRIMEIRA TEMPORADA DO DESENHO. Isso não vai dar conta da quantidade de referências aos episódios que aparecem no game, mas vai te dar uma ideia do tipo de conteúdo que você verá e vai servir pra como respaldo para entender as palhaçadas referenciais vistas no jogo.
Esse jogo não é pra estranhos na série. É um game feito por fãs para os fãs. Jogá-lo sem conhecer a série animada só vai fazer com que você fique espantado, enojado, revoltado ou abismado com o que o jogo tem a oferecer.

É muita zueira. Vai por mim...


O quarto aviso é um aviso-surpresa, direcionado aos fãs: se você gosta dos desenhos, NÃO DEIXE DE JOGAR ESSE JOGO, PELO MENOS UMA VEZ COMPLETA. O material visto no game, além de exclusivo, acompanha a mesma qualidade dos absurdos que vemos no desenho. Eu ousaria dizer que é até melhor que o conteúdo da TV. Então, dê um jeito de jogar esse jogo não importa se você vai ter que se prostituir pra comprar um console, vender um rim ou roubar um rim de uma prostituta bêbada.
Se você se diz fã de South Park, saiba que a obra não está completa (mesmo com a série beirando as vinte temporadas...) sem este game.


ENREDO

"Lá, e lá outra vez..."


Pra você ter uma noção de como tudo funciona neste game, é importante ter em mente que o enredo dele foi feito pela Obsidian. A Obsidian é a empresa por trás do grande sucesso de games de RPG como Knights of the Old Republic 2,  Neverwinter Nights 2 e os  mais recentes Fallout New Vegas e Alpha Protocol.
Vale lembrar também que o enredo de O Cajado da Verdade é feito pelos escritores originais do desenho: Trey Parker e Matt Stone.

Como a coisa funciona aqui: você joga com o New Kid, um garoto que se mudou pra South Park junto com sua família pra recomeçar a vida.
Quando tenta se enturmar (insista em não sair de casa e verá como o seu pai pode ser... persuasivo e delicado, se deu pra entender.), o garoto novo descobre que TODAS AS CRIANÇAS DA CIDADE ESTÃO JOGANDO UMA IMENSA PARTIDA DE RPG, DO TIPO LIVE ACTION. Não sabe o que é live action? É uma partida de RPG que, ao invés de ficar sentado em uma cadeira lendo fichas e jogando dados, os jogadores se vestem como seus personagens e encenam as ações ao vivo. Sim, é tão estranho quanto parece. E não, não tente fazer isso perto de pessoas que não saibam o que está acontecendo. Isso se você não tiver predileção por salas acolchoadas e camisas-de-força.

Se escolher Thief com um personagem negro já sabe...


Só pra não deixar passar batido, essa ideia é putamente legal do ponto de vista de uma criança (todo mundo engajado na mesma brincadeira) e do ponto de vista do jogador também (que eu sinceramente espero que não seja uma criança...), pois passa uma interessante ideia de um mundo paralelo acontecendo ao mesmo tempo que o cotidiano sem graça e monótono da cidade.
Eu não consigo deixar de imaginar como este conceito ficaria se expandido, no qual os jogadores brincariam de Resident Evil ou Mass Effect. Fica a dica pra um futuro jogo.

O garoto novo na vizinhança guarda um terrível segredo que só vai ser revelado no final do jogo, e é bom lembrar que ele é um exemplo daquele velho clichê de jogos de RPG, no qual o protagonista é completamente mudo. O legal aqui é como o jogo explora esse detalhe, tirando muito sarro em situações que exigem diálogo ou uma reação verbal do jogador. E ainda tem uma excelente referência no final do jogo, nas últimas linhas de diálogo.

Esse é o lendário KKK


O QG dos jogadores da imensa partida de RPG é o Kupa Keep, uma enorme e bem equipada fortaleza localizada no quintal de Eric Cartman. É engraçado como os personagens levam a interpretação de papéis a sério, inclusive proibindo adultos (como a Ms. Cartman) de participar ou interferir nas ações. Mas só enquanto a noite não cai e chega a hora de entrar, é claro...

De fato: o enredo de Stick of Truth é tão legal e imersivo que vai conseguir capturar qualquer jogador de RPG já na sua abertura, uma hilária sátira dos momentos iniciais de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel. Sendo fã ou hater da incrível obra de Tolkien, não tem como não ser fisgado logo nos primeiros minutos de história.


GRÁFICOS E SOM

Desenho ou jogo? Difícil dizer


Sobre esse tópico não tem muito o que falar: JOGAR ESSE JOGO É COMO CONTROLAR UM EPISÓDIO DO DESENHO EM TEMPO REAL. Não que ele seja livre de falhas: em certos momentos (como quando você dá fast  - Timmy!!! – travel ou entra em um cenário maior) há um pouco de lentidão e queda de frames. Mas nada que comprometa a jogabilidade. É nessas horas que eu reafirmo o meu amor pelo games, pois é só nessa mídia que podemos ver tais milagres se tornando realidade. Essa reprodução tão fiel do visual e músicas dos desenhos seria impossível em qualquer outro veículo de entretenimento.

A navegação do game é feita em 2.5D, aquele estilo no qual tudo é feito com polígonos mas a câmera é sidescroll (como Little Big Planet, por exemplo).
Os cenários são bastante variados e detalhados, com reproduções fiéis das locações que vimos nos episódios. E os itens equipáveis, por exemplo, mudam completamente o visual do personagem. Não é exagero dizer que é quase impossível fazer ou jogar com um personagem igual a outro neste game.
E já que falei dos itens, queria atentar para um crucial detalhe: AS DESCRIÇÕES DE ITENS DE JOGO SÃO UM SHOW À PARTE (coloque o som em inglês e as legendas em português). Não deixe de ler o que diz em cada um deles. A simples coleta de um pênis de plástico com estampa de vaca vai te dar uma leve ideia do que estou falando. E olhe que isso não é nem 1% da bizarrice e absurdos que você verá em todo este game.

Sim, esse negócio rosa É o que você está pensando!


A trilha sonora de Stick of Truth não faz feio. Se você for um bom observador, perceberá que o tema de batalha é uma sátira ao tema do Dovahkin, ou Dragonborn, do game The Elder Scrolls Skyrim. A música de mapa e algumas outras tira um sarro com games do gênero RPG (sanctis...).
Ainda no campo do som, preciso salientar que algumas vozes dos personagens principais não são feitas pelos dubladores originais do desenho. Isso seria um chute no saco da nossa empolgação, mas eles conseguiram fazer um trabalho muito parecido com o da série. Se eu não conhecesse bem o desenho, nem chegaria a perceber que as vozes não são as mesmas.


GAMEPLAY E SISTEMA DE JOGO



O que dizer de um jogo que te permite arremessar um cocô de sua própria autoria na cara de um inimigo, em plena batalha, para fazê-lo vomitar até as tripas? Sim, é mais ou menos por aí que vai este trem desgovernado de sandice que é South Park:: the Stick of Truth.

O jogo funciona como um RPG tradicional. E se você foi criado a leite com pêra e não sabe o que é um RPG tradicional, por turnos, vou fazer o favor de explicar.
Você anda de um lado pro outro, em um mapa em 2D. É possível avistar os inimigos na tela e quando você encosta (ou bate) neles a luta começa. Cada um terá a sua vez de atacar, precisando respeitar a vez do outro. Nada de combos de 1000 hits aqui.

Ainda no mapa, é possível coletar itens; socar pessoas; explorar ambientes (depois de uma visita ao quarto da mãe do Cartman, sua vida nunca mais será a mesma...); atirar em objetos; e o melhor de tudo, que nunca pode faltar num RPG clássico de qualidade: ABRIR BAÚS. Sim, a deliciosa possibilidade de abrir baús e ganhar uma reles poção que já não serve pra porcaria nenhuma nas batalhas. Mas, ainda assim, abrir baús...

Voltando às batalhas, o game usa um empolgante sistema de QTEs para execução de golpes e magias. É possível usar itens, chamar invocações (uma por dia, sendo que os dias fazem parte do enredo), trocar de aliado durante os combates e etc.
Mas uma crítica que provavelmente você já ouviu sobre os combates desse jogo é a seguinte: eles são muito fáceis. Mesmo no nível difícil, é certo que você vai passar por todo o jogo sem muita dificuldade, salvo alguns confrontos específicos e não obrigatórios (como a luta contra Al Gore e a peleja na nave dos ETs).

A Palestra Chata sobre Aquecimento Global, um dos golpes mais apelões


Uma reclamação em particular que eu gostaria de fazer aos criadores do game é com relação aos tutoriais: geralmente eles são confusos e complicam uma coisa que, na prática, se mostra ser bem fácil de executar. Felizmente, os loads do game são bem curtos e você nunca ficará com a sensação de que foi prejudicado por ter que repetir tanto uma coisa. O autosave também funciona muito bem.

Ainda na parte de sistema, não tem como não chamar atenção pro fato de você poder adicionar praticamente todo mundo da cidade ao seu perfil de Facebook. E aqui não rola sátira ou paródia não: o nome da rede social é Facebook mesmo. Precisa dizer que as mensagens postadas pelos seus amigos (são mais de 120) são das mais engraçadas e sem noção? Se não precisa, acho que você entrou no clima da brincadeira.

E, pra finalizar, como todo bom RPG da Obsidian, há uma tonelada de side quests pra fazer, na ordem que você achar melhor e quando lhe der na telha. Algumas são mais demoradinhas, mas a maioria são missões curtas que se resumem a levar o item X a fulano. Nada de muito profundo, mas todas bem interessantes, principalmente pelas ironias e referências feitas ao desenho.


PERSONAGENS JOGÁVEIS

Não faça perguntas. Apenas jogue


Geralmente listar os personagens de um jogo é algo sem sentido e trabalhoso. Mas pra falar de South Park é preciso falar dos protagonistas. Claro, todos são dos desenhos, mas o que mais chama a atenção nesse jogo são os arquétipos assumidos pelos jogadores da partida de RPG.


ERIC CARTMAN (THE GREAT WIZARD): é o mago da party. Sem sombra de dúvidas, o personagem mais engraçado do desenho e do jogo. Ele só fica no grupo se você se aliar aos humanos. Usa magias de fogo alimentadas por gás metano natural, se é que você me entende...







KENNY MCCORMICK (A PRINCESA KENNY, KKKKKKKKK): também é um dos personagens mais engraçados. No jogo ele desempenha um papel fundamental no enredo (que não posso falar pra não soltar spoiler). Nas batalhas ele hipnotiza os inimigos mostrando seu belo par de tetas. Eu falei que esse jogo é bizarro, não falei?










BUTTERS (PALADIN): Butters é um personagem pelo qual nunca tive muita afeição no desenho. Mas no jogo ele é muito bom, atacando com seu Mjolnir do paraguai e se transformando no Professor Chaos.










STAN MARSH (KNIGHT): Stan é meio sem graça no desenho e no jogo também. Ele é o típico guerreiro genérico que eu tanto adoro (SQN) em jogos de RPG. Sem nada de muito especial pra falar sobre ele, visto que o usei muito pouco nas lutas.










KYLE BROFLOVSKI (ELF): Kyle e seu sobrenome impronunciável são um mistério pra mim, visto que me aliei aos humanos. Ainda não bateu aquela vontade de jogar novamente pra escolher a outra aliança e descobrir o que muda no jogo caso eu escolha o lado dos elfos.








JIMMY VALMER (BARD): eu desafio a qualquer um não cair na risada ao se deparar com esse personagem pela primeira vez. Jimmy é o bardo gago que encanta os inimigos com seu bandolim. Não tenho certeza, mas acho que Jimmy é irmão de Timmy, que cuida das viagens por fast travel.








MOMENTOS ALTOS DE STICK OF TRUTH

Não tente entender. Pelo bem da sua sanidade mental


Falando sério: seria difícil descrever com detalhes todas as sandices (Chinpokomon! Não sai da minha cabeça) que aparecem nesse jogo. Só pra dar uma ideia: um dos itens que podemos coletar é o game chamado O Olho do Ciclope, uma sátira ao clássico da era dos 128 bits The Shadow of the Colossus. Se eu fosse listar cada referência contida neste game, o texto ficaria maior do que já está. Fora as que passaram batido por mim, visto que parei de assistir ao seriado faz uns bons anos.

Pensando nisso, gostaria de listar alguns dos momentos mais absurdos e legais do game. Com spoiler, infelizmente.


MOMENTO MOTHERSHIP ZETA: no segundo dia da história, se não me engano, nós vamos dormir e somos visitados por estranhos invasores do espaço. Os ETs de South Park aparecem logo na primeira temporada (se não me engano no primeiro episódio), muito antes de games como o excelente Fallout 3 ver a luz do dia. Mas não consegui jogar essa parte sem me lembrar da expansão Mothership Zeta.


Nessa parte do jogo, na nave dos ETS, nós encontramos alguns arquivos de áudio que tiram o maior sarro com a própria mitologia do desenho e com a expansão do clássico da Bethesda. Impagável, simplesmente. O Taco Berry e sua nova filial que o diga (sem esquecer dos zumbis nazistas)...


DUENDES DAS CUECAS: todos os desenhos com muitas temporadas passam por uma fase mais branda, sem graça. Isso aconteceu com Os Simpsons, e com South Park não foi diferente. Nessa fase mais sem graça, somos apresentados aos duendes das cuecas. Se não assistiu, assista. Se jogou, saberá do que estou falando.

Nessa parte, se você não se surpreender com a luta em cima da cama (balangando! KKKKKKKKKKK), é por que você precisa redefinir o conceito de “absurdo” do seu dicionário. De fato, um dos QTEs mais escrotos (com o perdão do trocadilho) que eu já tive que fazer. Kratos ficaria boquiaberto...
E é com os duendes que ganhamos a habilidade Shrink. Mas quando eu penso nessa habilidade só me lembro dessa cena, não sei o porquê...






MAKEOVER DA SAILOR MOON: em um certo momento do jogo precisaremos nos disfarçar de garota para ganhar a confiança e o apoio das meninas da cidade, que até então não participavam da brincadeira. Bem, esse é o tipo de evento que não tem como descrever sem estragar a surpresa. Apenas tente controlar o riso e a estupefação. Mesmo sendo um veterano da série, pode ter certeza que a palavra “absurdo” vai surgir na sua mente durante quase todo o gameplay com esse jogo.



VIAGEM AO CANADÁ E TREINAMENTO DA MATRIX: um dos melhores momentos gamer do jogo. Em uma história regada a peidos e piadas sobre ânus, claro que Terrence e Philip não podiam ficar de fora. Mais uma vez, não posso entrar muito em detalhes. Jogue e prepare-se para a queda do seu queixo.






FASE DA HIDRA: lembra no God of War, quando você entrava dentro da hidra pra recuperar uma chave? Bem, nesse jogo nós temos que entrar no interior de uma criatura e recuperar um objeto também. Prepare o estômago se você for dos mais sensíveis. Se gostar de humor ofensivo e escatológico, prepare as gargalhadas...





A BATALHA FINAL: mesmo sendo um jogo de tirar sarro, SPTSOT dá uma aula de como começar e encerrar um jogo. A última batalha é bastante grandiosa e engraçada, finalmente nos revelando o motivo que fez a família do seu personagem se mudar. É uma lição que os caras do Elder Scrolls deviam aprender, a de planejar uma quest final tão interessante quanto as que vemos no decorrer do jogo.







CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE A VARA DA VERDADE

Uma vara para todos governar


Esse jogo é muito bom. Claro que vale a pena ser comprado e jogado, mas apenas por quem é fã e já está familiarizado com o universo de South Park. Se você não conhece a série, passe longe ou só comece a jogar depois de assistir aos desenhos.

Eu terminei este jogo com a certeza de que ele não poderia ser melhor do que já é. Claro que ele tem suas falhas, e a baixa dificuldade e fator replay (dificilmente você vai se sentir estimulado a jogar mais de duas vezes) é o motivo que dei no começo do texto para não enquadra-lo como um Review Supremo.

The Stick of Truth é um excelente jogo, que dá sentido à necessidade de um DLC (com urgência) e de uma possível continuação, visto que tem muito mais pra explorar do universo do desenho e que teve que ficar de fora.
Os produtores do game acertaram na mosca na escolha da Obsidian para fazer este jogo. Só uma empresa com a experiência dela é capaz de tirar um sarro homérico com jogos como Skyrim e RPGs de mundo aberto de forma geral, casando de forma perfeita a mitologia do desenho com elementos de interação que só a mídia dos videogames podem proporcionar.



E é isso pessoal. Espero que vocês tenham gostado do texto e que deem um jeitinho de jogar este jogo hilário. Vou me despedir dos leitores e aproveitar pra deixar um recado de suma importância para a saúde mental de todos: NÃO IMPORTA O QUE ACONTEÇA, JAMAIS PEIDE NAS BOLAS DE UM OUTRO CARA...


Au Revoir...

2 comentários:

  1. Só corrigindo: Stick of Truth foi feito pela Obsidian, que é uma desenvolvedora completamente diferente da Bioware. A Obsidian fez Knights of the Old Republic 2, Neverwinter Nights 2, Fallout: New Vegas, Alpha Protocol, Dungeon Siege III. Bioware fez o primeiro Knights of the Old Republic, o primeiro Neverwinter Nights e as séries Mass Effect e Dragon Age.

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  2. Troquei as bolas. vou corrigir a informação.

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