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sábado, 9 de março de 2013

PONDO EM TESTE A CÓLERA DA BRUXA BRANCA













O gênero conhecido como JRPG já está em extinção, por assim dizer. Desde a geração do PS2 que não vemos jogos de RPG como os de antigamente. E, antes que eu pareça estar sendo meio vago, gostaria de esclarecer algumas características que eu acho fundamentais para um jogo ser considerado como um JRPG.

Acredite se quiser: essa é uma média dos mapas de FF13














1-EXPLORAÇÃO: um JRPG precisa de exploração. Muita exploração. Lembra quando você saía em um mapa gigantesco encontrando cidades e locais secretos em jogos como Final Fantasy ou Dragon Quest? É disso que eu estou falando aqui. Final Fantasy 13, por exemplo, não pode ser considerado (por mim. E, ora bolas, que outra opinião tem relevância na Shadowlandia e no Mais Um Blog de Games?) um legítimo exemplar do gênero, pois você não pode ir aonde quiser a hora que quiser. Pra ser sincero, nem mapa mundi naquele jogo existe então eu vou parar de embromar e dizer logo que:

Cuidado pra não se perder...

 EU ODEIO FINAL FANTASY 13. Também odeio quem se diz fã de Final Fantasy e gosta desse jogo (e de seu filhote 13-2);

Ele tá rindo agora...
















2-DIFICULDADE ELEVADA: convenhamos: Final Fantasy 8, por exemplo, é um ótimo jogo, mas a sua dificuldade está longe de fazer jus ao padrão que a série costumava apresentar. Sabe quando um jogo era tão difícil que você morria em um chefe e ficava esperando começar um diálogo indicador de que a batalha não tinha como ser vencida, aí o jogo simplesmente mostrava uma tela de Game Over e você ficava boquiaberto? É isso que costumava acontecer em jogos como Qualquer-coisa-que-tenha-Quest-no-nome-e-seja-da-Enix e Final Fantasy 4 ou 6, por exemplo.
Claro, muito desse fenômeno advinha do fato de as empresas usarem uma dificuldade irracional como fator replay no jogo ou para servir de desculpa para grinding, farming, uppar ou qualquer outro termo que exista para o ato de FICAR HORAS ANDANDO COM O BONEQUINHO DE UM LADO PARA O OUTRO PEGANDO BATALHAS SEM PARAR;

Múltiplas possibilidades para um único caminho














3-LINEARIDADE DE ROTEIRO: sim, caro amigo, não faz o menor sentido um “jogo de interpretação de papéis” ter um desenrolar de eventos mais previsível que o ato reflexo de falar mal de políticos em época de eleição. Mas isso é um fato: para um jogo se enquadrar no estilo JRPG, ele precisa ser linear. Bastante linear.
E, verdade seja dita: se formos olhar pelo aspecto puramente semântico da sigla, jogos como Final Fantasy ou Dragon Quest nem podem ser chamados de RPG, pois não há nenhuma interpretação de papéis. O máximo de escolha que você tinha naqueles jogos era poder colocar o próprio nome no protagonista e acabar com todo o clima que os roteiristas tinham planejado para o enredo.
Por outro lado, se também formos olhar pelo lado puramente semântico da sigla, QUALQUER JOGO PODE SER CONSIDERADO COMO UMA INTERPRETAÇÃO DE PAPÉIS uma vez que, ao assumir o controle de um personagem (como o Super Mario, por exemplo), você está encarnando o papel que o mesmo desempenha no enredo do game.

Mas, depois que presenciei um colega batizar a cadela de Rinoa, Ângelo, de Pitt Bull, nunca mais consegui mudar o nome de nenhum protagonista nesse tipo de jogo. Mesmo naqueles em que não sabemos como o herói se chama. Aliás, no Dragon Quest o protagonista silencioso se chama “herói”. Aproveitei o trocadilho criado pela série Heroes, com o personagem Hiro Nakamura, e chamei meu herói de Hiro também. Isso na segunda jogada, pois na primeira sua alcunha tinha sido “Stan”, em homenagem a um dos maiores criadores de personagens dos quadrinhos. Bem, perdi o fio do novelo de novo...

Tá vendo como ajuda, Bethesda?














4-MUNDO DE FANTASIA: por mais que jogos como o já citado Final Fantasy 8 e tantos outros tenham conseguido nos inserir, de forma satisfatória, em um mundo semi-futurista, não tem pra onde correr: JRPG DE VERDADE TEM QUE TER FLORESTA, CASTELOS, CONTINENTE DE GELO, BARCOS VOADORES E A CLÁSSICA FASE DA ILHA/CIDADE/CASTELO FLUTUANTE. E outra coisa que não podem faltar em JRPGs são os BAÚS.

Riku é que sabe como é bom!













Isso mesmo: quadradinhos; vermelhos e, de preferência, com faixas amarelas para contrastar com as outras cores. Ouviu, Final Fantasy 13? Eu não quero interagir com esferas ultra-tecnológicas que flutuam e fazem VROMMM... Eu quero o velho abrir e ranger de madeira de uma boa e velha arca do tesouro. Mesmo que lá dentro só tenha uma insignificante Potion...
Tendo esclarecido esses pequenos, mas cruciais detalhes, continuo o texto antes que eu mesmo me esqueça do que se trata.

Nerd Power!

A meu ver, existem duas empresas que têm total potencial para chutar o traseiro da Square-Enix e tomar seu lugar de direito no trono de matriarca dos JRPGS: Atlus, com seu ótimo Persona e Level 5, à frente do Dragon Quest.
A Atlus, muito infelizmente, parece não ter noção da qualidade alcançada com Persona 3 e 4 e preferiu tirar um sarro homérico com a cara dos fãs e se negar a fazer um Persona next gen. Ao invés disso ela lançou algumas versões castradas e modificadas para PSP dos primeiros games desta franquia.
Como se a pilhéria não fosse cruel o suficiente ela nos “presenteou” com Persona Arena, um game de luta (?!) em 2D para PS3, Xbox 360 e deus sabe lá mais o quê.
E, para que você não precise se dar ao trabalho de criar um blog apenas para proferir a frase “vá tomar no cu, Atlus”, eu faço isso por você: VÁ TOMAR NO CU, ATLUS!
Viu como eu sou bonzinho?

Que pena que esse não vingou...

A outra empresa que ainda não se deu conta de que o nicho de JRPG está sem representante oficial é a Level 5, como eu bem já disse.
Caso você não se lembre, essa softhouse foi responsável por um dos jogos mais bonitos de PS2 que já foram feitos: Dragon Quest VIII. E, caso você também não se lembre, essa softhouse foi responsável por um dos jogos mais hypeados do PS2: Rogue Galaxy, um jogo que chutava o traseiro de seus concorrentes no surrado console da Sony e arregaçava todo e qualquer limite que aquele console sonhasse em ter. O problema é que Rogue Galaxy era chato pra caramba.

Em minha opinião, RG é um daqueles jogos que fazem mais barulho por causa de seus gráficos que por qualquer outra coisa. De fato, a maioria dos “jornalistas” de games que rasgaram a maior seda para o título póstumo do PS2 não deve ter chegado nem à metade da maçante aventura de Jaster e seus companheiros. Mas isso é assunto para outro dia...

Jogo de alto teor artístico sempre ganha muitas fotos













Já no final do ciclo de vida do PS3 (acredito que o jogo também saiu para 360 mas não tenho certeza) a Namco Bandai, em parceria com a Level 5, colocam no mercado NI NO KUNI, um jogo que pode ser descrito como “um desenho animado em tempo real”. Ele também pode ser descrito como “já que a Square-Enix está com areia na vagina e não quer produzir um Dragon Quest para consoles, lançaremos o que nós achamos que devia ser um Dragon Quest para consoles”.


HISTÓRIA

Que história é essa, heim cara de vaca?













Ni No Kuni, que significa Segundo País, conta a história de Oliver, um garoto pequeno que perdeu a mãe de maneira desconhecida por mim (que não quero spoilers, portanto não fui saber detalhes). Uma criatura conhecida como Grande Carvalho Antigo (ou o que a minha parca memória permita que seja) entra em contato com ele e lhe leva a um mundo alternativo no qual a ressurreição de sua mãe é uma possibilidade mais que concreta. O resto todos já imaginam: Oliver fará o que puder para recuperar a vida de sua mãe enquanto faz novas amizades em um mundo muito louco e cheio de confusões...

Um detalhe engraçado sobre esse personagem, além do fato de eu chamá-lo de garoto pequeno por causa da minha total incapacidade em discernir a real idade de uma criança, é que eu também chamava ele de Nino. Se o protagonista se chama Nino, o seu ajudante (um bichinho que parece uma toupeira amarela) só poderia ser o tal do Kuni. Leseiras à parte, acabei desistindo dos planos de chamá-lo dessa forma pelo fato de ter me identificado com Oliver e seu ajudante logo nos primeiros quinze minutos da demo.

Aliás, a demo de Ni No Kuni é cronometrada. Você tem cerca de trinta minutos para explorar um dos dois cenários mostrados no jogo.
Na primeira parte enfrentamos um guardião de uma floresta em uma dungeon que culmina no mapa-múndi do game. E ver um jogo com mapa-múndi clássico nos dias de hoje quase fez rolar lágrimas nerd em meu belo rosto...
Essa parte não serve muito como tutorial, pois o game não se dá nem ao trabalho de ensinar comandos básicos (como L e R para alternar entre comandos ou o fato de que é possível andar livremente com o personagem escolhido durante a luta).

Cuidado com essas bufas de fogo, Ollie!













Na segunda estamos em um vulcão. Essa parte serve para mostrar as possíveis delícias que nos aguardam no mundo do game, como o uso de vários Pokémons... quer dizer, Familiars e até a alternância entre personagens principais.
Um detalhe muito curioso e que tem muito a ver com a característica número 2 dos JRPGs é que eu morri pelo menos duas vezes em cada combate contra chefe da demo. Por que será...


GRÁFICOS

Cada cena de Ni No Kuni é um wallpaper













Ni no Kuni é lindo. Simples assim.
Com o PS2 pudemos ver belíssimos jogos que se utilizavam do Cell Shading, uma técnica de filtro de animação que deixa os traços das figuras meio grossos e parecidos com desenho animado. Com o poder do PS3 e 360 eu me perguntava que tipo de maravilhas tecnológicas seriam alcançadas nos jogos com este estilo visual. Para resumir a minha frustração, posso dizer apenas que o máximo que eu consegui foi um jogo DE TIRO chamado Borderlands...

De tirar o fôlego...













Mas como eu disse, Ni No Kuni é lindo. Ele parece, de fato, um desenho animado em tempo real. Ele se parece muito, mas muito, com Dragon Quest VIII. E quem teve a oportunidade de jogar aquele excelente e intransigente JRPG sabe o que isso significa.
Seria pedir demais que Ni No Kuni alcançasse a mesma proeza em sua parte musical? Acho que sim...


SISTEMA DE JOGO

Bicuço, eu escolho você!













Na primeira parte da demo nós controlamos Oliver e uma pequena criatura humanóide de capa e espada. Aliás, Oliver também usa uma capa vermelha, muito parecida com um manto real. Na segunda parte da demo ele vem equipado com um cetro. I wonder...

Bem, o fato é que o sistema do game me lembra muito o de Kingdom Hearts: você escolhe entre lutar com Oliver ou lutar com um dos Familars que o garoto comanda. No campo de batalha você pode atacar com sua arma, lançar magias e usar itens de cura em um menu em tempo real. A liberdade de movimento também é total, desde que você ainda não tenha inserido nenhum comando de ação.

O velho sistema do "salve-se quem puder".













No cenário do vulcão a demo vai além e nos brinda com uma maior quantidade de criaturas para escolher. Também podemos alternar entre Oliver e uma garota que eu, sinceramente, não lembro o nome. Deve ser por causa da correria dos trinta minutos acabando...

No mais, Ni No Kuni é bem parecido com outros games deste gênero: coletar itens; abrir baús; usar itens de recuperação de HP e MP; itens de evolução para as criaturas; equipamentos para os personagens humanos e etc.
E é justamente por isso que o jogo agrada tanto.


CONCLUSÃO SOBRE A DEMO DE NI NO KUNI













Eu me arrependi de baixar a demo deste game. E sabe por quê? Porque toda vez que eu jogo a minha vontade de comprá-lo aumenta mais e mais.
Ni No Kuni, em uma primeira análise, tem todos aqueles elementos que tanto fazem falta nos RPGs desta geração: fantasia; exploração; liberdade; dificuldade desafiadora. Tudo que faziam os jogos mais antigos serem tão melhores que os da atualidade. E não estou me valendo de saudosismo irracional não. Neste caso é a mais pura verdade.

Claro, através de uma demonstração gratuita de 30 minutos não dá pra ter certeza se estamos diante de um clássico contemporâneo ou mais um jogo que promete sem cumprir. Mas, com esta primeira experiência, tenho sérias suspeitas de que Ni No Kuni é O jogo de RPG pelo qual eu tanto esperei durante toda esta malfadada geração exacerbada de FPSs.
Ni No Kuni é um jogo pra lá de lado b, então esperarei que os gananciosos holofotes de lançamento saiam de cima deste título para que eu possa encarar a ira da Bruxa Branca por valores menos salgados. E que mais uma boa surpresa venha neste ano.

Impossível escolher apenas uma imagem que retrate a beleza do game


Au Revoir!

9 comentários:

  1. Ni No Kuni parece ser mais um daqueles jogos que me fazem lamentar não ter um Playstation...

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    1. Realmente, Aquino. eu fiquei muito surpreso quando descobri que o game havia sido localizado para o ocidente. eu não tinha a menor esperança que ele saísse em inglês, nem que fossem só as legendas. a chance de um jogo destes sair no steam é praticamente zero, mas não custa sonhar.

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  2. Também sou crítico ferrenho desses neo-RPGs viajadões e futurebas que a Square-Enix vem lançando desde o FFIX. Não só crítico, como órfão tb, e não atoa comprei FF Tactics na PSN e estou me esbaldando outra vez com o melhor game já lançado desse gênero (opiniãopessoal).
    Pra mim, um game de RPG precisa (se não imprenscinde) de um ambiente um pouco mais medieval, épico, clássico, com elementos tradicionais, A MENOS que tenha uma PUTA de uma personalidade, seja muito original e extremamente cativante, com um mundo que (por mais nonsense que seja) ainda tenha mares, florestas, desertos, plateaus, etc (caso de FFVII, onde não se tem tanta certeza da época, mas é brilhantemente diverso e original).
    Mesmo com todos esses requisitos acima, um jogo de RPG, pra mim², cai por terra se não houver 2 coisas principais:
    •Uma EXCELENTE história (um enredo, trama que realmente lhe faça QUERER comprar a briga do protagonista, e perder horas de sua vida com um mínimo de motivo, razão e porquê naquela quest).
    •BATALHAS POR TURNOS (mesmo que não seja estilo tactics onde há estratégia até no posicionamento dos guerreiros, mas que seja por turnos pelo menos na luta, onde cada um tem sua vez, escolhendo a melhor estratégia de ataque/defesa).

    * RPGs "de ação" são raros os que prestam (parabéns, Shigeru Miyamoto).

    Resumindo, pra mim, RPGs são como relacionamentos: dão trabalho; são complexos; demandam muito do seu tempo; exigem uma boa química e uma forte identificação; tem de ter uma história e principalmente valer muito a pena renunciar a outros jogos por ele (pois dificilmente dá-se atenção a outro game quando se está apaixonado por um RPG, não é). E como não tem essa de RPGs "one night stand", pra mim ou compensa muito ou não compensa nada, e nem aqueles que prometem mas não cumprem eu tenho visto ultimamente...
    Enfim, sem esses 2 pré-requisitos acima eu não me arrisco mais a mergulhar de cabeça em um RPG.

    (Ítalo Patrocínio)

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  3. Ítalo, réplica em tópicos para não deixar de comentar nenhum ponto do seu comentário, que é muito interessante (além de longo, como sempre. acho que vc é um participante que segue o perfil do blog rsrsrsrsrs).

    1-dos rpgs viajadões da Square-Enix, o único que gostei nesses tempos foi o FF Crisis Core. ele é ultra futurista mas é muito bom e divertido. boa história. CGs deslumbrantes. Gameplay quase infinito (por causa daquelas benditas missões que atrapalhavam minhas sagradas horas de estudo- estudar direito pensando em videogame não é lá muito frutífero :(

    2-FF Tactics é o melhor jogo de táticas do mundo? acho que você está ficando é louco. FF TaCtics é o melhor jogo DO GÊNERO E DE TODOS OS TEMPOS EM TODOS OS MULTIVERSOS JAMAIS IMAGINADOS PELA MENTE DE GRANT MORRISON E ALAN MOORE JUNTOS. comprei para o PSP mas ainda não terminei. culpa daquele Onion Knight FDP que jogou um balde de água fria na minha empolgação com as novas classes. sabia que tem o Balthier do FF12 na versão mais nova?

    3-cara, é incrível como FF7 ainda é citado como o RPG definitivo. infelizmente eu joguei ele meio que atrasado e não pude sentir todo o hype que o game gerou, mas joguei uma vez até o final no PSone e ele é nota 10. completo em todos os sentidos. não é meu Ff favorito-todos sabem que eu pago o maior pau pra FF10, mas gosto é pessoal- mas é um jogo incrível sem sombra de dúvidas;

    4-discordo de vc sobre a raridade dos bons rpgs de ação. existem vários exemplos deles: Diablo, Kingdom Hearts, FF Crisis Core, FF12, o próprio Zelda que vc citou. aliás, existe um boba e velha discussão sobre Zelda ser RPG ou não. pra mim isso pouco importa: the legend of zelda, a link to the past foi um dos melhores games que já joguei na vida e isso basta. se os outros zeldas depois dele são tão bons quanto, então só posso lamentar por ter jogado apenas o já citado e o Minish Cap. eu tb me martirizo com mil chibatadas diárias por não ter dado um jeito de jogar o Ocarina of Time...

    5-o engraçado é que a sua descrição do que é um RPG do final do comentário me fez lembrar do Fallout e da série The Elder Scrolls, duas que foram uma grande surpresa para mim nesta geração. jogar o New Vegas e pensar em outro jogo, realmente é muito difícil de se imaginar...

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  4. Tréplica:
    •Tenho um amigo que fala mto bem do Crisis Core msm! É aquele que conta a história pré-FF7, de Cloud e Zack né? Eu recentemente assisti um OVA falando desse arco dos soldiers.
    •Realmente eu não defini FFTactics com a pompa e garbo merecidos! Eu sabia do Onion Knighte e tal, mas do Balthier eu não sabia! E como assim "na versão mais nova"?? Lançaram outra versão depois dessa do PSP (war of the lions)? Ou era a ela msm que vc se referia?
    •Pessoalmente eu não considero Diablo um RPG propriamente dito (nem sequer um RPG de ação). Nunca joguei, mas acompanhava um amigo jogar antigamente, e sempre me parceu mais um Comand & Conquer medieval do que RPG msm (acho que pelo tipo de batalha, vc escolhe as armas/armaduras e manda o personagem à luta apenas clicando no adversário, e AUTOMATICAMENTE ele dá as espadadas). Inclusive foi por causa desse sistema automático que eu não aprovei FF12 (a idéia que eu tenho de um RPG de ação passa pelo pressuposto de que EU vou escolher a hora de atacar/defender, no mínimo). Me corrija se eu tiver falado besteira sobre o Diablo, isso é o que eu me lembro da época...
    •Sou fãzaço da franquia Zelda, já joguei quase todos, e tenho como favorito o Link to the Past também (não tenho adjetivos pra classificar esse jogo). MASSS vc não pode mesmo (mesmo) deixar de jogar o Ocarina, pow! É um ícone! Pesa muito no currículo! Rsrs

    E por último queria um conselho, cara! Poucas pessoas aqui jogam RPG, e os que jogam são old-school e ficaram pra trás na escala evolutiva dos consoles (acho que inclusive EU estou inserido nesse grupo, infelizmente, devido a decepções que tive com os neo-RPGs). Mas o fato é que um conhecido recentemente me disse que, se eu gosto tanto de RPGs e tenho um Ps3, eu deveria jogar SKYRIM.
    Você conhece o game? Será que o estilo de batalha me agradaria (baseado na descrição que fiz sobre RPGs)?
    Você disse acima "da série The Elder Scrolls" e me bateu a dúvida: o título da série é The Elder Scrolls (tendo Skyrim como espécie), ou é Skyrim (sendo The Elder Scrolls espécie)???

    Valeu!

    (Ìtalo Patrocínio)

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  5. Quatréplica (rsrsrs):

    1-sim, é esse mesmo. esse jogo não é o melhor RPG de todos os tempos, mas ele consegue cativar o jogador e nos sensibilizar pela história de Zack (se vc jogou FF7 não é nenhum spoiler dizer que Zack morre no final do CC). ele tb tem um sistema de combate que eu, particularmente, gosto muito. é de ação, então se não faz o seu gênero passe longe;

    2-não, essa versão é a do PSP mesmo. é que como vc falou que tinha pego o da PSN eu fiquei em dúvida se essa versão era a mais completa. eta job seboso o tal do Onion Knight, heim?

    3-o Diablo é assim mesmo como você falou. mas eu nunca me incomodei com esse fato. acho que a sua bronca é mais com a questão do "tempo resposta", uma vez que vc não deixou de escolher a hora que o personagem vai bater só pq não foi imediato. mas o seu ponto de vista sobre a semelhança com C&C é bem interessante. nunca tinha reparado nisso...

    4-kkkkk. quanto mais o tempo passa mais a minha consciência pesa por causa dessa omissão. ìtalo, se vc conhecer um bom emulador de Nintendo 64 (que emule sem engasgadas, sumiço de elementos gráficos ou lentidão) eu prometo que vou começar a jogar esse jogo, nem que seja dez minutos por dia.

    sobre o conselho que vc pediu:

    cara, é até engraçado quando alguém me pergunta isso. sério, dá vontade de rir. acho que seria o equivalente a se eu perguntasse se vc conhece um tal de Resident Evil que todos tanto falam...
    uma olhada na minha lista de troféus e vc verá que eu platinei esse jogo. eu AMO Skyrim de paixão. e olha que completar os troféus desse game não significa, necessariamente, que vc viu mais que 40% do conteúdo que ele tem para mostrar.

    agora, sobre vc perguntar sobre a minha citação da "alma do Elder Scrolls", sinto te dizer que quando falei isso me referia à atmosfera dos games, não sobre similaridades de sistema ou jogabilidade propriamente ditos. se o conselho que vc pediu era pra suprir o seu lado old gamer, eu te digo: passe longe de qualquer jogo da Bethesda. agora...

    se vc puder deixar o preconceito de lado e ingressar em uma série COM ELEMENTOS DE RPG, mas ainda assim um jogo com sistema de combate totalmente voltado para a ação, eu te digo: JOGUE SKYRIM O MAIS RÁPIDO QUE SEU BOLSO PERMITIR. Ou melhor: não comece pelo Skyrim. Se vc não liga para gráficos datados, comece pelo The Elder Scrolls IV: Oblivion. Ele é mais casca grossa e os elementos de RPG (e de escolha) pesam mais neste que no Skyrim.

    Cara, os games da Bethesda são simuladores de mundo. Eles têm uma atmosfera fantástica sobre o conteúdo dos games... só preciso dizer que cada jogo desse leva em torno de 200 horas para completar. Isso se vc ler tudo, esperar os diálogos e tal. As quests são muito criativas. Eu joguei o Oblivion, Fallout 3 (já fiz o review supremo dele, mas só aconselho vc ler depois de jogar), Fallout New Vegas (to preparando o review supremo, mas tô com problemas para achar a versão ultimate -todos os dlcs- e de tempo para jogar) e o Skyrim e afirmo com conhecimento de causa de que não vi nenhuma quest sequer parecida uma com a outra durante esses jogos.
    Cara, o nível e quantidade de conteúdo que o pessoal coloca nesses jogos é absurdo.
    Se for entrar nesse mundo é bom vc ter umas três ou quatro horas do seu dia livre pra poder jogar rsrsrs.
    Espero ter ajudado e um grande abraço.

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  6. Valeu pelas dicas, Shadow. Vou analisar bem esses games, procurar vídeos no youtube pra ter idéia da jogabilidade e decidir.
    P.S¹. já ouvi muito bem a respeito da vastidão de conteúdos desse game!

    P.S² é exatamente isso, o "tempo de resposta" do ataque é que é a minha bronca com esse tipo de RPG (Diablo, FF12,etc)! Engraçado cara, é que até agora eu não tinha me tocado que era ESSE o problema... Mas é EXATAMENTE isso que vc sacou mesmo!

    Quanto ao emulador do 64, pessoalmente eu nunca usei (jogava no console mesmo), mas consultei um amigo que zerou o Ocarina há pouco tempo, via PC, e ele me recomendou o emulador Project 64! Acredito que não haja problemas pois os gráficos do 64 são tão horrendos que não há máquina nesse mundo que não rode sem lags (se fosse feito em LEGO o gráfico não seria tão quadrado, rsrs). Mas ainda bem que, pra quem gosta de RPG, gráficos são o menor dos problemas, né!

    Enfim, o certo é que vale a pena tentar! Ocarina of Time worths the shot!

    Abraço!

    (Ítalo Patrocínio)

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    1. "se fosse feito em lego..."

      kkkkkkk. não ligo pra gráficos não, Ítalo. joguei o Mario 64 certa vez em 2007 e isso não me atrapalhou. desse Project 64 eu já tinha ouvido falar. vou procurar quando tiver um tempinho. mês de férias sabe como é: a última coisa que a gente planeja é ficar no quarto jogando videogame...

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