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quinta-feira, 22 de março de 2012

A UNIÃO FAZ A FACILIDADE?

Acabei de visitar o site Omelete.com.br, como faço de costume. Na coluna “A Semana Lá Fora”, sobre games, um dos destaques é o lançamento de Ninja Gaiden 3. Detesto replicar textos de outros sites, como todos sabem, mas estou sem muito tempo e com um pouco de preguiça, então lá vai:

“Ninja Gaiden 3 é o primeiro jogo da série sem seu criador, Tomonobu Itagaki, que não está mais na empresa Team Ninja. Trata-se de um reboot para a série, um ponto de partida para novos jogadores. A Tecmo, dona da série, promete que veremos o lado "mais humano" do protagonista Ryu no game.”

Como muitos sabem, Ninja Gaiden sempre foi um jogo muito conhecido pela sua alta dificuldade, desde a geração dos 8-bits. E, como diz o dito popular, “quando os gatos saem, os ratos fazem a festa.” Então, o texto acima pode ser traduzido da seguinte forma:

“Depois da saída do criador da série, Tomonobu Itagaki, os novos responsáveis pela franquia decidem que é hora de fisgar novos jogadores (compradores) com um jogo mais fácil, feito para toda a família, que explora todo o lado sentimental de Ryu e o transforma em um puta emo dos infernos.”

Sinceramente, será que os jogadores perderam o direito de jogar jogos difíceis, se quiserem? Acho que a resposta é sim. É só olhar para o caso do Bioshock 1 para o 2, por exemplo. Com o sucesso do primeiro jogo, a 2K decidiu que precisava maneirar na dificuldade do jogo para não espantar possíveis novos jogadores. No primeiro jogo da série, havia quatro níveis de dificuldade: fácil, normal, difícil e muito difícil. No segundo, apenas dois: normal (mais parecido com o Easy do 1) e Hard (o normal do primeiro).

Demon’s Souls, por sua vez, não tem níveis de dificuldade: é absurdo do começo ao fim (que poucos tiveram o prazer de assistir). Ou oito ou oitenta. E, mais uma vez, os rumos da indústria são influenciados pela necessidade cleptomaníaca das produtoras de ganhar mais e mais, visando não apenas a absurda base de fãs já existente, como também os chamados jogadores casuais ou não “hardcore”. Gostar de desafios, agora, nos rende o título de “hardcore”.

A atual geração de jogos me faz sentir falta de ser sugado. Digo, falta da época em que os jogos eram difíceis com o único propósito de nos fazer ir correndo ao guichê de fichas no arcade. Mais e mais vezes, me flagro começando um novo jogo já no dito modo Hard. Quase como uma necessidade, pois jogos como God of War e Dead Space perdem toda a sua característica de “mundo cão” quando jogados em níveis mais baixos.
O grito quase bovino de um Big Daddy sendo derrubado por poucos tiros de shotgun não é de dor, mas de desapontamento diante da vergonha de enfrentar oponentes tão sem honra como os de hoje em dia. Difícil mesmo é manter o interesse pelos jogos de videogame, dada a forma como as coisas caminham, cada vez mais para a total descaracterização e homeopatização da aventura. Difícil também, é determinar se essa tendência faz parte da Vox Populi ignorante dos jogadores menos dedicados (ou não hardcore) ou se trata-se de mais uma jogada da indústria para atrair cada vez mais consumidores, mesmo que isso afaste os verdadeiros jogadores que sempre sustentaram esse meio de entretenimento.

Au Revoir!!!

4 comentários:

  1. Parabéns Shadow pelas postagens e principalmente por manter o blog. Imagino que o tempo esteja curto e raro mesmo, o meu está da mesma forma.
    Um abraço do seu amigo "Troll Achievement". E força meu amigo !!!

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  2. Obrigado pelo apoio, anônimo que disse que não comentaria mais como anônimo mas que voltou a comentar como anônimo. vou tentando escrever algo sempre que o tempo permitir. tentarei manter a qualidade dos posts, mesmo que sejam escassos. tô preparando um review supremo do Bioshock. hugs

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    Respostas
    1. Não resisti Shadow, to até pensando em assumir o Troll Achievement e paro de ser anônimo rs...
      Bioshock 1 e 2 é um jogo incrível que não desinstalo mais do meu pc, tinha ele no Xbox360 mas no pc ainda sai na frente pelos controles.
      Quanto ao tempo é sempre relativo né? Prefiro ter uma boa conversa com um amigo nos finais de semana do que apenas dizer um olá todos os dias. Gosto das boas conversas que você proporciona apresentando suas opiniões sobre os jogos, faça no seu tempo que está bom demais! hugs vélho!!!

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  3. "Verdadeiros jogadores" quem é você pra dizer isso? Não existe essa de "verdadeiros jogadores" cada um se diverte como quiser seja no fácil ou difícil e não é você que vai cagar regras e dizer que a pessoa que gastou dinheiro ao comprar aquele jogo não é um jogador de verdade só porque não joga como você quer.

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