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domingo, 15 de maio de 2016

HISTÓRIAS, QUADRADOS PEQUENOS E UM POUCO DE SUPER-HERÓIS...






















Em minha modesta opinião, leitura é um componente essencial na vida de um ser humano. Muito embora que você nunca tenha terminado um livro completo em toda a sua vida (acredite: EXISTEM pessoas que conseguem tal “façanha”...), o simples ato de abrir seu Facebook pra compartilhar bobagens na sua timeline te obriga a exercer esse hábito de importância fundamental à vida.

Eu posso dizer que sou uma pessoa de sorte: desde os seis ou sete anos de idade, aqui na minha casa, a leitura era amplamente estimulada pelos meus irmãos mais velhos, que saíam no tapa pra ver quem se atracaria primeiro com o Almanacão de Férias da Turma da Mônica. Ok, confesso que dei uma exagerada nessa representação, mas meu relato não fica muito longe do que realmente acontecia aqui em casa, na minha infância.

Com o advento da adolescência, o bully praticado pelo Cebolinha acaba meio que perdendo seus encantos, e é um passo totalmente natural e compreensível que um iniciado no hábito da leitura procure por fontes mais adequadas à sua faixa etária.
É aí que entram os quadrinhos.


Ah, saudosa época em que as crianças não tinham minúsculas telas de
tablet pra acabar com seus globos oculares... (SAUDOSISMO: OFF)

Eu leio quadrinhos de super-heróis desde a infância/pré-adolescência, e posso me orgulhar de ter passado por grandes sagas que marcaram esse ramo de entretenimento: Crise nas Infinitas Terras; A Morte do Super-Homem (que naquela época não era chamado de Superman); Guerras Secretas; toda aquela fase dos X-men, de Jim Lee; e tantas outras mais que não me recordo agora.

De histórias como Os Invisíveis, Patrulha do Destino e Homem-Animal, de Grant Morrison, surgiu meu amor pelo psicodélico, pela bizarrice e pela riqueza do reino animal, respectivamente. De obras como Orquídea Negra (Neil Gaiman), Hellblazer (Garth Ennis) e Mostro do Pântano (Alan Moore) é que veio minha paixão pela sensibilidade humana, pactos com o capeta e terror puro na veia, também respectivamente.

Com o passar do tempo, e com a (re)descoberta do maravilhoso mundo dos games, confesso (com um dedinho de pesar, admito) que me afastei um pouco desse mundo maravilhoso das HQs. Sim, minhas memórias mais recentes desse universo são muito distantes das histórias feitas pra cumprir cota e agradar minorias, que vemos aos borbotões nas bancas de revista atualmente.


Sempre que puder, dê preferência à história original.
Filmes raramente conseguem capturar a plenitude da HQ.

Não que eu tenha me afastado do hábito ler. Claro que não. Até por causa da “obrigação” da faculdade, a leitura (seja de livros didáticos ou não) é uma prática a qual eu simplesmente não posso mais me dar ao luxo de deixar de lado. E pelo simples fato de reservar 20 minutos do meu dia, antes de dormir, eu já consigo ler mais livros que a vergonhosa média brasileira, que gira em torno de três livros por ano. Mas, no tocante a histórias em quadrinhos, dei uma reduzida drástica (quase parada) nesse costume.

Se você é um leitor assíduo do blog, deve ter notado a adição de um novo site que eu comecei a acompanhar, lá no rodapé da página, na seção de blogs recomendados.
Trata-se do HQs e Comics, um blog voltado aos amantes dos quadrinhos e histórias de super-heróis no geral. Eu sei: o nome não é dos mais originais, e o layout com certeza poderia aceitar algumas dicas para melhorar um pouco o visual. Mas o blog, ativo há poucos meses, conta com textos ácidos, com bastante opinião própria e um visível amor por esse meio de entretenimento bastante obscurecido nos dias de hoje (mesmo com o não tão recente boom dos filmes de super-heróis). Layout franciscano... sem papas na língua... opiniões pessoais e amor a um entretenimento... Percebeu alguma semelhança entre este blog e o Mais Um Blog de Games? Então, se está com preguiça de rolar até o final da página, clique AQUI para ir direto ao blog.


O filme não chega a ser ruim, mas muda muita coisa sem necessidade.
E perde por não contar com a bela arte de David Loyd. Como eu disse, prefira o original...

A arte da manutenção de um blog é um ofício praticamente perdido nos dias de hoje, onde o que impera são textões super “elaborados” no Twitter e redes sociais. De fato, fica cada vez mais difícil encontrar bons exemplares da espécie, sendo que alguns deles podem ser observados em seu habitat natural, se você se der ao trabalho de visitar a minha já citada seção de blogs recomendados.

E eu fico extremamente feliz ao ver sites como Retina Desgastada, Neogamer e o Blog do Ammer resistirem ao tempo e às intempéries da rotina de se manter um conteúdo desses na internet. Esses blogs, apesar dos tropeços causados por coisas “chatas” como vida social, trabalho e estudo, conseguem desafiar as próprias leis do tempo e do espaço nerd para entregar um material de qualidade, opinião e comprometimento com seus meios de entretenimento favoritos.


Humor irresponsável, violência extrema e temas como religião e fantasia? Tô dentro!

A meu ver, o novato HQs e Comics, administrado pelo enigmático Hds, se encaixa nessa mesma categoria solene de blogs que merecem a minha e a sua atenção, e um cantinho aqui no Mais Um Blog de Games em forma de um post de divulgação.
Com muita opinião própria (que passa longe do maçante ficar “em cima do muro”), observações ácidas e texto de qualidade, o blog entra para a minha seleta lista de leituras garantidas. 
Com essa indicação, eu espero que este neófito blog consiga conquistar a atenção do mesmo tipo de público (muitas vezes silencioso) que aparece de vez em quando aqui, para prestigiar o meu blog.

E é isso, folks do Mais Um Blog de Games. Espero ter conseguido cumprir a minha missão (a de sempre indicar conteúdo de qualidade relevante para os que acompanham o site), e nos vemos no próximo post.


Au Revoir!

domingo, 1 de maio de 2016

O RETORNO DO REI, DESSA VEZ PRA VALER...






















Se você está se perguntando a moral do título deste post, provavelmente não leu meu texto (minúsculo, pros meus padrões) sobre alguns jogos da franquia KOF, que eu lancei ainda no primeiro aninho de vida do Mais Um Blog de Games. Para ver com os próprios olhos como as produções do blog eram franciscanas, clique AQUI.

E se você acompanha o blog desde sua criação, deve ter notado a quantidade de posts que eu lancei sobre a série Street Fighter. Essa quantidade de posts, se comparada com a mesma quantidade de textos sobre KOF, pode acabar dando a falsa impressão de que eu dei mais atenção a uma franquia em detrimento da outra. Se você ficou com essa impressão, só posso dizer que não sabe da missa a metade...

Por motivos que ficarão mais claros no final do texto, eu evitarei em contar historinhas sobre a minha relação de amor com a franquia The King of Fighters. Mas posso garantir que a falta de atenção aos jogos da SNK teve mais a ver com a qualidade deles em si do que com uma suposta falta de apreço pelo fantástico universo criado pela empresa, que fazia frente ao monopólio de Street Fighter em um passado não muito distante.


Um dos melhores jogos de luta de todos os tempos!

Não é novidade pra quem curte jogos de luta que a Capcom, com seu mega sucesso Street Fighter 4, colocou o gênero de volta nos holofotes da indústria, e a empreitada de sucesso acabou servindo de inspiração para que grandes franquias, como Mortal Kombat e Killer Instinct saíssem do armário da obscuridade também e tentassem um lugar ao sol. Eu coloquei Killer Instinct no meio das grandes franquias? Desculpem, errar é humano...

Mas eu, pessoalmente e como um eterno fã de jogos de luta, senti a ausência terrível de um bom título da série The King of Fighters nos últimos tempos. Uma série que esteve presente em grande parte da minha trajetória como gamer e que conseguiu chamar atenção até mesmo na década de 1990, época na qual qualquer outra franquia de fighting games que não fosse Street Fighter ou Mortal Kombat era varrida para o cantinho do esquecimento, sem dó nem piedade.

Mas o barulho causado por Street Fighter 4 não foi inspiração suficiente para os acionistas da SNK Playmore. O máximo de frutos que a franquia KOF rendeu, nos anos 2000, foram alguns jogos de qualidade duvidosa, que ou eram irrelevantes (infinitos dream matches com sprites copiados e colados de tudo quanto era fonte), ou  insistiam em estratégias de mercado que simplesmente não casam com as tecnologias de hoje (como o KOF 13, com seus combos infinitos ad nauseum e sprites carcomidos misturados com gráficos em 3D).


Me recuso a chamar esse duende cabeçudo de Yuri Sakasaki.

Mas como dizia Benimaru: “o tempo voa”, e o ano de 2016 traz o mais novo capitulo da série, desta vez sob a tutela apenas da SNK (nada de Playmore no nome, muito embora que eu não tenha corrido atrás da informação pra saber o que isso significa na prática): The King of Fighters 14 será lançado dia 23 de agosto do ano corrente, exclusivamente para o PS4.
O novo capítulo da saga encerra a (funesta e descartável) história de Ash, e começa uma nova era. Com relação ao enredo, não tem muito que falar, até porque a SNK não divulgou muita coisa. Mas o clima é de reboot mesmo.

Geralmente eu repudio essa tendência de reiniciar as coisas, e fingir que nada aconteceu. Mas dada a confusão que foi feita na saga de Ash (procure por vídeos no Youtube, como o excelente canal do Velberan para saber mais detalhes, visto que não tive estômago pra acompanhar o enredo por conta própria), eu não fico nem um pouquinho incomodado nesse caso. Agora comentarei alguns pontos do que sabemos até agora sobre este novo jogo, lembrando que o teor do texto é de hype, então não venha estorvar meu saquinho caso o jogo seja uma bomba, estamos combinados?


GRÁFICOS E SISTEMA






















Desde os primórdios de seu desenvolvimento, KOF 14 vem sendo bombardeado com críticas severas a respeito do visual dos personagens. Além dos gráficos iniciais serem simples demais, um lutador como Kyo foi prontamente rejeitado nos trailers por causa de seu look andrógino tipicamente japonês.

Ao longo do tempo, vários outros trailers foram sendo lançados, sempre com os velhos dizeres “trabalho em progresso, não representa a qualidade final do jogo” estampados nos cantos inferiores dos vídeos. E de fato, o mimimi padrão da nova era da internet surtiu bastante efeito: KOF 14 melhorou da água pro vinho, por causa das queixas de jogadores insatisfeitos.

Mesmo assim, eu ainda acho que a parte visual é o menor atrativo que este jogo tem a oferecer. Os personagens não foram descaracterizados visualmente, como vem acontecendo com Mortal Kombat desde o nono jogo (a Sonia Blade dos jogos atuais não parece nem um pouco com a clássica, que imortalizou a personagem; Cage parece um lutador genérico de filmes B de ação e por aí vai...). Pra ser sincero, o design dos personagens (salvo raras exceções) está bem fiel e conservador, o que me agradou bastante. Mas a qualidade gráfica do jogo em si é bem mediana, lembrando aquelas CGIs pastosas da era do Psone, e alguns elementos são bem inconstantes: ora os efeitos são soberbos (como na foto acima, ora são risíveis (como no projétil de Iori).


Olha que coisa mais Kisuco de groselha esse efeito de fogo!

Depois de uma execução soberba como a de Street Fighter 4, que nos surpreende mesmo uma geração depois (com uma alta qualidade de animação e gráficos estilizados), fica difícil engolir um jogo de luta que seja algo menos que isso (deixando bem claro que as fotos do post não são do jogo em tempo real, rodando no PS4. Elas foram capturadas de um vídeo da IGN, através do próprio console).
Mas é aquela coisa: se o jogo for divertido como seus antecessores, os gráficos médios acabarão perdendo um pouco da relevância, muito embora que eu ainda defenda a ideia de que um jogo que só exibe dois personagens e um cenário tem a obrigação de fazer bonito nos visuais.

Já o sistema “novo” me agradou bastante. O motivo das aspas reside no fato de que esse sistema marca pontos mais pela sua simplicidade do que pela sua inovação que, pelo que foi mostrado nos trailers, é praticamente zero.
Acho que finalmente a SNK se deu conta do significado da frase “às vezes, menos é mais”, e decidiu fazer uma faxina na bagunça que vinha sendo o sistema de seus jogos.


Um combo estilo Pocket Fighter, para iniciantes.

Nada de strikers, de combos intermináveis ou de canceladas que cancelam canceladas que culminam em uma ultra mega cancelada, com um super especial que causaria sérios problemas de saúde em portadores de epilepsia. Tudo foi resumido ao bom e velho 3 contra 3, com uma luta que começa com a possibilidade de acumular três cargas de especial, sendo que você ganha um nível a cada lutador perdido, totalizando cinco na luta final.

O resto você já sabe: golpes normais e especiais, super e ultra combos, esquiva, a possibilidade de gastar uma barra pra tirar mais dano e todos os outros elementos que tornavam os combates da série memoráveis.
Pra não dizer que não há nenhuma mudança, existe um combo para novatos, que pode ser executado apenas martelando o botão quadrado; e um tipo de modo extra, que torna alguns golpes mais fortes (a exemplo de Street Fighter).


PERSONAGENS E MODOS DE JOGO






















Sim, eu sempre afirmo que a Capcom praticamente criou o gênero luta. Se não o fez, definiu os alicerces que seriam usados dali pra frente. Eu AMO personagens como Ryu, Guile, Chun-Li e M.Bison. Mas tem uma coisa que você não pode negar, mesmo sendo o fã mais ferrenho de Street Fighter (como é meu caso): a SNK sabe criar personagens carismáticos como ninguém.

Mesmo quando ela copia personagens clássicos de Street Fighter, ela ainda consegue fazer melhor (como é o caso de Takuma, Rio, etc.). Mesmo quando ela faz piadas autorreferenciais, essas piadas ainda possuem mais personalidade que a média vista nos lutadores da Capcom (que não passam de estereótipos de uma arte marcial, como o lutador de caratê, o gordo que luta sumô, o macaco verde que solta choque... é, esse exemplo foi péssimo), como no caso de Shingo. Mesmo quando ela NEM TENTA, saem personagens que exalam carisma pelos poros, a exemplo de Foxy, Vanessa, Ramon, Seth e Lin.

Eu fico muito feliz em dizer que, não só os personagens desse jogo estão bastante fiéis ao seus designs clássicos (diferente do Takuma com síndrome de down e da Iuri com megacefalia do KOF 13), como a quantidade de lutadores, logo na estreia do jogo, é de deixar qualquer um de queixo caído: 50 LUTADORES. 50 LUTADORES! EU DISSE: 50 LUTADORES, PORRA!!!!


Mais uma vez: 50 LUTADORES! CHUUUUUUUUUUUUUUUUPA, Capcom!

Ouviu isso, Street Fighter 5? 50-FUCKING-MEGA-LUTADORES, logo no lançamento, sem precisar esperar por algo que só vai sair em meses (ou anos), sem precisar pagar a mais em DLCs.
E falando em DLCs, a SNK já bateu o martelo, afirmando que não haverá personagens a mais, adquiríveis por download. O que eu, particularmente, acho um erro, visto que algumas presenças obrigatórias na série ficaram de fora dessa lista, como Takuma, Heidern, o time inteiro dos EUA, o time de Yashiro, e muitos outros que não me lembro agora.

Com isso, listas de rumores surgem a todo momento nos fóruns da empresa, com alguns dos personagens citados. Eu, sinceramente, espero que a SNK esteja apenas fazendo doce, pra não mostrar todas as suas cartas logo de cara (a batalha de melhor fighting game da geração promete ser acirrada).
Também pelo fato de que algumas caras novas no cast de lutadores não são nada interessantes, e estão lá pra tirar sarro com a cara dos jogadores e pra cumprir demanda de máquinas de pachinko. Pelo jeito, o passado funesto que a marca Playmore carrega ainda não deixou de projetar a sua sombra sobre a franquia The King of Fighters...


Aqui é uma exceção: Kukri é interessante pra caramba, apesar do nome bizarro.

Na parte dos modos de jogos, foi adicionada uma sala de treino exatamente igual à do Street Fighter 4. Não que isso seja um problema, visto que eu acho que não foi a Capcom que criou esse recurso nos jogos de luta.

Dando prosseguimento em sua lição de "como não ferrar com a expectativa dos fãs", a SNK já revelou que o jogo contará com o sempre excelente modo de missões (aquele no qual temos que cumprir certos requisitos, pra passar pro próximo desafio); um modo online 3X3; um modo story; um modo versus padrão; um tutorial e uma galeria de arte, com ilustrações de, simplesmente, TODOS os jogos anteriores da franquia. Tá vendo como se faz, Capcom?


Arcade, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!

O único porém é que ela não mostra, na imagem do menu, o modo Arcade, cuja ausência foi o estopim para o lançamento mais desastroso que eu já vi de um jogo de luta em minha vida (caso você tenha dormido, estou me referindo ao Street Fighter 5, em fevereiro deste ano). Espero, do fundo do meu coração, que isso tenha sido apenas um engano, e que a SNK não tenha sido contaminada pelo mesmo vírus mental que assolou as mentes criativas da Capcom. Caso não seja, já cumpri com a minha parte, xingando muito no Twitter da SNK e exigindo um modo Arcade.


MINHAS EXPECTATIVAS, ATÉ ENTÃO...






















Desde o começo dos anúncios eu ainda estava bastante cético com esse jogo. E não é pra menos: desde o KOF 2001 (se você estiver de bom humor, troque o 2001 por 2002, sob risco de se arrepender mais tarde) não vemos um bom jogo dessa franquia. Um que fizesse jus a uma das maiores e melhores sagas de luta que a indústria de games já viu.

Por muito tempo, a SNK liderou o pódio com a sua franquia de jogos de luta, e merecidamente: KOF era um evento de proporções dragonquestianas, capaz de fazer governos decretarem feriados e alunos faltarem aula, saindo correndo ao fliperama mais próximo pra conferir a edição do ano.


Esse time promete...

Os jogos anteriores vinham deixando muito a desejar, com sistemas de combate que valorizavam a decoreba de combos intermináveis; gráficos em cima do muro, que teimavam nos sprites em 2D misturados com efeitos toscos em 3D; e design de personagens que era motivo de piada, descaracterizando lutadores clássicos que fizeram parte da infância e juventude de muitos jogadores.

Passado o supersticioso número 13, eu posso afirmar que tenho bons motivos para nutrir altas expectativas sobre este décimo quarto episódio. E pode apostar que eu tenho muuuuuita história pra contar sobre KOF. Mas prefiro guardá-las para a feliz ocasião de um hipotético Meu Review Supremo de The King of Fighters XIV, caso este faça por merecer.


Sinta-se convidado...

E é isso pessoal. Ficarei na torcida por este jogo, de orelhas em pé na época dos reviews (pra saber se vale a pena comprá-lo no lançamento) e na vã esperança de que a SNK lance uma demonstração do game, para eu poder sentir coisas como ritmo de jogo e “peso” da jogabilidade e controles. Nos vemos no próximo post, e deixo os leitores com o trailer mais completo lançado pela SNK anté então:





Au Revoir!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

TRIPULAÇÃO DESCARTÁVEL...






















Alien o Oitavo Passageiro é o meu filme preferido. Não, não ficou faltando nenhum complemento na descrição que o leitor acabou de ler: Alien é o meu filme favorito DE TODOS OS TEMPOS, não importando o gênero, época, elenco ou enredo.

Alien conta a história do cargueiro Nostromo. E se você precisa que eu termine essa sinopse, com certeza entrou no blog errado, e não deve ter a menor noção do quanto eu sou fã e apaixonado por essa franquia.

Eu já fiz uma análise completa do primeiro filme aqui blog. Clique AQUI pra ler na íntegra. E confesso que acabei me arrependendo um pouco do teor cômico que dei ao texto na época, pois destratar esse filme e não levá-lo a sério como ele merece é um pecado que eu não perdoo que seja cometido nem por mim mesmo.


Quem nasceu primeiro: o ovo ou o xenomorfo?

Na época, eu adotei tal formato por achar que um texto de milhares de rolagens de mouse apenas enaltecendo a obra de Ridley Scott e cia. ficaria chato por demais de ler. Mas é aquela coisa: o blog estava apenas em seus primeiros meses de vida; a mentalidade era outra; e eu simplesmente preferi fazer o texto da forma que mais me divertisse durante o processo.

Minha trajetória com o filme data dos meus longínquos sete ou oito anos. E irresponsabilidades parentais à parte (em deixar uma criança assistir a um filme onde pessoas são partidas ao meio por uma cobra espacial), só posso agradecer aos criadores dessa película por terem criado algo que parece ter sido feito sob medida para saciar os meus fetiches com steampunk, engenheiras de cabelos fartos trajando macacões e gritos que não podem ser ouvidos no espaço.

Nos games o terror não poderia ser diferente: fica até difícil catalogar todas as aparições que a criatura idealizada por Dan O’bannon e Ron Shusett fez ao longo de todas as gerações de consoles/PCs. Justamente por ter escrito um post contando as minhas experiências com essa franquia nos games é que eu não vou me prolongar no assunto, lembrando que o post Nono Passageiro pode ser conferido AQUI.


Alien Ressurection, de PSone: lindos gráficos, dublagem soberba, difícil pra burro.

Ao completar a tenra idade de 34 aninhos no ano corrente, eu fui presenteado pelo meu irmão mais chegado a mim com um livro, um novelização que (re) conta a história original do Nostromo e a curiosidade inquietante do co-piloto Kane em enfiar o bedelho onde não foi chamado. 
Uma lição de casa no mínimo obrigatória pra quem se arroga um dos maiores fãs da franquia, que espero vir a contribuir com detalhes de enredo que não entraram no filme (cortesia do escritor Alan Dean Foster). 

ATUALIZADO: no dia em que escrevi este post, eu não fazia ideia de que existe o Dia do Alien, comemorado em 26 de abril, em homenagem ao planetoide que deu origem ao problema todo (seu nome é LV-426, lembrando que em inglês o mês é grafado antes do dia). Belo fã, heim seu Shadow?

Mas foi em 2015, no Playstation 3, que eu pude acompanhar de perto a sensação “real” de estar preso em uma espaçonave abandonada (por deus e pela tecnologia mais moderna) com um ser de puro instinto e agressividade, que te aniquila ao menor sinal de sua existência (há fãs da saga que não aguentam o tranco psicológico e desistem de ajudar Amanda Ripley antes do meio do caminho; e eu não os culpo – clique AQUI para um bom exemplo). 
O veículo para tal experiência tem nome, um nome que eu adoraria ouvir reverberando mais vezes pela imensidão fria e silenciosa da indústria dos games: ALIEN ISOLATION.


Acabamento impecável.

Mais uma vez, eu já falei quilos sobre esse maravilhoso jogo no Meu Review Supremo de Alien Isolation. Para ler, clique AQUI. E eu não sei se o jogo bate mais recordes de quantidade de caracteres que eu gastei para elogiá-lo aqui no blog, ou recordes de jogo de videogame mais vezes jogado no menor intervalo de tempo: ABSURDAS OITO VEZES EM UM PERÍODO DE APENAS UM ANO (varrendo o chão com a cara do anterior detentor do título, Final Fantasy 10 e suas cinco jogadas em cinco anos...).

Que obsessão que nada! Como um fã doente da série e de todos os elementos que compõem a obra (steampunk, terror, sci-fi, espaço sideral, terror biológico), eu sinto uma necessidade quase que orgânica de passear pelos corredores da Sevastopol, sentindo a atmosfera do cargueiro Nostromo adentrar pelos poros de uma maneira sinestésica que nem o próprio filme de 1979 pode proporcionar.


Faltam palavras para expressar a minha paixão por este universo...

De fato, Alien Isolation é um jogo que desperta em mim a necessidade de bater o martelo definitivamente com relação a alguns de seus aspectos, deixando brecha para frases do tipo “o melhor jogo de Alien”, “o melhor design e atmosfera que eu já vi em um jogo” ou “o melhor jogo de filme já feito”. Apesar de que rotular Isolation dessa forma, de subproduto de filme, é uma das maiores injustiças que podem ser feitas com o título em si, e com seus criadores, visto que o game respira por conta própria e, de quebra, ainda adiciona uma coisinha aqui e ali ao já rico universo de Alien.

Depois de saborear o temível modo Nightmare (nada de itens nos contêineres, nada de mapa ou tracker, one-hit-one-kil pra tudo) e de finalizar o game pela oitava vez (em homenagem ao passageiro mais querido de todos os tempos), havia chegado a hora de conferir os conteúdos adicionais disponíveis para Alien Isolation, dos quais falarei um pouco agora.


TRIPULAÇÃO CAÇA-NÍQUEIS






















Alien Isolation, mais uma vez, é uma experiência incrível e um presente aos fãs da série. Em minhas maratonas de assistir a todos os filmes da franquia em um fim de semana só (e sim, eu considero Prometeus um capítulo legítimo da saga, com direito a choro livre pra quem discorda), eu não mais considero a sessão completa se eu não der ao menos uma passadinha pra conferir alguma parte do game, que pra mim já figura como um spin-off oficial dos filmes, só que em uma mídia diversa da do cinema.

Mas tem uma coisa que nem o fã mais doente do jogo pode negar: Alien Isolation possui 0% de extras de jogo. Perceba que eu não falei zero por cento de fator replay, pois a aventura de Amanda é deliciosamente imersiva o bastante pra me fazer jogar por oito vezes e contando...

O que eu quero dizer com isso é que, uma vez finalizada a campanha principal, não há mais nada a ser feito além de dar new game e sentir calafrios mais uma vez pela simples ação de precisar virar em uma esquina...


Ideia nova surgida do nada: uma arma
de facehugger que cospe ácido nos inimigos! Não? Ah, tá bom, seu chato...

Eu sei que Isolation não é um jogo de tiro, mas bem que eu ficaria feliz com a inclusão, depois de cumprir certos requisitos, de um exemplar da deliciosa Smartgun mostrada no filme Aliens (e em alguns jogos da série). Ou então os produtores podiam ter enchido o saco da Sony pra disponibilizar uma cópia digital do primeiro filme, o que me deixaria bem feliz, visto que meu disco em DVD foi pro espaço (e na Netflix, necas de Alien. Preposterous!).

Ao invés disso, nós ganhamos o modo Survival, que se trata de apenas UMA ÁREA com alguns objetivos a serem cumpridos. Quer mais cenários? Então compra! 
A mecânica é bem simples: você tem um acesso a itens ainda mais limitado que na campanha principal, e deve correr contra o tempo (e contra o Alien) para garantir uma maior pontuação no final da fase. Bem anos noventa, eu sei...

O primeiro DLC do game foi o Crew Expendable, que nos permite jogar com Ripley, Dallas ou Parker, para reviver aquela sequência do filme (uma das mais tensas da história do cinema) na qual temos que encurralar o Alien nos dutos de ventilação, aos gritos de “Não Dallas! Por aí não!” da desesperada Lambert.


Dallas ouvindo música clássica no módulo de fuga do Nostromo, como sempre...

Mesmo fazendo a lição de casa a contento (a porra é tensa demais, acredite!), é uma piada a Creative Assembly cobrar por um conteúdo em DLC que faz o Automatron do Fallout 4 parecer uma bíblia de profundidade.
Bem, eu nunca paguei um centavo a mais pelo DLC, visto que nas duas ocasiões que adquiri uma cópia do jogo (PS3 e PS4), eu comprei logo de cara a Nostromo Edition (pra ser sincero, nunca vi outra que não fosse a Nostromo). Mas de qualquer forma, fica a crítica, só pra não perder o costume e deixar de ser imparcial.

Safe Haven é um DLC que conta um pouco sobre Axel, aquele carinha que vive o suficiente apenas pra ensinar uma engenheira classe B a trocar as baterias de uma lanterna (ah, tutoriais...).


Esse Parker ficou esquisito pra caramba.

Já em The Trigger, Amanda se engaja em missões de plantar explosivos em pontos estratégicos da Sevastopol para encurralar e dar cabo do bicho de uma vez por todas. Eu acho.
E apenas acho mesmo, visto que não adquiri e provavelmente não vou adquirir nenhum desses conteúdos do jogo.
Mesmo sem ter jogado, esses DLCs parecem meras variações do esquema de gato-e-rato simplificado que vemos no modo Survival, e não se configuram como adições interessantes o suficiente para eu gastar absurdos 300 créditos espaciais em cada um deles (convertendo, dá mais ou menos R$16,00 por conteúdo). Eu fico mais que aliviado pelo fato de que a campanha principal do jogo é mais interessante e complexa que seus DLCs, que não passam de versão resumidas e simplificadas do que já temos no modo campanha.

Nesse quesito, acho que a Creative Assembly (ou seja lá quem dá a palavra final nessas questões) devia tomar de exemplo a atitude de empresas como CD Projekt Red e Rockstar, e liberar de vez a passarinha  disponibilizando gratuitamente esses DLCs.


ENQUANTO ISSO, NO RETÍCULO ZETA...






















A Creative Assembly já deu todas as dicas de que o Alien Isolation (que vendeu aproximadamente 2 milhões de cópias) não terá a esperada continuação que fãs e funcionários da empresa desejam. Eu já falei sobre isso aqui no blog, em um dos posts mais difíceis que tive que escrever desde a criação do site (clique AQUI para ler).
E pelos meus textos anteriores sobre Alien, acho que não se faz necessário salientar o quanto esse fato é fúnebre para este que vos escreve.

Já em outras mídias, a franquia Alien ainda não realizou o seu derradeiro salto em direção a um tanque de chumbo borbulhante: Ridley Scott já vem sinalizando seu interesse na continuação de Prometeus desde o lançamento do primeiro filme, em 2012. Também há rumores sobre um quinto filme, que traria Ripley e Dwayne Ricks fazendo sabe-se lá o que em sabe-se lá que contexto...

ATUALIZADO: o projeto se chama Alien Covenant.

ATUALIZAÇÃO DO ATUALIZADO: Alien Covenant não é NADA do que os boatos diziam, sendo apenas uma continuação direta de Prometheus.


Sério: como fã da série eu EXIJO saber qual é a desse mural!

A SEGA, detentora dos direitos da franquia, demonstra interesse em lançar outros jogos com o nome da marca, muito embora que nada de concreto tenha sido anunciado de fato. O problema é que, pelo visto, a produtora do Sonic não aceita nenhum título que renda menos que um Call of Duty em vendas, e esse estilo de jogo simplesmente não combina com o produto final de excelente qualidade alcançado pela criadora de Isolation.

Ideias não faltam: como eu disse em outros posts, eu adoraria ver um jogo que mesclasse stealth com cenas de ação típicas de um Alien VS Predador da vida; um jogo que aproveitasse o melhor que os fãs apaixonados da Creative Assembly conseguiram idealizar (pois um resultado desses só pode ser oriundo de paixão e dedicação mesmo), ambientado em um planeta-prisão que serviria de palco para caçadas frenéticas e tensas de um clã de Predadores tentando alcançar a maturidade social. As possibilidades estão aí.


O filme Predadores já pega um pouco da ideia que eu tenho pra um
novo jogo, feito pela CA. Só falta adicionar o elemento ácido à fórmula...

E é isso pessoal. Gostaria de finalizar o texto indicando esse excelente jogo, mais uma vez, pra quem ainda não conhece e é fã do gênero stealth, e lembrando que no canal do Youtube tem vídeo com minhas análises comentadas (descompromissadamente) de todos os filmes da franquia (barra lateral direita, canto superior e descendo).


Au Revoir!