Em minha modesta
opinião, leitura é um componente essencial na vida de um ser humano. Muito embora
que você nunca tenha terminado um livro completo em toda a sua vida (acredite:
EXISTEM pessoas que conseguem tal “façanha”...), o simples ato de abrir seu
Facebook pra compartilhar bobagens na sua timeline te obriga a exercer esse hábito
de importância fundamental à vida.
Eu posso dizer que sou
uma pessoa de sorte: desde os seis ou sete anos de idade, aqui na minha casa, a
leitura era amplamente estimulada pelos meus irmãos mais velhos, que saíam no
tapa pra ver quem se atracaria primeiro com o Almanacão de Férias da Turma da
Mônica. Ok, confesso que dei uma exagerada nessa representação, mas meu relato
não fica muito longe do que realmente acontecia aqui em casa, na minha
infância.
Com o advento da
adolescência, o bully praticado pelo Cebolinha acaba meio que perdendo seus
encantos, e é um passo totalmente natural e compreensível que um iniciado no
hábito da leitura procure por fontes mais adequadas à sua faixa etária.
É aí que entram os
quadrinhos.
Ah, saudosa época em que as crianças não tinham minúsculas telas de tablet pra acabar com seus globos oculares... (SAUDOSISMO: OFF)
Eu leio quadrinhos de
super-heróis desde a infância/pré-adolescência, e posso me orgulhar de ter
passado por grandes sagas que marcaram esse ramo de entretenimento: Crise nas
Infinitas Terras; A Morte do Super-Homem (que naquela época não era chamado de
Superman); Guerras Secretas; toda aquela fase dos X-men, de Jim Lee; e tantas
outras mais que não me recordo agora.
De histórias como Os
Invisíveis, Patrulha do Destino e Homem-Animal, de Grant Morrison, surgiu meu
amor pelo psicodélico, pela bizarrice e pela riqueza do reino animal,
respectivamente. De obras como Orquídea Negra (Neil Gaiman), Hellblazer (Garth
Ennis) e Mostro do Pântano (Alan Moore) é que veio minha paixão pela
sensibilidade humana, pactos com o capeta e terror puro na veia, também
respectivamente.
Com o passar do tempo,
e com a (re)descoberta do maravilhoso mundo dos games, confesso (com um dedinho de
pesar, admito) que me afastei um pouco desse mundo maravilhoso das HQs. Sim,
minhas memórias mais recentes desse universo são muito distantes das histórias
feitas pra cumprir cota e agradar minorias, que vemos aos borbotões nas bancas
de revista atualmente.
Sempre que puder, dê preferência à história original. Filmes raramente conseguem capturar a plenitude da HQ.
Não que eu tenha me
afastado do hábito ler. Claro que não. Até por causa da “obrigação” da
faculdade, a leitura (seja de livros didáticos ou não) é uma prática a qual eu
simplesmente não posso mais me dar ao luxo de deixar de lado. E pelo simples fato de reservar 20 minutos do meu dia, antes de dormir, eu já consigo ler mais livros que a vergonhosa média brasileira, que gira em torno de três livros por ano. Mas, no tocante a
histórias em quadrinhos, dei uma reduzida drástica (quase parada) nesse costume.
Se você é um leitor
assíduo do blog, deve ter notado a adição de um novo site que eu comecei a
acompanhar, lá no rodapé da página, na seção de blogs recomendados.
Trata-se do HQs e
Comics, um blog voltado aos amantes dos quadrinhos e histórias de super-heróis
no geral. Eu sei: o nome não é dos mais originais, e o layout com certeza poderia
aceitar algumas dicas para melhorar um pouco o visual. Mas o blog, ativo há poucos
meses, conta com textos ácidos, com bastante opinião própria e um visível amor
por esse meio de entretenimento bastante obscurecido nos dias de hoje (mesmo com o
não tão recente boom dos filmes de super-heróis). Layout franciscano... sem papas na língua... opiniões pessoais e amor a um entretenimento... Percebeu alguma semelhança
entre este blog e o Mais Um Blog de Games? Então, se está com preguiça de rolar até o final da página, clique AQUI para ir direto ao blog.
O filme não chega a ser ruim, mas muda muita coisa sem necessidade. E perde por não contar com a bela arte de David Loyd. Como eu disse, prefira o original...
A arte da manutenção
de um blog é um ofício praticamente perdido nos dias de hoje, onde o que impera
são textões super “elaborados” no Twitter e redes sociais. De fato, fica cada vez
mais difícil encontrar bons exemplares da espécie, sendo que alguns deles podem
ser observados em seu habitat natural, se você se der ao trabalho de visitar a
minha já citada seção de blogs recomendados.
E eu fico extremamente
feliz ao ver sites como Retina Desgastada, Neogamer e o Blog do Ammer
resistirem ao tempo e às intempéries da rotina de se manter um conteúdo desses
na internet. Esses blogs, apesar dos tropeços causados por coisas “chatas” como
vida social, trabalho e estudo, conseguem desafiar as próprias leis do tempo e
do espaço nerd para entregar um material de qualidade, opinião e comprometimento
com seus meios de entretenimento favoritos.
Humor irresponsável, violência extrema e temas como religião e fantasia? Tô dentro!
A meu ver, o novato
HQs e Comics, administrado pelo enigmático Hds, se encaixa nessa mesma
categoria solene de blogs que merecem a minha e a sua atenção, e um cantinho
aqui no Mais Um Blog de Games em forma de um post de divulgação.
Com muita opinião
própria (que passa longe do maçante ficar “em cima do muro”), observações
ácidas e texto de qualidade, o blog entra para a minha seleta lista de leituras
garantidas.
Com essa indicação, eu espero que este neófito blog consiga
conquistar a atenção do mesmo tipo de público (muitas vezes silencioso) que
aparece de vez em quando aqui, para prestigiar o meu blog.
E é isso, folks do
Mais Um Blog de Games. Espero ter conseguido cumprir a minha missão (a de
sempre indicar conteúdo de qualidade relevante para os que acompanham o site),
e nos vemos no próximo post.
Se você está se
perguntando a moral do título deste post, provavelmente não leu meu texto
(minúsculo, pros meus padrões) sobre alguns jogos da franquia KOF, que eu
lancei ainda no primeiro aninho de vida do Mais Um Blog de Games. Para ver com os
próprios olhos como as produções do blog eram franciscanas, clique AQUI.
E se você acompanha o
blog desde sua criação, deve ter notado a quantidade de posts que eu lancei
sobre a série Street Fighter. Essa quantidade de posts, se comparada com a
mesma quantidade de textos sobre KOF, pode acabar dando a falsa impressão de
que eu dei mais atenção a uma franquia em detrimento da outra. Se você ficou
com essa impressão, só posso dizer que não sabe da missa a metade...
Por motivos que
ficarão mais claros no final do texto, eu evitarei em contar historinhas sobre
a minha relação de amor com a franquia The King of Fighters. Mas posso garantir
que a falta de atenção aos jogos da SNK teve mais a ver com a qualidade deles
em si do que com uma suposta falta de apreço pelo fantástico universo criado
pela empresa, que fazia frente ao monopólio de Street Fighter em um passado não
muito distante.
Um dos melhores jogos de luta de todos os tempos!
Não é novidade pra
quem curte jogos de luta que a Capcom, com seu mega sucesso Street Fighter 4,
colocou o gênero de volta nos holofotes da indústria, e a empreitada de sucesso
acabou servindo de inspiração para que grandes franquias, como Mortal Kombat e
Killer Instinct saíssem do armário da obscuridade também e tentassem um lugar
ao sol. Eu coloquei Killer Instinct no meio das grandes franquias? Desculpem, errar é humano...
Mas eu, pessoalmente e
como um eterno fã de jogos de luta, senti a ausência terrível de um bom
título da série The King of Fighters nos últimos tempos. Uma série que esteve presente em grande
parte da minha trajetória como gamer e que conseguiu chamar atenção até mesmo
na década de 1990, época na qual qualquer outra franquia de fighting games que não
fosse Street Fighter ou Mortal Kombat era varrida para o cantinho do esquecimento,
sem dó nem piedade.
Mas o barulho causado
por Street Fighter 4 não foi inspiração suficiente para os acionistas da SNK
Playmore. O máximo de frutos que a franquia KOF rendeu, nos anos 2000, foram
alguns jogos de qualidade duvidosa, que ou eram irrelevantes (infinitos dream
matches com sprites copiados e colados de tudo quanto era fonte), ou insistiam em estratégias de mercado que
simplesmente não casam com as tecnologias de hoje (como o KOF 13, com seus combos infinitos ad nauseum e sprites carcomidos
misturados com gráficos em 3D).
Me recuso a chamar esse duende cabeçudo de Yuri Sakasaki.
Mas como dizia Benimaru:
“o tempo voa”, e o ano de 2016 traz o mais novo capitulo da série, desta vez
sob a tutela apenas da SNK (nada de Playmore no nome, muito embora que eu não
tenha corrido atrás da informação pra saber o que isso significa na prática):
The King of Fighters 14 será lançado dia 23 de agosto do ano corrente,
exclusivamente para o PS4.
O novo capítulo da
saga encerra a (funesta e descartável) história de Ash, e começa uma nova era. Com
relação ao enredo, não tem muito que falar, até porque a SNK não divulgou muita
coisa. Mas o clima é de reboot mesmo.
Geralmente eu repudio
essa tendência de reiniciar as coisas, e fingir que nada aconteceu. Mas dada a
confusão que foi feita na saga de Ash (procure por vídeos no Youtube, como o
excelente canal do Velberan para saber mais detalhes, visto que não tive
estômago pra acompanhar o enredo por conta própria), eu não fico nem um
pouquinho incomodado nesse caso. Agora comentarei alguns pontos do que sabemos
até agora sobre este novo jogo, lembrando que o teor do texto é de hype, então
não venha estorvar meu saquinho caso o jogo seja uma bomba, estamos combinados?
GRÁFICOS E SISTEMA
Desde os primórdios de
seu desenvolvimento, KOF 14 vem sendo bombardeado com críticas severas a
respeito do visual dos personagens. Além dos gráficos iniciais serem simples
demais, um lutador como Kyo foi prontamente rejeitado nos trailers por causa de
seu look andrógino tipicamente japonês.
Ao longo do tempo,
vários outros trailers foram sendo lançados, sempre com os velhos dizeres “trabalho em progresso, não representa a
qualidade final do jogo” estampados nos cantos inferiores dos vídeos. E de
fato, o mimimi padrão da nova era da internet surtiu bastante efeito: KOF 14
melhorou da água pro vinho, por causa das queixas de jogadores insatisfeitos.
Mesmo assim, eu ainda
acho que a parte visual é o menor atrativo que este jogo tem a oferecer. Os personagens
não foram descaracterizados visualmente, como vem acontecendo com Mortal Kombat
desde o nono jogo (a Sonia Blade dos jogos atuais não parece nem um pouco com a
clássica, que imortalizou a personagem; Cage parece um lutador genérico de
filmes B de ação e por aí vai...). Pra ser sincero, o design dos personagens
(salvo raras exceções) está bem fiel e conservador, o que me agradou bastante. Mas
a qualidade gráfica do jogo em si é bem mediana, lembrando aquelas CGIs
pastosas da era do Psone, e alguns elementos são bem inconstantes: ora os efeitos são soberbos (como na foto acima, ora são risíveis (como no projétil de Iori).
Olha que coisa mais Kisuco de groselha esse efeito de fogo!
Depois de uma execução
soberba como a de Street Fighter 4, que nos surpreende mesmo uma geração depois (com uma alta qualidade de animação e gráficos estilizados), fica difícil engolir
um jogo de luta que seja algo menos que isso (deixando bem claro que as fotos do post não são do jogo em tempo real, rodando no PS4. Elas foram capturadas de um vídeo da IGN, através do próprio console).
Mas é aquela coisa: se
o jogo for divertido como seus antecessores, os gráficos médios acabarão
perdendo um pouco da relevância, muito embora que eu ainda defenda a ideia de
que um jogo que só exibe dois personagens e um cenário tem a obrigação de fazer
bonito nos visuais.
Já o sistema “novo” me
agradou bastante. O motivo das aspas reside no fato de que esse sistema marca
pontos mais pela sua simplicidade do que pela sua inovação que, pelo que foi
mostrado nos trailers, é praticamente zero.
Acho que finalmente a
SNK se deu conta do significado da frase “às vezes, menos é mais”, e decidiu
fazer uma faxina na bagunça que vinha sendo o sistema de seus jogos.
Um combo estilo Pocket Fighter, para iniciantes.
Nada de strikers, de
combos intermináveis ou de canceladas que cancelam canceladas que culminam em
uma ultra mega cancelada, com um super especial que causaria sérios problemas
de saúde em portadores de epilepsia. Tudo foi resumido ao bom e velho 3 contra
3, com uma luta que começa com a possibilidade de acumular três cargas de
especial, sendo que você ganha um nível a cada lutador perdido, totalizando
cinco na luta final.
O resto você já sabe:
golpes normais e especiais, super e ultra combos, esquiva, a possibilidade de
gastar uma barra pra tirar mais dano e todos os outros elementos que tornavam
os combates da série memoráveis.
Pra não dizer que não
há nenhuma mudança, existe um combo para novatos, que pode ser executado apenas
martelando o botão quadrado; e um tipo de modo extra, que torna alguns golpes
mais fortes (a exemplo de Street Fighter).
PERSONAGENS E MODOS DE JOGO
Sim, eu sempre afirmo
que a Capcom praticamente criou o gênero luta. Se não o fez, definiu os
alicerces que seriam usados dali pra frente. Eu AMO personagens como Ryu, Guile,
Chun-Li e M.Bison. Mas tem uma coisa que você não pode negar, mesmo sendo o fã
mais ferrenho de Street Fighter (como é meu caso): a SNK sabe criar personagens
carismáticos como ninguém.
Mesmo quando ela copia
personagens clássicos de Street Fighter, ela ainda consegue fazer melhor (como é
o caso de Takuma, Rio, etc.). Mesmo quando ela faz piadas autorreferenciais,
essas piadas ainda possuem mais personalidade que a média vista nos lutadores
da Capcom (que não passam de estereótipos de uma arte marcial, como o lutador de caratê,
o gordo que luta sumô, o macaco verde que solta choque... é, esse exemplo foi péssimo), como no caso de Shingo. Mesmo quando ela NEM TENTA, saem personagens que
exalam carisma pelos poros, a exemplo de Foxy, Vanessa, Ramon, Seth e Lin.
Eu fico muito feliz em
dizer que, não só os personagens desse jogo estão bastante fiéis ao seus
designs clássicos (diferente do Takuma com síndrome de down e da Iuri com
megacefalia do KOF 13), como a quantidade de lutadores, logo na estreia do jogo, é de deixar qualquer um de queixo caído: 50 LUTADORES. 50 LUTADORES! EU DISSE: 50
LUTADORES, PORRA!!!!
Mais uma vez: 50 LUTADORES! CHUUUUUUUUUUUUUUUUPA, Capcom!
Ouviu isso, Street Fighter
5? 50-FUCKING-MEGA-LUTADORES, logo no lançamento, sem precisar esperar por algo
que só vai sair em meses (ou anos), sem precisar pagar a mais em DLCs.
E falando em DLCs, a
SNK já bateu o martelo, afirmando que não haverá personagens a mais,
adquiríveis por download. O que eu, particularmente, acho um erro, visto que
algumas presenças obrigatórias na série ficaram de fora dessa lista, como
Takuma, Heidern, o time inteiro dos EUA, o time de Yashiro, e muitos outros que
não me lembro agora.
Com isso, listas de
rumores surgem a todo momento nos fóruns da empresa, com alguns dos personagens
citados. Eu, sinceramente, espero que a SNK esteja apenas fazendo doce, pra não
mostrar todas as suas cartas logo de cara (a batalha de melhor fighting game da
geração promete ser acirrada).
Também pelo fato de
que algumas caras novas no cast de lutadores não são nada interessantes, e
estão lá pra tirar sarro com a cara dos jogadores e pra cumprir demanda de
máquinas de pachinko. Pelo jeito, o passado funesto que a marca Playmore carrega
ainda não deixou de projetar a sua sombra sobre a franquia The King of
Fighters...
Aqui é uma exceção: Kukri é interessante pra caramba, apesar do nome bizarro.
Na parte dos modos de
jogos, foi adicionada uma sala de treino exatamente igual à do Street Fighter
4. Não que isso seja um problema, visto que eu acho que não foi a Capcom que
criou esse recurso nos jogos de luta.
Dando prosseguimento em sua lição
de "como não ferrar com a expectativa dos fãs", a SNK já revelou que o jogo
contará com o sempre excelente modo de missões (aquele no qual temos que
cumprir certos requisitos, pra passar pro próximo desafio); um modo online 3X3;
um modo story; um modo versus padrão; um tutorial e uma galeria de arte, com ilustrações
de, simplesmente, TODOS os jogos anteriores da franquia. Tá vendo como se faz, Capcom?
Arcade, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!
O único porém é que
ela não mostra, na imagem do menu, o modo Arcade, cuja ausência foi o estopim
para o lançamento mais desastroso que eu já vi de um jogo de luta em minha vida
(caso você tenha dormido, estou me referindo ao Street Fighter 5, em fevereiro
deste ano). Espero, do fundo do meu coração, que isso tenha sido apenas um
engano, e que a SNK não tenha sido contaminada pelo mesmo vírus mental que
assolou as mentes criativas da Capcom. Caso não seja, já cumpri com a minha parte, xingando muito no Twitter da SNK e exigindo um modo Arcade.
MINHAS EXPECTATIVAS,
ATÉ ENTÃO...
Desde o começo dos anúncios
eu ainda estava bastante cético com esse jogo. E não é pra menos: desde o KOF
2001 (se você estiver de bom humor, troque o 2001 por 2002, sob risco de se
arrepender mais tarde) não vemos um bom jogo dessa franquia. Um que fizesse jus
a uma das maiores e melhores sagas de luta que a indústria de games já viu.
Por muito tempo, a SNK
liderou o pódio com a sua franquia de jogos de luta, e merecidamente: KOF era
um evento de proporções dragonquestianas, capaz de fazer governos decretarem
feriados e alunos faltarem aula, saindo correndo ao fliperama mais próximo pra
conferir a edição do ano.
Esse time promete...
Os jogos anteriores
vinham deixando muito a desejar, com sistemas de combate que valorizavam a
decoreba de combos intermináveis; gráficos em cima do muro, que teimavam nos
sprites em 2D misturados com efeitos toscos em 3D; e design de personagens que
era motivo de piada, descaracterizando lutadores clássicos que fizeram parte
da infância e juventude de muitos jogadores.
Passado o supersticioso número 13, eu posso afirmar que tenho bons motivos para nutrir altas
expectativas sobre este décimo quarto episódio. E pode apostar que eu tenho
muuuuuita história pra contar sobre KOF. Mas prefiro guardá-las para a feliz
ocasião de um hipotético Meu Review Supremo de The King of Fighters XIV, caso
este faça por merecer.
Sinta-se convidado...
E é isso pessoal. Ficarei
na torcida por este jogo, de orelhas em pé na época dos reviews (pra saber se
vale a pena comprá-lo no lançamento) e na vã esperança de que a SNK lance uma
demonstração do game, para eu poder sentir coisas como ritmo de jogo e “peso”
da jogabilidade e controles. Nos vemos no próximo post, e deixo os leitores com o trailer mais completo lançado pela SNK anté então:
Alien o Oitavo
Passageiro é o meu filme preferido. Não, não ficou faltando nenhum complemento
na descrição que o leitor acabou de ler: Alien é o meu filme favorito DE TODOS OS TEMPOS, não importando o gênero, época, elenco ou enredo.
Alien conta a história
do cargueiro Nostromo. E se você precisa que eu termine essa sinopse, com
certeza entrou no blog errado, e não deve ter a menor noção do quanto eu sou fã
e apaixonado por essa franquia.
Eu já fiz uma análise
completa do primeiro filme aqui blog. Clique AQUI pra ler na íntegra. E
confesso que acabei me arrependendo um pouco do teor cômico que dei ao texto na
época, pois destratar esse filme e não levá-lo a sério como ele merece é um
pecado que eu não perdoo que seja cometido nem por mim mesmo.
Quem nasceu primeiro: o ovo ou o xenomorfo?
Na época, eu adotei
tal formato por achar que um texto de milhares de rolagens de mouse apenas
enaltecendo a obra de Ridley Scott e cia. ficaria chato por demais de ler. Mas é
aquela coisa: o blog estava apenas em seus primeiros meses de vida; a
mentalidade era outra; e eu simplesmente preferi fazer o texto da forma que
mais me divertisse durante o processo.
Minha trajetória com o
filme data dos meus longínquos sete ou oito anos. E irresponsabilidades
parentais à parte (em deixar uma criança assistir a um filme onde pessoas são
partidas ao meio por uma cobra espacial), só posso agradecer aos criadores
dessa película por terem criado algo que parece ter sido feito sob medida para
saciar os meus fetiches com steampunk, engenheiras de cabelos fartos trajando
macacões e gritos que não podem ser ouvidos no espaço.
Nos games o terror não
poderia ser diferente: fica até difícil catalogar todas as aparições que a
criatura idealizada por Dan O’bannon e Ron Shusett fez ao longo de todas as
gerações de consoles/PCs. Justamente por ter escrito um post contando as minhas
experiências com essa franquia nos games é que eu não vou me prolongar no assunto, lembrando
que o post Nono Passageiro pode ser conferido AQUI.
Alien Ressurection, de PSone: lindos gráficos, dublagem soberba, difícil pra burro.
Ao completar a tenra
idade de 34 aninhos no ano corrente, eu fui presenteado pelo meu irmão mais
chegado a mim com um livro, um novelização que (re) conta a história original
do Nostromo e a curiosidade inquietante do co-piloto Kane em enfiar o bedelho onde não foi chamado.
Uma lição de casa no
mínimo obrigatória pra quem se arroga um dos maiores fãs da franquia, que espero vir a contribuir com detalhes de enredo que não entraram no filme (cortesia do escritor Alan Dean Foster). ATUALIZADO: no dia em que escrevi este post, eu não fazia ideia de que existe o Dia do Alien, comemorado em 26 de abril, em homenagem ao planetoide que deu origem ao problema todo (seu nome é LV-426, lembrando que em inglês o mês é grafado antes do dia). Belo fã, heim seu Shadow?
Mas foi em 2015, no
Playstation 3, que eu pude acompanhar de perto a sensação “real” de estar preso
em uma espaçonave abandonada (por deus e pela tecnologia mais moderna) com um ser
de puro instinto e agressividade, que te aniquila ao menor sinal de sua
existência (há fãs da saga que não aguentam o tranco psicológico e desistem de
ajudar Amanda Ripley antes do meio do caminho; e eu não os culpo – clique AQUI para um bom exemplo).
O veículo para tal experiência tem nome, um nome que eu adoraria ouvir
reverberando mais vezes pela imensidão fria e silenciosa da indústria dos
games: ALIEN ISOLATION.
Acabamento impecável.
Mais uma vez, eu já
falei quilos sobre esse maravilhoso jogo no Meu Review Supremo de Alien
Isolation. Para ler, clique AQUI. E eu não sei se o jogo bate mais recordes de
quantidade de caracteres que eu gastei para elogiá-lo aqui no blog, ou recordes de jogo de videogame mais vezes jogado no menor intervalo de tempo: ABSURDAS
OITO VEZES EM UM PERÍODO DE APENAS UM ANO (varrendo o chão com a cara do
anterior detentor do título, Final Fantasy 10 e suas cinco jogadas em cinco
anos...).
Que obsessão que nada!
Como um fã doente da série e de todos os elementos que compõem a obra
(steampunk, terror, sci-fi, espaço sideral, terror biológico), eu sinto uma
necessidade quase que orgânica de passear pelos corredores da Sevastopol, sentindo a atmosfera do cargueiro Nostromo adentrar pelos poros de uma maneira sinestésica que nem o próprio filme de 1979 pode proporcionar.
Faltam palavras para expressar a minha paixão por este universo...
De fato, Alien Isolation
é um jogo que desperta em mim a necessidade de bater o martelo definitivamente
com relação a alguns de seus aspectos, deixando brecha para frases do tipo “o melhor jogo de Alien”, “o melhor design e atmosfera que eu já vi em
um jogo” ou “o melhor jogo de filme
já feito”. Apesar de que rotular Isolation dessa forma, de subproduto de filme, é uma das maiores
injustiças que podem ser feitas com o título em si, e com seus criadores, visto
que o game respira por conta própria e, de quebra, ainda adiciona uma coisinha
aqui e ali ao já rico universo de Alien.
Depois de saborear o
temível modo Nightmare (nada de itens nos contêineres, nada de mapa ou tracker,
one-hit-one-kil pra tudo) e de finalizar o game pela oitava vez (em homenagem
ao passageiro mais querido de todos os tempos), havia chegado a hora de conferir
os conteúdos adicionais disponíveis para Alien Isolation, dos quais falarei um
pouco agora.
TRIPULAÇÃO CAÇA-NÍQUEIS
Alien Isolation, mais
uma vez, é uma experiência incrível e um presente aos fãs da série. Em minhas
maratonas de assistir a todos os filmes da franquia em um fim de semana só (e
sim, eu considero Prometeus um capítulo legítimo da saga, com direito a choro livre pra
quem discorda), eu não mais considero a sessão completa se eu não der ao menos
uma passadinha pra conferir alguma parte do game, que pra mim já figura como um
spin-off oficial dos filmes, só que em uma mídia diversa da do cinema.
Mas tem uma coisa que
nem o fã mais doente do jogo pode negar: Alien Isolation possui 0% de extras de jogo. Perceba que eu não falei zero por cento de fator replay,
pois a aventura de Amanda é deliciosamente imersiva o bastante pra me fazer
jogar por oito vezes e contando...
O que eu quero dizer
com isso é que, uma vez finalizada a campanha principal, não há mais nada a ser
feito além de dar new game e sentir calafrios mais uma vez pela simples ação de precisar virar em uma esquina...
Ideia nova surgida do nada: uma arma de facehugger que cospe ácido nos inimigos! Não? Ah, tá bom, seu chato...
Eu sei que Isolation
não é um jogo de tiro, mas bem que eu ficaria feliz com a inclusão, depois de
cumprir certos requisitos, de um exemplar da deliciosa Smartgun mostrada no
filme Aliens (e em alguns jogos da série). Ou então os produtores podiam ter
enchido o saco da Sony pra disponibilizar uma cópia digital do primeiro filme,
o que me deixaria bem feliz, visto que meu disco em DVD foi pro espaço (e na Netflix, necas de Alien. Preposterous!).
Ao invés disso, nós
ganhamos o modo Survival, que se trata de apenas UMA ÁREA com alguns objetivos a
serem cumpridos. Quer mais cenários? Então compra! A mecânica é bem simples: você tem um acesso a itens ainda
mais limitado que na campanha principal, e deve correr contra o tempo (e contra
o Alien) para garantir uma maior pontuação no final da fase. Bem anos noventa,
eu sei...
O primeiro DLC do game
foi o Crew Expendable, que nos permite jogar com Ripley, Dallas ou Parker, para reviver aquela sequência do filme (uma das mais tensas da história do cinema)
na qual temos que encurralar o Alien nos dutos de ventilação, aos gritos de “Não Dallas! Por aí não!” da desesperada
Lambert.
Dallas ouvindo música clássica no módulo de fuga do Nostromo, como sempre...
Mesmo fazendo a lição
de casa a contento (a porra é tensa demais, acredite!), é uma piada a Creative
Assembly cobrar por um conteúdo em DLC que faz o Automatron do Fallout 4
parecer uma bíblia de profundidade.
Bem, eu nunca paguei
um centavo a mais pelo DLC, visto que nas duas ocasiões que adquiri uma cópia
do jogo (PS3 e PS4), eu comprei logo de cara a Nostromo Edition (pra ser
sincero, nunca vi outra que não fosse a Nostromo). Mas de qualquer forma, fica
a crítica, só pra não perder o costume e deixar de ser imparcial.
Safe Haven é um DLC
que conta um pouco sobre Axel, aquele carinha que vive o suficiente apenas pra
ensinar uma engenheira classe B a trocar as baterias de uma lanterna (ah,
tutoriais...).
Esse Parker ficou esquisito pra caramba.
Já em The Trigger,
Amanda se engaja em missões de plantar explosivos em pontos estratégicos da
Sevastopol para encurralar e dar cabo do bicho de uma vez por todas. Eu acho.
E apenas acho mesmo,
visto que não adquiri e provavelmente não vou adquirir nenhum desses conteúdos
do jogo.
Mesmo sem ter jogado,
esses DLCs parecem meras variações do esquema de gato-e-rato simplificado que
vemos no modo Survival, e não se configuram como adições interessantes o
suficiente para eu gastar absurdos 300 créditos espaciais em cada um deles
(convertendo, dá mais ou menos R$16,00 por conteúdo). Eu fico mais que aliviado pelo fato de que a campanha principal do jogo é mais interessante e complexa que seus DLCs, que não passam de versão resumidas e simplificadas do que já temos no modo campanha.
Nesse quesito, acho
que a Creative Assembly (ou seja lá quem dá a palavra final nessas questões)
devia tomar de exemplo a atitude de empresas como CD Projekt Red e Rockstar, e liberar
de vez a passarinha disponibilizando
gratuitamente esses DLCs.
ENQUANTO ISSO, NO RETÍCULO ZETA...
A Creative Assembly já
deu todas as dicas de que o Alien Isolation (que vendeu aproximadamente 2
milhões de cópias) não terá a esperada continuação que fãs e funcionários da
empresa desejam. Eu já falei sobre isso aqui no blog, em um dos posts mais
difíceis que tive que escrever desde a criação do site (clique AQUI para ler).
E pelos meus textos
anteriores sobre Alien, acho que não se faz necessário salientar o quanto esse
fato é fúnebre para este que vos escreve.
Já em outras mídias, a
franquia Alien ainda não realizou o seu derradeiro salto em direção a um tanque
de chumbo borbulhante: Ridley Scott já vem sinalizando seu interesse na
continuação de Prometeus desde o lançamento do primeiro filme, em 2012. Também há
rumores sobre um quinto filme, que traria Ripley e Dwayne Ricks fazendo sabe-se
lá o que em sabe-se lá que contexto... ATUALIZADO: o projeto se chama Alien Covenant. ATUALIZAÇÃO DO ATUALIZADO: Alien Covenant não é NADA do que os boatos diziam, sendo apenas uma continuação direta de Prometheus.
Sério: como fã da série eu EXIJO saber qual é a desse mural!
A SEGA, detentora dos
direitos da franquia, demonstra interesse em lançar outros jogos com o nome da
marca, muito embora que nada de concreto tenha sido anunciado de fato. O problema
é que, pelo visto, a produtora do Sonic não aceita nenhum título que renda
menos que um Call of Duty em vendas, e esse estilo de jogo simplesmente não
combina com o produto final de excelente qualidade alcançado pela criadora de
Isolation.
Ideias não faltam: como eu disse em outros posts, eu adoraria ver um jogo que mesclasse stealth com
cenas de ação típicas de um Alien VS Predador da vida; um jogo que aproveitasse
o melhor que os fãs apaixonados da Creative Assembly conseguiram idealizar
(pois um resultado desses só pode ser oriundo de paixão e dedicação mesmo),
ambientado em um planeta-prisão que serviria de palco para caçadas frenéticas e
tensas de um clã de Predadores tentando alcançar a maturidade social. As possibilidades estão aí.
O filme Predadores já pega um pouco da ideia que eu tenho pra um novo jogo, feito pela CA. Só falta adicionar o elemento ácido à fórmula...
E é isso pessoal. Gostaria
de finalizar o texto indicando esse excelente jogo, mais uma vez, pra quem ainda
não conhece e é fã do gênero stealth, e lembrando que no canal do Youtube tem
vídeo com minhas análises comentadas (descompromissadamente) de todos os filmes
da franquia (barra lateral direita, canto superior e descendo).