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sábado, 19 de maio de 2012

ALIENS: COLONIAL MARINES
















A franquia Alien nunca foi do tipo arrasa-quarteirão, que lança vários títulos por ano e vende horrores a cada jogo nas prateleiras.
No post Nono Passageiro, fiz uma breve listagem dos jogos que joguei dessa série (e até cheguei a cometer o pecado de me esquecer de incluir o Alien Trilogy, de 1995, para PSone). Falei também um pouco sobre Aliens Infestation, um jogo da franquia para Nintendo DS que, até a presente data, não consegui jogar. Também de fora do post ficou o ilustre desconhecido, menos conhecido por Colonial Marines.

Aliens Colonial Marines está sendo desenvolvido pela Gearbox Software (aquela mesma, responsável por alguns trabalhos em Half-Life; Brothers in Arms e o mais recente, Borderlands). A primeira vez que ouvi falar sobre o jogo foi em uma seção de rumores e notícias de uma extinta revista de videogames, em 2009. Junto a esse anúncio, também estava o projeto de um suposto RPG de Aliens, que seria realizado pela Bioware. O projeto, sem mais nem menos, foi cancelado.

Eu, sinceramente, nunca soube se deveria ficar triste ou aliviado com a notícia. No fundo fiquei triste mesmo, pois, na condição de fã absoluto da série dos xenomorfos, sempre fico entusiasmado com qualquer tentativa de fazer um jogo da série que possa resultar em algo tão espetacular quanto o excelente (apesar daquela jogabilidade horrenda) Alien Ressurection, para PSone. Mas a minha imaginação fértil não consegue deixar de especular acerca dos resultados tragicômicos que tal empreitada poderia gerar, mesmo sob os cuidados de uma desenvolvedora “craque” no gênero como a Bioware. Mas o fato é que esse projeto foi cancelado, indo para o limbo dos games que gostaríamos de ver se tornando realidade, junto com o remake de Final Fantasy 7; Star Fox 2 e outros dos quais não me recordo no momento.

Aliens Colonial Marines chegou a ficar de molho por um tempo, mas teve seu projeto retomado, para a minha total e completa alegria. Eu ainda nem possuía um Playstation 3 quando comecei a acompanhar a saga desse título, que vem com a pretensiosa missão de ser uma continuação de Aliens: O Resgate. Isso mesmo que você ouviu, caro leitor: um game tentando fazer as vezes de filme. Onde foi que eu já vi isso mesmo? Ah, sim. Foi com dois jogos bem fracassados que não chegaram nem perto de cumprirem suas metas: Enter the Matrix e Ghostbusters. Claro, o primeiro exemplo não tinha pretensões de continuar nada. Ele vinha mais como uma adição simultânea aos filmes que seriam lançados. Mas não deixou de ser um fracasso assim mesmo.
Bem, o fato é que esse tipo de coisa NUNCA DÁ CERTO. Ouviu, pessoal da Gearbox (esse nome é bem legal, diga-se de passagem)? Nunca dá certo, mesmo.
Sem mais delongas, a minha opinião sobre o que eu espero de Aliens Colonial Marines.


LUZ! CÂMERA! AÇÃO!

Se errar, já sabe...











Aliens Versus Predator, de 2010 para PS3, Xbox 360 e PCs, foi um jogo razoavelmente bem feito. Um jogo à altura das expectativas do fãs de ambas as franquias, mesmo sendo meio que medíocre aos olhos de quem acha que facehugger é uma categoria diferente de abraço. Eu, particularmente, gostei bastante do jogo (mesmo sabendo que ele não é grande coisa comparado a outros shooters), e concluí as três campanhas das três raças umas duas vezes, no mínimo. Só pra constar: a campanha dos Predadores é divertidíssima. Representa muito bem a caçada na pele de um alienígena lagartão de proporções jeanclaudevandâmicas, com o perdão do trocadilho (compreensível apenas aos fãs da série). Pronto. Consegui evitar o nascimento de mais uma injustiça nerd de alto poder de destruição.

Resumindo: apesar de convincentes gráficos e enredo, esse jogo possui uma falha impossível de não perceber: total linearidade. Resumir Aliens VS Predator é ♪ fácil, extremamente fácil ♪: andar; coletar munição; matar xenomorfos/predadores/sintéticos/humanos; andar... Nada de missões paralelas ou escolha de caminhos alternativos ou qualquer tipo de escolha em geral. O máximo de interação que você vai ter no game é destruir/ativar botões que servirão apenas para dar acesso a áreas de exploração obrigatórias no jogo. E nada mais. Com exceção do desbloqueio de troféus/conquistas, não há nenhum motivo adicional para continuar a jogar Aliens VS Predator depois da conclusão das três campanhas. De fato, fora o criativo sistema Jô-ken-pô do melee combat (que eu não sei se já existia em outros jogos), o game não apresenta nada de novo, tampouco procura acrescentar algo de criativo à série. Triste.

O que eu espero de Colonial Marines é justamente o contrário do que foi visto no game há pouco citado: que ele não seja apenas um mata-mata desenfreado de aliens. Nada contra mata-mata de aliens. Apenas que haja um pouco de criatividade e objetivos menos amarrados por uma linearidade tirânica e previsível, que acaba derrubando um pouco do clima de terror, suspense e mundo-cão que permeia esse tipo de ficção.
Menos ação engessada e mais clima de suspense cairiam muito bem aqui.


THE SELF DESTRUCTION SEQUENCE HAS BEEN ACTIVATED. ALL PERSONAL…

Imagina o hálito desse camarada...













“quando comecei a acompanhar a saga desse título, que vem com a pretensiosa missão de ser uma continuação de Aliens: O Resgate. Isso mesmo que você ouviu...”

Acho que não me fiz entender de uma forma muito clara. Além dessa ideia ser bem idiota (obrigar um jogo de videogame a transcender a mídia de entretenimento para a qual ele foi criado, a fim de alcançar um objetivo que não pode ser alcançado com o veículo em questão), ela força a barra com uma linha de enredo que não parece fazer o menor sentido: pelo que eu me lembre das quase vinte vezes que assisti ao segundo filme da série, a instalação do planeta LV 426 foi completamente destruída pela explosão nuclear que vimos nos momentos finais do filme. Então, como diabos o Colonial Marines vai continuar de onde o filme parou? Eu prefiro acreditar que o game contará uma história paralela aos eventos do filme, ou eventos que se passaram antes da chegada de Ripley ao planeta. Esse tipo de linha de raciocínio ressalta um erro terrível no qual os roteiristas (seja de filmes ou de jogos) costumam cair, que é o apego exagerado a uma tradição ou linha de roteiro atrelado a uma série. Por que um filme de Alien tem de ter a Ripley como protagonista, por exemplo? Será que não há outras situações, ou personagens, a serem abordados no enredo? E por que as Smartguns ou radares de sensor de movimento nunca saem de moda, não importando se passaram cem ou duzentos anos desde o primeiro filme? É difícil dizer, principalmente quando o jogador é obrigado a controlar o fuzileiro Johnson pela enésima vez...


MUDANDO DE ARES

Adubando dá!













Os filmes e jogos que abordam o universo Alien sempre nos mostram as mesmas situações, com raras variantes entre eles. Depois de acompanhar a franquia por cerca de... deixe-me ver... quase toda a minha vida, fica difícil encontrar exemplos de originalidade na série. O pior: com exceção do trio Ridley Scott; Damon Lindelof e John Spaiths (responsáveis pela direção e roteiro do filme Prometheus, respectivamente), ninguém mais parece estar tentando criar algo de realmente novo para Alien. Ou Aliens.
Gostaria de ver situações mais criativas envolvendo as criaturas, com personagens que fujam aos clichês do “bundão game-over-man” ou da “machona que come xenomorfos no café da manhã”. Ah, uma nova espécie de parasita seria mais que bem-vinda. E antes que eu me esqueça: aquele Pred-Alien é bem sem graça. Bem sem graça mesmo. Nem conta como exemplo.


CHUVA ÁCIDA

Quem brinca com ácido...












Se pararmos para prestar atenção ao currículo da Gearbox Software, veremos uma extensa lista de jogos de guerra, voltados mais para a ação que para elementos como suspense ou claustrofobia, ingredientes essenciais à atmosfera dos produtos Alien. Eu, particularmente, sempre achei risíveis certos comentários de pessoas que afirmam que a “Squaresoft só sabe fazer RPGs”, ou que “Hideo Kojima só trabalhou em Metal durante toda a sua carreira”. Ora bolas! Faz algum sentido acusar uma águia de  não saber nadar?

Uma desenvolvedora de jogos deveria se concentrar no que sabe fazer de melhor e, dificilmente, a Gearbox entregará algo muito diferente do que temos visto em jogos como Brothers in Arms: ação de guerra focada em pelotões militares (assim espero). E não é o nome Alien no título que deveria mudar isso.

Não espere poder jogar com outras raças, ou campanhas super elaboradas de stealth. Não será esse o foco de Colonial Marines. E eu ficarei mais que satisfeito se a empresa conseguir entregar um produto com seu costumeiro padrão de qualidade. Apenas gostaria que a campanha do jogo fosse “pra valer”. Se vai nos limitar a jogar apenas com um marine humano bundão e fracote, que nos entregue algo significativo, que justifique o tolhimento das outras raças. Caso o jogo não cumpra com essas expectativas, pode acabar sendo bastante decepcionante aos fãs da série que esperam situações interessantes em uma campanha de peso no jogo.
Entrou na chuva ácida, é pra se molhar.


FALAR DE MIM É FÁCIL. DIFÍCIL É SER EU...

Nada a ver com o tópico. Ainda assim, bizarro!











Já abordei esse assunto várias e várias vezes nos posts.  Mas acho que nunca é demais externar esta opinião: certos universos como os de God of War; Alien; Dead Space; jogos com temática medieval em geral, não combinam com um passeio no parque.
É só levar em consideração o seguinte: o Alien é uma criatura de evoluída adaptação ao meio ambiente em que se encontra. Pode resistir ao frio; calor; radiação; vácuo e até a programação de domingo da rede Record. Ele é um equivalente ao tardígrado da vida real.

Mas eu ganho em bizarrice, primo.













Toda a série procura deixar bem claro, às vezes de uma forma bem sutil, às vezes não, que NÃO TEM COMO ENCARAR ESSA ESPÉCIE E SE DAR BEM NO PROCESSO. A tenente Ellen Ripley que o diga. Quando questionada sobre o que fez ao se deparar com tais criaturas, no Alien Ressurection, a personagem simplesmente responde: “eu morri”. Os aliens são rápidos, extremamente agressivos (em todos os sentidos. Uma raça de parasita que mata o próprio hospedeiro.) e, quando machucados, viram verdadeiras bombas de ácido prontas pra acabar com tudo que estiver num raio de cinco metros (quem nunca morreu pelo “próprio” tiro de shotgun ao mirar em um dos bichões, em um jogo da série, que atire a primeira pedra). Então, nada de mamão com açúcar para os jogadores no Colonial Marines, viu dona Gearbox?


Essas são algumas expectativas que nutro a respeito de Aliens: Colonial Marines, programado para o outono, nos EUA. Claro, além desses fatores, espero bons gráficos e, acima de tudo, um exemplar com verdadeiro “pedigree Alien” pelo qual os fãs tanto esperam.
2012 parece ser um ano com muito espaço para desenvolver e dar continuidade a uma das melhores franquias de filme já feitas. Espero que Alien esteja nas mãos certas, e que consiga nos proporcionar muitos momentos de terror e gritos de morte vindos de nossos fuzileiros Johnson. Pena que, nesse espaço, ninguém vai ouvir eles gritarem...


Au Revoir!

TRÊS VEZES MALDITO
















Certa noite, eu tive um sonho.
Sonhei que alguma coisa me sufocava. Desmaiei, então. Acordei suado, com um gosto estranho na boca e sentindo muita náusea. Muito enjoo.
Ainda com a visão turva, deitei a cabeça no travesseiro e voltei a dormir, com uma sensação de mal-estar que seria um presságio do mal que estava para me acontecer.
Acordo, novamente, molhado de suor e com a mesma sensação e gosto ruins que precederam meu inesperado sono. Uma queimação terrível na garganta e estômago podem ter sido o motivo do meu despertar. Tento ficar de pé, mas já é tarde.
Uma dor excruciante se espalha pela minha barriga sem ter sido convidada. Mais uma vez, tento ficar de pé. Novamente, descubro que é impossível, e tarde demais. A certeza da morte domina todos os sentidos do meu corpo. Quase posso premeditar a sensação da carne sendo dilacerada, do sangue jorrando.
Eu sei o que está por vir. Sei que não tenho muito tempo. Em que estarei pensando quando a hora chegar?

Dessa vez, acordo de verdade. Não estou banhado pelo suor, mas me encontro totalmente dominado pela certeza de que já tive esse mesmo pesadelo, ao menos, outras duas vezes. E que essa, apesar de ter sido a mais realista e aterrorizante, não foi a última vez...
Talvez as próximas horas me deem alguma pista do que vai acontecer...

Au Revoir!

domingo, 6 de maio de 2012

O CARMA PERSISTE













Enquanto planejava cancelar a minha conexão de internet, decidi me despedir da PSN, baixando uma demo de jogo ou coisa que o valha. E qual não foi a minha surpresa ao me deparar com a demo de Dragons Dogma, RPG de mundo aberto com dragões (é esse o gênero ao qual ele pertence mesmo) que será lançado pela Capcom no corrente mês de maio?
Pois bem. Depois de alguns minutos de download e instalação no HD, estava pronto para descobrir se Dragons Dogma vem para acrescentar algo de bom aos RPGs ou se, realmente, só deseja levar a sua fatia do bolo do gênero do momento.

A demonstração de Dragons Drogma conta com duas “fases”: a primeira serve de tutorial, ensinando comandos básicos de ataque e interação com objetos do cenário. A segunda nos dá um gostinho do que será enfrentar um grifo em campo aberto, junto com mais três personagens ajudando. E o que posso dizer a respeito da experiência com a demo? Simples: pouco mudou em minha opinião a respeito do jogo, ao longo desses meses.
A primeira impressão que o jogo passa é a de mal-acabado. Dragons Dogma é muito desinteressante visualmente. Dependendo da sua escala e do fator “coisas pra fazer”, isso pode não ser bem um defeito, tendo em vista que jogos como Fallout ou Elder Scrolls não são os mais belos de seu gênero, mas conseguem compensar essa falta com muitas horas de missões paralelas interessantes e muita “coisa pra fazer”. Mas, já que se trata de uma demo, a julgarei como tal: os efeitos não impressionam; os cenários não passam do “razoável”; a animação do personagem principal (chamado de Arisen) não é nem um pouco interessante, e demonstra pouco esmero no acabamento do jogo em geral. Mas tudo isso seria fácil relevar, não fosse por alguns detalhes que me irritam, particularmente, em um jogo.
Por exemplo: a tela de Dragons Dogma é meio que poluída por diálogos de NPCs que não calam a boca nem por um maldito segundo. Sério! Enquanto testava a demo, fiquei me imaginando jogar por horas com aqueles “atrapalhantes” tagarelas na minha cola, dando dicas sobre tudo, tapando a visão na “hora do pau” e me negando o simples prazer da descoberta (fator essencial para imersão em um RPG). Não prestei muita atenção se há um modo de desativar as legendas dos ajudantes, mas dentro do jogo essa opção parece ser inexistente. Esse tipo de coisa me faz questionar se as empresas de games jogam os próprios produtos, antes de vitimar os jogadores com esse tipo de falha.

Os combates desse game são um capítulo aparte, mas não preciso me prolongar muito no tema por um simples motivo: as batalhas de Dragons Dogma, alardeadas como um dos principais atrativos do jogo (lembra do trailer da jogabilidade com arco e flecha?), são bastante sem graça e bagunçadas. Aqui, reina um clima de “cada um por si”, principalmente nas lutas contra criaturas grandes, que podem ser montadas no (pior) estilo Shadow of the Colossus. Um caso sério isso. Será que essas desenvolvedoras não têm vergonha na cara de copiar um jogo de sete anos, da geração passada? Vamos colocar a cabeça pra funcionar, minha gente (heim, Mercury Steam?)! Criar mecânicas novas, de vez em quando, faz muito bem à saúde.

Além de não apresentar nada de novo nos combates, o jogo não nos dá nenhum motivo para querer continuar a explorar um suposto mundo gigantesco cheio de quests e coisas para ocupar o jogador. No mercado, atualmente, existem melhores e mais competentes exemplares do gênero, como é o caso do insuperável Skyrim ou do mediano Kingdoms of Amalur (que, mesmo sendo mediano e não chegando aos pés de Skyrim, ainda consegue ser mais competente e interessante que Dragons Dogma). Se a sua praia é “mundo vasto repleto de quests e batalhas com dragões”, até agora a Capcom não conseguiu apresentar nenhum motivo para a compra de Dragons Dogma. A não ser que você se enquadre no triste caso daqueles que comprarão o jogo em questão por causa da demo de Resident Evil 6, que será disponibilizada com a cópia do jogo. Se esse for o caso, só posso lamentar, e torcer para que os jogadores de videogame aprendam a dar um pouco mais de valor ao entretenimento de que tanto gostam (e ao seu dinheiro). E que aprendam também a não cair em truques óbvios e sujos como esses.

Lançar um jogo genérico, sem muita personalidade e visivelmente voltado aos olhares multiplayer, e ainda querer alavancar as vendas de seu rebento menos competente às custas de outras séries de maior sucesso é uma atitude desprezível por parte de uma desenvolvedora associada à criação de gêneros e que, de certa forma, sempre contribuiu imensamente para o entretenimento de games. Esperava mais da Capcom. Mas ela apenas consolida o seu tão conhecido “amor pelas cifras,”com tal atitude. Mais uma vez, a decisão de incentivar certas práticas insidiosas fica a critério daqueles que ditam os rumos que o entretenimento deve tomar: nós, jogadores. O resto é história...

E UM RECADO QUE NÃO POSSO DEIXAR DE DAR: CAPCOM, SE VOCÊ QUER VOLTAR AO CAMPO DOS RPGS, POR QUE NÃO VAI SE OCUPAR DE LANÇAR UM BELO EXEMPLAR DA SUA (ÓTIMA) SÉRIE BREATH OF FIRE, EM VEZ DE QUERER GANHAR DINHEIRO FÁCIL SEM ESFORÇO ALGUM?

RESPOSTA ÓBVIA: PORQUE GANHAR DINHEIRO FÁCIL, SEM TRABALHO, É MAIS GOSTOSO.

Au Revoir!

A GRATIFICANTE TAREFA DE MANTER UM BLOG

Essa carinha safada nunca sai de moda...














A vida é dura...mas eu sou mais. E, como afirmei no “último” post do blog, desistir não é um termo que conste do meu léxico.

Manter um blog não é tarefa das mais fáceis. Aliás: qualquer coisa que dependa de criatividade, paciência, inspiração, dedicação e manutenção, dá um certo trabalho em levar adiante. Principalmente criatividade e inspiração, elementos que não têm hora ou lugar para dar as caras. Ao longo desses meses, alguns problemas surgiram. Alguns deles foram resolvidos. Outros, longe disso. E o resultado é que tive que reduzir bastante a quantidade de posts do Mais um Blog de Games. Não que isso seja algo de ruim, necessariamente. É mais um reflexo do ritmo de vida e atribulações que surgem naturalmente. Pra ser sincero, acho que isso nem chega a ser um problema, tendo em vista que os posts do blog que mais fizeram sucesso foram aqueles mais longos e detalhados e que, consequentemente, levaram mais tempo para serem escritos.

A ideia inicial do Mais um blog de Games era justamente essa: apresentar um ponto de vista e uma opinião mais completa e pessoal possível, sem estar atado a modelos tradicionais de escrita ou “estilo jornalístico”.
Como já mencionei em mais de uma ocasião, não tenho qualquer formação de escritor ou jornalista. Escrevo apenas tentando respeitar as regras básicas da gramática que permitem a leitura fácil e agradável de um texto; e escrevo, acima de tudo, com a intenção de me divertir e gerar divertimento àqueles que estejam acompanhando os meus escritos.
Escrever para um blog é se expor. É apresentar o seu ponto de vista de uma forma totalmente fora de contexto, para pessoas que nunca te viram e não têm a mínima noção de quem você é “de verdade”. Mas, nem por isso, deixa de ser uma tarefa gratificante.

Para resumir gostaria de, mais uma vez, prestar esclarecimentos àqueles que vêm acompanhando o blog há alguns meses, dizendo que aquele “até logo” do último post foi só (felizmente) um “até logo” mesmo.
Muitas coisas estavam me inquietando o espírito e me tirando o sossego nos últimos dias. E uma delas era o fato de ter que dizer adeus a uma coisa extremamente divertida, que faz parte da minha vida há pouco tempo, mas que não vejo mais como passar sem: escrever sobre Games.
Peço desculpas ao pessoal que acompanha o blog pelo “alarme falso”. Entre aspas mesmo, pois eu realmente pretendi cancelar a minha conexão com a internet e deixar o blog meio que estacionado por conta disso. Felizmente, consegui chegar a um meio termo entre questões financeiras; uso do tempo; responsabilidades e tempo gasto com lazer. E acho que isso já é o bastante para continuar e levar as coisas adiante.

Não posso (e não devo) prometer uma maior freqüência de postagens pois, com relação a minha rotina diária, nada mudou. Mas o que importa é que estarei aqui, preparando textos quilométricos sobre jogos que, possivelmente, ninguém mais joga ou dá a mínima; tentando mostrar um pouco do meu ponto de vista e opiniões próprias acerca de notícias e fatos que eu considere relevantes ao mundo dos jogos eletrônicos.
Como “prêmio de consolação”, dei uma mudada (de leve) no layout do blog, pra desenjoar daquele visual preto-com-cinza e tornar a leitura dos textos quilométricos mais agradável. Espero que esteja dando certo.
No mais, continuarei preparando o Review Supremo de Bioshock; ficarei mais que feliz quando chegar a hora das Primeiras Impressões de Bioshock Infinite e Resident Evil 6, assim como Diablo 3 e tantos outros jogos de primeira linha que sairão ainda este ano (e do filme Prometheus, de Ridley Scott. Por que não, oras?).
Obrigado a todos pelo carinho. Saber que algumas pessoas se divertem lendo os meus textos me dá ânimo para continuar e inspiração para escrever mais e melhor, sempre buscando mostrar uma opinião diferente daquelas amplamente propagadas de forma quase viral pelos meios de comunicação ditos “especializados”.
Já estamos em maio mas, para mim, o ano está apenas começando. E em vários e ótimos sentidos!



Au Revoir!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A ÁRDUA TAREFA DE MANTER UM BLOG, PARTE 3: NÃO UM ADEUS. UM ATÉ LOGO














A vida é dura. Se ninguém ainda não parou para te dizer isso, cedo ou tarde você acabará descobrindo por conta própria.
No mês de outubro de 2011, adquiri conexão de banda larga e decidi pôr em prática um desejo há muito tempo adormecido: escrever sobre jogos eletrônicos. Alguns tropeços e um texto quilométrico sobre Street Fighter 4 depois, estava pronto o Mais um Blog de Games, blog que já vinha com a pretensiosa missão de “fazer diferente”, falando o que muitos ainda não haviam falado e tentando fazer um pouco de justiça. Justiça nerd, é verdade mas, ainda assim, justiça. Ao longo desses seis meses, muitas vitórias pessoais fizeram parte da minha vida, tanto no campo profissional como no social. Infelizmente, nem sempre aquilo que achamos que seria o melhor para nós mesmos acaba se mostrando como tal. Como já havia citado na parte 1 do texto, consegui mudar de trabalho, o que me proporcionou melhores condições financeiras ao custo de quase todo o meu tempo livre e paz de espírito. E, infelizmente, não há compensação financeira nenhuma no mundo que consiga reparar uma perda dessas.
Com cada vez menos tempo para me dedicar ao lazer e outras coisas que não tivessem a ver com trabalhar, deixar o blog meio de lado acabou sendo inevitável.

Mas, infelizmente, o meu problema maior não era de cunho intelectual ou criativo para com o blog. É melhor atualizar o site com quatro bons artigos por mês do que se utilizar de outros artifícios (como o famoso Control+C e Control+V de notícias). O problema, para ser mais direto, esbarra no campo financeiro propriamente dito.
Conexão de banda larga de internet, infelizmente, ainda é um luxo para poucos neste país, assim como jogos eletrônicos, diga-se de passagem. O serviço é um dos piores do mundo e, ainda por cima, caro. Não falo caro no sentido de, simplesmente, custar mais que em outros países: a internet no Brasil está atrelada a práticas extorsivas que beiram a criminalidade, como a tal venda conjugada/casada (aquela mesma, que nos obriga a adquirir uma linha telefônica quando só queremos a conexão de internet) e a famigerada “fidelidade” (um cabresto que as empresas de telefone e internet utilizam para extorquir dinheiro daqueles que cancelarem seus contratos em prazos inferiores a um ano, mais ou menos).
E, com o aumento de poder de aquisição financeira, aumentam também as responsabilidades de um adulto para com a sua casa e sua família.

Tendo que arcar com responsabilidades básicas para a vida do homem moderno, tais como água; gás; energia elétrica e compras do mês, fica difícil encaixar no orçamento dispêndios supérfluos como lançamentos de R$169,00 ou contas de internet de R$150,00, todo mês. Sem falar no fator tempo.
Trabalhando de oito da manhã às cinco da tarde, e tendo que disponibilizar algum tempo para atividades como academia ou simplesmente viver, também fica meio difícil sobrar um pouco desse tempo para gastar com internet, leitura de blogs e tantas outras coisas que fazem o tempo correr mais rápido que o Sonic dourado. Diante de tantos fatores, a ideia de pagar caro por uma internet que mal poderá se fazer valer a pena acaba ficando insuportável.


Mas, como eu disse, a vida é dura, e nem sempre as coisas saem como nós queremos. É com muito pesar que me despeço do Mais um Blog de Games. Me despeço sim, mas com muitas ideias na cabeça, e com a mesma vontade de falar sobre games que me levou a criar o blog. Infelizmente, não disponho do tempo e da estabilidade de vida (profissional e sentimental) que são necessárias para levar um blog adiante com um bom nível de qualidade.
Devido aos motivos citados acima, terei que cancelar a minha cara conexão de 15MB da (tirana) GVT, aceitando o fato de que terei de ficar desplugado e de que pagarei uma multa pela minha falta de “fidelidade” para com a empresa.
Ficarei devendo o Review Supremo do Bioshock, o qual me traria bastante prazer em escrever; o Review Supremo do Fallout New Vegas (um dos melhores “RPGs de tiro” produzidos pela Bethesda) e tantos outros artigos que, naturalmente surgiriam ao longo do ano, como as primeiras impressões de Resident Evil 6 e Bioshock Infinite.

Gostaria de agradecer, infinitamente, a todos os que gastaram alguns minutos de seus dias para ler as bobagens deste que vos escreve, como o camarada Aquino, do Retina Desgastada (sentirei muita falta dos seus artigos durante estes meses de jejum que se seguirão); o camarada Breno (que não participou muito do meu blog, mas se mostrava um ferrenho defensor/carrasco dos bons/maus games, durante nossos embates nos comentários do Retina); da simpática Rebeca (do blog Girls of War. Sempre participando e comentando as minhas postagens, mesmo quando não eram tão interessantes assim...rsrsrs). Sem me esquecer de colegas como o Poa; RDSRodrigo; Fernando Lorenzon; Bruno Gurgel; Marcos A.S. Almeida; os Anônimos da vida e todos os outros que não me recordo agora, mas contribuíram para o debate e a formação de opinião.

Nem sei o que acontece quando um blog fica muito tempo sem receber atualizações. Se ele é desativado, ou coisa do gênero. Até mesmo porque não estou desistindo do Mais um Blog de Games. Desistir de algo que eu gosto não é um termo que se encontre em meu léxico. Estou apenas dando um tempo. Uma pausa, até que as coisas melhorem um pouco em minha vida. Não que eu esteja com problemas financeiros. Longe disso. Se não fosse pelo acúmulo de responsabilidades e pela maldita venda conjugada de internet + telefone, o preço a pagar apenas pela conexão seria sustentável. O “problema”, é que precisamos pesar o que realmente deve ter prioridade em nossas vidas. Apesar de gostar muito de escrever para o blog, a situação atual se mostra inapropriada e custosa demais.
Mas, como afirmo no título do “último post do blog”, não se trata de um “Adeus”. É mais um “até logo”, como tantos outros que temos que dar de vez em quando, mesmo a contragosto. Quem sabe eu não volte ainda esse ano, para mais uma vez viver de cabeça no mundo dos games, opinando, reclamando e com um pouco de humor no meio disso tudo. Então...



Au Revoir!