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sexta-feira, 16 de setembro de 2022

O EU ACHEI DA DEMO DE VALKYRIE ELYSIUM? (PS5)


 












Não é novidade pra nenhuma das três pessoas que ainda leem este blog, ou das outras duas que seguem a página no Facebook, que dia 06 do mês corrente eu realizei uma cirurgia de hérnia (umbilical e inguinal). 

Aos que torcem por mim, podem ficar tranquilos: apesar dos três primeiros dias infernais (mobilidade prejudicada e gases da cirurgia na barriga), estou me recuperando maravilhindamente bem. 

E, como de costume, licença médica significa mais tempo livre pra jogar, pensar nas complexidades da vida (cabecinha de pisciano, sabe como é...) e escrever um post a mais do que a média de “de vez em nunca” aqui do blog me permite.


Eu esperando pra começar a cirurgia,
magro que nem uma sardinha!

 

Numa das minhas “andanças” pela tela principal do PS5, acabei topando com o card da demonstração do Valyrie Elysium (por que tiraram o profile do título? Um sinal de que querem desassociar este novo produto da franquia clássica? Mau sinal...). 

Pela ausência de posts aqui no blog, talvez não fique claro como eu sou fã da franquia Valkyrie Profile. Joguei à exaustão o original, de Psone, e mais vezes do que merece a sua continuação para PS2, o Valkyrie Silmeria. Sobre esse segundo jogo, é um dos mais bem feitos daquele console.


"Ah, como adoro dia de folga. Posso relaxar e... Êpa! O que é aquilo?
Uma demo decepcionante de um jogo que ninguém lembrava? Preciso ver
com meus próprios olhos!"

 

Silmeria era um daqueles jogos “à frente de sua época” para o célebre PS2, no sentido de que ele era tão bem feito e bonito, mas tãããão bem feito e bonito, que se passava fácil por um jogo de geração nova sem muito esforço. Sim, o PS2 teve vários títulos com essa característica, como God of War 2, Kingdom Hearts 2, Black, Soul Calibur 3 e etc. 

Infelizmente, beleza gráfica não é garantia de qualidade, e Silmeria é um jogo tão inferior ao primeiro Valkyrie que, muitas vezes, sequer é lembrado pelos fãs de JRPG. Além dele, também joguei a versão de Valkyrie Profile para PSP (conteúdo extra, cenas em CGI novas e uma bela execução no portátil da Sony).


Jogo de PS2 se passando por jogo de PS3.

 

Fora esses jogos, também existem títulos mais obscuros da franquia, como o Covenant of Plume (para Nintendo DS) e algum outro avulso por aí que, sinceramente, nem é digno de nota dos apreciadores da saga (pra quem não sabe, Valkyrie Profile é derivado de um mangá, então corra atrás da fonte original caso seja seu interesse). 

A outra coisa que também não é novidade (pelo menos a quem não decidiu enterrar a cabeça na areia) é que a Square-Enix, empresa detentora da marca Valkyrie após sua fusão com a Enix, não lança um jogo realmente bom desde o segundo Kingdom Hearts, em 2006 (2005 no Japão).


Seis longos anos e eu ainda não superei a decepção que foi FF15. Como a
Square-Enix conseguiu estragar um projeto desses?

 

Sério que eu acho isso? Sim, seriíssimo, mas tirando Final Fantasy 12 desse bolo, claro, pois se trata de um jogaço. Após me decepcionar com jogos como Final Fantasy 15 (um jogo incompleto, prejudicado por um histórico de desenvolvimento mais que errático cuja análise pode ser lida AQUI) e Kingdom Hearts 3 (um jogo que conseguiu a façanha de associar o adjetivo “ruim” a uma das franquias mais queridas por este que vos tecla), não resta nenhuma sombra de dúvidas de que a era de ouro da Square/Square-Enix se despediu da imensa legião de fãs que conquistou ao longo das décadas sem nem ao menos olhar pra trás. 

Sobre Kingdom Hearts, já tem post sobre o primeiro jogo aqui no blog. No momento em que trago este post, estou rejogando o s3gundo título para fazer o texto que aquela obra merece. Sobre Valkyrie, infelizmente, não faço ideia de quando teremos a análise aqui no site (uma futura cirurgia? Vira essa boca pra lá!).


Eu sei, Sora: 1 é surpreendente, 2 é maravilhoso e 3 é triste demais...

 

Mas e a demo? Como foi? Bem, a demo de Valkyrie Elysium é uma daquelas coisas que provam que os desenvolvedores estão com a razão por acharem que demonstrações de games acabam afastando alguns jogadores de adquirir um produto final... 

A demo, baixada ontem na PSN e jogada no PS5, tem aproximadamente duas horas de duração. Ela não acaba, acaba, como acontece na maioria desses softwares de degustação de um jogo. 

Sim, tem muitas coisas bloqueadas e aquela manjada frase “produto em desenvolvimento...” que só serve pra criar falsas esperanças àqueles menos calejados das armadilhas que as empresas fazem para fisgar compradores desavisados de seus produtos.


O visual do começo até que engana...

 

Aos inocentes que acham que o que foi visto na demo vai melhorar após o lançamento do jogo, eu deixo a mesma pergunta que eu fiz no vídeo do meu canal no Youtube, (clique AQUI para conferir) enquanto jogava: quantas demos você jogou que mudaram significativamente no produto final? 

Se isso aconteceu, garanto que foi por causa de má recepção do público, falsas promessas ou problema que demandasse um recall por parte da empresa (o melhor exemplo que me vem à mente foi o No Man’s Sky, de 2016, jogo esse que tenta compensar as mancadas com seu público até os dias de hoje). 

É, já deu pra ver que as impressões sobre essa demo não foram as melhores, não é mesmo? Sendo assim, vou parar de enrolar e explicar logo os motivos pelos quais eu não estou nem um pouco empolgado com o lançamento de Valyrie Elysium, ainda neste mês de setembro de 2022.


Vai dar raiva ouvir gente usando os elementos do primeiro jogo
pra justificar as cagadas que fizeram nesse aqui...

 

A demo começa no Valhalla, onde conversamos com Odin, o Pai de Todos. Pelos diálogos que nos são mostrados (e pelas telas pouco inspiradas de introdução), o game vai se passar após os momentos da criação de Tudo por Odin. Por esse Tudo, me refiro aos três planos de existência que sempre aparecem na mitologia nórdica: Terra-Média, Mundo Inferior e Asgard, o lar dos deuses e guerreiros tombados. 

Após um diálogo com Odin, a Valkyria (não fica claro seu nome na demo) parte numa missão para “purificar almas” (leia-se: enfiar a espada em tudo que se mexer) e recrutar almas de guerreiros para lutar em sua causa, pois é isso que as Valquírias fazem na mitologia escandinava.


A Corrida ao Estilo Naruto não podia faltar, claro!

 

Só que tem um pequeno detalhe nessa bagaça toda: os Valkyries citados até então eram todos do gênero RPG por turnos focado em puzzles e gerenciamento de itens, enquanto que este aqui será um RPG de ação no estilo “Souls.” 

Espera um pouco, deixa eu me expressar melhor: ele será MAIS UM RPG de ação no estilo Souls da vida. Com isso eu quero dizer que o foco será em combates punitivos um-a-um com alta dificuldade? Não, longe disso. 

Na demo enfrentamos muitos soldados genéricos e algumas criaturas mitológicas (como uma espécie de grifo). Tem uns confrontos com chefes, mas são todos no estilo de jogos de ação que todos já estamos calejados de jogar (um deles se passa numa arena com um chefão gigante no centro. Sensação de déjà vu?).


Jogou a demo e ficou com gostinho de "Elden Ring com desconto" na boca?
Parabéns, estamos na mesma sintonia!

 

“Então, quer dizer que sua bronca com este jogo é na mudança de gênero? Bem estranho, visto que os games da Enix sempre foram meio que RPGs com combates em tempo real, não é mesmo sr. Shadow?” Claro que não, nerd Troll da internet. 

Pra ser sincero, eu até que gostei dos combates. Apesar de serem repetitivos e contra inimigos genéricos (soldados com espada e arco-e-flecha em sua maioria), eles até que conseguiram adaptar alguns conceitos clássicos da série de forma convincente (como a invocação de Einherjars pra ajudar nas lutas e uso das spells). 

O problema está na falta de alma e execução do jogo em si. Valkyrie Profile é famoso por seus ótimos gráficos, dublagem maravilhosa e, acima de tudo, enredo matador que te fazia visitar cada cantinho das dungeons e cidades só pra assistir novas cenas e fazer a trama se desenrolar. Na demo...


Só faltava não ter baú nessa porra!!!

 

A demo deixa claro que o jogo será focado em capítulos com missões bem simplórias (vá até o castelo X e recrute a alma Y). Também tem um sistema de side quests que mostra que seus idealizadores estão no mínimo uns 10 anos atrasados sobre o que faz um jogo de exploração ser bom nos dias atuais. 

Sobre detalhes do enredo, pelo que deu pra vez na demo, eles chegam ao cúmulo de apresentar algumas nuances de roteiro por meio de um recurso extremamente preguiçoso (a Valkyria interage com uma flor e aparece uma caixa de diálogo acerca de uma alma desencarnada...). 

Isso faria mais sentido pra Silmeria e sua capacidade de leitura de objetos, não nesse caso. Pra piorar, além do combate repetitivo (na demo não dá pra saber se os especiais de finalização estarão presentes no jogo final), os cenários são bastante repetitivos também. E pra piorar mais ainda, o design é pobre, pouco inspirado e os gráficos até que enganam em alguns momentos (como no Valhalla), mas, de forma geral, estão bem aquém do que vimos nos trailers.


Fala pra mim: era ESSE nível de detalhes que você esperava de um game dessa franquia?

 

O que mais me incomodou nessa demo foi a falta de capricho, algo que nunca faltou aos jogos anteriores. As texturas são porcas, os efeitos não empolgam e alguns recursos, antes usados na resolução de enigmas (os cristais que a Valquíria dispara), aqui só servem como atalho pra encurtar a distância entre você e os inimigos, ou de catapulta pra alcançar lugares mais altos... 

E a música dessa demo? Música e dublagem eram duas grandes qualidades dos Valkyries anteriores, não era? Sobre o som desse jogo, apesar das linhas de diálogos clássicas da Valquíria em combate, o máximo que posso dizer sobre ela é que é difícil de perceber sua existência. E eu não consigo pensar em xingamento pior pra se fazer a um produto que carrega Valkyrie no título. 


Um design de chefão suuuuuuper criativo...


Claro, eu posso estar redondamente enganado dessa vez, julgando a pintura toda por um pedaço minúsculo do quadro geral, mas, cara, meus mais de 30 anos de experiência com games dão a entender que dificilmente isso vai acontecer. 

Apesar do que falei na demo, e a menos que algum fator externo muito significativo me faça mudar de opinião, eu dificilmente vou comprar Valkyrie Elysium, nem daqui a um bom tempo, depois que seu preço baixar, quanto mais em seu lançamento. 

A Square-Enix atual não merece meu voto de confiança. É só ver o que ela fez com suas franquias principais. É só lembrar o produto promissor em que se transformou o remake de Final Fantasy 7. 


"Tia, eu não quero jogar esse jogo nem MORTO!"


Aquela certeza do passado, de jogos de excelente qualidade não importasse o gênero, foi substituída pela desconfiança de uma empresa que sequer pode garantir ao seu público que lançará um jogo completo, mesmo cobrando preço cheio na data de estreia. 

E é isso. Detesto dar má notícias, mas parece que não foi dessa vez que veremos uma continuação à altura do primeiro Valkyrie Profile do Psone. Aliás, parece que esse post resume bem o que é estar ficando velho: ver as coisas que você gostava perderem a graça e falar de doença o tempo todo. rsrsrsrsrs 

Parece que meu sonho molhado de jogar com a Hrist em visuais 4k, num game dedicado só a ela, vai ter que continuar habitando apenas a esfera do reino onírico de Morfeus...

 

Au Revoir...


sábado, 23 de fevereiro de 2013

FUGINDO DE ALIEN COLONIAL MARINES


Não é à toa que o Marine está tentando se matar...
























Hoje eu estou triste. Muito triste. É que depois de quase seis anos de espera, fica quase impossível não se deixar abater por uma notícia dessas: Aliens Colonial Marines, ao que tudo indica, é um completo lixo.

Já com os ânimos meio que arrefecidos pelos duros golpes que a indústria de games vêm aplicando com precisão cirúrgica na própria mão que a alimenta, decidi dar um tempo na compra de jogos em lançamento.
Talvez este tenha sido o momento mais que oportuno pois, de acordo com os reviews que li e dos vídeos que vi, Alien Colonial Marines não cumpre nem metade do prometido durante toda a novela que foi o seu desenvolvimento.


CARTÃO DE VISITA

Permita que eu me apresente...



























Antes de continuar, gostaria de colocar os pingos nos is para esclarecer aqueles que não são fãs da série ou não estavam acompanhando as notícias sobre o título: Alien Colonial Marines é um jogo de tiro em primeira pessoa lançado pela Gearbox Software e produzido pela Sega, atual detentora dos direitos da franquia Alien no mundo dos games.
A desenvolvedora do game é muito famosa pelos jogos da série Brothers in Arms e por alguns mods oficiais da série Half-Life. E é justamente aí que está o problema: se ACM fosse feito por uma total desconhecida, talvez as expectativas em torno do título não fossem tão altas. Vindo de uma empresa com um vasto know-how em FPSs, o mínimo que esperávamos era um jogo de tiro razoavelmente competente. Infelizmente, ao que parece, não foi o que aconteceu.


Fan service de mau gosto


O segundo principal problema de ACM é o peso que carrega nas costas: o jogo tem a pretensão de dar continuidade a um dos filmes de maior sucesso dos cinemas, um criador de paradigmas (pro bem ou pro mal) da indústria: Aliens, O Resgate.
No jogo, controlaríamos um pelotão com a tarefa de investigar os eventos ocorridos durante o filme e descobrir o que aconteceu com os possíveis sobreviventes da catástrofe. Parece estranho? Sim, muito estranho para quem conhece o roteiro de Aliens de trás para frente. Os motivos são auto-explicativos.


MEU PRIMEIRO CONTATO COM ACM

Sou eu que tô viajando ou era pra esse cara estar em coma, no chão?



























Como este não é um texto profissional ou jornalístico, posso concluir que nove entre dez leitores do blog devem estar mais interessados em saber das minhas experiências com o jogo do que ler maçantes descrições sobre a desenvolvedora ou produtora do game. Então lá vai.

Tomei conhecimento da existência de ACM em uma revista de games, no ano de 2009. Nesse mesmo ano fui ao Youtube caçar vídeos do jogo, mesmo estando longe de comprar um videogame de nova geração (alguns meses de lonjura apenas). Dei uma olhada no teaser de anúncio do jogo e fiquei espantado com a qualidade da cena, que parecia ser “mais realista que o próprio filme”, de acordo com minhas palavras. E não era pra menos: dê uma olhada no vídeo abaixo e veja se um fã da série não tinha motivos suficientes para molhar as calças de empolgação (com o perdão da baixa qualidade da imagem. Foi o único vídeo que consegui encontrar):





Para essa nova geração de games, dois títulos da franquia Alien haviam sido anunciados: um FPS pela Gearbox e um RPG (!?) pela Obsidian, se não me engano. Do segundo não esperava muito, pois ainda não conhecia o trabalho da empresa com RPGs. Minhas expectativas eram com o FPS mesmo, pois minhas experiências passadas com os jogos desse gênero na franquia Alien tinham sido mais que satisfatórias.

O fato é que Alien Colonial Marines passou uma boa parte da atual geração de molho, sofrendo atrasos e deixando uma pulga atrás da orelha dos jogadores com relação as suas reais chances de chegar a ver a luz do dia. Isso até o ano de 2011, quando mais um teaser foi lançado para reacender a chama da esperança naqueles (tolinhos) que nunca perdem a esperança:





12 DE FEVEREIRO DE 2013

Essa foi a data de lançamento do jogo. Usando o motor gráfico Unreal 3 e sendo lançado para PS3, 360 e PCs, Alien Colonial Marines chegou fazendo muito, mas muito barulho...pelos motivos errados.


A PRIMEIRA (E ÚLTIMA) MEIA  HORA

Gostaria de esclarecer um detalhe: AINDA NÃO JOGUEI ACM. Não, o post não se trata de um review. Não dá pra analisar algo que não joguei. A sua razão de ser vem das impressões causadas em mim por aqueles que já jogaram o game e não têm muita coisa boa a falar a seu respeito.

O primeiro deles foi o Zangado. Infelizmente não posso colocar a janela com o vídeo, mas deixarei o link para quem quiser assistir:


Apesar do comentário inicial do autor do vídeo, de que “gráficos não fazem um game”, durante quase toda a primeira meia hora com o jogo essa foi a principal queixa do Zangado a respeito do game. E sabe por quê? Porque comprar Alien Colonial Marines é levar o maior gato por lebre que eu vi na atual geração de games. Mais uma janela de vídeo vai explicitar o meu ponto de vista (e de outros milhares):




A impressão que eu tive assistindo ao vídeo foi a de que ACM se utiliza do mesmo motor gráfico de Aliens VS Predator, de 2010. E, pode acreditar, isso não é um elogio...
O jogo citado não chega a ser ruim. Um pouco das minhas impressões acerca desse título podem ser encontradas no post Nono Passageiro, então não vou me prolongar nesse tópico.

Para que não fique a impressão de que ACM foi vítima de pura Ad Hominem, passarei para o segundo review que li sobre ele e que acabou servindo como o tiro de misericórdia na minha vontade em adquirir o jogo.


NO ESPAÇO, NINGUÉM VAI OUVIR VOCÊ GRITAR (DE RAIVA)

"Esta é uma história longa demais pra explicar. Vamos matar xenomorfos!"

























O título é uma alusão ao tragicômico texto da jornalista de games, Flávia Gasi, do eterno site Omelete.
No texto, Flávia deixa claro de uma forma bem competente os quês e porquês de ACM não dever ser comprado por quem procura uma experiência à altura da série nos cinemas. A seguir, comentarei alguns trechos do review.

Alien Colonial Marines, de acordo com o texto, sofre de sérios problemas de física e de I.A por parte dos inimigos e ajudantes do seu pelotão.
Os atrapalhantes nem me preocupam muito, pois detesto npcs metidos a expertos que te roubam aquele planejado headshot que levou vários segundos para realizar. O que mais me chamou atenção foi a descrição da I.A dos Aliens, estrelas principais do espetáculo: nesse e em outros textos, os aliens são comparados a “zumbis de Resident Evil”, que só sabem saltar de dutos de ventilação e vir correndo em linha reta pra cima do jogador. Um triste rebaixamento às criaturas que já davam aulas de stealth quando Snake e Sam Fischer ainda usavam fraldas.

“O que afeta o jogador, em todo caso, é que a obra foi vendida como um jogo que não existe. Foram seis anos de desenvolvimento, muitos vídeos, e nada disso é encontrado no produto final”.


Um xenomorfo sendo photoshopado

Isso foi o que mais me irritou ao ler o texto de Flávia Gasi: a tentativa infantil e ingênua dos desenvolvedores de passar gato por lebre a jogadores com anos de bagagem com a franquia Alien. E o pior: de acordo com o texto a Gearbox teria terceirizado o desenvolvimento do game à infame Timegate, sendo que a parte de responsabilidade da Gearbox seria apenas no tocante ao multiplayer.

Muito triste e revoltante constatar o tipo de tratamento que as detentoras dos direitos de uma franquia dão a sua galinha dos ovos de ouro, não demonstrando o mínimo de cuidado em garantir que a sua propriedade intelectual será representada a contento.


Um jogo desses só levando na brincadeira mesmo...





















Ah, antes que eu me esqueça: Alien Colonial Marines levou apenas uma “ovada” por parte da escritora, sendo classificado como ruim de acordo com os critérios de avaliação do site.


GAME OVER, MAN. GAME OVER...

Nem com Gameshark...























Infelizmente, todos os indícios levam a crer que ACM parece ter caído na maldição dos jogos que tentam superar suas obras originais, seja em conteúdo ou continuidade de enredo, sem ao menos sequer chegar perto de alcançar o sucesso.
Gráficos medíocres (na melhor das hipóteses). Trailers e screenshots falsos... Como disse antes, a impressão que tive foi que o game usa o motor gráfico do AVP de 2010, de três anos atrás, sendo que ACM já sai perdendo para seu antepassado pois, logo de cara, descarta o controle das outras duas raças em prol de uma campanha puramente “humanitária”, se é que deu pra entender...

Foi pra isso que o jogo foi adiado tantas vezes? Infelizmente, minhas dúvidas sobre o jogo não param por aqui. De fato, alguns detalhes em games dessa franquia sempre me causaram certa irritação:

-por que raios os criadores de games acham que dá pra um humano sair no tapa com um Alien?


Acabou a bala? Senta-lhe o braço!

-por que os marines, tendo plena noção da ameaça que irão enfrentar, partem para as missões de peito aberto e trajando tecnologias obsoletas que não fazem jus à ameaça enfrentada (leia-se: trajes que não protegem contra queimadura por ácido; capacetes abertos e convidativos a um abraço de facehugger; armas de impacto e de explosão para lidar com verdadeiras bombas de ácido molecular; detectores do tipo “micro alterações na densidade do ar o meu rabo” em pleno século 22...)?
























-por qual motivo os diretores e roteiristas dos jogos não se desapegam de certos momentos “crássicos” da série, como a batalha de Ripley contra a Alien rainha na empilhadeira? Ao menos para mim, ficou claro no filme que Ripley estava apenas se valendo de seu aguçado senso de sobrevivência e improvisando um pouco diante da situação de desespero. Ainda na cena do filme fica clara a falha lógica no uso da empilhadeira: ela deixa o torso da heroína COMPLETAMENTE DESPROTEGIDO contra óbvios e esperadas estocadas com a calda por parte da matriarca enfurecida.
Mas em games de toda a sorte e momentos cronológicos diversos os marines teimam em usar o mesmo artifício que a tenente Ripley. Vai entender...


A arma definitiva

Depois de alguns vídeos desanimadores, um metascore de 46 no site Metacritic e uma nota 5,9 no Game Trailers, fica difícil até para o mais ferrenho dos fãs depositar alguma esperança na qualidade do game.
É difícil, também, partir em defesa de uma produtora que idealiza a cena da criatura mais letal do universo de bumbum para cima, pendurada pelo rabo. Infelizmente não achei nenhuma foto com o flagra da cena, mas é fácil assistir a esse hilariante momento em qualquer um dos vídeos citados neste post.

A Gearbox parece não ter conseguido escapar de cair no erro do qual todos esperávamos que ela justamente NÃO caísse: o de fazer um jogo genérico e americanóide de atirar em Aliens. O mínimo que esperávamos é que ela apresentasse o mesmo padrão de qualidade dos jogos da série na qual parece ter alguma expertise.  Claramente não foi o que aconteceu...


Não dá pra comprar só o boneco não? Jura que o jogo tem que vir junto?

Lembram do que eu costumo dizer sobre detalhes dando pistas da real qualidade de um produto? Até a edição de colecionador do game dá uma pista do “esmero” com que o jogo foi feito: ela vem com um boneco de um marine e um Alien retratando o clássico (e engessado) momento da luta de Ripley na empilhadeira. É isso mesmo que você leu: a Sega e suas comparsas querem te convencer que vale a pena pagar R$379,00 em um boneco e, de quebra, ganhar um jogo ruim e mal-acabado como bônus.
Nada de livro de artes; DVD com making off; CD com trilha sonora.
Mas, pensando bem, de que vale o conteúdo extra de um conteúdo de baixa qualidade?

Não joguei ACM e provavelmente nem vou chegar a fazê-lo. Talvez... E sabe por quê? Pelo mesmo motivo que não comprei o DVD de AVP 2: porque sou fã absoluto da série e acho, além de uma indignidade, um desserviço comprar um exemplar tão ruim e de baixa qualidade de uma das séries que mais gosto. É o tipo de recado que uma iniciativa porca como a deste game merece ser dado aos produtores: GAMERS, PRINCIPALMENTE FÃS DE FRANQUIAS CONSAGRADAS, SÃO MUITO EXIGENTES. NÃO SÃO LATAS DE LIXO COM DINHEIRO NA CARTEIRA ESPERANDO PARA ENALTECER O TRABALHO DE EMPRESAS PREGUIÇOSAS QUE QUEREM GANHAR DINHEIRO DA MANEIRA MAIS FÁCIL.


Esse filme joga a cronologia de AVP no lixo

É bom saber que ainda existem pessoas que se preocupam em criar de forma competente, como no caso do filme Prometheus.
Esse tipo de desastre com uma franquia deixa claro que o tempo passa para algumas séries. Os interesses vão diminuindo, ao mesmo tempo que o suposto potencial de marketing de um produto vai arrefecendo diante de produtoras gananciosas que só enxergam através de cifras.
Nem todas as séries clássicas têm a mesma sorte de casos como o de Batman Arkham Asylum, em que pessoas novas com boas idéias na cabeça decidem fazer verdadeiras declarações de amor a franquias as quais acreditam que nunca devem morrer. ATUALIZADO: o dia fatídico chegou, e se quiser ler a minha análise do jogo, cliquei AQUI.


Já na hora de pôr os pingos nos is com nessa franquia

Para não concluir o post em total clima de abandono e desilusão, gostaria de deixar um hilário vídeo que tem um pouco a ver com a paixão que descrevi no parágrafo acima.





Au Revoir!